01/05/2026

Resposta sobre abusos litúrgicos

Prólogo.

 

Vossa dileção houvera me indagado as seguintes questões a respeito dos abusos litúrgicos:

I) O que é abuso litúrgico?

II) Qual a causa dos abusos litúrgicos?

III) Qual o efeito dos abusos litúrgicos?

IV) Se os abusos litúrgicos são expressão de doença da alma?

Assim, responder-lhe-ei de modo adequado a cada uma destas questões, a fim de se ter uma explicação mais específica sobre este mal sem-par que assola a cristandade hodierna.

Os abusos litúrgicos são os piores males que se assomaram à vida da Igreja hodierna: pois o abuso litúrgico é tanto rejeição a Deus quanto rejeição de si mesmo.

 

Artigo 1: O que é abuso litúrgico?

 

A abuso litúrgico, ou prostituição litúrgica, é tudo aquilo que é sacrílego em relação a postura e as ações que concernem ao fiel e/ou ao sacerdote dentro da Igreja; onde há um sacrilégio na vida interna da Igreja se tem abuso litúrgico ou prostituição litúrgica. Portanto, o abuso litúrgico é a perversão total da santidade que convém a casa de Deus (cf. Sl 93.5).

 

Artigo 2: Qual a causa dos abusos litúrgicos?

 

A causa do abuso litúrgico é o demônio da luxúria (cf. Os 4.12); por isso, o abuso litúrgico é ao mesmo tempo expressão de engano demoníaco, da corrupção da vida espiritual e da falta de sujeição a Deus. Portanto, os abusos litúrgicos surgem dos enganos do demônio da luxúria, o qual faz com que os fiéis se corrompam espiritualmente e moralmente, e ainda os faz se apartar da sujeição a Deus; pois, os abusos litúrgicos são afronta direta e total contra Deus. Por isso, aqueles que se enlameiam com os abusos litúrgicos não possuem entendimento e são transtornados (cf. Os 4.14).

 

Artigo 3: Qual o efeito dos abusos litúrgicos?

 

O efeito do abuso litúrgico é a imoralidade (cf. Os 4.13); além dos erros litúrgicos na adoração a Deus, os abusos litúrgicos conduzem a vida interna da Igreja para a sujeição e o costume da prática de fornicação e de adultérios. A falta de retidão dos que confessam a fé, as mais das vezes, inere diretamente nos abusos litúrgicos; pois, quem comete abuso litúrgico diante de Deus não tem padrão moral para nada na vida.

Portanto, os efeitos dos abusos litúrgicos são terríveis: fornicação e adultério; ou dito em outros termos, os efeitos dos abusos litúrgicos manifestam-se na promoção de todas as formas de prostituição por parte daqueles que se dizem cristãos. Pois, os que se perdem em meio aos abusos litúrgicos além de desonrarem a Deus também destroem a si mesmos. Por isso, o caminho dos abusos litúrgicos é um caminho de perdição.

 

Artigo 4: Se os abusos litúrgicos são expressão de doença da alma?

 

Os abusos litúrgicos por serem expressão da rejeição a Deus, acabam por também ser rejeição a razão; pois, se alguém sabe pela reta razão que não convém praticar certas ações na Igreja, então ao fazê-lo deliberadamente rejeita a razão; por isso, nos dois sentidos os abusos litúrgicos são rejeição a razão: tanto no sentido natural, na renúncia pessoal ao ato de pensar, quanto no sentido revelacional, na rejeição aos mandamentos divinos.

Com efeito, os abusos litúrgicos são expressão de doença da alma, porque antes foi expressão da rejeição a Deus; pois, aqueles que rejeitam e esquecem-se de Deus acabam por bestializar a si mesmos (cf. Rm 1.20-32); e com os abusos litúrgicos não é diferente: ao cometerem os infamantes abusos litúrgicos se declara nestes atos a rejeição a Deus; logo, os abusos litúrgicos fazem com que os homens se bestializem a si mesmos.

Assim sendo, os abusos litúrgicos se tornam expressão de doença da alma, da morbidade da alma, que ao não encontrar um escape social ou existencial se torna em afronta contra Deus na vida eclesial. O lixo da rejeição a Deus por parte do indivíduo se torna manifesto nos mais variados abusos litúrgicos cometidos de maneira obstinada e vil como modo do indivíduo se divertir, ou seja, de velar de si a própria miséria.

Os abusos litúrgicos são os divertimentos dos insolentes e luxuriosos que ao não se arrependerem das infâmias que praticam tratam de inventar um falso cristianismo onde se é permitido a putaria litúrgica.

 

Epílogo.

 

Ora, espero que estas respostas lhe sirvam bem e espero que consigam explicar vossas indagações; e é bom sempre lembrar que os abusos litúrgicos são fruto da obra do demônio. E se por acaso ainda houve alguma dúvida a este respeito, não hesite em me perguntar. E termina aqui esta resposta. Laudate Deo


26/04/2026

Anátema a ordenação de mulheres ao sacerdócio

Prólogo

 

A mais nojenta e hedionda perversão da fé reta e sólida é a ordenação de mulheres ao sacerdócio; a ordenação de mulheres ao sacerdócio é evidência inegável de que o demônio passou a dominar as ações e os modos de operação daqueles que se dizem cristãos.

Pois, o vilipêndio moral e espiritual que advêm da aceitação da ordenação de mulheres ao sacerdócio não somente é uma afronta a Deus, mas é a declaração cabal de que os homens se tornaram donos das Igrejas; somente a cristandade que se sujeita aos poderes de mando aceita a infame prática de ordenação de mulheres ao sacerdócio.

Por isso, em alto e bom tom, e em ecos globais, se faz necessário pronunciar Anátema a ordenação de mulheres ao sacerdócio, e anátema a todos aqueles que consentem e/ou apoiam a ordenação de mulheres ao sacerdócio. E isto pelas seguintes razões:

 

§ 1

 

A Sagrada Escritura prescreve como ordenança (mandamento) que o Sagrado Sacerdócio é apenas para os homens (cf. 1Tm 3.1-13; 2Tm 2.24; Tt 1.5-9); e a Sagrada Tradição também prescreve isso de maneira inconcussa e indivisa ao longo da história. Portanto, a aceitação da ordenação de mulheres ao sacerdócio é ao mesmo tempo vituperação da autoridade da Sagrada Escritura e da autoridade da Sagrada Tradição.

 

§ 2

 

A Sagrada Escritura ensina que quando mulheres governam o povo de Deus, isto é, quando há aceitação da ordenação de mulheres ao sacerdócio (cf. Is 3.9-12), isto se dá porque há apostasia, o que por sua vez traz engano e destruição para o caminho da santidade. Com efeito, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é evidencia de apostasia e tem por frutos o engano e a destruição, além do que os que aceitam a ordenação de mulheres ao sacerdócio, tanto os que defendem isso quanto os que consentem nisso, fazem mal a própria alma.

 

§ 3

 

A ordenação de mulheres ao sacerdócio é montanismo; e isto se prova pela autoridade de Santo Agostinho, que no livro “De Haeresibus” (cap. 27) dissera que a ordenação de mulheres ao sacerdócio é prática montanista. Com efeito, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é prática comum a uma das piores e mais demoníacas heresias que já assolaram a cristandade, o montanismo. Portanto, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é evidência do espírito montanista atuando em meio a cristandade.

 

§ 4

 

A ordenação de mulheres ao sacerdócio é coliridianismo; e isto se prova pela autoridade de Santo Epifânio da Salamina, que no “Panarion” (cap. 79) dissera que os coliridianos, além de terem a Virgem Maria como deusa também tinham sacerdotisas. Com efeito, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é uma prática comum a uma das piores e mais nefastas heresias que já assolaram o cristianismo, o coliridianismo. Portanto, a ordenação de mulheres ao sacerdócio, por ser coliridianismo, é a tentativa de eudeusamento das mulheres - uma espécie de proto-feminismo.

 

§ 5

 

A ordenação de mulheres ao sacerdócio, a prática sacerdotal, segundo Santo Irineu no “Adversus Haereses” (I, 13, 2) é prática gnóstica; é próprio dos gnósticos arrolarem para mulheres práticas sacerdotais. Portanto, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é gnosticismo, onde os gnósticos acham que receberam uma “revelação superior” a ponto de poderem ordenar mulheres ao sacerdócio.

 

§ 6

 

A ordenação de mulheres ao sacerdócio, segundo Tertuliano no “De praescriptione haereticorum” (cap. 41) é fruto da frivolidade e da libertinagem dos hereges; a libertinagem das mulheres heréticas é que engendram a soberba e a ousadia para ensinar, discutir, e fazer tudo quanto compete ao Santo Sacerdócio; isto, evidentemente, é obra do demônio da luxúria. Portanto, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é consequência da frivolidade e da libertinagem dos hereges e daqueles que participam em suas heresias.

 

§ 7

 

E pelas razões ora aduzidas, que por si são suficientes, se declara os seguintes anátemas:

(i) Anátema a ordenação de mulheres ao sacerdócio.

(ii) Anátema àqueles que consentem com a ordenação de mulheres ao sacerdócio.

(iii) Anátema àqueles que comungam com sacerdotisas.

(iv) Anátema àqueles que promovem sacerdotisas nos assuntos da fé.

(v) Anátema àqueles que apoiam seitas que ordenam mulheres ao sacerdócio.

 

Epílogo

 

Ora, conclui-se aqui estes argumentos; pois, a ordenação de mulheres ao sacerdócio, por todos os meios, é perversão total da fé reta e sólida; na verdade, onde há sacerdotisas Cristo foi pisado e cuspido (cf. Hb 10.29), pois sua ordenança para o sacerdócio fora totalmente rejeitada e vituperada. Que o bondoso Deus mantenha seus servos incólumes da maldição do sacerdócio feminino, e que nunca falte bom senso e ousadia aos cristãos verdadeiros para anematizar a ordenação de mulheres ao sacerdócio. E termina aqui este escrito. θεῷ χάρις


Resposta sobre abusos litúrgicos

Prólogo.   Vossa dileção houvera me indagado as seguintes questões a respeito dos abusos litúrgicos: I) O que é abuso litúrgico? II)...