08/06/2026

Tudo por causa de um grande amor

Algumas simples variações sobre a conhecida sentença de São Columbano, “tudo por causa de um grande amor”: 

(I) Tudo por causa de um grande amor,

pelo qual entendemos o nosso valor.

(II) Tudo por causa de um grande amor,

que nos outorga o bom humor.

(III) Tudo por causa de um grande amor,

que enche o coração de calor.

(IV) Tudo por causa de um grande amor,

o qual nos faz te amar Senhor.

(V) Tudo por causa de um grande amor,

que nos engendra verdadeiro ardor.

(VI) Tudo por causa de um grande amor,

que nos faz entender Seu benfazejo favor.

(VII) Tudo por causa de um grande amor,

que nos faz te adorar, ó bendito Criador.

(VIII) Tudo por causa de um grande amor,

em razão de um tão terrível pecador.

(X) Tudo por causa de um grande amor,

que me faz lembrar do monge confessor.

(X) Tudo por causa de um grande amor,

pois sei que o Senhor é meu Benfeitor.

(XI) Tudo por causa de um grande amor,

pois sei que o Senhor é meu Defensor.

(XII) Tudo por causa de um grande amor,

pois que o Senhor é meu Pastor.

(XIII) Tudo por causa de um grande amor,

ao qual nada se deve antepor.

(XIV) Tudo por causa de um grande amor,

no qual está meu imutável penhor.

(XV) Tudo por causa de um grande amor,

no qual está todo o meu verdor.

(XVI) Tudo por causa de um grande amor,

que é o meu verdadeiro ensinador.

(XVII) Tudo por causa de um grande amor,

que da virtude é o abrasador.

(XVIII) Tudo por causa de um grande amor,

que inspira meu coração trovador.

(XIX) Tudo por causa de um grande amor,

que encanta meu coração pensador.

(XX) Tudo por causa de um grande amor,

que consola meu coração sofredor.

(XXI) Tudo por causa de um grande amor,

que de minha alma é o remédio curador.

(XXII) Tudo por causa de um grande amor,

que é a razão do meu louvor.

(XXIII) Tudo por causa de um grande amor,

que é o meu assunto orientador.

(XXIV) Tudo por causa de um grande amor,

a regra para aferir tudo o que tem valor.

(XXV) Tudo por causa de um grande amor,

outorgado por Vós, meu Divino Resgatador.


07/06/2026

Viajei até o mar

(I) Viajei até o mar,

e aos peixes intentei pregar,

e eles me disseram:

Antônio já veio nos ensinar.

(II) Viajei até o mar,

e me deixaram a sós.

Os peixes falaram:

é melhor viver só.

(III) Viajei até o mar,

ao vento confessei,

e pelos pombos entendi:

é porque muito amei.

(IV) Viajei até o mar,

para um pouco descansar,

e ao ver uma bela mulher

reminisci o que é amar.

(V) Viajei até o mar,

com as conchas pude dialogar

e ouvi o vento me falar:

deixa disto, ainda hás de amar.

(VI) Viajei até o mar,

vi os golfinhos se aconchegar,

e ouvi os céus dizerem:

és assim que tens de amar.

(VII) Viajei até o mar,

aos navios vi navegar,

e um ambulante ouvi cantar:

a beleza está em amar.

(VIII) Viajei até o mar,

aos caracóis pude pegar,

e a minha avó ensinou:

amar é se doar.

(IX) Viajei até o mar,

vi muitos a nadar,

alguém então falou:

amar é como velejar.

(X) Viajei até o mar,

e um mistério pude contemplar,

um casal de idosos a cantarolar:

Ah! Como é bom amar!

(XI) Viajei até o mar,

as ondas pude observar

e escutei o mar segredar:

ver a Deus é amar.

(XII) Viajei até o mar,

e, então pude me acalmar

e um peixinho me indagou:

e agora, vais deixar de amar?

(XIII) Viajei até o mar,

e pude me encontrar.

Então, uma ostra me falou:

isto é dor de quem sabe amar.

(XIV) Viajei até o mar,

vi sua imensidão singular

e os anjos me ensinaram:

tu foste feito para amar.

(XV) Viajei até o mar,

e então pude me lembrar

da sabedoria dizendo:

viver é amar!

(XVI) Viajei até o mar,

e me alegrei a celebrar,

e as raias proclamaram:

sejas homem, vive para amar!

(XVII) Viajei até o mar,

e me emocionei ao perceber

quando uma gaivota cantou:

ame para viver!

(XVIII) Viajei até o mar,

vi uma baleia pular,

e um grande peixe me falou:

a grandeza da vida é amar.

(XIX) Viajei até o mar,

compreendi o que é honrar

e um camarão me ensinou:

inteligir é amar.

(XX) Viajei até o mar,

na vida pude meditar

e as algas sussurraram:

sabedoria é amar!

(XXI) Viajei até o mar,

e pude nas águas entrar,

e ouvi um pássaro cantar:

a ordenança é amar!

(XXII) Viajei até o mar,

na vocação pude meditar,

e ouvi Camões cantar:

escrever é amar.

(XXIII) Viajei até o mar,

e na hora de voltar

o pôr do sol me declarou:

sempre tens de amar!


Tudo por causa de um grande amor

Algumas simples variações sobre a conhecida sentença de São Columbano, “ tudo por causa de um grande amor ”:  (I) Tudo por causa de um gra...