28/08/2023

Anatomia de um Apóstata

Prólogo.

 

1. Tendo visto uma medonha decadência espiritual em razão da apostasia de um ex-presbítero de uma Igreja Evangélica de linha pentecostal, e das consequências inimagináveis desta apostasia no seio da Igreja, não somente as pentecostais, mas de outras igrejas evangélicas que se renderam a apostasia, resolvi elucubrar brevemente sobre este assunto; pois, um apóstata é tão perigoso quanto um homem-bomba; a diferença está que o homem-bomba mata as pessoas fisicamente se explodindo, e o apóstata mata as pessoas espiritualmente bem como mata a alma das pessoas que se deixam enfeitiçar pelas mentiras e pelos enganos do apóstata.

2. O perigo da apostasia, é que pelas mentiras, calúnias e sentimentos medonhos que provêm de um único apóstata, até mesmo toda uma cidade é contaminada e aos poucos vai sendo destruída; a Escritura afirma: “Quando as pessoas honestas abençoam uma cidade, ela se torna importante, mas as palavras dos maus a destroem” (Pv 11.11 NTLH). As palavras dos maus destroem uma cidade! A Escritura afirma isso categoricamente; e um apóstata, ao contaminar os outros com sua apostasia, torna-se a base para a destruição moral, e, por fim, a destruição de tudo de bom que há numa cidade; a morte na cidade de que falara Francis Schaeffer, é consequência direta da apostasia.

3. Além disso, tendo visto que um apóstata, mesmo maltratando a própria mulher, bem como batendo, maltratando e matando animais indefesos, e ainda, destruindo a natureza, o que por si demonstra a violência no coração do apóstata, o que mais chama a atenção é o fato que mesmo muitas pessoas de bem sabendo de tais atos, ainda sim apoiam e incentivam as atitudes malignas do apóstata. Por isso, é necessário compreender a apostasia para vigiarmos ao máximo com a pureza de nossa fé, pois, o tesouro maior que temos enquanto seres humanos é a vida e a nossa fé; assim, eis algumas breves e sintéticas reflexões sobre o estado do coração de um apóstata, fazendo assim uma anatomia de um apóstata.

 

Capítulo I: O apóstata: instrumento de contaminação espiritual.

 

4. O apóstata é instrumento de contaminação espiritual. O autor aos Hebreus adverte para que se tenha o cuidado de que nenhuma raiz venenosa cresça no meio dos cristãos, a qual priva os homens da graça de Deus os contaminando (cf. Hb 12.15); tal raiz venenosa é semeada pelo apóstata, pois, todo apóstata semeia sentimentos medonhos e venenos espirituais por onde quer que passe. Na verdade, o apóstata é instrumento maligno para contaminar a alma e a vida espiritual dos cristãos.

5. Por isso, onde há um apóstata começará a haver contaminação espiritual; um apóstata é carregado de sementes ruins, para fazê-las germinar nos corações desavisados e símplices, a fim de que estes sejam contaminados e estejam sujeitos a todo o lixo psicológico e espiritual que possa contaminar as almas daqueles que tem fé; o cuidado para que não se brote em meio ao solo do coração alguma erva venenosa é justamente esta erva que é semeada pelos apóstatas, que tendo sido semeados pelo Diabo, tornam-se ímpios e praticam a impiedade, e procuraram corromper o máximo possível de pessoas a fim de torná-las instrumento de apostasia e degeneração espiritual na propagação do mal e das práticas viciosas do apóstata, como a calúnia, a mentira, a difamação, etc.

6. Portanto, onde há um apóstata, logo, haverá a decadência espiritual; um apóstata é sempre guiado e influenciado pela obra maligna; e a obra maligna que acompanha um apóstata é sempre “enfeitiçadora”, arrastando pessoas e mais pessoas para a prática do mal e das obras malignas; e observa-se um fato curioso, onde não havia práticas viciosas e medonhas, quando se tem a influência do apóstata, a simplicidade e a pureza natural da vida é corrompida e, então, tudo aquilo que antes era tido como virtuoso e como prática de boas-obras, torna-se vilipendiado, e estas pessoas influenciadas pelo apóstata passam a ridicularizar e maldizer algum cristão verdadeiro que pela luz de Cristo brilha contra as trevas semeadas pelo apóstata. O apóstata é instrumento de contaminação espiritual para obnubilar as gentes para a luz de Cristo presente na vida dos verdadeiros cristãos.

 

Capítulo II: Os apóstatas: evidência da miséria da Igreja Evangélica.

 

7. A influência da apostasia na igreja evangélica, se dá principalmente através de algum apóstata; e a influência de um apóstata nas práticas da igreja evangélica, onde a própria igreja se torna subserviente as práticas apostasiosas as quais desfiguram o propósito de Cristo para a igreja, demonstram a miséria da igreja evangélica; as igrejas locais que se rendem a práticas coniventes com a apostasia, logo, serão elas próprias viveiros de apostasia.

8. A influência ignominiosa de um apóstata nas práticas espirituais da igreja, torna a própria igreja uma agente de apostasia; os apóstatas são inúteis espirituais, isto é, não tem nenhum bem espiritual e nenhuma boa dádiva da comunhão com Deus; por isso, a igreja que se rende a práticas ou a vícios dos apóstatas são desfiguradas espiritualmente e, por consequência, morrem espiritualmente.

9. Por isso, uma igreja local, ou igrejas locais, que se rendem a apostasia se tornam em elementos de manipulação, ou então, em berços de práticas viciosas e/ou práticas diabólicas, que pelo engano maligno insuflado pelo apóstata se tornam parte da existência dos cristãos e torna estes sujeitos a obra demoníaca. Portanto, o cuidado com a apostasia deve ser absoluto, e a rejeição para com os vícios provenientes de um apóstata ainda mais, porque estes enganam e engodam sem que sequer alguém se aperceba. Logo, a influência de um apóstata nas práticas da igreja, é evidencia da miséria espiritual das igrejas que se rendem as calúnias, mentiras e maledicências dos apóstatas.

 

Capítulo III: A influência do apóstata e suas consequências.

 

10. A influência do apóstata tem sérias consequências; aqui, menciona-se as mais comuns.

a. A destruição das virtudes.

11. A influência do apóstata se estende até a destruição das virtudes; no apóstata as virtudes teologais são desfiguradas: a fé deixa de ser elemento preponderante e se torna apenas elemento de manipulação psiquista; a esperança perde-se em meio a ira, e a esperança da ira sempre se perde (cf. Pv 11.7); a caridade, se torna esvoaçada e é transformada em violência e ódio, a qual se manifesta na destruição da natureza. Na apostasia as virtudes teologais são desfiguradas e aos poucos vão desparecendo; como diz o Evangelho: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12). Na multiplicação da iniquidade, e a iniquidade é sinal de apostasia, as virtudes são desfiguradas.

12. Mas a influência do apóstata também ocasiona a desfiguração das virtudes cardeais: a temperança se torna em intemperança e em desespero; a justiça torna-se e transmuta-se em injustiça e na aceitação de tudo aquilo que infere a justiça; a fortaleza transforma-se em fortaleza medonha, e é transmutada em medo e em consequência em violência para proteger o próprio medo; a prudência se transforma em astúcia, na pressa em correr para fazer o mal (cf. Pv 1.16). Portanto, quando há apostasia as virtudes cardeais se transmogrifam em vícios cardeais.

13. E o apóstata passa a ser instrumento para semear os vícios cardeais que contaminam as pessoas símplices e as práticas das igrejas que deixam se enveredar pelos caminhos da apostasia; e assim, as virtudes que antes eram cultivadas e incentivadas com honra e pudor, passam a ser desmerecidas e escarnecidas por aqueles que tendo sido capturados pelos laços da apostasia se formam como uma roda de escarnecedores das virtudes de outras pessoas. Por onde os apóstatas deixam rastros de influência pecaminosa e diabólica, logo, haverá a frutificação de tudo tipo de escárnio contra as virtudes e de deboche enraivecido por causa da inveja sobrelevada que contamina a muitas pessoas pelo crescimento da apostasia, e que se manifestam contra todo tipo de bem natural.

b. O inferir deliberadamente a liberdade.

14. A influência do apóstata se evidencia no inferir deliberadamente a liberdade; sendo a liberdade uma doutrina fundamental, e uma crença fundamental de todo aquele que é cristão, a inferência da liberdade, constitui-se pecado, e a inferência deliberada da liberdade demonstra a consciência cauterizada, e, portanto, a inferência deliberada da liberdade é sinal pleno de apostasia. Por isso, onde a influência de um apóstata se demonstra, logo começa a haver a inferência deliberada da liberdade.

15. E é de se espantar como que muitos cristãos inferem a liberdade deliberadamente; isto, é fruto da crescente apostasia entre aqueles que se dizem cristãos; pois, do mesmo modo como é doutrina a crença na imortalidade da alma, e a crença na existência de Deus, a liberdade é doutrina que não pode ser inferida, porque a inferência da liberdade é o mesmo que negar a fé, e vituperar esta dádiva concedida por Deus aos homens; por isso, onde há a influência de um apóstata, logo, se observa que as pessoas símplices e/ou desavisadas começam a inferir a liberdade, demonstrando que a contaminação proveniente do apóstata infectara a muitas pessoas.

16. A simples acepção do termo liberdade demonstra que é um princípio inalienável da vida humana; tanto que é princípio jurídico imovível da Constituição e da Declaração de Direitos Humanos, talhado como inviolável. A liberdade não somente é doutrina, também é lei; e como que cristãos inferem a lei e continuam se dizendo cristãos? Simples, a apostasia tomara conta das pessoas e tornaram estas sujeitas a práticas hediondas; a inferência da liberdade é o início de práticas monstruosas que se fazem no seio da sociedade; os “cristãos alemães” que no século passado aceitaram o nazismo e a Igreja do Reich em adoração a Hitler, começaram a ser contaminados com uma ideologia totalitária através da inferência deliberada da liberdade, fato esse que está totalmente documentado e bem explicado nos anais da história.

Portanto, onde há inferência da liberdade, há a influência de algum apóstata destruindo e desfigurando as consciências, bem como incentivando os cristãos a cometerem práticas hediondas. Onde há um apóstata, logo haverá quem infira a liberdade.

c. A contaminação dos jovens.

17. A influência do apóstata se demonstra na contaminação dos jovens; tanto na contaminação dos rapazes, quanto na sensualização das moças; o apóstata que após perder a presença do Espírito no coração, trata de contaminar e desvirtuar aqueles que podem superar e vencer a apostasia; e geralmente, são os jovens, com a força característica da juventude, com o vigor da juvenilidade, que rompem as barreiras deixadas pelos hipócritas e pelos apóstatas das gerações anteriores. Por isso, o Diabo utiliza-se de algum apóstata para contaminar e corromper a juventude.

18. O apóstata contamina e sensualiza os rapazes e as moças. Contamina os rapazes, tornando-os fracos na vontade e trôpegos nos ideais; sensualiza os rapazes deixando-os sujeitos a espíritos malignos que tornam-nos sujeitos a sexualidade desenfreada e desequilibrada; e assim, os rapazes que antes eram permeados pelo ideal e pela força de vontade, se tornam em instrumento de destruição espiritual e de degradação moral, sendo fortes fisicamente, mas sendo fracos intelectivamente e fracos na vontade e imbecilizados no ideal. Contamina as moças, despersonalizando-as, tornando-as objetos, ou quando não transmutando-as em coisas objetificáveis; sensualiza as moças fazendo com que as mesmas percam o recato e a beleza da verdadeira feminilidade; e assim, as moças que antes eram recatadas e tinham pudor, perdem o recato e o pudor, e em alguns casos, as moças passam a querer se transmogrifar em rapazes; ou em outros casos, os rapazes passam a querer se transmogrifar em moças; e todas as loucuras que disto provêm.

19. Deste modo, a influência do apóstata permeia e contamina a juventude com males fatais e medonhos; a juventude que fica sujeita a apostasia, se torna a própria juventude em instrumento do apóstata para fazer males e praticar iniquidade; e não há nada mais medonho do que a juventude contaminada pela apostasia; nem mesmo uma doença grave que tira as forças físicas de um jovem se compara com os graves efeitos da contaminação que um jovem sofre ao se sujeitar a um apóstata; pois, o apóstata é instrumento de destruição das virtudes inerentes a juventude.

d. A despersonalização.

20. A influência de um apóstata se demonstra na despersonalização; é um termo pouco utilizado, mas que tem uma significação muito importante; pois, a despersonalização é o que de pior pode ocorrer com um ser humano, já que despersonalizar é desumanizar (e existem outros significados); e desumanizar sempre ocasiona ou coisas horrendas, ou ocasiona uma série interminável de práticas viciosas, onde se quer mudar o estado natural do ser humano; a Escritura não utiliza o termo despersonalização, mas apresenta fatos do que acontece quando ocorre a despersonalização.

21. No livro de Provérbios fala-se da mulher má; na contextura do livro de Provérbios, é a mulher que fora despersonalizada e que se tornara em poço de maldade, a ponto de ser tornar uma mulher adúltera. E a mulher adúltera anda a caça de vida preciosa (cf. Pv 6.26); a mulher má que anda a caça de vida preciosa, seja em conotações sexuais, para prostituição ou adultério, seja em conotações de fazer maldade, é uma mulher despersonalizada, a qual, por detrás se tem uma forte influência de um apóstata ou de apóstatas; e o caso se aplica também aos homens, aos homens que ficam despersonalizados, e assim ficam a caça de vida preciosa, seja para a prostituição, seja para ficar a espreita para fazer maldade (cf. Pv 1.10-19).

22. Por isso, sempre que houver um homem ou uma mulher que estão despersonalizados, logo, haverá nestes a prática de coisas contrárias a natureza, como a prostituição ou a torpeza (cf. Rm 1.26-27); é sinal mais do que evidente que há influência de um apóstata quando há a prática veemente e constante de “coisas que não convém”, ou para utilizar de uma outra expressão, onde há a influência do apóstata há engenhosidade em baixezas.

E onde há baixeza já é ruim; mas com a despersonalização, os homens e as mulheres que ficam sob a influência de um apóstata se tornam engenhosos em baixeza, se tornam formados na faculdade da baixaria das coisas que desagradam a Deus; pois, um apóstata se torna instrumento de Satanás para semear baixaria e tornar as pessoas símplices em engenheiros da baixeza. Esta é a obra do apóstata.

23. Pois, a despersonalização é influência direta de um apóstata, ocasionando todo tipo de prática hedionda. O Apóstolo diz: “E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; estando cheios de toda iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem” (Rm 1.28-32). Esta descrição do Apóstolo é um testemunho de que, onde há estas práticas, é porque houvera a despersonalização. E é um fato, onde os homens e as mulheres não se importam com o conhecimento de Deus, isto é, não se importam em praticar coisas hediondas, não se importam em inferirem a liberdade e coisas similares, é porque houvera a despersonalização ocasionada pela influência nefasta e nefanda de um apóstata. E isto basta por ora quanto a compreensão da influência nefasta de um apóstata.

24. E termina aqui esta descrição proto-anatômica sobre o apóstata. Bendito seja Deus por todas as coisas. Amém. 


01/08/2023

Nótula sobre resolução 715 do Conselho Nacional da Saúde

1. Recentemente, no dia 20 de julho de 2023, o Conselho Nacional de Saúde promulgou a resolução 715, na qual, entre tantas coisas, tenta legalizar o aborto e a liberação das drogas; evidentemente, o Conselho Nacional de Saúde não tem autoridade para legislar em leis anti-vida; ainda que o Art. 1º, §1º, da Lei Federal nº 8.142/1990, afirme que é competência do Conselho Nacional de Saúde avaliar a situação da saúde e propor diretrizes para a melhoria da saúde nos diversos níveis correspondentes, ainda sim, tudo o que diz respeito a saúde deve respeitar os princípios básicos pelos quais é constituído o Estado brasileiro, o que a resolução 715 de 20 de julho de 2023 viola de maneira colossal.

2. E, mesmo que a Constituição afirme que a saúde é um direito de todos, é bom que se saiba, e isso como uma OBVIEDADE, que não existe lei pró-saúde que seja anti-vida; não existe competência constitucional do Conselho Nacional de Saúde para que alguma lei que seja contrária a vida e a inteligência humana seja aprovada; o aborto é prática anti-vida, logo, o aborto é um ato pleno de inconstitucionalidade; do mesmo modo é com a liberação das drogas, pois, as drogas, como fato comprovado cientificamente, destroem a inteligência; logo, a liberação das drogas é pressuposto anti-saúde, portanto, também é um ato pleno de inconstitucionalidade.

3. Logo, toda a baboseira que o Conselho Nacional de Saúde arrola para si no preâmbulo da resolução 715 é desmontada pelo princípio constitucional imutável de que a vida é inviolável, mesmo diante de ações do Conselho Nacional de Saúde que estejam contra a Constituição. Logo, a proposta de legalizar o aborto e descriminalizar as drogas são princípios anti-saúde, bem como são princípios anti-vida. Portanto, urge aqueles que tem a competência legislativa, tanto os deputados como os senadores protestarem contra a resolução 715, e assim lutarem contra a mesma, porque qualquer mudança na lei é função do legislativo e não do Conselho Nacional de Saúde, o qual nas propostas da resolução 715 demonstra a própria inconstitucionalidade de sua existência ao fazer tais propostas.

 

I. O que é anti-vida é contra a saúde.

 

4. A resolução 715 do Conselho Nacional de Saúde propõe, entre tantas práticas anti-vida, o aborto; e é de se espantar como que pessoas com um pingo de juízo aceitem práticas anti-vida como se fossem monumentos pró-saúde. Aborto é prática anti-vida, logo, é prática anti-saúde; a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma categoricamente no Art. 3: “todo ser humano tem direito à vida”; aborto não é direito a vida; na verdade, o aborto viola o direito a vida da Declaração dos Direitos Humanos; portanto, o aborto é prática contrária aos direitos humanos.

5. Além disso, a Constituição afirma que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, enquanto Estado Democrático de Direito, é a dignidade da pessoa humana (art. 1, inciso III); logo, qualquer prática que infira a dignidade da pessoa humana é ato de inconstitucionalidade; por isso, a prática do aborto além de ser contra os direitos humanos, também é contra a Constituição. Onde há permissão do Estado para o aborto, onde a descriminalização do aborto, não há dignidade da pessoa humana. E a própria Constituição assegura a todos os brasileiros a inviolabilidade da vida (art. 5); por isso, o aborto é totalmente contra a Constituição.

6. Deste modo, como é que o Conselho Nacional de Saúde e o Governo querem apoiar uma prática anticonstitucional; é uma obviedade: uma lei que procura legalizar o aborto, é uma lei anti-vida; então, como que o Conselho Nacional de Saúde, por meio da Conferência para a Saúde, instituída por lei para preservar e avaliar a saúde, incentiva uma prática anti-vida; se o Conselho Nacional de Saúde apoia a legalização do aborto, então, a própria existência do Conselho Nacional de Saúde e da Conferência da Saúde estão contrários as suas disposições e propósito estabelecido por lei; logo, há no Conselho Nacional de Saúde um perigo eminente a ordem constitucional e a ordem democrática do Estado brasileiro; se um conselho nacional incentiva algo anticonstitucional tal como o aborto, então, há desrespeito para com a lei e a ordem.

7. Se o Conselho Nacional de Saúde apregoa uma prática anti-vida, então, o próprio Conselho Nacional de Saúde é anticonstitucional, cabendo a um dos poderes corrigir e coibir as ações anticonstitucionais de um conselho nacional; pois, são inferência direta e destrutiva a harmonia constitucional do país; pois, onde há inconstitucionalidade de um órgão federal, ou de um conselho nacional, se o Congresso e/ou o Senado aprovarem, pode haver um GLO, para garantir a lei e a ordem (art. 142) - no caso, para garantir o cumprimento do direito a vida prescrito pela Constituição e que o Conselho Nacional de Saúde quer burlar implementando uma prática anti-vida, o aborto. É uma máxima básica: o que é anti-vida (anticonstitucional) não é pró-saúde; logo, o que é anti-vida (o aborto) é tentativa de destruir a lei e a ordem.

 

II. O que é pró-droga é anti-saúde.

 

8. A resolução 715 do Conselho Nacional de Saúde também procura descriminalizar o consumo de drogas; e é evidente que o que é pró-droga é anti-saúde; a atitude de se querer descriminalizar as drogas é um desrespeito para com a própria saúde, a qual, segundo a Constituição é direito de todos; e o ativismo ideológico pró-droga, é sinal continental das políticas anti-saúde do governo vigente.

9. Assim sendo, a própria atitude do Conselho Nacional de Saúde em colocar como pauta a ser buscada a descriminalização das drogas, evidencia que o mesmo não preza por aquilo que constitui sua razão de ser, a saber, velar pela saúde e pela preservação e cultivo da mesma. E se o consumo de drogas ilícitas, como o Crack e a Maconha, ou outra droga de mesma espécie, causa perdas quase que irreparáveis à saúde humana, como é que os responsáveis pelo cuidado com a saúde elaboram uma resolução tida como “programa pró-saúde” em que se quer descriminalizar o aborto e descriminalizar o consumo de drogas.

10. Por isso, toda invectiva pró-droga, seja através do Conselho Nacional de Saúde, seja através da atividade político-partidária de magistrados, é sinal clarividente de inconstitucionalidade. A doutrina pró-droga, assim como a doutrina pró-aborto, talhadas sobre as labaredas do anticristo, são sinais evidentes de inconstitucionalidade porque violam a vida e vituperam a saúde; além disso, a descriminalização das drogas, da mesma forma como a descriminalização do aborto, é contra os Direitos Humanos. Evidentemente, o que é pró-droga é contra os direitos humanos.

11. Deste modo, a atitude do Conselho Nacional de Saúde em querer descriminalizar as drogas é proveniente de práticas hediondas e doutrinas que rompem com a ordem constitucional, porque violam a vida, e o direito a vida é uma das bases da ordem constitucional; logo, se há violação ao direito a vida há desordem constitucional. Portanto, segue-se uma obviedade: O QUE É PRÓ-DROGA É ANTI-SAÚDE. E isto basta quanto a análise da resolução 715 do Conselho Nacional de Saúde. 

12. E termina aqui esta nótula. Laudate Deo


Resposta a Fraternidade Sacerdotal São Pio X

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