Oh, homem
soberbo, de estirpe insignificante,
criaste para
ti mesmo uma doutrina infamante;
contra a
vera autoridade vos levantaste
e para vós
um ajuntamento de loucuras formaste.
Oh, gado
soberbo, que seguis uma doutrina estranha,
vós
assaltais e vituperais a verdade em sua entranha;
a partir de
uma soberba calcinada pela feitiçaria
tornaste a
sagrada doutrina em prostituta tapeçaria.
Na doutrina
sois ao mesmo tempo usurpador,
imbecil e
obstinado blasfemador;
como
usurpador plagiaste o digno Alcorão,
e impregnaste
passivamente que fé é obstinação;
como
imbecil vos achaste superior aos escolásticos
e decaíste
na anti-razão própria dos sarcásticos;
e como
obstinado blasfemador da Verdade
erigiste
uma doutrina anti-humanidade.
Oh, Lutero,
homem infernal e demonioso,
quando pelo
cardeal Caetano fostes confrontado
demonstraste
que sois contra a Verdade um odioso,
que ao ser
pelo saber tomista enfrentado
decaíste no
sofisma de petição de princípio
ao cometer
erro lógico, metafísico e principiológico;
os erros de
Lutero e dos outros “reformadores”
são a
gestação de uma cultura de destruidores.
Tu te
vociferaste contra a teologia dionísica,
sem
entender no que a mesma de fato implica;
os
mistérios sagrados são velados dos porcos:
ó soberbo
Lutero isso se torna evidenciado
em vossa
doutrina, amontado de esparsos charcos;
que desgraça
ter sido pelo demônio enganado.
A teologia
do protestantismo é pura usurpação
e os
protestantes são um novo gado a cada estação.