Os
mistérios do futuro são imprevisíveis,
as glórias
do passado são imarcescíveis.
A certeza
do futuro é a sua imprevisibilidade,
a certeza
do passado é sua imutabilidade.
“Não há
nada de novo debaixo do céu”,
ensinara o
Pregador; mas, todos estão sob o fado
do tempo,
que ao homem sujeita ao juízo como réu,
fazendo com
que a vida se torne vaidade e enfado.
Mas, se o
futuro não tem como prever,
pelo
passado se consegue o compreender;
pois, o que
já foi novamente voltará a ser,
e assim se
tem o ciclo natural inalterável do viver.
Para se
entender o futuro há de se voltar ao passado;
e isto tira
da vida a vaidade e seu pesado fardo;
pois, se
não se pode antever o que vai ocorrer
o hoje se
torna um eterno e atual acontecer.
Saber e
conhecer o passado é entender o futuro;
e ainda que
este seja um mistério obscuro,
o ciclo do
passado volve de novo no que virá,
embora nem
todos entendam o que se passará.
Eis a
sabedoria: o futuro está no passado,
pois honrar
o passado é construir o futuro;
e isto faz
o viver ficar ordenado e compassado
sob a honra
e a decência a fim de livrar do perjuro.