I
O
gênero autobiográfico foi desenvolvido ao longo dos séculos por vários autores;
a necessidade de se preservar a vida e os feitos dos homens ilustres fora
manifesta desde os tempos antigos, mais propriamente desde quando os grandes
Faraós ou os grandes reis eram enterrados com a descrição de seus feitos;
depois, surgiram propriamente os biógrafos, como Plutarco e Diógenes Laércio,
que escreveram sobre a vida dos homens ilustres de suas épocas.
A
primeira autobiografia de que se tem notícia é a obra “Tristias” de
Ovídio, poeta romano; depois, alguns dos Padres da Igreja e dos escritores
eclesiásticos também trataram de relatar a vida dos santos; entre estes,
sobressai-se, por exemplo, a autobiografia de São Gregório Nazianzeno; etc.
No
entanto, o gênero autobiográfico é talhado e fundado por Santo Agostinho em sua
obra “Confissões”; embora tenha havido, mesmo entre os Padres da Igreja,
notáveis obras autobiográficas, é com o bispo de Hipona que o gênero é fundado
propriamente dito, dado a mestria e profundidade que Santo Agostinho dera a
confissão em sua expressão literária; embora não tenha sido a primeira
autobiografia cristã, sem sombra de dúvida, fora com as “Confissões” que
a confissão tornara-se propriamente dito um gênero literário.
Posteriormente,
muitos foram os que escreveram autobiografias verdadeiras, algumas
notabilíssimas, como o escrito de Algazali, “A Libertação do Erro”, e
também a “Historia Calamitatum” de Pedro Abelardo, ou a “Lamentatio
in misfortunam vitae suae” de São Genádio Escolário, ou ainda o “Ecce
Homo” de Nietzsche, ou o “Surpreendido pela Alegria” de C. S. Lewis,
etc.; mas, com o despontar da modernidade, surgiram aqueles que quiseram
mascarar a própria vida através deste gênero, desfigurando o preceito da
verdade sobre si mesmo como iniciação do saber. Assim, a sentença tão cara a
Sócrates: “conhece-te a ti mesmo”, foi transmogrifada por outra
sentença: “desconhece-te a ti mesmo”; em suma, a contemporaneidade é a
época dos homens que desconhecem a si mesmos.
Por
exemplo, Descartes ao descrever a si mesmo chega ao ponto de pulular e se
glorificar por mascarar a si mesmo através do que escreve; outro que faz isso é
Rousseau, em uma obra intitulada “Confissões”, que alguém dissera
acertadamente que é um amontoado bem escrito de mentiras; as confissões de
Rousseau são as confissões mais mentirosas já escritas; entre outros exemplos
neste quesito.
Na
verdade, a vida espiritual na modernidade filosófica, em suma, é a busca por
mascarar a própria vida através de mentiras e canalhices; e isto, infelizmente,
se assomou totalmente na cristandade hodierna.
Além
do que, isto também trouxera consigo uma gravíssima consequência; pois, o saber
não mais desenvolveu-se a partir do autoconhecimento, mas a partir de mentiras
inventadas sobre si mesmo, que por sua vez tornam o conhecimento sujeito a
mentiras de quem não tem conhecimento, o que tornam o saber em anti-saber; e
isto tem permeado a vida na contemporaneidade; por esta razão, Nietzsche chega
a afirmar que os homens do conhecimento são aqueles que desconhecem a si
mesmos; logo, não são dignos de serem chamados de homens do conhecimento; pois,
quem não conhece a si mesmo não tem autoridade para falar sobre o conhecimento.
Pois,
a primeira e mais fundamental característica para adentrar no templo da
sabedoria é o conhecimento de si e a sinceridade sobre si.
II
Este artificio
de mascarar quem se é, que em suma é hipocrisia, foi manifesto até mesmo nos
grandes filósofos; Hegel escondeu quem era realmente, e tentou camuflar seu
tédio através de um grande divertimento que é seu sistema da ciência; Marx fez
o mesmo, só que em relação a esfera sócio-política; Heidegger nem fez questão
de esconder as hipocrisias, mas demonstrou total descaro; o único entre os mais
conhecidos filósofos que não teve máscaras para desvelar a si mesmo foi
Nietzsche, mas é tão mal compreendido que fica parecendo que é canalha e que
não presta, quando na verdade é um dos poucos que prestam e um dos poucos que
não é canalha.
Ora,
isto, por sua vez, mostra que o artifício de se mascarar quem é, é contradição em
relação ao ato da confissão; pois, quem mascara a si mesmo, velando as próprias
hipocrisias, não possui sinceridade para se relacionar com Deus; a fé
verdadeira é a fé que não tem máscaras, é a fé que é permeada pela sinceridade
total consigo mesmo sobre si, diante de Deus e diante dos homens.
Por
isso, a confissão é elemento preponderante não somente em relação ao
relacionamento com Deus, mas para que alguém conheça a si mesmo; aquele que
esquece a si mesmo, ou não tem a veracidade sobre o próprio eu como algo
clarividente a si, é alguém que se acostumou a esconder-se de si mesmo e de
Deus; o pecado não confessado é que se esconde de si mesmo (cf. Gn 3.9-10);
aqueles que não confessam o pecado, é porque os atos pecaminosos que cometem
não tidos como pecaminosos embora de fato o sejam; ora, se alguém peca mas a
consciência não o deixa irrequieto, então a consciência está cauterizada (cf.
1Tm 4.2).
O
pecador não deve ter vergonha de confessar o próprio pecado. Pois, o verdadeiro
arrependimento é mostrado na sinceridade da confissão e na contrição pela
própria miséria; onde não há sinceridade na confissão e nem contrição e
compunção profunda pela própria miséria não houve verdadeiro arrependimento.
A
confissão sincera e verdadeira ajuda a desenvolver a consciência de si como
miserável pecador; e isto deve ser desenvolvido de tal modo que não haja
artifícios e nem máscaras, nem para si mesmo sobre si mesmo nem diante de Deus,
nem diante de outrem.
Ademais,
a confissão tomou forma como gênero literário com Santo Agostinho, também para
ajudar os cristãos a entenderem no que consiste a confissão para evitar estes
erros acima descritos; pois, embora se tenha as sentenças das Sagradas
Escrituras sobre a confissão, e os Santos Padres tenham ensinado sobre a
confissão, muitos ainda não prosseguem neste caminho por falta de um exemplo
adequado; ora, o exemplo de Santo Agostinho neste quesito é cabal e de suma
autoridade.
Quem
quer aprender a ser sincero consigo mesmo, deve palmilhar o mesmo caminho que
Santo Agostinho, ainda que não venha a publicar uma autobiografia. A imitação
de Santo Agostinho neste quesito não tem a ver com publicações escritas, mas no
desenvolver uma sólida consciência de si, para si, sobre si, tanto diante de
si, quanto diante de Deus, bem como diante do próximo.
Pois,
ser sincero sobre si mesmo livra o eu de buscar máscaras para velar a si mesmo,
isto é, livra o eu da fétida cultura da autoimagem; bem como livra o eu de
querer enveredar-se pelos grimórios da canalhice, manifesta naqueles que buscam
velar quem são através de algum estereótipo e/ou através da tentativa de
ridicularizar quem pela vida virtuosa traz luz as hipocrisias na qual vivem.
Mas,
por que isso ocorre? Simples, pela falta da prática da confissão, e pelas
canalhices de homens que mentem sobre si mesmos, assomados a falta da
compreensão sobre o pecado; pois, ao não praticarem a confissão, cria-se o mal
costume de não analisar se uma determinada prática é pecado, bem como cria-se o
costume de rejeitar como pecaminoso tudo que supostamente faz “bem” a alguém;
no entanto, que se saiba que nada que é errado faz bem; na verdade, o que é
errado traz muitos males para o indivíduo.
Aliás,
soma-se a isso também o desprezo continuado pelo que é ensinado na Sagrada
Escritura. Formou-se, em uma geração inteira de “cristãos”, o argumento ad
ignorantiam sobre os ensinamentos bíblicos, ou seja, os “cristãos”
hodiernos desconhecem os ensinamentos bíblicos e a partir deste desconhecimento
aferem o que é pecado e o que não é pecado; evidentemente, se não conhecem as
Escrituras Sagradas, então não vão discernir adequadamente o que é pecado e o
que não é pecado. Ora, se alguém se diz “cristão” e pratica atos proibidos na
Sagrada Escritura, então a fé que diz ter é pior do que a fé dos demônios.
Assim
sendo, formou-se uma cultura que valora a hipocrisia, a qual descamba na vida
descarada; aqueles que se acostumam a pecar contra o que dizem crer,
desenvolvem em si mesmos o ímpeto para o descaro, já que não sentem mais
vergonha diante de Deus e diante de si mesmos por praticarem atos pecaminosos.
E,
isto tudo, provém de uma pequena, mas terrível mudança efetuada sobre o gênero
literário da confissão; os filósofos começaram a escrever mentiras sobre si
mesmos, então isso passou ao próprio ímpeto da cultura, e gerou-se uma cultura
que busca tudo para velar de si o autoconhecimento; Pascal chamou isso de busca
por divertimentos; séculos antes, Cícero chamou isso de morbidade na alma; por
isso, aqueles que não sentem mais vergonha diante de Deus por pecar já foram
imbuídos no descaro, o qual é velado na busca costumeira e obstinada por
divertimentos.
Os
homens buscam divertimentos para si a fim de não precisarem se confessar e se
arrepender de práticas pecaminosas; tanto o é, que aqueles que praticam atos
pecaminosos, logo após praticarem tais atos, ao invés de se arrependerem,
tratam de procurar divertimentos para dopar a consciência a fim de que a mesma
não fique irrequieta por causa da prática pecaminosa, e assim desembocam na
luxuria, manifesta as mais das vezes através dos risos (cf. Jr 5.7-8).
III
A
confissão, tendo se tornado um gênero literário, acoplou-se com o gênero
autobiográfico; ora, o gênero autobiográfico é permeado por três tipos
principais: primeiro, daqueles que descrevem quem são a partir dos próprios
feitos; segundo, daqueles que descrevem quem são a partir das próprias falhas e
dos próprios pecados; terceiro, daqueles que descrevem quem são para defender a
si mesmos.
1.
Primeiro, daqueles que descrevem quem são a partir dos próprios feitos; neste
estilo de autobiografia, pouco se sabe sobre o verdadeiro eu do indivíduo, mas
sabe-se sempre mais a respeito de quem é e do que fez tal indivíduo; isso foi
muito utilizado pelos imperadores e pelos heróis dos povos antigos para
descreverem a si mesmos; e este tipo de autobiografia só tem utilidade naqueles
que viveram uma vida virtuosa a luz da verdade desde a infância; mas, tal
espécie de autobiografia tem um defeito: pouco ensina sobre no que consiste a
confissão; embora, tenha algo benéfico: ensina a reconhecer, sem rodeios e
falsas modéstias, quem se é e o os feitos realizados.
2. Segundo,
daqueles que descrevem quem são a partir das próprias falhas e dos próprios
pecados; neste estilo de autobiografia, se conhece plenamente o eu de uma
pessoa, ao ponto de tal pessoa desvelar a si mesmo, não somente diante de si,
mas principalmente diante de Deus, e assim não esconde-se nada sobre si, nem
diante de Deus e nem diante dos homens; neste estilo de autobiografia, não se
esconde nada do que se lembra, antes coloca-se tudo em voga, justamente para
que a justificativa do eu seja manifesta pela sinceridade e verdade para
consigo mesmo; e é nesta espécie de autobiografia que se estabelecem as “Confissões”
de Santo Agostinho; e esta espécie de autobiografia ensina com maestria e com
profundidade sobre no que consiste a confissão.
3.
Terceiro, daqueles que descrevem quem são para defender a si mesmos; neste
estilo de autobiografia, menos utilizada de maneira verídica, também se conhece
plenamente o eu de uma pessoa, não só no sentido da sinceridade e verdade sobre
si, mas principalmente para apologizar sobre si mesmo quando isto se faz
necessário; nem sempre se faz necessário defender-se a si mesmo, principalmente
em questões espirituais; no entanto, nas raras vezes em que isto se faz
necessário, surgem obras autobiográficas excelentes, que não somente descreve a
si mesmo diante de si e diante de Deus, mas se coloca com coragem e verdade
contra os caluniadores e os orgulhosos que atentam contra o bom testemunho de
alguém, ao ponto de ter de apologizar sobre a própria vida; um grande exemplo
neste quesito, é a obra de John Henry Newman, “Apologia pro vita sua”,
na qual Newman apologiza sobre a própria vida confessando quem é diante de si,
diante de Deus e diante dos contradizentes/caluniadores orgulhosos.
Estes
três tipos de autobiografias, foram acoplados na fundação da confissão como
gênero literário; embora já houvesse a autobiografia como gênero literário,
Santo Agostinho deu a expressão autobiográfica a significação sacramental
necessária à mesma, tanto para se evitar mentiras quanto para se evitar falsas
modéstias; pois, tendo a confissão ganhado expressão literária, o ato de
descrever a si mesmo, sem mentiras e sem máscaras, se evidenciara como parte do
que concerne a própria formação da personalidade.
IV
Ora, destes
três tipos ou espécies de autobiografia se extrai três princípios basilares que
devem orientar a busca pela sinceridade: primeiro, reconhecer quem se é e quais
os feitos e qualidades pessoais; segundo, não ter vergonha diante de si e nem
diante de Deus dos próprios pecados e das próprias falhas; terceiro, quando
necessário defender quem se é sem preocupação com o que outras pessoas dirão.
1. Primeiro,
reconhecer quem se é e quais os feitos e qualidades pessoais; antes de tudo, a
pessoa deve reconhecer quem é com suas qualidades e defeitos, tanto para se
evitar se sobrelevar a quem não se é, quanto para se evitar rebaixar a quem não
se é. Esta é a sina que cumpre aos homens: compreender a própria grandeza sem
deixar de compreender a própria miséria.
2. Segundo,
não ter vergonha diante de si e nem diante de Deus dos próprios pecados e das
próprias falhas; a seiva da sinceridade está em reconhecer a si mesmo diante de
si e diante de Deus tal como se é, sem acréscimos e nem decréscimos; pois, não
se deve esconder nada daquele que vê todas as coisas, já que “não há criatura
nenhuma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos
olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13). Por isso, a sinceridade
diante de Deus, que vê e conhece todas as coisas, é o ponto de partida da
sinceridade consigo mesmo.
3. Terceiro,
quando necessário defender quem se é sem preocupação com o que outras pessoas
dirão; pois, a sinceridade sobre si e a sinceridade da vida na verdade abalizam
e dão autoridade para que alguém defenda a si mesmo quando assim se faz
necessário; aqueles que criticam quem se defende quando isto é necessário
afirmando que isto é arrogância ou similares, nada entende da necessidade de
apologizar sobre a própria sinceridade diante da verdade; no entanto, aqueles
que sabem quem são e que sabem em quem creem (cf. 2Tm 1.12), tem obrigação de
apologizar sobre si mesmos quando as circunstâncias assim reclamam; pois, a
apologia da própria vida, se feita corretamente de acordo com as circunstâncias
que exigem isso, e ao descrever a sinceridade com que se vive, sempre é um
testemunho grandiloquente em honra a Deus e para ensinamento de outrem,
principalmente para ensinamento e testemunho aos incrédulos, aos caluniadores e
aos falsos cristãos.
V
A necessidade
da confissão, evidenciada na compreensão sobre a confissão como gênero
literário, é atestada pelo fato que um indivíduo carrega diante de si a verdade
sobre o seu próprio ser; sobre isso, Olavo de Carvalho tem uma sentença assaz
oportuna: “Você carrega diante de si a verdade do seu ser, e é mediante ela
que deve modelar seus pensamentos, e não o contrário”; ora, a modelação da
própria personalidade, em sua forma pura, que é a base do caráter, se dá
mediante a verdade do próprio ser, da verdade do indivíduo sobre si mesmo e
diante de si mesmo.
A
confissão é a pedra de amolar da personalidade; quanto mais sincera e contínua
é a prática da confissão, mais amolada e burilada vai ser a personalidade, a
qual quanto mais for burilada mais vai ser moldada em função da forma da
personalidade pura, que como fora dito, é a base do caráter; então, a confissão
é elemento preponderante para a formação do próprio caráter, a fim de se evitar
as máculas da insinceridade. A confissão impede que se crie ou invente ceras
para tapar os buracos pecaminosos na alma.
Portanto,
é mais do que evidente que a confissão é necessária, pois a confissão ajuda a
desenvolver de maneira natural e sincera, o que concerne a compreensão sobre si
diante da verdade sobre o próprio eu; além do que, a compreensão sobre si está
intimamente interligada com o conhecimento de Deus, pois somente com o
conhecimento de Deus é que o indivíduo conhece a si mesmo; além do que, Deus
fala no íntimo do coração: a verdade não apenas está do lado de fora do ser
humano, mas a verdade está dentro do ser humano; não a verdade como um dado ou
informação, mas a verdade que habita no ser do homem.
Pois,
o próprio Deus colocara a eternidade no coração do homem (cf. Ec 3.10);
portanto, nada pode satisfazer o ser humano a não ser o próprio Deus que é
eterno; n’Ele se encontra a verdadeira felicidade, tal como diz o salmista: “Far-me-ás
ver a vereda da vida; na tua presença há abundância de alegrias; à
tua mão direita há delícias perpetuamente” (Sl 16.11).
Deste
modo, o ser humano encontra o caminho da felicidade através da confissão; pois,
aquele que confessa o pecado e abandona a prática pecaminosa encontra
misericórdia e graça (cf. Pv 28.13); além do que, aquele que se confessa a Deus
encontra a alegria que convém a alma redimida, a alegria da presença do Senhor,
a qual é a força do fiel no caminho da vida (cf. Ne 8.10c). A confissão,
portanto, é parte sacramental da vida cristã, isto é, não existe vida cristã
verdadeira sem confissão sincera.
Com
isso, se entende que a mestria e genialidade de Santo Agostinho, manifesta em
sua imorredoura obra “Confissões”, não somente conduz para uma
compreensão sobre a verdade dentro do ser humano, mas principalmente conduz o
indivíduo, através da confissão como gênero literário, a formar o próprio
imaginário em ordem a prática da confissão; pois, mesmo o mais simples entre os
homens pode ter seu imaginário bem formado, ainda que não tenha possibilidade
de ter uma adequada formação humanística, desde que pratique com sinceridade,
constância e perseverança o ato da confissão; e isto, por sua vez, forma uma
muralha para impedir que o coração seja dominado por enganos e engodos demoníacos.
Portanto,
a confissão enquanto gênero literário abaliza a compreensão não somente sobre
as confissões pessoais, as autobiografias pessoais ou as autobiografias
fictícias, mas abaliza a necessidade da prática da confissão como elemento
sacramental da vida cristã, não somente em relação a Deus, mas em relação a si
mesmo e em benefício de si mesmo e do próximo.
A
confissão é um ato de amor: amor a Deus e amor a si mesmo, a fim de amar a Deus
e amar a si mesmo no próximo; só se ama a Deus e se ama a si mesmo no próximo,
e o ato da confissão comporta isso plenamente, já que pelo ato da confissão se
aprender o que é amar.
θεῷ χάρις!