30/10/2023

Nótulas sobre o nazismo

Prólogo.

 

1. Tendo vossa dileção me feito uma indagação sobre a natureza do nazismo, depois de inúmeras imbecilidades ditas por parte de políticos (o que não é surpresa!), por parte de magistrados (o que também não é surpresa!), por parte de historiadores, entre outros, que falaram inúmeras besteiras a respeito do nazismo, decidi responder a vossa indagação; e geralmente parece que o nazismo é algo fácil de se falar; a cinematografia sempre coloca nazistas como algozes em muitos filmes, pois, nazistas são inimigos fáceis de se maldizer e odiar; geralmente, discursos sofísticos são feitos contra oponentes acusando-os de serem neonazistas, etc.; apesar de todo este mote contra o nazismo, que num senso geral está corretíssimo, a verdadeira face do nazismo não é conhecida, e pior, os verdadeiros motivos-base do nazismo, as fontes do nazismo, passam desapercebidas e nem sequer são elucubradas.

2. Por isso, urge revisitar os baús da história e demonstrar através de fatos irrefutáveis a verdadeira “mão-invisível” por detrás do nazismo, aquela outra ideologia carniceira que se utilizou do nazismo como um cão-bravo para tentar dominar o mundo, a saber, o comunismo; foi o comunismo a mola propulsora do nazismo; foi o comunismo o motivo-base do nazismo; foi o comunismo que deu forma, incentivo, financiamento, apoio e tudo o que foi necessário para o nazismo subir ao poder e se estabelecer; e isto é um fato irrefutável, que se demonstra por milhares de documentos; deste modo, entender a fonte do nazismo, ajuda a entender também a malignidade ainda mais hórrida do comunismo; se o nazismo fora criminalizado, porque o comunismo ainda continua sendo aceito? É uma pergunta que tem várias respostas, mas uma sobressai-se quase como que uma obviedade: o comunismo usou o nazismo, e usou a máquina de propaganda para jogar toda a culpa dos erros nos nazistas; o nazismo foi algo inominável, mas o comunismo é muito pior; Hitler é uma criança perto de Stálin e perto de Mao Tse-Tung. Em relação aos propósitos ideológicos propostos, o comunismo soviético e o comunismo chinês são piores do que o nazismo.

3. A compreensão do que é o nazismo passa por uma série de fatores, desde as concepções iniciais formadas por Hitler, até as concepções finais no auge da Segunda Guerra, tudo aquilo que o nazismo representa como ideologia é de uma complexidade assaz horripilante; mas, ao mesmo tempo em que se compreende o nazismo, se compreende ainda mais o comunismo, e as atrocidades que o comunismo fizera no passado em cultivar a Segunda Guerra, e as aberrações do comunismo em tempos atuais, na tentativa de outra guerra mundial ainda mais devastadora do que a Segunda Guerra; eis, portanto, uma série de respostas que procura responder a pergunta: o que é nazismo? Serão respostas simples e curtas, mas todas embasadas nos documentos históricos e nos fatos esquecidos e em alguns fatos não-conhecidos a respeito da história do nazismo.

 

I

 

1. O primeiro aspecto a ser salientado é que o nazismo é uma cosmovisão-sistêmica. Uma cosmovisão é uma forma de ler o mundo e a vida, e procura ser o açambarcar de um saber integral, um saber sobre tudo; uma cosmovisão-sistêmica, é uma cosmovisão que procura não somente ser uma visão de mundo ou uma filosofia de vida, mas procura reconfigurar a própria realidade a partir de si mesma; o nazismo não somente foi uma forma de ler o mundo e a vida, mas procurou transmogrifar a realidade naquilo que o nazismo configurara para ser a realidade – neste sentido, o nazismo é fruto do hegelianismo.

2. E toda cosmovisão-sistêmica procura ser não somente uma ideologia ou uma religião, mas a própria cultora da realidade; o nazismo acreditava que havia criado a realidade, ou pelo menos, que estava delineando a realidade como ela deveria ser; o espectro do nazismo neste quesito é tão diabólico, que eles se colocaram como “deuses” que criam a realidade da maneira como querem; o nazismo se apresentava como a fórmula proveniente de um “deus”, a saber, Hitler, que procura estabelecer a realidade como ela deveria ser, e que havia sido corrompida pelas outras ideologias políticas e pelas religiões; por isso, o nazismo não tolerou nenhuma ideologia contrária e/ou que o criticasse, bem como procurou acabar com a religião, principalmente tentou acabar com o cristianismo, que Hitler e os nazistas tinham como um inimigo mortal.

3. A assertiva do nazismo como uma cosmovisão-sistêmica foi pouco explorada num sentido geral; mas é deveras certeira; pois, demonstra que o nazismo procurara ser não somente uma ideologia, mas uma ideologia com poderes mágicos, para transmogrifar a realidade naquilo que eles queriam e para reorientar toda a ordem da realidade a partir do ponto arquimédico do nazismo, que se resumia na figura do Führer. No Führer os nazistas diziam ter encontrado alguém capaz de os guiar e formar a realidade a fim de torná-la um anexo do nazismo, e com isso, o Führer subjugaria em si toda a ordem da realidade.

Os nazistas, com isso, fizeram tudo o que fizeram porque se achavam no direito de tornar a realidade um apêndice da doutrina nazista, para com isso, se afirmarem como os novos “demiurgos”, para deificarem Hitler como “deus”, e colocá-lo num pedestal instransponível.

4. O nazismo é uma cosmovisão-sistêmica não somente procurou ler a realidade a partir das lentes trôpegas da ideologia, mas porque tentou subjugar a realidade nas categorias nazistas e tornar tudo aquilo que faz parte da ordem da realidade subserviente ao nazismo. Isto é, os nazistas acreditavam que tudo o que existe só poderia existir se estivesse de acordo com a ideologia nazista; e que tudo aquilo que os homens faziam devia estar de acordo com a ideologia nazista; ou seja, os nazistas queriam controlar a realidade, as consciências dos homens e as ações humanas. Nem as religiões mais radicais jamais procuraram fazer isso; mas, a ideologia nazista, influenciada pelo comunismo e pelo sionismo, procurou criar um “Mito” (Hitler), e através do mito, criar uma imagem que servisse de ponto de interpretação da realidade. Ian Kershaw afirmara que o mito em torno de Hitler se configurou em termos de imagem e realidade, da imagem que “supostamente” cria e sustenta a realidade; por isso, uma cosmovisão-sistêmica é muito mais radical do que qualquer extremismo religioso, já que engana por uma imagem criada pela propaganda, e torna este engano em engodo que subverte e esquizofreniza a percepção sensorial e torna a compreensão da realidade sujeita a esta imagem. Isso é uma caracterização precisa e cirúrgica do que é o nazismo.

 

II

 

1. O segundo aspecto a ser salientado é que o nazismo é uma ideologia; e tal caracterização é quase uma obviedade; quase, porque a definição de ideologia não é das mais fáceis de se explicar corretamente; pois, uma ideologia é uma forma de filosofia ou ciência política, ou sistema sociocultural, que se estabelece em contrariedade a realidade; toda ideologia se coloca contra a realidade, ou na tentativa de velar a realidade e criar uma realidade paralela ou então para destruir a realidade; toda ideologia é uma declaração de guerra contra a realidade e contra tudo o que existe.

2. E existem dois tipos de ideologias: primeiro, a ideologia que é independente, que forma um sistema de guerra contra a realidade em si mesma, como por exemplo, o comunismo, a única ideologia independente dos últimos 200 anos; segundo, a ideologia que é dependente, que forma um sistema de guerra contra a realidade mas que depende de uma outra fonte ideológica. O nazismo é uma forma de ideologia dependente, pois, apesar de ter se estabelecido e dominado quase metade de Europa, o nazismo é totalmente dependente de outra fonte ideológica; e o nazismo só se desenvolveu a sombra desta outra ideologia da qual é totalmente dependente, tal como uma criança que depende do pai ou da mãe.

3. A dependência do nazismo de outra fonte ideológica é uma proposição pouco explorada; mas, os maiores estudiosos do nazismo atestam e comprovam esta verdade; pois, o nazismo começou a decair a partir do momento em que quis ser uma ideologia independente, e que se colocara contra sua fonte básica (quando Hitler quis invadir a U. R. S. S. em 1941); por isso, o caractere ideológico fundamental do nazismo fora tomar a Europa através da rapidez, da guerra relâmpago, da Blitzkrieg; somente uma ideologia dependente procura tomar as coisas com rapidez; a impaciência na dominação cruenta é característica de uma ideologia dependente; enquanto, a lenta luta ideológica é caractere da ideologia que é independente (comunismo, liberalismo).

4. O nazismo, enquanto estivera sob os ditames de uma outra ideologia, fortaleceu-se e serviu de instrumento para dominação mundial; pois, uma ideologia dependente, consciente ou não, é usada pela ideologia independente como instrumento, direto ou indireto, para alcançar seus propósitos; a ideologia dependente é um modo da ideologia independente de se utilizar de outro véu ideológico para implementar o domínio total. E o nazismo, enquanto ideologia, não somente foi uma forma de destruir a realidade, e de guerra contra tudo o que existe, mas principalmente foi um assalto contra as defesas da realidade pela destruição dos pilares das grandes democracias, a fim de enfraquecê-las e servir de instrumento da ideologia independente para a dominação total. E o nazismo fizera justamente isso, e serviu de fonte de destruição primária para o comunismo dominar metade da Europa após a Segunda Guerra. Mas, o nazismo não somente foi utilizado pelo comunismo; o nazismo também foi utilizado pelo liberalismo e pelo sionismo.

 

III

 

1. O terceiro aspecto a ser salientado é que o nazismo é filho do comunismo; o nazismo é uma ideologia dependente da ideologia independente (comunismo); mas não somente isso, o nazismo fora tecido e criado tal como um filho pelo comunismo (no sentido ideológico); não uma criação comum, mas uma criação para a matança; o comunismo fortaleceu, financiou, ajudou o nazismo em tudo até este subir ao poder, e o nazismo retribuiu esta ajuda armando e entregando parte dos territórios que conquistou ao comunismo; contudo, os caracteres desta filiação do nazismo ao comunismo foram esquecidos, e a máquina de propaganda comunista pós-Guerra fez com esta verdade fosse obnubilada.

2. Mas esta proposição encontra amparo nos documentos do período de antes da Segunda Guerra até o término da Segunda Guerra (o período entre 1917-1945), os quais demonstram a veracidade desta afirmação; pois, o nazismo só foi o que foi porque fora amparado e ajudado pelo comunismo; o nazismo foi uma cópia malfeita do comunismo, uma xerox embaçada. O próprio Ian Kershaw, biógrafo de Hitler, afirmou: “Hitler foi a cópia, Stálin era o original”. Hitler e o nazismo foram apenas uma cópia mal feita de Stálin e do comunismo; mas não uma cópia inconsciente, mas uma cópia consciente; pois, Hitler e o nazismo integraram a rapidez que faltava a Stálin e o comunismo soviético, mas sempre com os olhos focados nos ditames de Stálin, e com Stálin acompanhando e guiando atento tudo o que acontecia na Alemanha dos anos 20 e 30 do século passado.

E uma descrição de um historiador russo certamente é muito peculiar e traz a tonas vários fatos que passam desapercebidos e que são muito mais do que mera coincidência a respeito da relação de Hitler com Stálin: “Hitler tinha uma bandeira vermelha. Stálin tinha uma bandeira vermelha. Hitler governava em nome da classe operária, e seu partido se chamava Partido dos Trabalhadores. Stálin também governava em nome da classe operária; seu sistema tinha o nome oficial de Ditadura do Proletariado. Hitler odiava a democracia e lutava contra ela. Stálin odiava a democracia e lutava contra ela”. E só esta descrição breve já seria suficiente para comprovar essa proposição afirmada.

Mas, a descrição do historiador russo continua: “Hitler construía o socialismo. E Stálin construía o socialismo. Sob o título do socialismo, Hitler via uma sociedade sem classes. E Stálin, sob o título do socialismo, via uma sociedade sem classes. No seio das duas sociedades sem classes construídas por Hitler e Stálin floresceu a escravidão, no mais puro sentido da palavra. Hitler considerava que seu caminho para o socialismo era o único correto, e enxergava os outros caminhos como distorções. Stálin também considerava sua trilha para o socialismo perfeitamente correta, e via as outras trilhas como diversificações da linha principal. Hitler destruiu impiedosamente todos os camaradas de partido, como Rõhm e seguidores, quando se desviaram do caminho que ele achava correto. Stálin, com igual impiedade, destruiu todos os que se desviaram da trilha por ele considerada certa. Hitler tinha um plano quadrienal. Stálin tinha um plano quinquenal. Na Alemanha de Hitler, um partido detinha o poder; os demais estavam atrás das grades. Na União Soviética de Stálin, um partido detinha o poder; os demais estavam atrás das grades. O partido de Hitler situava-se acima da nação, e os líderes dirigiam o país. O de Stálin também se achava acima da nação, e os líderes dirigiam o país [...] A mãe de Hitler sonhava em ver o filho ordenado padre. A mãe de Stálin sonhava o mesmo para o filho. A amada de Hitler, Geli Raubal, era mais de vinte anos mais nova que ele. A amada de Stálin, Nadêjda Allilúieva, era mais de vinte anos mais nova que ele. Geli Raubal suicidou-se, assim como Nadêjda Allilúieva. As circunstâncias sobre a morte de Geli permanecem obscuras. Uma das teorias é a de que foi assassinada por Hitler. As circunstâncias sobre a morte de Nadêjda são misteriosas. Uma das teorias é a de que foi assassinada por Stálin. O instrumento de suicídio (ou assassinato) de Geli Raubal foi um revólver - a arma pessoal de Hitler. O instrumento de suicídio (ou assassinato) de Nadêjda Allilúieva foi um revólver - a arma pessoal de Stálin”.

3. Esta descrição precisa (n. 2) que provêm de um atento e erudito historiador russo, demonstra de maneira inequívoca que Hitler e o nazismo são filhos do comunismo; até 1941, quando Hitler invadiu a Rússia, os parâmetros e a proposições de Hitler são idênticas aos do comunismo, e Hitler procurou copiar Stálin em tudo; são informações iniciais básicas para constatar o fato de que o nazismo é filho do comunismo.

4. A comparação entre Hitler e Stálin é a comparação de um discípulo com seu mestre; e a comparação do nazismo com o comunismo é a de uma ideologia dependente (nazismo) com uma ideologia independente (comunismo). “Hitler é a cópia, Stálin o original”, é uma descrição cirúrgica feita por Kershaw; do mesmo modo, o plano de Hitler é a cópia, o de Stálin o original; e qual era o plano de Stálin? Simples, dominar toda a Europa e depois todo o mundo, para destruir o capitalismo, as grandes democracias, principalmente o Reino Unido e os EUA, os quais, para Stálin eram “canibais imperialistas” (e Stálin estava certo, muitos na “elite” ocidental são canibais); e para isso, Stálin elaborou um plano de domínio e estabeleceu se utilizar de outra ideologia que lhe era dependente para executar tal plano por detrás dos panos, sem que ninguém percebesse. E o plano de Hitler? Simples, o mesmo plano de Stálin em todos os aspectos; a diferença é que depois de terem se estabelecido e fortalecido militarmente e economicamente pela ajuda do comunismo, Hitler e os nazistas foram influenciados pela elite globalista e se viraram contra Stálin e os comunistas.

5. De fato, Hitler e os nazistas em tudo copiaram Stálin e os comunistas; e não somente de uma imitação, mas principalmente por causa da filiação ideológica. Stálin e os comunistas mataram seus oponentes políticos, demitiram os funcionários públicos que os criticava, perseguira e prendera os religiosos que os acusavam; Hitler os nazistas fizeram o mesmo. Stálin e os comunistas para subjugar um povo que consideravam inferior iniciaram um genocídio em massa, o pior genocídio em massa contra um único povo, o Holodomor, o holocausto ucraniano em 1934, que matou mais 10 milhões de pessoas; Hitler e os nazistas fizeram o mesmo, contra os judeus, naquilo que ficou conhecido como a “solução final”, matando mais de 6 milhões de judeus. Entre outros fatos análogos, os quais comprovam que o nazismo apenas copiou as ações e diretrizes do comunismo. No entanto, não era plano direto dos comunistas o extermínio em massa dos judeus; isso era plano da elite globalista (em sua maior parte composta de sionistas); quanto ao extermínio de judeus pelos nazistas, Hitler levou este plano adiante sob a influência de “sionistas”.

6. E a asseveração de que o nazismo é filho do comunismo não somente se comprova pela comparação entre Hitler e Stálin que açambarca uma centena de outros fatos que não foram mencionados; mas principalmente pela formação ideológica de Hitler e os planos-diretores que ele estabelece para o nazismo em confluência com as outras lideranças do partido nazista. Os princípios teoréticos do nazismo enquanto cosmovisão-sistêmica e enquanto ideologia são abalizados e cultivados sob os ditames da doutrina comunista; a fonte para o nazismo é a doutrina marxista-comunista, da qual o nazismo acoplou sua estrutura ideológica e só mudou alguns pontos da práxis para se adequar a realidade alemã, já que na época os bolcheviques falharam nesta aplicação; o mesmo que acontecera na Itália, o que ocasionou a necessidade do surgimento de outra ideologia, o fascismo. E é interessante que, em dado momento, Hitler ao invés de copiar os ditames econômicos de Stálin dos planos quinquienais, preferiu copiar aspectos da economia fascista, que na época estava mais operante e mais produtiva que a economia soviética; aliás, o próprio encargo da economia fascista foi preparado e delineado por Stálin; então, se observa claramente o porque Hitler iniciou a amizade com o fascismo e teve admiração pela economia fascista, pois, tanto o nazismo quanto o fascismo são filhos do comunismo, e Hitler e Mussolini foram até certo ponto dois lacaios nas mãos de Stálin.

6. A proposição do nazismo como filho do comunismo é confirmada pelo fato de que Stálin, nos anos 1920, já tinha um plano de dominação da Europa; Stálin preparou secretamente a Rússia soviética para a guerra, mas uma guerra que ele mesmo descrevera que não iniciaria, mas que entraria por último a fim de conduzir o desfecho por ele esperado; a provocação da guerra foi trabalhada de maneira sutil por Stálin, num conflito ainda mais sangrento que a Primeira Guerra (a única coisa que Stálin não previu foi a influência globalista nos nazistas, e o que estes fariam com os judeus); tanto o é, que desde a década de 20 que a Rússia soviética colaborava com a Alemanha; o desconhecido e não mencionado Tratado de Rapallo, entre as duas nações em 1922, estabeleceu não somente melhores relações diplomáticas, mas a base para a manipulação comunista na Alemanha arrasada pela Primeira Guerra e com o ódio interminável por isso, ódio esse que Stálin soube aproveitar para os planos comunistas.

7. Em 1933 quando o partido nazista subiu ao poder, esse tratado foi desfeito, mas Stálin ajudou Hitler a subir ao poder, pois, era o personagem mais próximo de fazer o que Stálin tanto planejou; a descrição de um estudioso é precisa: “Stalin ajudou Hitler a chegar ao poder proibindo os comunistas alemães de fazer causa comum com os social-democratas contra os nazistas nas eleições parlamentares”; esta intervenção de Stálin foi fundamental e imprescindível para que o partido nazista vencesse as eleições e Hitler subisse ao poder; o plano de Stálin ao ajudar o partido nazista a vencer as eleições e Hitler subir ao poder, era sua a “previsibilidade” de Hitler, pois, as ideias revolucionárias de Hitler e do partido nazista desde 1922, quando do Tratado de Rapallo, já eram suficientemente adequadas para o plano comunista para uma Guerra Mundial, que já estava nos planos de Lênin e Trotsky, e que Stálin levou adiante de maneira magistral; pois, Hitler serviria para Stálin como aquele que inicia um conflito armado, enquanto Stálin seria o último a entrar neste conflito a fim de conduzir o desfecho adequado para os comunistas sem que ninguém se apercebesse do real plano por detrás da guerra nazista. Hitler, portanto, em sentido ideológico, foi o “quebra-gelo” para a revolução comunista.

8. E este plano era já antevisto por Stálin desde a década de 20, que esperava o conflito entre alguma ideologia dependente do comunismo e os países capitalistas; em 1925, Stálin afirmara: “Lutas, conflitos e guerras entre nossos inimigos são nosso grande aliado... e o maior apoiador de nosso governo e de nossa revolução”; e, “Se uma guerra estourar, não nos sentaremos de braços cruzados – teremos de entrar em campo, mas seremos os últimos a fazê-lo. E fá-lo-emos para lançar o peso decisivo na balança”. E, ao se observar a história da Segunda Guerra foi justamente isso que ocorreu; Hitler e Mussolini, representantes e encarnações de duas ideologias dependentes do comunismo, iniciaram a Guerra contra os países capitalistas, e Stálin foi o último a entrar na Guerra (e só entrou de fato porque foi atacado por Hitler), e isto fez com que os verdadeiros propósitos de Stálin passassem desapercebidos, e do modo como o exército vermelho fora decisivo na batalha, os países capitalistas certamente iriam trabalhar junto com Stálin, fornecendo a Stálin ajuda e o que fosse necessário contra o nazismo; e, Stálin que planejara e usara Hitler e o nazismo para os propósitos de dominação comunista, no final da Segunda Guerra quase que saiu como um herói intocável; mas, Churchill, na conferência de Yalta em 1945, se apercebera dos planos de Stálin e tratou de avisar Roosevelt, mas já era tarde, e como Roosevelt viera a falecer poucas semanas depois, Churchill ficou sozinho e não conseguiu empreender uma outra guerra contra os comunistas, como estabelecera que faria para tirar os tentáculos do comunismo da Europa.

 

IV

 

1. O quarto aspecto a ser salientado é que o nazismo é instrumento do comunismo; o plano de Lênin de uma Guerra Mundial ainda maior e mais terrível que a Primeira Guerra foi levado adiante por Stálin; como fora dito, o próprio Stálin esperava que uma Guerra proporcionasse os meios necessários para a implementação da revolução comunista; e, evidentemente, Stálin se preparou para isso, e preparou o terreno na Europa para que tal guerra acontecesse assim que ele estivesse preparado; além do que, Stálin proporcionou o surgimento de outras ideologias dependentes do comunismo para serem a linha de frente na revolução comunista.

2. E é interessante que o plano de Stálin deu totalmente certo; o que Stálin planejou com antecedência, a utilização de uma arma para iniciar e fazer guerra virulenta, com a instrumentalização do nazismo e de Hitler como navio “quebra-gelo” para a revolução comunista (e do fascismo também), foi o verdadeiro plano do comunismo. Stálin assumiu o controle da União Soviética em 1924 e estabeleceu como plano de governo o chamado “Plano Quinquenal”, isto é, plano de governo de cinco anos; este plano de Stálin, foi para preparar a União Soviética para a Guerra de maneira velada e escondida; pois, segundo o próprio Stálin, havia três partes do Plano Quinquenal: a primeira, a coletivização; a segunda, a industrialização; a terceira, a militarização.

3. Se observa que Stálin assumiu de fato a U. R. S. S. em 1924 com a morte de Lênin, então, a primeira fase do plano cumpriu-se em 1929 com a coletivização; a segunda fase do plano cumpriu-se em 1934 com a industrialização; a terceira fase do plano cumpriu-se em 1939 com a militarização; e, se observa que Hitler iniciou a invasão da Tchecoslováquia em 1938, e a Guerra Mundial em 1939 com a invasão da Polônia; este plano de Stálin se encaixou precisamente com o movimento de Guerra causado por Hitler. Como Stálin havia previsto em 1933 ao ajudar Hitler e o partido nazista a vencer as eleições, tudo o que Hitler e o nazismo fizeram favoreceu o plano de Stálin de domínio de Europa; por isso, a descrição de Hitler e do nazismo como navio “quebra-gelo” de Stálin é cirúrgica.

4. Além disso, na fase de militarização da U. R. S. S. de 1934 a 1939, Stálin foi armado por Hitler e pelos nazistas, e isto de maneira velada, sem que ninguém tenha tomado conhecimento; do mesmo modo que a U. R. S. S. ajudou a Alemanha a se militarizar após o Tratado de Versalhes de maneira escondida, Hitler após subir ao poder ajudou a militarizar a U. R. S. S.; e justamente, quando acabara o processo de militarização da União Soviética, Hitler decidiu entrar em Guerra contra a França e o Império Britânico com a invasão da Polônia, tal como Stálin havia preconizado que alguém faria para os ajudar na implementação da revolução comunista. Hitler, na verdade, foi como um “cão-bravo” nas mãos de Stálin, e Stálin o usou para morder e mordiscar a Europa a fim de gerar intriga e confusão nas grandes democracias para depois poder dominá-las.

5. Outro fato que confirma isso é que o exército vermelho, quando a União Soviética foi invadida em 1941, estava tão bem preparado e tão numeroso, que muitos deixaram passar desapercebido o fato de que Stálin já estava se preparando para a Guerra fazia tempo; e Stálin fizera um esforço enorme para esconder a mobilização geral na União Soviética; pois, até 1939 não havia alistamento militar na União Soviética; quando se iniciou a Segunda Guerra em 1939, com a Hitler invadindo a Polônia, Stálin promulgou o alistamento militar, e mudou secretamente a idade mínima de 21 para 18 anos, e aumentou drasticamente o poderio humano do exército vermelho. Esta lei de mobilização de Stálin em 1939 permitiu ao exército vermelho aumentar o número de seu exército secretamente, de 1.800.000 homens em 1939, para mais de 5.000.000 em 1941; além disso, em 1939, Stálin convocou 18.000.000 de reservistas para a duração de um serviço militar de 2 anos; portanto, Stálin esperava entre em Guerra contra Hitler até 1941, já que a mobilização dos reservistas terminava ao final de 1941, e a Guerra iniciou-se para Stálin antes do previsto, pois, Stálin queria atacar a Alemanha nazista entre o final de agosto e o início de setembro de 1941, mas Hitler invadira a União Soviética em junho de 1941. O certo é que, Stálin não se prepararia assim se não tivesse em vista o cumprimento cabal daquilo que já havia descrito em 1925 que faria no caso de guerra entre os países capitalistas. Portanto, é um fato que o nazismo é filho do comunismo, e que foi direta e indiretamente usado por Stálin para cumprir os planos do comunismo de domínio através de uma Guerra Mundial.

 

V

 

1. O quinto aspecto a ser salientado é que o nazismo é a destruição dos fundamentos da sociedade ocidental; o nazismo, sob a “mão invisível” do comunismo, procurou destruir os fundamentos da sociedade, tal como o comunismo preconizara que faria, e tal como Stálin também dissera que faria. Os fundamentos da sociedade ocidental são três: a filosofia, o direito romano e a teologia cristã. O nazismo procurou destruir estes fundamentos, amparado pelo comunismo; o nazismo, sob a liderança do Führer, sob o controle indireto de Stálin, foi uma tentativa de subverter estes fundamentos e transmogrifá-los.

2. Isto fica clarividente através da descrição do ministro da propaganda nazista Joseph Gobbels, em seu diário pessoal, a respeito de Hitler; Gobbels afirma: “ele (Hitler) é o instrumento criativo do destino e da divindade”; a descrição de Gobbels é assombrosa, pois, a expressão que ele usa, comum em seu tempo, era para designar um novo “deus” que surgiu; através da designação de instrumento criativo do destino e da divindade, Gobbels demonstra que aquele que criaria uma nova ordem e subverteria através de sua doutrina os fundamentos da sociedade ocidental, que nas palavras de Stálin estava corrompida e era um viveiro de canibais imperialistas, ideia essa seguida a risca por Hitler.

3. E ao se observar a transmogrifação feita por Hitler e pelo nazismo nos fundamentos da sociedade, se compreende o real sentido desta descrição de Gobbels; Hitler procurou mudar a filosofia, e isto se observa através da obra de um dos teóricos mais geniais do partido nazista, a saber, Martin Heidegger; a filosofia de Heidegger, principalmente sua concepção da tarefa e da função da filosofia, a metafísica, a ontologia, num geral tudo na filosofia de Heidegger foi instrumento para que Hitler, e o próprio Heidegger, transmogrifassem a filosofia de seu verdadeiro lugar e colocassem no lugar uma filosofia que considerava o ponto de culminância de todo o saber: no caso a própria filosofia de Heidegger a serviço do Führer, que transforma-se no ponto arquimédico da realidade e o ponto a partir todo qual toda reflexão filosófica é feita. Hitler transmogrifou a filosofia, e Heidegger e outros filósofos foram de imensa ajuda neste quesito.

4. Mas Hitler também procurou transmogrifar o direito; o positivismo jurídico, foi acoplado quase como que uma doutrina indiscutível por Hitler; o teóricos do juspositivismo ajudaram a embasar o nazismo juridicamente; o próprio Hitler destruiu o direito natural, e deificou o direito positivo, não embasado em leis humanas, mas Hitler tornou o direito expressão de si mesmo; o direito nazista é Hitler encarnado nas leis, principalmente a partir do “Mein Kampf” (Minha Luta); a teoria jurídica do nazismo tem o livro de Hitler e o próprio Hitler como fundamentos; isso por si evidencia a destruição completa do direito.

Além disso, Hitler quis criar uma outra teologia, uma outra igreja, a teologia que se baseasse em Hitler como fonte de revelação e a Igreja que servisse aos propósitos do Reich; e isso, pasme-se também aconteceu; a Igreja do Reich tornou Hitler seu “deus” e tornara Hitler a fonte de revelação, ao passo que com isso, Hitler tornara-se para a Igreja do Reich um novo “deus encarnado”; portanto, as afirmações da Igreja do Reich tornaram o cristianismo desfigurado; e assim, o nazismo procurou destruir o cristianismo como fundamento da sociedade.

O nazismo, portanto, foi a destruição da filosofia, a destruição do direito e a destruição da teologia, a fim de subverter a ordem da sociedade e criar uma nova ordem mundial fundamentada no Führer.

 

VI

 

1. O sexto aspecto é que o nazismo é a destruição da moral e do intelecto; e a respeito do nazismo se observa um fato um tanto quanto que curioso ao mesmo tempo que aterrador: como que tantas mentes brilhantes, homens geniais, apoiaram e ajudaram o nazismo a se tornar o que se tornou; é realmente uma pergunta assaz incisiva e difícil de responder; como que juristas notáveis, filósofos geniais como Martin Heidegger, e outros, ajudaram e embasaram o nazismo com suas ideias e vidas; é realmente uma coisa assombrosa.

2. Por exemplo, Schmitt, no decorrer dos anos iniciais do nazismo, e depois, no período da guerra, com a toda a destruição feita pelo nazismo, já preconizada nos anos 1934-1936, pelo menos reconhecera os erros do nacional-socialismo, o que Heidegger jamais fizera; e é curioso, que Schmitt no período pós-guerra, ficou deixado de lado, enquanto Heidegger fora muito homenageado; o próprio Schmitt, declara em seu diário em maio de 1946: “essa voz histérica nazista com visão de mundo é horrível. Ela quebra minha orelha e meu cérebro. Medo horrível destes terroristas, dos quais estou agora mais uma vez à mercê”; em Schmitt pelo menos se tem estas e outras descrições pessoais que apontam pelo menos uma conscientização dos erros inomináveis do nazismo, o que em Heidegger não existe, pelo menos não de maneira sincera.

3. Heidegger também fizera tais observações pessoais, naquilo que ficou conhecido como os “Cadernos Negros”; e uma declaração de Heidegger, entre as centenas e mais centenas de páginas dos cadernos negros, na Reflexão VII (1938), o filósofo alemão fala sobre a essência dos alemães, numa declaração envolta numa áurea de mistério e bem sombria. Heidegger afirma: “A essência dos alemães: Que lhes seja permitido permanecer agarrados à luta pela sua essência, e que só sendo tal luta eles são as únicas pessoas que podem ser”. Essa declaração é algo programático para toda a doutrina nazista.

E Heidegger continua: “Com esta luta só se casa aquele que é capaz de suportar a questionabilidade suprema daquilo que é mais digno de ser questionado (a diferença do ser), sem vacilar na margem de tempo que lhe foi dada pelo seu orgulho essencial [...] Ser alemão: carregar o fardo mais íntimo da história do Ocidente, projetando-o no futuro”. Esta descrição de Heidegger é de difícil compreensão; não se vai fazer uma explicação exaustiva do que Heidegger afirma, mas apenas clarificar a partir da proposição de Heidegger sobre a luta pela essência; o que Heidegger afirma filosoficamente como luta pela essência, Hitler e o partido nazismo afirmam praticamente como a eliminação dos judeus: a luta pela essência de Heidegger é o mesmo que a purificação racial apregoada pelos nazistas.

4. Ainda, nesta questão sobre a luta, Heidegger assevera: “E talvez nesta ‘luta’... o que ‘triunfa’ é a maior vulgaridade, que sem se ligar a qualquer coisa põe tudo a seu serviço (Judaísmo). Mas o triunfo autêntico, o triunfo da história sobre o que falta história, só se consegue lutando onde o vulgar e o infundado se excluem porque não arrisca a diferença do ser”. Nesta reflexão, Heidegger coloca o judaísmo como aquele que põe tudo a seu serviço; e que a verdadeira luta, o triunfo autêntico, o triunfo da história (dos alemães) sobre o que falta história (o judaísmo que põe tudo a seu serviço) só é alcançado lutando contra o vulgar e o infundado se excluem, isto é, onde o judaísmo não arrisca a diferença do ser, ou seja, porque o judaísmo não possui a verdadeira compreensão do ser, que para Heidegger somente ele possuía; então, ao Heidegger apoiar e embasar o partido nazista, este passa a ter a verdadeira compreensão do ser que Heidegger desvelara e assim, entra na luta, no verdadeiro triunfo, o triunfo autêntico, na luta contra o vulgar e o infundado (judaísmo) que põe tudo a seu serviço; por isso, os alemães, para Hitler e os nazistas tinham a tarefa de purificar a raça e eliminar o vulgar e o infundado (o judaísmo).

E esta é apenas uma breve descrição dos cadernos negros de Heidegger, numa interpretação daquilo que Heidegger realmente quis dizer a partir de todo seu desenvolvimento filosófico; estes cadernos, ao serem estudados com cuidado, atenção e esmero, fica-se quase que sem palavras ao se observar a filosofia de Heidegger embasando teoricamente tudo aquilo que o nazismo fez sob a “mão-invisível” do comunismo e do liberalismo; mas, a partir da influência de Heidegger, o nazismo deixa de lado a filosofia comunista, e nos 1938-1939, quando se inicia a Segunda Guerra, os propósitos do nazismo passam a ser quase que idênticos aos da elite globalista sionista.

5. Estas duas expressões, o apoio e a relação de intelectuais geniais com o nazismo; tanto os diários de Schmitt da época do nazismo, quanto os “Cadernos Negros” de Heidegger, são uma prova da destruição moral e intelectual que acometeu mesmo homens geniais que apoiaram o nazismo; o apoiar o nazismo foi apenas a pedra do Iceberg para Schmitt e Heidegger, bem como é a mais terrível descrição do que é o positivismo jurídico (Schmitt) tornado indiscutível e a mais terrível descrição de uma filosofia que procura tornar algum filósofo como o ponto final da revelação de Deus na natureza, como é o caso de Heidegger; a nova realidade propugnada por Hitler e pelo nazismo, era na verdade, configurada juridicamente pelo teórico do positivismo jurídico, que apontava para Hitler como o ordenador jurídico da realidade, e era configurada filosoficamente por Heidegger que apontava tal como uma revelação natural para o “deus” encarnado que para eles era Hitler. Isso, por si, denota a destruição da moral e do intelecto tanto por parte dos juspositivistas quanto por parte de Heidegger, já que ambos deixaram a realidade para suas reflexões e foram submersos da realidade paralela criada por Hitler e pelo nazismo.

 

VII

 

1. O sétimo aspecto a ser salientado é que o nazismo é uma doutrina ocultista; a influência decisiva no desenvolvimento espiritual do nazismo foi a doutrina ocultista; um dos amigos mais íntimos de Hitler na doutrina ocultista, Dietrich Eckart, fora quem iniciou, ensinou e fez de Hitler um discípulo da “Thule Gesellschaft” (Sociedade Thule) – e este ocultismo era e continua a ser praticada pela elite globalista sionista; esta sociedade era um grupo ocultista sombrio, do qual Eckart era o sumo-sacerdote, o qual inoculou em Hitler a ideia de que ele era o messias que eles a tanto esperavam. Na última frase de “Mein Kampf”, Hitler faz o seguinte elogio a Eckart: “ele devotou sua vida para despertar o nosso povo (o povo alemão)”; por isso, um atento estudioso descreveu Eckart como o “verdadeiro fundador espiritual do nacional-socialismo” (o que em parte está correto, já que Eckart foi o mestre espiritual de Hitler, enquanto Stálin foi o mestre ideológico e dos modos de dominação política) – o ocultismo de Eckart era do mesmo tipo do ocultismo dos sionistas quando estes adoravam e sacrificam a Baal.

2. A “Thule Gesellschaft” era uma sociedade secreta; e esta sociedade baseava-se nas lendas nórdicas do Jardim do Éden ao norte da terra, lugar habitado por seres de outras dimensões e/ou deuses (algo desta sociedade é mencionado de raspão no filme “Indiana Jones e a Caveira de Cristal”, onde os nazistas estavam atrás da sabedoria destes seres); esta sociedade tem o nome de “Thule” por se referir a uma antiga lenda germânica, a qual também é retratada por Goethe e por Wagner; e a lenda “Thule” também é chamada de Hiperbórea, local onde habitavam os seres superiores, os hiperbóreos; as lendas germânicas são permeadas por ocultismo e por satanismo; e esta sociedade considerava-se a porta de entrada para a revolução a tanto esperada na Europa; sobre os ditames da sociedade Thule, se iniciaria uma nova ordem mundial (o mesmo que a sociedade das “consciências evoluídas” propugnada pela elite sionista); por isso, Eckart procurou inocular tal doutrinação em Hitler para fazê-lo o messias para inaugurar esta nova ordem mundial, que Hitler passou a chamar de Terceiro Reich, o reino de mil anos. A influência da sociedade Thule e do ocultismo de Eckart foram o primeiro passo de Hitler no ocultismo; mas, Eckart morreu, e então, Hitler passou a ser ensinado por Karl Haushofer.

3. Haushofer era líder de uma sociedade secreta chamada de “Sociedade Vril”, que pasme-se, ainda existe atualmente na Índia; foi Haushofer que iniciou Hitler na “Doutrina Secreta” de Helena Blavatsky, a fundadora e mestre da teosofia; foi Haushofer que ao ensinar Hitler a teosofia de Blavatsky, demonstrou a Hitler o verdadeiro propósito dele e do partido nazista; um historiador faz a seguinte descrição: “Divulgando a Doutrina Secreta, Haushofer... revelou a Hitler os motivos reais do Principado Luciferiano que o possuía, de modo que ele pudesse tornar-se o veículo consciente das suas intenções malignas do século vinte. E, finalmente, o próprio Haushofer assumiu o papel de Mefistófeles (demônio intelectual das lendas germânicas, e personagem do Fausto, de Goethe) quando iniciou Adolf Hitler no significado ocultista do sangue e o papel que os ritos de sangue iriam ter na mutação mágica da raça ariana... que levaria a um novo estágio na evolução humana, o nascimento do ‘super-homem’”. E chama a atenção uma prática comum na Sociedade Vril, e consequentemente, do partido nazista, a dos ritos de sangue; eram ritos consagratórios, onde os membros desta sociedade secreta eram iniciados através de um juramento feito com o próprio sangue ou com sacrifícios de sangue; e para a concreção do propósito do partido nazista, o derramamento de sangue devia ser feito através de uma luta contra aqueles que Heidegger descrevera como os verdadeiros inimigos dos alemães, a saber, os judeus; por isso, a batalha contra os judeus eram o verdadeiro trunfo dos nazistas, e para isto, estes planejaram a flagelação e o extermínio dos judeus; o derramamento de sangue dos judeus eram parte do rito iniciático pelo qual o partido nazista se consagrava nos ritos da Sociedade Vril para iniciar o Terceiro Reich. Mas, não somente a Sociedade Vril propugna isso, a elite globalista sionista também propugnava isso – aliás, como faz até os tempos atuais.

 

VIII

 

1. O oitavo aspecto a ser salientado é que o nazismo é uma forma de mística-ocultista; o nazismo, embora uma ideologia, também foi uma forma da mística-ocultista para tentar dominar o mundo (um ocultismo que é sincretismo entre adoração a Baal e ocultismo nórdico); o nazismo, em sentido espiritual, foi um sincretismo de política totalitária com práticas hediondas do ocultismo oriental; e a mística-nazista foi a tentativa de tornar os homens em deuses; como Eckart propugnava, tornar os homens hiperbóreos, isto é, o nazismo procurava desvelar aos alemães o verdadeiro propósito da Alemanha, a saber, ser uma raça de mestres e senhores, tal como se preconiza na doutrina da sociedade Thule.

2. A mística pagã é uma forma do homem se conectar com “deus” ou com “deuses” ou “seres superiores”; e a partir disso, ocasionar a divinização dos seres humanos: aqueles que possuem acesso a prática mística delineada por estas sociedades secretas, se tornam em seres superiores, os quais, só alcançam tal grau sendo da raça pura; por isso, a doutrina nazista tinha como dogma a purificação racial, para que este grau de elevação tornasse os alemães os purificadores do mal (os judeus) e assim os tornassem o novo reino de seres iluminados (os senhores do mundo); a mística-ocultista do nazismo era praticamente unânime na liderança do partido, e nas instâncias mais abruptas do nazismo, como nas SS, se fazia juramentos irreversíveis de serviço a Lúcifer, numa espécie de venda da alma para o Diabo, tal como na lenda germânica de Fausto. A mística-ocultista do nazismo, e de todos os líderes e membros importantes do partido nazista, pode ser sintetizada pelas palavras de Hitler: “A Criação ainda não chegou ao fim... O homem está se tornando deus... o homem é deus em formação”.

3. E sobre isso se observa um fato curioso: todos os amigos mais próximos de Hitler e todos aqueles que tinham poder de decisão no partido nazista e no Reich iniciado por Hitler eram parte da Sociedade Vril (isto é, eram místicos-ocultistas); e chama a atenção neste quesito a influência do comunismo para criar toda esta gama de manipulação; evidentemente, Stálin não entrou neste ocultismo oriental do qual Hitler e o nazismo eram tão afeiçoados.

Todavia, Stálin proporcionou um desenvolvimento neste tipo de ocultismo já que como comunista era acostumado com o satanismo de Marx; isso se comprova pelo fato de que Anton Drexler, fundador do Partido dos Trabalhadores Alemães, era membro desta sociedade; o Partido dos Trabalhadores Alemães eram um partido de esquerda, totalmente comunista; com a ida de Drexler para a Sociedade Vril, isto proporcionou a transmogrifação do Partido dos Trabalhadores Alemães no Partido Nazista, e isto com a permissão dos comunistas; portanto, mesmo os comunistas se englobaram no plano de Hitler e tudo foi permitido pela liderança comunista; deste modo, mesmo no ocultismo oriental o qual fora tanto influente em Hitler e no partido nazista, os comunistas estiveram presentes para assegurar que Hitler levaria adiante o plano de iniciar uma Guerra que servisse de navio “quebra-gelo” para o plano comunista de domínio mundial. A única coisa que os comunistas nesta época não sabiam sobre os nazistas era a participação nos rituais ocultistas da elite sionista.

4. Portanto, a mística-ocultista oriunda de sincretismo com doutrinas hindus, fez com que o desenvolvimento do partido nazista acoplasse a si o Partido dos Trabalhadores Alemães; com a influência de Eckart, e depois, de Haushofer, o partido nazista, fundado sob as bases do Partido dos Trabalhadores Alemães, estabelecera uma forma de comando, a saber, somente seriam aceitos e tidos como membros confiáveis para as altas posições do partido nazista aqueles que eram iniciados na Sociedade Thule e na Sociedade Vril (isto é, aqueles que eram parte da Nova Raça iniciada por estas sociedades e que tornavam os homens em seres superiores, em hiperbóreos); isso não somente tornou a alta liderança do partido nazista com um mesmo propósito, mas fez com que todos aqueles encarregados de funções importantes no âmbito do nazismo fossem ocultistas e que estivessem prontos, com juramento de sangue, a dar a própria vida para o Führer, em consonância com os juramentos irreversíveis de lealdade a Lúcifer. Isto, em linhas gerais, é a mística-ocultista do nazismo, e assim se observa as incontáveis atrocidades que são provenientes desta mística-ocultista, que fora dito é uma mistura entre adoração a Baal, tal como fazem os sionistas, com ocultismo nórdico e ocultismo hinduísta.

 

IX

 

1. O nono aspecto a ser salientado é que o nazismo é sincretismo religioso com o hinduísmo ariano; o nazismo, no sentido religioso, é uma ideologia amalgamada com várias formas do hinduísmo; particularmente, um sincretismo, uma simbiose religiosa quase que indissolúvel com o hinduísmo ariano. E o hinduísmo ariano é uma das formas mais terríveis de hinduísmo, que proporcionou uma invasão oriental sobre a cultura ocidental; uma das práticas comuns no hinduísmo ariano é o Ioga, símbolo do hinduísmo ariano e das práticas ocultistas da doutrina hindu.

2. O hinduísmo não é algo fácil de se definir, já que os ramos religiosos do hinduísmo são tantos que o tornam uma das religiões mais difíceis de se compreender e de se conhecer no sentido doutrinário; todavia, as evidências da relação de Hitler com o hinduísmo são inúmeras, fato esse pouco explorado pelos mestres da ciência histórica; conquanto a isso, se observa que a doutrina ariana, ponto fundamental do nazismo provêm do hinduísmo; o “parágrafo ariano” da doutrina nazista que permeava o juramento obrigatório a Hitler, é totalmente hinduísta; a ideia de “raça pura”, de “sangue puro”, também provém do hinduísmo; e isso é um fato inegável.

3. E, no hinduísmo, mesmo entre pessoas de alto nível educacional, existem aqueles que acreditam piamente que Hitler é um “avatar” (uma manifestação corporal de um ser imortal, uma encarnação de um “deus’); e Hitler, para muitos dos hindus, foi um avatar que puniu e se vingou dos britânicos por terem escravizado a Índia; quanto Hitler tentou invadir a Grã-Bretanha em 1940, muitos dos hinduístas se alegraram pela vingança feita pelo avatar Hitler; muitos dos indianos acreditavam que Hitler era o instrumento do destino da vingança da Índia contra o Império Britânico; foi por causa disso, que Churchill escorraçou e chamou os indianos de “porcos nojentos”; e até hoje tem pessoas que falam mal de Churchill por isso; Churchill estava certo em escorraçar os indianos que apoiavam o nazismo, como fez igualmente com todas as nações que flertavam com o nazismo (na época, inclusive o Brasil).

4. A influência do hinduísmo é tão grande em Hitler que até hoje alguns dos maiores círculos religiosos do hinduísmo o tem em alta estima; por exemplo, o swami (título honorífico hindu) Svatantrananda, um líder espiritual hindu, asseverou: “O que quer que se possa dizer contra ele, Hitler foi um mahatma, praticamente semelhante a um avatar... ele foi a encarnação visual da sociedade ariana”; mahatma é um título hindu aplicado a quem no hinduísmo possui a alma grande, signo para designar um ser humano perfeito; para o swami Svatantrananda, Hitler foi um ser humano perfeito; além disso, para os hindus, o título mahatma é atribuído a pessoas cujos feitos são admiráveis; portanto, quando uma das maiores autoridades do hinduísmo chama Hitler de mahatma o está igualando, por exemplo, a Gandhi; logo, é mais do que evidente a influência do hinduísmo em Hitler e na doutrina nazista; na verdade, pode-se definir o nazismo, em sentido religioso, como uma espécie de réplica do hinduísmo ariano.

 

X

 

1. O décimo aspecto a ser salientado é que o nazismo é uma forma ideológica da teosofia; dentre as práticas religiosas sincréticas do nazismo, uma que mais chama a atenção é a influência da teosofia; a teosofia é parte da doutrina nazista; a filosofia de Blavatsky, que chegou a Hitler através Haushofer, é um dos fundamentos do nazismo; e a teosofia é a doutrina por detrás do que é conhecido como movimento da Nova Era; o movimento da Nova Era não é mais existente nos moldes que o tornaram famoso; mas a doutrina de Blavatsky fora ampliada e levada adiante por outros mestres ocultistas, os quais, configuram o propósito da Nova Era em outros moldes e formatos, encarnado totalmente nas ações da elite globalista.

2. Hitler fora ensinado na “Doutrina Secreta” de Blavatsky; e nesta doutrina, Blavatsky apresenta o manual que serviria para mudar as consciências dos homens e aprisioná-los na “nova realidade” que seria propugnada por um novo messias, um messias dominado e guiado por um Principado Luciferiano; a doutrina secreta da teosofia tem como propósito a “educação” (castificação) dos homens para este novo messias; na verdade, a teosofia é o subjugar das consciências individuais através de uma “mente” coletiva que se torna o “deus” destas consciências, que se entregam “pacificamente” ao mestre desconhecido que irá inaugurar esta Nova Ordem; Hitler transmogrifou-se neste novo messias para inaugurar esta nova ordem delineada pela teosofia. Certa vez, Hitler dissera a um de seus amigos íntimos: “Vou contar-lhe um segredo..., estou fundando uma Ordem... o Homem-Deus, esse esplêndido Ser, será objeto de adoração”. Os homens se tornando “deus”, e os homens sendo objeto de adoração, eis um dos propósitos da doutrina nazista.

3. Por isso, a doutrina nazista era o propugnar do “homem-deus” encarnado em Hitler; e a raça de hiperbóreos que com ele seriam os mestres dominadores do mundo. Nietzsche, em sua obra “O Anticristo”, afirma: “Olhemo-nos de frente. Somos hiperbóreos – sabemos assaz como vivemos à parte”. A percepção de Nietzsche é corretíssima, não porque ele estava propugnando o novo “homem-deus”, mas porque essa era o princípio das ideias dominantes de sua época.

Os hiperbóreos de que Nietzsche falara, foram pensados pelos nazistas como aqueles que são da “raça pura”; em sua crítica ao falso cristianismo Nietzsche sintetizou qual era o espírito desta crítica, a saber, a crença de que eram hiperbóreos (os cristãos liberais, os que Nietzsche condena, e os sionistas acreditavam que eram seres superiores racialmente); com isso, Hitler acoplou esta doutrina não somente por conta da filosofia dominante ou por conta da aplicação da doutrina dos hiperbóreos por Heidegger na propugnação da superioridade alemã consumada na eliminação dos judeus; Hitler acoplou a ideia da raça dos hiperbóreos através da mística ocultista que lhe fora ensinada por Dietrich Eckart.

4. O nazismo, portanto, acoplou a teosofia e aplicou a doutrina de Blavatsky de forma ideológica; isto é, o nazismo, enquanto uma ideologia dependente do comunismo, além de religiosamente ser uma réplica do hinduísmo ariano, foi espiritual a encarnação da doutrina teosófica, através dos ritos da Sociedade Thule e da Sociedade Vril; deste modo, o nazismo doutrinariamente foi uma forma religiosa de hinduísmo acoplado com a doutrina teosófica, e outros aspectos, tudo isso realizado em rituais ocultos; ao passo que publicamente o nazismo foi uma ideologia dependente do comunismo que procurou dominar o mundo com uma política totalitária, na aplicação do plano de dominação comunista escondido sob o véu das práticas ocultistas das sociedades de que faziam parte os principais membros do partido nazista e o próprio Hitler. As práticas teosóficas, hindus, etc., do partido nazista foram um véu para esconder a verdadeira “mão-invisível” por detrás da iniciativa de Hitler de entrar em guerra contra as grandes democracias (até mesmo diante dos comunistas); o ocultismo do nazismo velou a verdadeira carranca que comandava o ímpeto nazista de dominação e destruição; em relação a isso, Stálin, evidentemente, se aproveitou muito bem disso, e soube conduzir tudo de maneira quase que perfeita para os propósitos do comunismo, a não ser, como fora dito, o ímpeto globalista que permeou a doutrina nazista contra os comunistas, que se não fosse pelo inverno russo na batalha de Stalingrado, teria feito com que os próprios comunistas caíssem diante dos nazistas.

 

XI

 

1. O décimo-primeiro aspecto a ser salientado sobre o nazismo é que o mesmo é uma fé religiosa; evidentemente, ao ser sincretismo ideológico-religioso com o hinduísmo, a teosofia, e com os elementos da mística ocultista oriental, o nazismo se transmogrifou-se numa forma de fé religiosa; aqueles que acreditavam no nazismo se tornaram totalmente subservientes ao nazismo, tornaram-se cativos ao nazismo, e por isso, a adesão ao nazismo se tornara uma fé religiosa.

2. E os fatos explicados pelas testemunharas oculares do nazismo, comprovam a proposição de que o nazismo fora uma fé religiosa. Certa feita, Louis Bertrand, um convertido ao nazismo, afirmara em tom exclamativo: “Qual herói soberano, nacional, foi alguma vez aclamado, adulado, adorado e idolatrado como [Hitler]... esse pequeno homem em uniforme marrom... seguido pelo seu cotejo... Trata-se de algo totalmente diferente de mera popularidade, isso é religião!”; esta expressão proveniente de um estudioso gabaritado como Louis Bertrand, demonstra o que o nazismo era e o que fizera mesmo com homens eruditos, isto é, o nazismo era uma forma de religião, a religião da raça pura, a religião dos hiperbóreos.

3. Outro afirmação assombrosa é a do Dr. Robert Ley, líder da Frente Alemã para o Trabalho, que afirmara: “Nossa fé é o nacional-socialismo, e essa fé religiosa não tolera qualquer outra fé junto com ela!”; esta expressão proveniente de um alto líder nazista, que liderou um grupo que chegou a ter 25 milhões de afiliados, como uma espécie de grande sindicato nazista, demonstra o que o nazismo realmente foi; o nazismo foi uma fé religiosa, uma fé que não tolerava outra fé e que procura destruir e exterminar qualquer um que se colocasse contra o nazismo; em todos os aspectos o nazismo era uma fé religiosa, e o Führer uma espécie de “deus”, o qual todos aqueles que se filiavam e acreditavam no nazismo tinham de consagrar a própria vida.

4. E o historiador William Shirer (autor do livro “Ascensão e Queda do Terceiro Reich”), afirmara em seu diário: “ele [Hitler] se tornou praticamente um deus”; os nazistas colocaram sua fé no Führer, que não somente era o líder político, mas também procurou ser o “deus” do povo alemão; por isso, Barth, que presenciou estes acontecimentos, que brigou com os nazistas e com Hitler, que foi interrogado pela Gestapo e expulso da Alemanha, se apercebera do real propósito desta fé religiosa que era o nacional-socialismo; Barth descrevera isso a partir do juramento de lealdade a Hitler que era o mote desta fé religiosa que era o nazismo; Barth assevera: “Na interpretação nacional-socialista que é normativa aqui, um juramento a Hitler significa que aquele que o faz se dedica totalmente e de corpo e alma a este homem acima de quem não há constituição, nem lei e ordem, que desde o início se confia incondicionalmente que ele sabe, deseja e realizará o que é melhor para toda a Alemanha e para mim em todas as circunstâncias, e seria uma traição apenas presumir dele que poderia me levar a um conflito no qual ele estava errado e eu estava certo. A descrição de Barth do que significava prestar o juramento a Hitler é cirúrgica; em termos narrativos, era o mesmo que vender a alma para o Diabo, tal como na lenda de Fausto.

 

XII

 

1. O décimo-segundo aspecto a ser salientado é que o nazismo é a deificação do Führer; é tornar o líder do partido numa espécie de “deus”; e como o nazismo é sincretismo de ocultismo e hinduísmo, e procura a deificação do homem no processo de criação da raça pura, logo, era necessário alguém que fosse o “deus encarnado” que a doutrina teosófica preconizava, e que servisse de instrumento para inaugurar o reino de mil anos (Reich); e Hitler, para estas sociedades ocultistas na Alemanha, era esse “deus encarnado” tal como delineado na teosofia e no hinduísmo ariano. Rudolf Hess, vice-líder do partido nazista e um dos homens mais poderosos da Alemanha nazista, passou a substituir o termo “deus” por Hitler, em tudo aquilo que falava e fazia. Hess também fora educado por Haushofer, e doutrinado para acreditar que Hitler era um “deus”. Ou na conhecida expressão de Louis Bertrand: “Aos olhos de seus admiradores, Hitler é um profeta, um participante da divindade”.

2. E esta descrição de Hitler como “deus” provém dos relatos daqueles que presenciaram estes acontecimentos; vários historiadores testemunharam que esta era a crença do partido nazista; o historiador francês Jacques Benoist-Mechin, após encontrar Hitler pessoalmente, declarou: “... seus olhos... tão estranhos, inicialmente eles foram tudo o que vi... Hitler tinha um modo de olhar para você, que o atraía a ele... sentia uma espécie de atordoamento”. Esta descrição de um importante político francês e grande historiador bélico, que escreveu uma das mais completas obras sobre o exército alemão (“História do Exército Alemão” em 10 vols.) demonstra como as pessoas desavisadas, que não tinham uma consciência religiosa aguçada, sentiam a se encontrar com Hitler, a saber, que Hitler era como um “deus”.

3. Mas, neste quesito sobressai-se a análise dos religiosos que presenciaram e testemunham os fatos do que era o nazismo; o testemunho do pastor Niëmoller, de alguns líderes judaicos (do judaísmo ortodoxo), de Dietrich Bonhoeffer, de Karl Barth, entre outros, demonstram o que era deificação do Führer pelo povo alemão.

Barth, inclusive chegou a enviar alguns ensaios teológicos a Hitler para tentar dissuadi-lo da crença que existia de que ele (Hitler) era uma nova revelação da história (um deus encarnado), mas infelizmente Barth não teve êxito. E, quando a perseguição se intensificou, e o juramento incondicional ao Führer fora imposto a todos da Alemanha, aqueles que se recusavam a prestar este juramento foram interrogados e/ou julgados pela Gestapo; este fato demonstra o ímpeto religioso do nazismo, já que como uma fé religiosa não tolerava nenhuma outra, e pela obrigatoriedade do juramento ao Führer demonstrou que era absolutamente muito mais do que mera religião.

4. Barth dissera que o juramento a Hitler era expressão de que “Hitler queria ser um czar e um papa numa mesma pessoa”, isto é, Hitler queria ser o deus do Estado, tal como César declarara: “o estado sou eu”; mas Hitler também queria ser tal como um papa, o líder religioso absoluto do povo alemão (é por esta razão que Hitler odiava o papa e queria prender e torturar Pio XII). Isto, descrito por um eminente teólogo, testemunha ocular do início do nazismo, demonstra o real propósito de Hitler e do partido nazista na instituição do juramento obrigatório ao Führer, a saber, tornar Hitler o “deus” do Estado e torná-lo o “deus” das consciências de todos aqueles que prestaram este juramento; e foi isso o que realmente aconteceu; todos aqueles que prestaram o juramento de obediência incondicional ao Führer, se tornaram cativos a vontade totalitária e sanguinária do Führer e do partido nazismo.

 

XIII

 

1. O décimo-terceiro aspecto a ser salientado é que o nazismo é a doutrina da possessão maligna; dentre os altos membros do partido nazista, aqueles que conviviam diariamente com Hitler nas reuniões do partido e das casas do Führer, descreveram alguns acontecimentos com o Führer que comprovam o fato de que Hitler era possuído por demônios. Rauschning asseverara: “sem qualquer dúvida, Hitler era possesso por forças exteriores a ele... das quais o indivíduo chamado Hitler era somente o veículo temporário”.

2. Outro relato, que é ainda mais assustador, provêm do próprio Rauschning; certa feita, Rauschning, descrevera a situação contada por aqueles que dormiam ao lado dos dormitórios de Hitler; estes descreveram que durante a noite, por incontáveis vezes, Hitler acordava gritando aterrorizado; Rauschning diz: “Ele [Hitler] grita por socorro... dominado por um poder que o faz tremer tão violentamente que sua cama balança. Hitler estava em pé em seu quarto, cambaleante, olhando em volta... distraído... Ele murmurava: ‘É ele! É ele! Ele está aqui!’. Seus lábios ficaram azulados. Ele estava pingando de suor. Foi feita uma massagem nele e lhe deram algo para beber. Então, repentinamente, ele gritou: ‘Ali! Lá adiante! No canto!’”. Esta descrição sobre as noites de Hitler é assombrosa; pois, racionalmente, não se consegue definir este que atormentava Hitler e deste poder que o fazia tremer tão violentamente; se racionalmente não se descreve, a fonte de autoridade mais plausível para descrever este fato, é a religião; e religiosamente o relato descrito por Rauschning representa a possessão demoníaca.

3. Este relato sobre Hitler é uma descrição constante em muitos daqueles que eram mais íntimos do Führer; e a descrição religiosa, a qual a descrição racional prescreve, é a demonstração de que tais relatos são a constatação de que Hitler era constantemente possuído por demônios; mas não somente demônios, mas como o próprio Haushofer ensinara a Hitler através da “Doutrina Secreta” de Blavatsky, do Principado Luciferiano que possuía e dominava Hitler.

O filho de Haushofer, Albrecht, que foi executado por conspirar contra Hitler, juntamente com Klaus Bonhoeffer (irmão de Dietrich Bonhoeffer), ao ter seu casaco tirado após ter sido executado, tinha um breve poema, o qual termina com os seguintes versos: “Meu pai (Haushofer) rompeu o selo / Ele não sentiu o hálito do Maligno, / Mas o libertou (em Hitler) para percorrer o mundo (com o nazismo)” (em parênteses: acréscimos meus). Esta descrição de Albrecht, que conhecia Hitler, compreendera que a verdadeira obra de seu pai ao iniciar Hitler nos rituais ocultistas, fora torná-lo um canal da ação demoníaca, ao ser receptáculo de demônios.

4. Deste modo, é mais do que evidente que o nazismo é a doutrina da possessão maligna; Hitler era constantemente possuído por demônios; os altos membros do partido nazista, os quais, eram parte da Sociedade Vril também tinha experiências similares a de Hitler, como conversas com demônios e relatos de possessão; somente isso explica o porquê Hitler e os nazistas conseguiram enfeitiçar o povo de alemão de tal forma que quase todos aceitassem os horrores inomináveis do nazismo; as ideias de execução e tortura dos nazistas era proveniente dos comunistas, mas o “feitiço” para enganar e engodar o povo alemão, era proveniente do principado luciferiano que possuía Hitler e que o usava para enganar e destruir os seres humanos.

 

XIV

 

1. A consideração sobre o nazismo enquanto religião é de suma importância para se entender os caracteres ocultistas do nazismo; todavia, o aspecto mais importante de se compreender a respeito do nazismo, é o modo como o mesmo fora utilizado pelo comunismo como navio “quebra-gelo”, como ideologia dependente que iria levar a cabo de maneira rápida e hórrida os planos do comunismo; o nazismo só se estabeleceu, fortificou, fez tudo o que fez, porque fora amparado, ajudado e incentivado pelo comunismo (isso em relação a tarefa ideológica, não quanto as práticas ocultistas). E essa é a parte que ninguém mais fala da história, e que é o ponto fulcral para se entender fomentação ideológica que vai do término da Primeira Guerra ao término da Segunda Guerra.

2. O nazismo é fruto do ideal comunista de revolução; da revolução sanguinária; o nazismo, nasce, como fruto-resposta deste ideal; Lênin, desde o início do séc. XX, tentava implantar uma revolução no Império Russo; quando estourou a Primeira Guerra em 1914, Lênin, como observador atento, pode se aperceber que era o momento perfeito para instaurar a revolução comunista; e foi isso que ele fez, desembocando na Revolução Russa, e, consequentemente, na instauração do comunismo na Rússia. Trotsky, ao se concretizar a revolução comunista na Rússia, afirmara em 1917: “Apoiamo-nos inteiramente na esperança de que nossa revolução desencadeie a revolução europeia. Se o povo sublevado da Europa não esmagar o capitalismo, sem dúvida alguma seremos nós os esmagados. Ou a revolução russa criará uma tempestade de lutas no ocidente, ou os capitalistas de todos os países sufocarão nossa revolução”. Esse era o real propósito da revolução de Lênin e de Trotsky, desencadear a revolução europeia, de forma a que nos países devastados pela guerra, o comunismo pudesse se infiltrar e gerar nações comunistas sob os escombros dos impérios desgastados pela guerra.

3. Lênin soubera se aproveitar da Europa envolvida na Primeira Guerra para infiltrar comunistas nas entranhas das grandes potências; e, nesta influência do comunismo, semeou-se a raiz de novas ideologias na tessitura das sociedades europeias, as quais serviriam aos propósitos do comunismo. Evidentemente, Lênin não sabia como estas novas ideologias se desenvolveriam, o que ele tinha em mente era que as mesmas servissem, direta ou indiretamente, ao propósito de domínio comunista; Lênin não conseguiu ver formadas estas ideologias, mas semeou a malignidade para que se formassem e deu as estratégias aos comunistas para que as mesmas se desenvolvessem sob a “mão-invisível” do comunismo; e foi isso que realmente aconteceu. Nos países envoltos na Primeira Guerra, gerou-se um desencanto e um desespero, que sob a influência doutrinária do comunismo, fez nascer o ímpeto sanguinário da revolução, que cristalizaram-se em outras formas ideológicas, como o fascismo na Itália, e o nazismo na Alemanha.

4. Deste modo, o nazismo começa a surgir nas entranhas de Hitler não no período em que ele tentou se eleger e o partido nazista começara a se desenvolver; o nazismo começou a ser gestado em Hitler desde o anúncio da derrota da Alemanha em 1918 e a partir dos anos em que ele esteve preso (abril a novembro de 1924), e a partir da leitura das obras de Marx, que fizera enquanto estava preso; a diferença está que Hitler não alcançou de imediato os cargos de poder almejados; e o partido nazista levou pelo menos uma década para se fortificar e se estabelecer; mas tudo sob a semente lançada por Lênin e regada por Stálin; não é para menos que Hitler ao desenvolver a teoria básica do nazismo em “Mein Kampf” tem por sombra a figura de Stálin, que Hitler, após a morte de Lênin, procurou copiar em tudo; o biógrafo de Hitler já afirmara: “Hitler era a cópia, Stálin o original”. Na verdade, o surgimento do nazismo é devido a influência do comunismo na Alemanha após a Primeira Guerra, e pela inoculação do “ódio vinculado” para que alguém tomasse as rédeas para levar adiante a ideia de quebrar o “iceberg” da liberdade e da democracia para com isso instaurar a guerra; e isto, em relação a tarefa ideológica, quem levara adiante a fim de quebrar este “iceberg” foram as duas ideologias fomentadas pelo comunismo, a saber, o fascismo e o nazismo.

 

XV

 

1. O nazismo surge e se desenvolve sob o ódio vinculado dos comunistas para com a liberdade e tudo o que existe; na verdade, o nazismo só se estabelece devido ao ódio deificado presente nos comunistas, cristalizado na ideia propugnada por Lênin e por Trotsky da revolução através uma guerra mundial. Lênin, ao observar os efeitos devastadores da Primeira Guerra nas grandes potências europeias, se acoplou da ideia de que a guerra sempre iria favorecer a revolução comunista; por isso, quando a revolução russa estourou em novembro de 1917, Lênin ao assumir o poder e subverter o Império Russo em um império comunista, logo, tratou de incentivar a guerra por poder de maneira ainda mais cruenta.

2. E isso se observa através de um fato: a Primeira Guerra terminou em 11 de novembro de 1918, com o acordo de “cessar-fogo”, conhecido como Dia do Armistício; menos de quarenta e oito horas depois, no dia 13 de novembro, já existia um plano arquitetado e movimentações para dar início a outra guerra mundial. Este é um fato que não é mencionado; mas ao terminar a Primeira Guerra, o comunismo já tinha elaborado o plano de outra Guerra Mundial, que fosse ainda mais sangrenta que a “Grande Guerra” (como era chamada na época a Primeira Guerra). Na verdade, o plano de Lênin de outra guerra, só se desenvolveu porque a tentativa de Lênin de manter o andamento da Primeira Guerra com o objetivo da revolução comunista não funcionou por muito tempo.

3. No início de 1918, a Alemanha já não tinha mais condições financeiras para continuar a Guerra, a qual, pelas reservas alemãs, só duraria mais dois meses; Lênin ao descobrir isso, tratou logo de fornecer tudo o que era necessário para a Alemanha continuar na guerra, não por que gostasse ou quisesse ajudar, mas para destruir o Império Alemão; por isso, um acordo financeiro foi assinado em 27 de agosto de 1918, no qual a Rússia se obrigou a pagar a Alemanha cerca de 6 bilhões de marcos, o suficiente na época para a Alemanha sobreviver pelo menos mais seis meses em guerra; e como a guerra terminou em novembro de 1918, não foi necessário a Rússia ajudar mais.

Todavia, através deste acordo financeiro, se a guerra durasse, por exemplo, mais cinco anos, a Rússia forneceria os suprimentos necessários de maneira semestral para que a guerra continuasse, não para ajudar o Império Alemão a se defender ou a lutar pela liberdade, mas para destruir o Império Alemão, para a partir desta destruição, o comunismo efetuar o plano de dominação nos vários impérios e nas grandes potências europeias. Mas, os alemães tendo percebido a gravidade da situação, optaram por assinar o acordo de “cessar-fogo”, pondo fim a Primeira Guerra.

4. O acordo de “cessar-fogo” enfureceu Lênin e os comunistas; mas, a imposição da derrota ao Império Alemão, e os termos do tratado de Versalhes, tiraram a influência direta de Lênin na Alemanha que era clarividente desde o acordo financeiro de agosto de 1918; deste modo, se no limiar da Primeira Guerra estourou a revolução russa, bem como Lênin cristalizou a ideia de formar o império comunista sob os escombros da destruição e da guerra, o Império Alemão se tornou o principal objetivo de Lênin; e a instabilidade da devastação causada pela guerra, tanto moralmente quanto financeiramente, tornaram o Império Alemão o bode expiatório preferido de Lênin, pois, nas condições em que se encontrava, era o canal mais fácil para a implementação dos planos horrendos do comunismo. E a influência de Lênin na Alemanha que se iniciara em agosto de 1918, e que fora retirada com o fim da Primeira Guerra, começa a novamente se estabelecer quase dois anos após o término da Primeira Guerra em 1920, com Lênin novamente subvertendo e manipulando a Alemanha a fim de implementar a revolução comunista.

 

XVI

 

1. Outro aspecto de suma importância para se compreender sobre o nazismo, é o entendimento sobre o plano comunista de dominação da Alemanha no período após a Primeira Guerra, pois, deste plano é que surge o ímpeto que vai guiar os nazistas no propósito de uma revolução mundial. Evidentemente, a influência de Lênin na Alemanha, se tornou ainda mais evidente e aprofundada a partir de 1920; pois, a instabilidade política alemã fora semeada e regada por Lênin, ao mesmo tempo em que tentava visar os benefícios de um tratado de paz com o governo alemão, e com isso, calcificava a instabilidade política; da mesma maneira que Lênin apoiou a campanha militar do Império Alemão no último ano de guerra, o próprio Lênin tratou de transmogrifar culturalmente a Alemanha em braço do comunismo, e como bem constatara um historiador russo, Lênin subverteu o sistema político alemão, tornando-o subserviente ao comunismo, e isso, sem que ninguém se apercebesse; foi a primeira tentativa bem-sucedida do que depois ficaria conhecido como “marxismo cultural”.

2. E tal situação evidencia-se desde quando Lênin preparou o plano de outra Guerra Mundial, que já estava pronto para iniciar menos de dois após o fim da Primeira Guerra; em 13 de novembro de 1918, o governo soviético deu uma ordem para o exército vermelho iniciar várias operações na Europa; os congressos do comunismo, as metas neles elencadas demonstram que o propósito e a agenda do comunismo era a revolução mundial, que se iniciaria com a instauração do comunismo em toda a Europa.

3. E tal plano de Lênin começou a ser levado a cabo alguns dias depois, com a invasão dos países bálticos. A Estônia tornara-se comunista em 29 de novembro; a Letônia em 4 de dezembro; a Lituânia em 8 de dezembro; assim sendo, Lênin pode continuar sua marcha para seu verdadeiro objetivo, a Alemanha; o desconhecido manifesto de Riga, publicado em 17 de dezembro de 1918, apontava a Alemanha com o próximo alvo de Lênin; e a meta mais importante da operação, iniciar uma nova guerra mundial.

Lênin percebera que o Império Alemão, devastado pela Primeira Guerra, se encontrava cansado e desfibrado, e qualquer ataque em grande escala subverteria completamente a Alemanha, o sonho de Lênin; e é um fato, os comunistas apoiaram a guerra para instaurar a revolução. Tal percepção fez com que Lênin se alegrasse, e preparasse todo o plano comunista de domínio da Europa, através de vários regimes bolcheviques, que Lênin preconizava ser necessário para a revolução mundial. Lênin pensava na Europa como uma grande comunidade de regimes bolcheviques.

4. E, no ano de 1919, Lênin continuou a revolução comunista no leste europeu e na Europa Central; além disso, Lênin e Trotsky prepararam o plano de ação para estabelecer o comunismo na Ásia, particularmente, na China e na Índia; e Lênin conseguiu estabelecer os planos e as metas para atingir este alvo; e a medida que se cristalizasse esta influências, Lênin iniciaria mais uma Guerra Mundial ao atacar e tomar a Alemanha e depois disso atacar as nações aliadas; mas, uma guerra civil ocorrera na Rússia e impediu Lênin de fortalecer o comunismo na Europa central e de enviar tropas para iniciar uma guerra; a guerra civil que irrompeu na Rússia soviética, impediu Lênin e Trotsky de levar adiante o plano da revolução comunista na Europa; nesta época, ninguém se apercebeu do plano dos comunistas, somente Winston Churchill percebera o perigo que estava a ocorrer no leste europeu com a revolução dos bolcheviques, mas ninguém deu muita atenção ao que Churchill falou na época; mas o velho leão estava totalmente certo, e foi o único a perceber o verdadeiro propósito de Lênin em querer dominar a Europa no período logo após a Primeira Guerra.

 

XVII

 

1. Outro fato de suma importância para se compreender o nazismo fora a criação da Internacional Comunista; depois do plano inicial de Lênin de iniciar uma guerra mundial fracassar devido a guerra civil que estourou na Rússia, o comunismo teve de adiar o plano da guerra, e Lênin aproveitou a oportunidade e em 1919 criou a nova Internacional Comunista, chamada pelos soviéticos de “quartel-general da revolução mundial”; com isso, Lênin com o poderio militar soviético na tentativa de conter e aplacar a guerra civil pode criar partidos e grupos comunistas ao redor de todo o mundo; todos os partidos comunistas estavam vinculados a autoridade da Internacional Comunista e aos ditames de Lênin.

2. A Internacional Comunista Soviética se tornou em poucos meses a maior organização política da história; e até hoje sua existência demonstra a organização do comunismo nos propósitos de destruição da ordem e dos pilares da sociedade; a atitude de Lênin de criar um “órgão” de controle a nível mundial para os comunistas, se tornara ainda mais evidente na Alemanha; milhares de alemães aderiram aos ditames de Lênin; o comunismo não somente subverteu a política alemã, mas ainda influenciou a criação de vários grupos e partidos ligados a Internacional Comunista para promover os interesses da revolução mundial em terras alemãs; a conquista da Alemanha que era o ponto de partida do plano de Lênin para iniciar uma guerra mundial. O bolchevismo estava não somente promovendo a sedição imperial, mas a subversão da própria ordem da realidade para a revolução. Churchill se apercebeu desta sedição, e num discurso de novembro de 1920, declarara: “Foi uma seita mortal e paralisante que destruiu a Rússia e mergulhou-a profundamente numa miséria indescritível. Nunca devemos deixar de proclamar este facto como um aviso às outras nações do mundo e para a preservação do nosso próprio país. Os bolcheviques são responsáveis ​​pela catástrofe”. Churchill se apercebera que o bolchevismo era a causa da destruição da Rússia, que a época vivia uma situação calamitosa, a qual rapidamente se espalhara por todo o leste europeu.

3. Na Alemanha, aqueles que estavam raivosos pelo Tratado de Versalhes, sentiam o mesmo ódio pelos bolcheviques; e é interessante que Lênin teve essa percepção; todavia, ele infiltrou o comunismo na Alemanha; e isto de dois modos: pelos próprios bolcheviques, gerando confusão e desordem; e pela influência velada e destruidora sobre a cultura alemã. Lênin preconizara a revolução comunista pela dominação cultural; enquanto semeava o ódio na sociedade alemã através dos próprios bolcheviques, que os alemães passaram a odiar, pois, os viam como parte dos responsáveis pela miséria alemã após a Primeira Guerra, Lênin também semeou a doutrinação comunista de modo a que agissem de acordo com os preceitos dos comunistas sem que soubessem que fossem comunistas; com este plano, quando Lênin controlasse a guerra civil e se preparasse militarmente, poderia invadir e dominar a Alemanha, pois, se o comunismo dominava a Alemanha, ainda que os alemães não se apercebessem disso, quando houvesse uma guerra, a sedição e a derrota seriam iminentes; pois, “o comunismo apodrece a alma de uma nação” (Churchill), e uma nação apodrecida pelo comunismo, ainda que possa ser militarmente mais forte do que uma nação comunista, se dobrará e será conquistada numa guerra contra os comunistas. A Blietzkrieg que os nazistas se utilizariam anos depois evidencia isso cabalmente; os nazistas conquistaram sem esforço nações poderosas pelo simples fato de que estas nações terem sido apodrecidas por dentro devido a invectiva de Lênin após a Primeira Guerra; e a única nação que resistiu fora aquela que se apercebera da sedição bolchevique, e que pela percepção e ação de Churchill pode se manter livre da influência do bolchevismo.

 

XVIII

 

1. A compreensão sobre o surgimento da Internacional Comunista soviética em 1919 é algo de fundamental importância para se entender o nazismo enquanto ideologia; o nazismo só foi o que foi devido a surgir neste contexto de domínio cultural comunista na Alemanha, a coroa do plano da revolução mundial de Lênin. E, como “o comunismo apodrece a alma de uma nação” (Churchill), logo, o nazismo surge neste contexto onde o comunismo apodreceu a alma da nação alemã; a Alemanha, o desejo obsessivo de Lênin, foi tão inflamada e apodrecida pelo comunismo, que isso possibilitou o surgimento do nazismo pela própria influência do comunismo. O nazismo não nasce simplesmente por nascer; o nazismo, ideologicamente, nasce como fruto do comunismo e da filosofia marxista; é fato apodítico da vida humana: uma ideologia nasce a partir da ideologia que domina a cultura, ou para dar continuidade a esta ideologia ou para servir aos propósitos desta ideologia.

2. Deste modo, é fato inegável que o surgimento do nazismo ocorre diante deste apodrecer comunista na alma sociedade alemã; o nazismo surge em 1920 diante desse cenário caótico; Hitler foi um destes que desenvolveu um ódio pelos bolcheviques, ódio esse que só era menor do que o ódio que Hitler tinha pelos judeus; todavia, Hitler fora influenciado pela doutrina comunista; o partido nazista nasce a partir do Partido dos Trabalhadores Alemães, o qual era guiado e financiado por Lênin e pela Internacional Comunista; a transmogrifação do Partidos dos Trabalhadores Alemães em Partido Nazista, teve o amparo de Anton Drexler, o fundador do partido, e comunista ferrenho; logo, o nazismo nasce a partir deste ímpeto de Lênin e desta influência da dialética materialista que ele inoculara na sociedade alemã da época. Não é para menos que Hitler desenvolve o ódio pelos bolcheviques e age como um comunista, como Lênin preconizara que alguém faria ao por em pratica o plano da subversão da Alemanha. Lênin não chegou a conhecer Hitler como ideólogo do nazismo, mas Hitler, sem nem saber, levou adiante do plano de Lênin estabelecido com a criação da Internacional Comunista e pela inoculação na sociedade alemã da agenda da Internacional Comunista através da manipulação cultural.

3. A agenda da Internacional Comunista soviética era talhada em duas metodologias; a influência direta e a luta aberta; e a influência indireta e a luta secreta. A influência direta e a luta aberta, era a manipulação e a confusão gerada pelos bolcheviques, que em dado momento se tornou quase que motivo de “chacota”, se não fosse pelo plano de Lênin de usar a confusão bolchevique para velar seu verdadeiro propósito, pois, enquanto travava-se a luta dos alemães contra os bolcheviques, a cultura ficava livre para Lênin subvertê-la, como fizera de maneira assombrosa. A influência indireta e a luta secreta é justamente este aspecto, de Lênin subverter o aparato político da sociedade alemã e inocular o veneno do comunismo e assim plantar e regar as sementes da subversão e da destruição; se se é plantado semente de catástrofe, então os frutos desta semente serão destruição. Hitler, ao adentrar na vida política alemã, foi um dos que foram semeados e regados pelas invectivas de Lênin; na verdade, os gérmens de todas as ideologias nefastas que surgiram no início do séc. XX, o fascismo e o próprio nazismo, estão pressupostos em vários insights de Lênin.

 

XIX

1. Outro aspecto de suma importância para se compreender no surgimento do nazismo é a humilhação imposta pelo Tratado de Versalhes; este tratado era extremamente humilhante para a Alemanha, além de totalmente ineficiente para preservar a paz; corretamente, um historiador afirma que “o Tratado de Versalhes continha apenas as sementes da Segunda Guerra Mundial”; o próprio Lênin percebeu que poderia utilizar a humilhação imposta pelo Tratado de Versalhes aos alemães para os propósitos do comunismo; pois, um povo humilhado injustamente, tende se levantar a partir do ódio e fazer coisas ainda mais terríveis que as humilhações que injustamente lhe foram impostas. Além de Lênin, outro que percebeu que o Tratado de Versalhes traria problemas gigantescos foi Abraham Kuyper, que identificou neste tratado a raiz de algo ainda pior do que aquilo que levara a imposição do próprio tratado.

2. As nações que venceram a Primeira Guerra exageraram nas exigências para com a Alemanha, a qual por conta destas exigências viveu por muitos anos com uma aguda crise econômica, com pobreza descomunal, fome dilacerante e constante adversidade. Lênin entendeu que o Tratado de Versalhes era uma bomba ainda maior que o assassinato do arquiduque Francisco Fernando (assassinato que iniciou a Primeira Guerra), a qual, estava prestes a explodir na Europa. Lênin, em 15 de outubro de 1920, afirmara: “todo o regime internacional, a ordem de coisas baseadas na paz de Versalhes, acha-se como um vulcão, pois 70% da população mundial que são escravizadas esperam com impaciência que que alguém inicie a luta por sua libertação e que abale as fundações de seus países” (Obras Completas de Lênin Vol. 41, pág. 360). E como a paz de Versalhes era uma tessitura frágil e a Alemanha jamais aceitaria a paz, devido a parcialidade do Tratado de Versalhes, evidentemente, como Lênin descrevera, eles estavam esperando alguém que os libertasse da humilhação deste tratado, que os incitaria à ação e à vingança.

3. Este ódio que o povo alemão sentia devido ao Tratado de Versalhes era algo oceânico; aqueles que lutaram no front da Primeira Guerra se viram impulsionados a lutar para resgatar a glória da nação alemã; por isso, nos dois anos que sucedem a Primeira Guerra, este ódio se cristalizou na perspectiva de que os alemães deveriam lutar contra as nações que os impusera a humilhação através do Tratado de Versalhes; portanto, o nazismo surge em 1920 diante de sentimento geral destes que lutaram no front da Primeira Guerra em querer vingança; e este sentimento, como Lênin bem identificou, era um vulcão, prestes a explodir; por causa disso, Lênin aproveitou a situação da Alemanha e procurou dominar a cultura alemã, enquanto distraía a política alemã com os bolcheviques que causavam confusão; deste modo, o nazismo surge na confluência entre o ódio aos propugnadores do Tratado de Versalhes, somado com o antissemitismo absoluto de Hitler, bem como sob a influência ideológica do comunismo; estes três fatores em si já dariam estragos suficientes; soma-se a isso que o partido nazista acoplou práticas ocultistas e de rituais de sangue, fica evidente porque o nazismo se tornou o que se tornou.

4. Em sentido histórico, o Tratado de Versalhes é o ponto de virada para a criação do nazismo; não existiria o impulso do ódio que cristalizou a formação do partido nazista se não fosse o Tratado de Versalhes; o ódio dos alemães, principalmente daqueles que lutaram na guerra, fora canalizado de maneira cirúrgica por Lênin, que era um atento observador dos acontecimentos na Alemanha; como Lênin não pode de início empreender uma tentativa de conquista da Alemanha devido a guerra civil na Rússia, logo, tratou de subverter a Alemanha e torná-la servil a vontade comunista, aos ditames da vontade leninista; e toda vez que há subserviência, logo, passa a haver assenhoramento da cultura e da vida de um povo: é assim que os grandes conquistadores agiam na época dos imperialismos cruentos e destrutivos; e fora assim que Lênin agiu e conseguiu dominar a cultura alemã, ainda que não tenha conseguido conquistar a Alemanha territorialmente; o nazismo levou adiante a vontade de Lênin, conquanto tenha fundido a esta vontade o doentio nacionalismo alemão, tão comum na Alemanha no período anterior a Segunda Guerra.

 

XX

 

1. Ainda há outro aspecto a se salientar sobre o contexto do surgimento do nazismo, que é a obsessão de Lênin por uma Guerra Mundial, que desencadearia a revolução comunista no mundo. Após a tentativa frustrada de Lênin devido a guerra civil que estourou na Rússia, em 1920, o comunismo empreendeu outra tentativa de uma Guerra Mundial; e novamente a Alemanha era o objeto de desejo de Lênin, principalmente para a inoculação da deificação da luta de classes; a Alemanha era um país em ruínas, escorraçado em todo o mundo, e era objeto de desprezo e de zombaria; a Alemanha era o palco perfeito para o estopim do plano de Lênin; um historiador assim a descreve: “A Alemanha era um barril de pólvora à espera de uma única fagulha”. E esta fagulha foi acessa por Lênin. Por isso, no verão de 1920, o exército vermelho começou uma série de operações militares na Europa a fim de desencadear esta revolução.

2. Contudo, havia um problema no plano de Lênin para conquistar a Alemanha; e este problema era que havia um grande empecilho entre a Rússia soviética e a Alemanha, a saber, a Polônia; para conquistar a Alemanha, Lênin precisava derrubar e conquistar a Polônia; o exército vermelho recebeu ordens para conquistar a Polônia; Lênin, num discurso em 22 de setembro de 1920, afirmou: “A guerra defensiva contra o capitalismo terminou; nós vencemos... Agora vamos tentar atacar e ajudar na sovietização da Polônia... Estabelecemos uma tarefa para nós mesmos: tomar Varsóvia... Acontece que não apenas o destino de Varsóvia está sendo decidido, mas o de todo o Tratado de Versalhes”.

3. A guerra contra a Polônia era o último estágio antes da tomada da Alemanha e do início da revolução mundial; a guerra que os soviéticos travaram contra a Polônia era para derrubar Varsóvia e enfraquecer os Aliados, bem como para destruir a frágil ordem internacional estabelecida pelo Tratado de Versalhes; ao iniciar a guerra com a Polônia, Lênin pretendia acender o pavio do barril de pólvora que era o Tratado de Versalhes. Assim sendo, depois do discurso de Lênin no 9º Congresso do Partido Comunista Soviético, o exército vermelho se preparou e entrou na Polônia, sob a liderança de Tukhatchévski; mas, antes de chegarem a Varsóvia foram derrotados e fugiram para a Rússia; o plano de Lênin falhara; os comunistas tiveram de adiar a revolução europeia até a próxima tentativa.

4. Todavia, ocorre um fato na Rússia soviética a partir de então; Lênin teve uma série de problemas de saúde a partir do segundo semestre de 1921; e não pode mais levar totalmente a cabo seu plano de guerra; enquanto viveu Lênin continuou como líder do comunismo, mas as decisões eram quase todas tomadas por Stálin; e o plano de uma Guerra Mundial, a conquista da Alemanha, foram adiados; se este plano já era ruim e cruento com Lênin, com Stálin assumindo paulatinamente a liderança, as coisas ficariam incomparavelmente piores; o próprio Lênin não queria que Stálin o substituísse, por que considerava Stálin muito cruel; se Lênin, a encarnação da crueldade, considerava alguém cruel, era porque essa pessoa era muito pior do que ele; conquanto Lênin tenha dito isso, e tivesse predileção por Trotsky, o poder se manteria nas mãos de Stálin. E assim, o terror vermelho que existia com Lênin, passa a se tornar ainda pior e mais cruento com Stálin. No entanto, seria o próprio Stálin que levaria adiante o plano maligno de Lênin de iniciar uma Guerra Mundial, mas com uma estratégia diferente e com a precisão ainda mais assombrosa do que com Lênin. Mas, desde que Lênin ficou incapacitado, ao Stálin exercer o poder, outra tentativa fora feita de iniciar uma Guerra Mundial a partir da tomada da Alemanha em 1923.

 

XXI

 

1. Quando o plano de conquista da Alemanha foi interrompido pela derrota na Polônia em 1920, e Lênin começou a ficar incapacitado a partir de 1921, os ditames comunistas começaram a passar para as mãos de Stálin; e Stálin, como discípulo fiel de Lênin, levaria o plano adiante com consequências inimagináveis. Stálin herdou de Lênin a obsessão pela Alemanha; o próprio Stálin afirmara: “Se algum abalo revolucionário estiver para começar na Europa, será na Alemanha ... e a vitória da revolução na Alemanha garantirá a vitória da revolução internacional” (Collected Works of Joseph Stálin Vol. 6, pág. 267). A vitória da revolução comunista na Alemanha como base para a revolução mundial: este era o plano e a obsessão de Lênin, este era o plano e o ideal de Stálin.

2. Após a tentativa frustrada na guerra com a Polônia em 1920, em março de 1921 os comunistas incentivaram uma greve geral nas regiões da Alemanha central; os comunistas através da greve tomaram os prédios governamentais em Hamburgo, em Leipzig, em Dresden, em Chemnitz, e em outras cidades, e organizaram-se para tomarem o poder em cortes judiciárias, bancos, quartéis da polícia, etc.; o “Die Rote Fahne”, o órgão oficial do comunismo alemão, sustentado e incentivado pela Internacional Comunista soviética, conclamou em seus meios de comunicação a revolução comunista; a sedição durou pouco tempo, e foi controlada pelo poder estatal alemão; mas as sementes da revolução foram lançadas; os comunistas tiveram uma nova derrota, mas o estopim da revolução na Alemanha fora aceso, e os meios de ação foram ensinados e propagados entre aqueles que estavam prontos para se voltarem contra o Tratado de Versalhes, a saber, o recém criado partido nazista.

3. O plano de revolução na Alemanha em 1921 deu errado; mas em dezembro de 1922, nasceu a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), que foi um passo decisivo na tentativa do comunismo de dominar a Europa; a revolução na Alemanha deu errado, e Stálin aparou as arestas do plano comunistas e empreendeu o domínio do leste europeu, e fortaleceu a influência do comunismo na Europa central, com a formação da URSS. Com isso, Stálin estava aparando os pontos soltos para novamente empreender a tentativa de domínio da Alemanha; então, de maneira secreta, Stálin empreendeu o plano de se tentar um golpe na Alemanha; a diferença da tentativa de 1921 para a tentativa de 1923, era que em 1921 os comunistas estavam sozinhos, em 1923 tinham como aliados ferrenhos os nazistas; este plano foi divulgado somente em 1980, com a publicação de um livro do secretário particular de Stálin fora do âmbito da língua russa; e foi atestado em 2001 com a publicação dos relatórios do Politburo desta época (comitê executivo do partido comunista) autorizada pelo governo russo.

4. O secretário pessoal de Stálin desta época, Boris Bazhanov, em seu livro “Memoirs of a Former Secretary of Stálin”, afirma: “No fim de setembro, houve uma reunião de emergência no Escritório Político do Comitê Central do Partido Comunista Russo Bolchevique... A reunião era tão secreta, que só os membros do Politburo e eu estávamos presentes. Nenhum membro regular do Comitê Central recebeu permissão para participar. Essa reunião foi convocada para fixar a data do golpe na Alemanha. Optou-se pelo dia 9 de novembro de 1923”. Esta foi a data para iniciar a revolução na Alemanha, a qual seria feita conjuntamente com os nazistas; o plano fundamental para o fortalecimento do nazismo e a tentativa comunista de domínio da Alemanha foi preparado de maneira cirúrgica por Stálin; o que Lênin desejou ardentemente de maneira desorganizada, Stálin preparou nos mínimos detalhes. Além disso, a partir deste plano, Hitler encontrou seu “herói” na ideologia, e deste então, procurou copiar Stálin em tudo; donde, a partir desta invectiva de Stálin, ser deveras certeira a afirmação do autorizado biógrafo de Hitler: “Hitler era a cópia; Stálin o original”.

 

XXII

 

1. A iniciativa de Stálin de efetuar o golpe na Alemanha em novembro de 1923, fora um dos mais importantes acontecimentos para a estruturação do nazismo; diferentemente das tentativas de Lênin em 1919 e 1920, e depois em 1921, em 1923 os comunistas tinham aliados, a saber, os nazistas, liderados por Adolf Hitler. Em agosto de 1923, Stálin decidira que os comunistas alemães teriam de tomar o poder na Alemanha sem a ajuda direta dos soviéticos (invasão militar direta); assim sendo, teriam de se organizar entre si na própria Alemanha e efetuar o golpe, tal como Stálin havia planejado para ser efetuado em novembro de 1923. Para efetuar tal plano, os comunistas alemães, sob a direção de Stálin precisariam de ajuda; e esta ajuda viera dos nazistas.

2. Em outubro de 1923, oficiais do alto escalão soviético foram enviados para a Alemanha, e deram palestras e orientações aos nazistas, bem como fizeram planos de ação cooperativa; o golpe preparado de antemão por Stálin, seria efetuado em ação conjunta pelo partido comunista e pelo partido nazista. Evidentemente, a máquina de propaganda comunista tentou a todo custo, e ainda tenta, apagar este fato histórico; mas é um fato indiscutível, os nazistas assumiram o plano comunista de domínio da Alemanha, como aliados dos comunistas soviéticos já que em boa parte o comunismo alemão era bolchevique, que tanto Hitler quanto o próprio Stálin odiavam; todavia, entre tiranos e ideologias totalitárias não existe amizade, pois, enquanto Stálin esperava receber ajuda do partido nazista para poder tomar o poder na Alemanha, se isso ocorresse, logo, Stálin trataria de eliminar os nazistas, como os soviéticos fizeram com aqueles que os ajudaram a dar o golpe que resultou na revolução russa.

3. Em 9 de novembro de 1923, Hitler e seus adeptos marcharam pela Baviera a fim de dar um golpe de estado; Hitler declarara que a revolução havia começado e começou a marchar a fim de subjugar a República de Weimar, que segundo ele estava “falida”; um confronto se deu entre os seguidores de Hitler e a polícia armada; a polícia armada venceu e a tentativa de golpe ficou frustrada. Hitler e seus adeptos fugiram e depois foram capturados, julgados e presos. Os comunistas tentam a todo custo esconder que estavam juntos com os nazistas a fim de efetuar o golpe; e na prisão Hitler se dedicaria a escrever “Mein Kampf” o manual da luta nazista contra os judeus e contra o Tratado de Versalhes; no livro de Hitler, o manual do partido nazista, se denota de maneira bem límpida a raiz dos fatos envolvendo as tentativas de golpe em 1923.

4. Após esta tentativa frustrada, Stálin percebeu algo, a saber, que não precisaria mais estimular os comunistas alemães, os quais eram bolcheviques; mas Stálin aproveitou para influenciar os nazistas, que estavam mais “preparados” para cumprir os propósitos do comunismo; Stálin não se preocupou com os bolcheviques alemães, mas forneceu tudo o que pode para os nazistas, inclusive os apoiou mais até do que os próprios comunistas alemães; Stálin sabia que o partido nazista houvera acendido o barril de pólvora que era o ódio alemão pelo Tratado de Versalhes, e percebeu em Hitler o “louco” necessário para explodir este barril na Europa; então, Stálin reelaborou o plano e o colocou em prática de maneira lenta e gradual, até que tivesse mais uma chance de efetuar um golpe ou outra maneira de colocar os comunistas ou os nazistas no poder; evidentemente, Stálin pretendia fazer com os nazistas o mesmo que os soviéticos fizeram com os aliados que os ajudaram a fazer a revolução na Rússia, a saber, destruí-los; todavia, o plano com relação a Alemanha e os nazistas era muito mais destrutivo do que o plano da tomada de poder na Rússia em 1917.

5. E de fato isso ocorrera, os nazistas subiram ao poder em 1933, com ajuda direta de Stálin; por isso, ideologicamente, os nazistas dominaram a Alemanha com a ajuda dos comunistas; e foram o navio “quebra-gelo” dos comunistas; em quase tudo que Stálin planejou para os nazistas deu certo; a única coisa que Stálin não anteviu e não ficou sabendo foi da elite globalista se infiltrando no nazismo para os colocar contra o comunismo; nem a elite globalista sabia da influência de Stálin nos nazistas, nem Stálin sabia da influência globalista nos nazistas. E o nazismo levou adiante estes dois propósitos: ideologicamente, o propósito do comunismo para domínio de toda Europa e depois de todo o mundo; e “religiosamente”, o propósito da elite globalista (em sua maior parte, composta de sionistas) de implementar um governo mundial de uma “raça evoluída”, os adoradores de Baal que faziam sacrifícios humanos para poder se perpetrar no poder e para se tornarem mais “evoluídos”. E até parece brincadeira, mas o nazismo foi levado adiante sob estes dois prospectos de poder totalmente diversos e antagônicos entre si.

 

***

 

Epílogo. Ora, este escrito surgiu a partir de uma indagação de quando políticos e magistrados afirmaram imbecilidades sobre o nazismo; procurei responder esta indagação a respeito da natureza do nazismo em várias tópicos; não foram colocados estes tópicos em ordem sistemática; mas a medida do possível apresentei algumas reflexões sobre no que consiste a doutrina nazista do ponto de vista filosófico, religioso, histórico e político; por esta razão, estas nótulas sobre o nazismo serve de uma boa apresentação geral sobre no que concerne e no que consiste o nacional-socialismo. De fato, não há muita originalidade nestas nótulas, apenas fiz resumos e paráfrases de dezenas livros lidos e estudados sobre este tópico; no entanto, isso fora feito com o propósito de explicar o nazismo no sentido ideológico; todavia, fiz algumas menções e descrições sobre o nazismo no sentido religioso; e mencionei apenas de raspão a influência da elite globalista sionista no nazismo; talvez, num futuro escreva mais propriamente sobre a relação entre nazismo e sionismo. No entanto, o que escrevi sobre o nazismo basta quanto a indagação feita e é por ora suficiente quanto a explicação ideológica do nazismo; e mesmo que não gostem os comunistas, em sentido ideológico, o nazismo é filho do comunismo e foi totalmente fomentado por Stálin. Todavia, não é só isso que compõe o nazismo; mas este é o primeiro lado da moeda escondida sobre o que de fato fora o nazismo (o outro lado da moeda é a influência ocultista no nazismo [inclusive, influência dos sionistas], a qual fora em parte fora mencionada, sobre o que escreverei ainda alguns artigos e análises). E termina aqui esta explicação. Laudate Deo


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