01/12/2025

Resposta ao Anti-Tomismo Sofístico

1. Uma das características mais assombrosas da terra de Machado de Assis é a insidiosa obstinação e orgulho dos imbecis; no Brasil, os imbecis possuem tanta obstinação que nem a maestria de Dostoiévski seria suficiente para descrever; e tem certos casos que a imbecilidade é tão grande que é inconcebível e imedível.

E novamente tu, ó sr. Matheus Benites, totalmente inepto, ladra contra Tomás de Aquino, constatando que vossa imbecilidade é imedível; e é de surpreender tal obstinação contra aquilo que lhe é tão superior que sequer o senhor possui capacidade de imaginar tamanha superioridade.

E ao novamente ladrar contra Tomás e o tomismo, o senhor por si mesmo demonstra de maneira ainda mais abrupta que é um mentecapto, totalmente mentecapto.

2. Assim, ao novamente ver uma imbecilidade tão grande como a densidade de um buraco negro, ou tão vil quanto uma orgia romana, decidi escrever-lhe, não mais com educação e cordialidade como fizera numa missiva que lhe mandei meses atrás, mas agora com indignação ciceroniana: Quo usque tandem abutere, Matheus Benites, patientia nostra?

Até quando, ó sr. Matheus Benites, continuará nesta imbecilidade mórbida; até quando vai querer falar do que não conhece; até quando vai continuar na obstinação de querer falar de filosofia quando nem sequer conhece literatura; até quando vai assolar a galeria dos heróis da razão pensante com vossa completa burrice e incapacidade intelectual; até quando vai atentar contra aquele que lhe é superior intelectualmente; até quando vai se levantar contra o saber racional; até quando continuará sendo um ignominioso inimigo da reta razão; etc., etc., etc.

Quo usque tandem abutere patientia nostra? Até quando?... Até quando?... Até quando?...

3. Todavia, mesmo diante destas imbecilidades que novamente vós afirmais, é necessário se vociferar contra vossa imbecilidade; e escrevo esta resposta ao vosso “exame implacável”, que nada tem de “exame” muito menos de “implacável”; na verdade, o vosso “exame implacável” é uma mistura mal feita de imbecilidades, tolices e sofismas; e vós ainda tendes a audácia de chamar isso de “exame”.

Deste modo, escrevo esta confutação ao senhor, e não somente ao senhor, mas a todos os imbecis que atentam contra Tomás e o tomismo, pois na verdade vós atentais não contra o tomismo, mas contra a fé cristã; a vossa crítica ao tomismo é, de maneira velada, uma crítica a todo o cristianismo.

Por isso, ao confutá-lo, o faço tendo em vista vosso vídeo intitulado “Tomás de Aquino: O Tomismo É Filosofia ou Teologia Disfarçada? Um exame implacável!”, pois na verdade no próprio título deste vídeo já se dá para ter uma noção da grandíssima auréola sofística que ronda os críticos imbecis do tomismo, e num geral os críticos do cristianismo.

4. Ora, o senhor inicia seu inepto vídeo, fazendo algumas menções ao opúsculo de Tomás de Aquino, “O Ente e a Essência”, mas sequer menciona alguma proposição tomasiana deste opúsculo; aliás, é quase certo que o senhor nem leu, e tenho por certo que se lesse não entenderia este breve opúsculo tomasiano; e como o senhor quer criticar algo do qual não sabe nada, e o senhor nem sequer leu os textos mais simples do aquinate.

Além disso, o senhor menciona Averróis e Alberto Magno, dos quais o senhor também não leu nada; como que o senhor quer fazer uma crítica se o senhor nem conhece o pensamento destes filósofos; na verdade, o senhor sequer teria capacidade entender Averróis ou Alberto; agora, se o senhor acha que lendo Russel vai aprender sobre estes filósofos, o senhor comprova cabalmente que não tem nenhuma capacidade filosófica, já que não possui honra intelectual.

E isso sem mencionar que o senhor também não leu nenhum livro sobre a vida e a obra de Tomás de Aquino; e o senhor ainda quer insistir em falar da suposta “insinceridade do tomismo”; insinceridade possui o senhor, ao não ter honra nem moral para elucubrar nada do ponto de vista intelectual; insinceros são os que dizem conhecer algo sem de fato conhecerem este algo; na verdade, isso não somente é insinceridade, mas também é canalhice.

Aliás, o senhor ainda quis mencionar a metafísica tomista; a partir de vossas imbecilidades tão medonhas, posso afirmar com resoluta convicção que o senhor sequer teria capacidade de ler o comentário de Tomás de Aquino a Metafísica de Aristóteles, o comentário mais importante ao livro mais importante da história da filosofia.

5. Por isso, não analisarei estes aspectos, que pela forma como o senhor os descreveu já são por isso mesmo refutados, lembrando-lhe que nada se pode contra a verdade senão apenas em favor da verdade; portanto, faço uma confutação simples de vossas declarações sobre Tomás e o tomismo, especificamente contra vossa obstinada e imbecilóide crítica ao tomismo.

6. A vossa crítica concentra-se novamente em querer criticar o tomismo, e ainda tenta se embasar em filósofos totalmente esclerosados para fundamental tal criticar; querer se basear em Bertrand Russel para criticar Tomás de Aquino ou qualquer outro filósofo, poderia ser até Nietzsche, é o mesmo que uma prostituta querer dizer que é virgem; Russel não tem moral intelectual para criticar ninguém, e sua obra atesta cabalmente esta sentença; por isso, se o senhor quer conhecer filosofia realmente deveria primeiro ler os bons livros de história da filosofia.

A vossa crítica a Tomás, totalmente infundada, na verdade é crítica a própria imbecilidade que o senhor propaga; o senhor criticou Tomás porque ele supostamente não age com o espírito do pensamento livre, mas quem disse para o senhor que Russel age com o espírito do pensamento livre; onde se tem sofismas não se tem pensamento livre; e Russel é um mestre em propagar sofismas, e pelo visto o senhor tem seguido bem esta escola; e vós ainda achastes que o que fazes é filosofia; a vossa filosofia não chega nem aos pés da filosofia tomista; vossa filosofia, a de quase todos os filósofos modernos, e a de toda a corja de ateus hodiernos, não tem dignidade nem para limpar os pés da filosofia tomasiana.

7. Mas, adentremos as vossas críticas ineptas e sofísticas; pois, já as posso definir assim já que o senhor não mencionou nenhum texto filosófico de Tomás de Aquino; aliás, nem o senhor, nem Russel, nem esta corja de mentecaptos que gosta de criticar a religião e seus dogmas, jamais leram algum texto filosófico; na crítica de Russel sequer tem a menção a um texto filosófico de Tomás de Aquino; e o senhor acha que Russel entende do que fala.

Na verdade, os srs. falam do que desconhecem; é o que os retóricos antigos chamavam de argumento ad ignorantiam; a autoridade para o senhor é o que o senhor desconhece; o senhor arrola conhecimento a partir do desconhecimento; e o senhor ainda quer falar que é Tomás e outros que são obscurecidos pelos dogmas: é o senhor quem é obscurecido por dogmas ateísticos.

Além disso, o senhor ainda tem insidiosa obstinação de querer falar que é Tomás de Aquino quem falta com o espírito do pensamento livre; Tomás fora um filósofo totalmente livre; agora, Russel, o senhor e estes ateus ineptos não tem nada de pensamento livre, antes são um processional de tolos, fraudes e imbecis.

8. Mas, adentremos propriamente em algumas sentenças proferidas pelo senhor. O senhor inicia sua crítica ao tomismo com a seguinte fala: “a crítica sobre a insinceridade do tomismo”; ora, a insinceridade de algo ou se dá porque tem sofismas, ou porque o autor não tem sinceridade; e nenhum destes dois aspectos se aplica a Tomás: tanto porque em toda a extensa obra de Tomás não se encontra nenhum sofisma, tanto pela sinceridade de Tomás seja como filósofo seja como teólogo; portanto, insinceros são os srs. que criticam o tomismo sem conhecerem de fato o que é o tomismo.

Na verdade, se o senhor critica de insinceridade o que sequer o senhor conhece, então, insincero é o senhor; além do que, a sinceridade ou não de um intelectual se prova a partir de seus feitos; ora, Tomás é um grande filósofo e sua filosofia é digníssima, já que a produz de forma límpida e sincera; então, quem o critica de insincero é que é permeado por insinceridade. E tal erro propagado pelo sr. é a prova cabal de que vós não possuístes honra e nem sinceridade intelectual.

9. Depois, o senhor diz a respeito da filosofia de Tomás de Aquino: “sua filosofia tem um destino pré-determinado”; ora, como o senhor deveria saber, a filosofia é o conhecimento da verdade, como bem afirmara Aristóteles (cf. Met. 993b20); portanto, tudo que é digno do nome de filosofia é parte do que concerne a verdade; e filosofia não tem destino pré-determinado; destino é algo que se aplica a coisas, não a saberes; além do que, ao afirmar isso o senhor demonstra que não sabe distinguir o que é teologia e o que é filosofia.

Tomás jamais comete o erro de misturar filosofia e teologia; aliás, explica muito bem a filosofia, e faz teologia, do modo como convém a cada uma. Além disso, a filosofia tomasiana não tem um destino pré-determinado; afirmar isso é desconhecer o que concerne a filosofia; aliás, ao afirmar isso, o senhor demonstra um total despreparo em relação ao conhecimento filosófico; na verdade, ao afirmar que a filosofia tomista tem um “destino pré-determinado”, o senhor demonstra que é um imbecil.

Outrossim, é que querer falar de pressuposições pré-estabelecidas de uma filosofia, sem antes conhecê-la profundamente, demonstra que o senhor tem pressuposições pré-estabelecidas para analisar qualquer algo, as quais são totalmente sofísticas já que tais pressuposições nunca conduzem o senhor a algum acerto intelectual. Na verdade, com isto o senhor demonstra que é totalmente preconceituoso.

10. Depois, o senhor diz: “será que o boi-mudo seguiu os argumentos até onde ele conduzem?”; ora, o senhor põe uma indagação sofística; pois, se alguém põe todos os argumentos de maneira meticulosa, então é óbvio que este alguém segue os argumentos até o fim; quem não segue os argumentos até onde eles conduzem são os ateus; Tomás e outros escolásticos seguem a risca os argumentos; na verdade, o simples fato de colocar os argumentos de maneira adequada, já diferencia Tomás do senhor e dos ateus, já que com isso o aquinate demonstra sua sinceridade intelectual.

Assim, Tomás segue os argumentos até as últimas consequências; os srs. que não conseguem sequer construir um argumento sem sofismas, é que não conseguem entender no que consiste a filosofia tomista; a construção de argumentos tomasiana, analogamente, se assemelha a uma catedral gótica; aliás, o senhor ao colocar esta indagação sofística, demonstra certo kantismo, a saber, ceticismo contra o conhecimento; e um kantismo da pior espécie, posto ser ceticismo contra o conhecimento a partir do altar da própria imbecilidade.

Agora, esta indagação que o senhor põe é contra o senhor: será que o senhor conhece entender algum argumento até onde ele conduz? Ao que parece, o senhor não tem esta hombridade intelectual, já que se recusa a aceitar que a reta razão conduz a compreensão da existência de Deus. É o senhor e não Tomás que não vai até onde os argumentos conduzem.

11. Depois, o senhor diz: “este preconceito infundado, esta petição de princípio de que a fé supera a razão, é triste e limitante”; ora, se o senhor fala do que desconhece, o preconceito é do senhor, não do aquinate; o senhor querer definir como preconceituoso alguém que lhe é superior em inteligência, demonstra de maneira cabal que o preconceituoso é o senhor; e o preconceito do senhor é o do pior tipo, posto ser preconceito calcinado a partir da própria imbecilidade.  

Além disso, o senhor menciona que o aquinate comete “petição de princípio”; certamente, o senhor nem sabe o que significa “petição de princípio”; agora, se o senhor lesse toda a extensa obra do aquinate, veria que ele não comete nenhum sofisma; além do mais, Tomás nunca afirmou que a fé supera a razão, isso é imbecilidade que o senhor propaga; Tomás acertadamente afirmou que as verdades recebidas por divina revelação superam em alcance as verdades alcançadas pela razão natural, e isso não é errado do ponto de vista da razão natural; a fé não supera a razão, antes a ilumina. A verdade da fé não contradiz a verdade da razão, e vice-versa.

Portanto, este sofisma de princípio que o senhor comete, novamente demonstra kantismo; ora, Kant é quem afirma que tem de deixar a fé para ceder lugar à razão (cf. KrV, pref., B, XXX); Tomás de Aquino jamais cometeu este erro, o qual é ceticismo epistemológico; antes, Tomás valora plenamente a possibilidade do conhecimento pela razão natural; e as afirmações imbecis do senhor e de outros ateus demonstram que os senhores rejeitam a possibilidade do conhecimento; e o senhor ainda tem a audácia de afirmar que Tomás “é triste e limitante”; “triste e limitante” são as imbecilidades que o senhor tem a obstinação de propagar.

Ademais, “tristes e limitantes” são aqueles que não possuem honra e nem sinceridade intelectual para querer elucubrar sobre qualquer assunto que seja. O senhor, e a corja de ateus hodiernos, é que são “tristes e limitantes”: totalmente limitados e limitantes, principalmente em relação a filosofia; o senhor delimita a filosofia a partir da própria imbecilidade; isso sim é “triste e limitante”.

Outrossim, “triste e limitante” é a referência esclerosada que o senhor se utiliza, Bertrand Russel; ver alguém querer se basear em Russel para criticar algo, isso sim é assaz “triste e limitante”.

12. Depois, o senhor diz: “não é uma filosofia que condiz com o espírito do livre pensamento”; ora, o senhor define a filosofia tomista como anti-filosofia; no entanto, é a filosofia que o senhor diz fazer, e dos tolos que o senhor se utiliza que são anti-filosofias; são as elucubrações imbecilóides do senhor que não condizem com o espírito do livre pensamento; na verdade, o senhor sequer consegue fazer uma elucubração sem dogmatismo; e o senhor diz que é a filosofia tomista que não condiz com o espírito do livre pensamento; e como o senhor, sem nem se aperceber, propaga kantismo, menciono uma sentença do próprio Kant que é um atestado de vosso dogmatismo: “o dogmatismo é o procedimento dogmático da razão sem uma crítica prévia da sua própria capacidade” (KrV, pref., B, XXXV). Esta é a melhor definição para significar o que o senhor propaga, dogmatismo sem compreensão prévia da própria capacidade, ou dogmatismo sem se dar conta da própria imbecilidade; pois, se o senhor fosse sincero consigo mesmo perceberia a vossa completa falta de capacidade para elucubrar sobre filosofia.

13. Depois, o senhor diz: “infelizmente, a psicologia da crença não é racional”; ora, o senhor querer afirmar a não-racionalidade de algo é irrisório; o senhor só comete sofismas, e ainda quer falar de “psicologia da crença”; o senhor não conhece nem os princípios que devem orientar uma elucubração racional, e ainda quer falar de psicologia; a psicologia da crença é totalmente racional, já que não se precisa renunciar a razão para dar lugar a fé; fé e razão estão em concórdia; para o senhor, sim, infelizmente, a psicologia da crença é racional. Não há nada na mente humana que impugna a demonstração racional da crença. Assim sendo, a psicologia da crença do senhor, o vosso ateísmo dogmático, é que não é racional.

14. Depois, o senhor diz: “a filosofia como preâmbulo a fé”; ora, o senhor comete o erro de inverter uma pressuposição tomasiana; Tomás não diz que a filosofia é preâmbulo a fé; na verdade, os argumentos da razão são postos antes da fé, não decerto para basear a fé, mas para melhor explicar as proposições da revelação divina; e mesmo os argumentos racionais para a existência de Deus, que não são parte da fé, mas da razão natural, são tomados pela fé como preâmbulo, não para prova, mas para demonstração; o preambula fidei (cf. STh Ia, q. 2, a. 2, ad. 1), são para demonstração do que já é tido como verdade pela razão natural, não para provar a fé.

Pois, as reflexões filosóficas conduzem ao entendimento sobre o Ser Superior, e por isso são tomadas no sentido cristão como sementes do logos, mas em hipótese nenhuma se confunde as proposições filosóficas como artigos de fé; todavia, nem a fé e nem a própria razão impugnam que as proposições filosóficas sobre a existência de Deus sejam tomadas como preâmbulo a fé, não por causa dos argumentos em si, mas por conta de que o que é racional está em conformidade com a fé.

Como o próprio Tomás afirma, para quem crê os argumentos não são necessários, para quem não crê não são possíveis; então, os argumentos da existência de Deus não são para provar, mas apenas para evidenciar que o que é demonstrado pela razão natural está em conformidade com o que é crido pela fé.

15. Depois, o senhor diz: “é triste que um dos mais talentosos intelectos tenha sido tão obscurecido por dogmas”; ora, “triste” é ver alguém querer falar de argumentos filosóficos sem conhecimento e sem capacidade para isso; pois, ler e entender Tomás de Aquino conduz a alma para a felicidade natural, já que o aquinate é um sábio inspirado por Deus; e tudo quanto concerne a sabedoria conduz a alma para o caminho da felicidade; aliás, a irracionalidade é que é triste; vossa irracionalidade é um antro de tristeza; e como Tomás não é irracional, nada há no pensamento tomista que induza tristeza; antes é o ateísmo que conduz e calcifica os indivíduos num estado mórbido de tristeza existencial, o que se prova por muitas evidências inegáveis. Aliás, aproveito o ensejo para declarar que o vosso ateísmo é deprimente.

16. Depois, o senhor diz: “a total razão da crítica de Russel”; ora, o senhor depois de afirmar vários sofismas, e propagar muitas imbecilidades, quis ainda dar “razão” a crítica de Russel; a crítica de Russel não possui nem um único argumento sólido; na verdade, a análise retórica da crítica de Russel demonstra cabalmente que Russel é um sofista imbecil; assim, como o senhor quer dar razão a imbecilidades e a sofismas; aliás, uma coisa é mais do que evidente na crítica de Russel, é que a mesma está totalmente errada em todos os sentidos; pois, como já afirmara, Russel não menciona nenhum texto filosófico de Tomás, e são muitos, e ainda quis criticar a filosofia tomista; a burrice dos ateus chega a ser imensurável, posto quererem criticar algo sem conhecerem este algo.

Certamente, se Russel lesse algum texto filosófico do aquinate, mesmo os mais simplórios, não conseguiria entender uma linha; sabe por que? Porque não possui honra intelectual; quem não possui honra não compreende as sentenças pronunciadas pelos sábios no templo da filosofia. E o que fora dito de Russel também se aplica totalmente ao senhor.

17. Ora, tendo feito estas análises das falas ineptas e sofísticas do senhor, nem sequer precisaria se preocupar com outros aspectos; pois, as imbecilidades que o senhor propaga são tão abruptas e tão medonhas, que surpreende que alguém lhe respeite intelectualmente; aliás, também surpreende que alguém leia Russel querendo aprender algo de bom; é o que diz o antigo ditado, o asno lambe o asno: o senhor, um asno, lambendo Russel, outro asno.

Portanto, os sofismas de alguém ou são expressão de um sofisma tomado e propagado de outro sofista, ou são expressão de morbidade na alma; ou em alguns casos, destes aspectos em conjunto; no caso do senhor, parece que são ambos: sofismas propagados a partir de outro sofista, e morbidade na alma, porque o senhor se recusa a pensar e a usar a razão; na verdade, o ateísmo é expressão inconcussa de rejeição a razão.

18. E considerei por bem não evocar nesta resposta as infaustas imbecilidades que o senhor propagou a respeito da questão sobre a existência de Deus, tentando criticar as conhecidas cinco vias tomasianas; quanto a isso, escreverei outro escrito, mais substancioso, a respeito das questões sobre a existência e a inexistência de Deus; e este assunto é tão profundo e denso, que se os senhores que se dizem ateus compreendessem algo de filosofia saberiam quão ineptos são para elucubrar sobre este tema.

Todavia, se o senhor diz conhecer filosofia ou entender de filosofia, deveria pelo menos tentar entender o que concerne a argumentação filosófica, e após isso, somente após dominar isso, indico que deveria ler o “Tratado do Primeiro Princípio” de Duns Scotus (existem traduções gratuitas deste texto na internet); e se o senhor conseguisse ler e compreender este opúsculo de Scotus, e conseguir entender até onde os argumentos levam, entenderia então que a existência de Deus é algo inescapável do ponto de vista da argumentação filosófica, ou seja, é totalmente comprovada pela razão humana; mas como os senhores preferem um ateísmo dogmático, vossas imbecilidades são irrisórias.

19. E o que fora dito basta para o presente momento. E termina aqui esta resposta contra o anti-tomismo sofístico de um inepto “filósofo”.

20. Bendito seja Deus por todas as coisas. Amém. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Análise do Propósito do Eurasianismo

Capítulo I: A análise do propósito do eurasianismo.   1. “ Fugi pois destas plantas parasitas, que produzem fruto mortífero. Se alguém p...