1. Uma das características mais assombrosas da terra
de Machado de Assis é a insidiosa obstinação e orgulho dos imbecis; no Brasil,
os imbecis possuem tanta obstinação que nem a maestria de Dostoiévski seria
suficiente para descrever; e tem certos casos que a imbecilidade é tão grande
que é inconcebível e imedível.
E novamente tu, ó sr. Matheus Benites, totalmente
inepto, ladra contra Tomás de Aquino, constatando que vossa imbecilidade é
imedível; e é de surpreender tal obstinação contra aquilo que lhe é tão
superior que sequer o senhor possui capacidade de imaginar tamanha
superioridade.
E ao novamente ladrar contra Tomás e o tomismo, o
senhor por si mesmo demonstra de maneira ainda mais abrupta que é um
mentecapto, totalmente mentecapto.
2. Assim, ao novamente ver uma imbecilidade tão grande
como a densidade de um buraco negro, ou tão vil quanto uma orgia romana, decidi
escrever-lhe, não mais com educação e cordialidade como fizera numa missiva que
lhe mandei meses atrás, mas agora com indignação ciceroniana: Quo usque
tandem abutere, Matheus Benites, patientia nostra?
Até quando, ó sr. Matheus Benites, continuará nesta
imbecilidade mórbida; até quando vai querer falar do que não conhece; até quando
vai continuar na obstinação de querer falar de filosofia quando nem sequer
conhece literatura; até quando vai assolar a galeria dos heróis da razão
pensante com vossa completa burrice e incapacidade intelectual; até quando vai
atentar contra aquele que lhe é superior intelectualmente; até quando vai se
levantar contra o saber racional; até quando continuará sendo um ignominioso
inimigo da reta razão; etc., etc., etc.
Quo usque tandem abutere patientia nostra?
Até quando?... Até quando?... Até quando?...
3. Todavia, mesmo diante destas imbecilidades que
novamente vós afirmais, é necessário se vociferar contra vossa imbecilidade; e
escrevo esta resposta ao vosso “exame implacável”, que nada tem de “exame”
muito menos de “implacável”; na verdade, o vosso “exame implacável”
é uma mistura mal feita de imbecilidades, tolices e sofismas; e vós ainda
tendes a audácia de chamar isso de “exame”.
Deste modo, escrevo esta confutação ao senhor, e não
somente ao senhor, mas a todos os imbecis que atentam contra Tomás e o tomismo,
pois na verdade vós atentais não contra o tomismo, mas contra a fé cristã; a
vossa crítica ao tomismo é, de maneira velada, uma crítica a todo o
cristianismo.
Por isso, ao confutá-lo, o faço tendo em vista vosso
vídeo intitulado “Tomás de Aquino: O Tomismo É Filosofia ou Teologia
Disfarçada? Um exame implacável!”, pois na verdade no próprio título deste
vídeo já se dá para ter uma noção da grandíssima auréola sofística que ronda os
críticos imbecis do tomismo, e num geral os críticos do cristianismo.
4. Ora, o senhor inicia seu inepto vídeo, fazendo
algumas menções ao opúsculo de Tomás de Aquino, “O Ente e a Essência”,
mas sequer menciona alguma proposição tomasiana deste opúsculo; aliás, é quase
certo que o senhor nem leu, e tenho por certo que se lesse não entenderia este
breve opúsculo tomasiano; e como o senhor quer criticar algo do qual não sabe
nada, e o senhor nem sequer leu os textos mais simples do aquinate.
Além disso, o senhor menciona Averróis e Alberto
Magno, dos quais o senhor também não leu nada; como que o senhor quer fazer uma
crítica se o senhor nem conhece o pensamento destes filósofos; na verdade, o
senhor sequer teria capacidade entender Averróis ou Alberto; agora, se o senhor
acha que lendo Russel vai aprender sobre estes filósofos, o senhor comprova
cabalmente que não tem nenhuma capacidade filosófica, já que não possui honra
intelectual.
E isso sem mencionar que o senhor também não leu
nenhum livro sobre a vida e a obra de Tomás de Aquino; e o senhor ainda quer
insistir em falar da suposta “insinceridade do tomismo”; insinceridade
possui o senhor, ao não ter honra nem moral para elucubrar nada do ponto de
vista intelectual; insinceros são os que dizem conhecer algo sem de fato
conhecerem este algo; na verdade, isso não somente é insinceridade, mas também
é canalhice.
Aliás, o senhor ainda quis mencionar a metafísica
tomista; a partir de vossas imbecilidades tão medonhas, posso afirmar com
resoluta convicção que o senhor sequer teria capacidade de ler o comentário de
Tomás de Aquino a Metafísica de Aristóteles, o comentário mais
importante ao livro mais importante da história da filosofia.
5. Por isso, não analisarei estes aspectos, que pela
forma como o senhor os descreveu já são por isso mesmo refutados, lembrando-lhe
que nada se pode contra a verdade senão apenas em favor da verdade; portanto,
faço uma confutação simples de vossas declarações sobre Tomás e o tomismo,
especificamente contra vossa obstinada e imbecilóide crítica ao tomismo.
6. A vossa crítica concentra-se novamente em querer
criticar o tomismo, e ainda tenta se embasar em filósofos totalmente
esclerosados para fundamental tal criticar; querer se basear em Bertrand Russel
para criticar Tomás de Aquino ou qualquer outro filósofo, poderia ser até
Nietzsche, é o mesmo que uma prostituta querer dizer que é virgem; Russel não
tem moral intelectual para criticar ninguém, e sua obra atesta cabalmente esta
sentença; por isso, se o senhor quer conhecer filosofia realmente deveria
primeiro ler os bons livros de história da filosofia.
A vossa crítica a Tomás, totalmente infundada, na
verdade é crítica a própria imbecilidade que o senhor propaga; o senhor
criticou Tomás porque ele supostamente não age com o espírito do pensamento
livre, mas quem disse para o senhor que Russel age com o espírito do pensamento
livre; onde se tem sofismas não se tem pensamento livre; e Russel é um mestre
em propagar sofismas, e pelo visto o senhor tem seguido bem esta escola; e vós
ainda achastes que o que fazes é filosofia; a vossa filosofia não chega nem aos
pés da filosofia tomista; vossa filosofia, a de quase todos os filósofos
modernos, e a de toda a corja de ateus hodiernos, não tem dignidade nem para
limpar os pés da filosofia tomasiana.
7. Mas, adentremos as vossas críticas ineptas e
sofísticas; pois, já as posso definir assim já que o senhor não mencionou
nenhum texto filosófico de Tomás de Aquino; aliás, nem o senhor, nem Russel,
nem esta corja de mentecaptos que gosta de criticar a religião e seus dogmas,
jamais leram algum texto filosófico; na crítica de Russel sequer tem a menção a
um texto filosófico de Tomás de Aquino; e o senhor acha que Russel entende do
que fala.
Na verdade, os srs. falam do que desconhecem; é o que
os retóricos antigos chamavam de argumento ad ignorantiam; a autoridade
para o senhor é o que o senhor desconhece; o senhor arrola conhecimento a
partir do desconhecimento; e o senhor ainda quer falar que é Tomás e outros que
são obscurecidos pelos dogmas: é o senhor quem é obscurecido por dogmas
ateísticos.
Além disso, o senhor ainda tem insidiosa obstinação de
querer falar que é Tomás de Aquino quem falta com o espírito do pensamento
livre; Tomás fora um filósofo totalmente livre; agora, Russel, o senhor e estes
ateus ineptos não tem nada de pensamento livre, antes são um processional de
tolos, fraudes e imbecis.
8. Mas, adentremos propriamente em algumas sentenças
proferidas pelo senhor. O senhor inicia sua crítica ao tomismo com a seguinte
fala: “a crítica sobre a insinceridade do tomismo”; ora, a insinceridade
de algo ou se dá porque tem sofismas, ou porque o autor não tem sinceridade; e
nenhum destes dois aspectos se aplica a Tomás: tanto porque em toda a extensa
obra de Tomás não se encontra nenhum sofisma, tanto pela sinceridade de Tomás
seja como filósofo seja como teólogo; portanto, insinceros são os srs. que
criticam o tomismo sem conhecerem de fato o que é o tomismo.
Na verdade, se o senhor critica de insinceridade o que
sequer o senhor conhece, então, insincero é o senhor; além do que, a
sinceridade ou não de um intelectual se prova a partir de seus feitos; ora,
Tomás é um grande filósofo e sua filosofia é digníssima, já que a produz de
forma límpida e sincera; então, quem o critica de insincero é que é permeado
por insinceridade. E tal erro propagado pelo sr. é a prova cabal de que vós não
possuístes honra e nem sinceridade intelectual.
9. Depois, o senhor diz a respeito da filosofia de
Tomás de Aquino: “sua filosofia tem um destino pré-determinado”; ora,
como o senhor deveria saber, a filosofia é o conhecimento da verdade, como bem
afirmara Aristóteles (cf. Met. 993b20); portanto, tudo que é digno do nome de
filosofia é parte do que concerne a verdade; e filosofia não tem destino
pré-determinado; destino é algo que se aplica a coisas, não a saberes; além do
que, ao afirmar isso o senhor demonstra que não sabe distinguir o que é
teologia e o que é filosofia.
Tomás jamais comete o erro de misturar filosofia e
teologia; aliás, explica muito bem a filosofia, e faz teologia, do modo como
convém a cada uma. Além disso, a filosofia tomasiana não tem um destino
pré-determinado; afirmar isso é desconhecer o que concerne a filosofia; aliás,
ao afirmar isso, o senhor demonstra um total despreparo em relação ao
conhecimento filosófico; na verdade, ao afirmar que a filosofia tomista tem um “destino
pré-determinado”, o senhor demonstra que é um imbecil.
Outrossim, é que querer falar de pressuposições
pré-estabelecidas de uma filosofia, sem antes conhecê-la profundamente,
demonstra que o senhor tem pressuposições pré-estabelecidas para analisar
qualquer algo, as quais são totalmente sofísticas já que tais pressuposições
nunca conduzem o senhor a algum acerto intelectual. Na verdade, com isto o
senhor demonstra que é totalmente preconceituoso.
10. Depois, o senhor diz: “será que o boi-mudo
seguiu os argumentos até onde ele conduzem?”; ora, o senhor põe uma
indagação sofística; pois, se alguém põe todos os argumentos de maneira
meticulosa, então é óbvio que este alguém segue os argumentos até o fim; quem
não segue os argumentos até onde eles conduzem são os ateus; Tomás e outros
escolásticos seguem a risca os argumentos; na verdade, o simples fato de
colocar os argumentos de maneira adequada, já diferencia Tomás do senhor e dos
ateus, já que com isso o aquinate demonstra sua sinceridade intelectual.
Assim, Tomás segue os argumentos até as últimas
consequências; os srs. que não conseguem sequer construir um argumento sem
sofismas, é que não conseguem entender no que consiste a filosofia tomista; a
construção de argumentos tomasiana, analogamente, se assemelha a uma catedral
gótica; aliás, o senhor ao colocar esta indagação sofística, demonstra certo
kantismo, a saber, ceticismo contra o conhecimento; e um kantismo da pior
espécie, posto ser ceticismo contra o conhecimento a partir do altar da própria
imbecilidade.
Agora, esta indagação que o senhor põe é contra o
senhor: será que o senhor conhece entender algum argumento até onde ele conduz?
Ao que parece, o senhor não tem esta hombridade intelectual, já que se recusa a
aceitar que a reta razão conduz a compreensão da existência de Deus. É o senhor
e não Tomás que não vai até onde os argumentos conduzem.
11. Depois, o senhor diz: “este preconceito
infundado, esta petição de princípio de que a fé supera a razão, é triste e
limitante”; ora, se o senhor fala do que desconhece, o preconceito é do
senhor, não do aquinate; o senhor querer definir como preconceituoso alguém que
lhe é superior em inteligência, demonstra de maneira cabal que o preconceituoso
é o senhor; e o preconceito do senhor é o do pior tipo, posto ser preconceito
calcinado a partir da própria imbecilidade.
Além disso, o senhor menciona que o aquinate comete “petição
de princípio”; certamente, o senhor nem sabe o que significa “petição de
princípio”; agora, se o senhor lesse toda a extensa obra do aquinate, veria
que ele não comete nenhum sofisma; além do mais, Tomás nunca afirmou que a fé
supera a razão, isso é imbecilidade que o senhor propaga; Tomás acertadamente
afirmou que as verdades recebidas por divina revelação superam em alcance as
verdades alcançadas pela razão natural, e isso não é errado do ponto de vista
da razão natural; a fé não supera a razão, antes a ilumina. A verdade da fé não
contradiz a verdade da razão, e vice-versa.
Portanto, este sofisma de princípio que o senhor
comete, novamente demonstra kantismo; ora, Kant é quem afirma que tem de deixar
a fé para ceder lugar à razão (cf. KrV, pref., B, XXX); Tomás de Aquino
jamais cometeu este erro, o qual é ceticismo epistemológico; antes, Tomás
valora plenamente a possibilidade do conhecimento pela razão natural; e as
afirmações imbecis do senhor e de outros ateus demonstram que os senhores
rejeitam a possibilidade do conhecimento; e o senhor ainda tem a audácia de
afirmar que Tomás “é triste e limitante”; “triste e limitante”
são as imbecilidades que o senhor tem a obstinação de propagar.
Ademais, “tristes e limitantes” são aqueles que
não possuem honra e nem sinceridade intelectual para querer elucubrar sobre
qualquer assunto que seja. O senhor, e a corja de ateus hodiernos, é que são “tristes
e limitantes”: totalmente limitados e limitantes, principalmente em relação
a filosofia; o senhor delimita a filosofia a partir da própria imbecilidade;
isso sim é “triste e limitante”.
Outrossim, “triste e limitante” é a referência
esclerosada que o senhor se utiliza, Bertrand Russel; ver alguém querer se
basear em Russel para criticar algo, isso sim é assaz “triste e limitante”.
12. Depois, o senhor diz: “não é uma filosofia que
condiz com o espírito do livre pensamento”; ora, o senhor define a
filosofia tomista como anti-filosofia; no entanto, é a filosofia que o senhor
diz fazer, e dos tolos que o senhor se utiliza que são anti-filosofias; são as
elucubrações imbecilóides do senhor que não condizem com o espírito do livre
pensamento; na verdade, o senhor sequer consegue fazer uma elucubração sem
dogmatismo; e o senhor diz que é a filosofia tomista que não condiz com o
espírito do livre pensamento; e como o senhor, sem nem se aperceber, propaga
kantismo, menciono uma sentença do próprio Kant que é um atestado de vosso
dogmatismo: “o dogmatismo é o procedimento dogmático da razão sem uma
crítica prévia da sua própria capacidade” (KrV, pref., B, XXXV).
Esta é a melhor definição para significar o que o senhor propaga, dogmatismo
sem compreensão prévia da própria capacidade, ou dogmatismo sem se dar conta da
própria imbecilidade; pois, se o senhor fosse sincero consigo mesmo perceberia a
vossa completa falta de capacidade para elucubrar sobre filosofia.
13. Depois, o senhor diz: “infelizmente, a
psicologia da crença não é racional”; ora, o senhor querer afirmar a
não-racionalidade de algo é irrisório; o senhor só comete sofismas, e ainda
quer falar de “psicologia da crença”; o senhor não conhece nem os
princípios que devem orientar uma elucubração racional, e ainda quer falar de
psicologia; a psicologia da crença é totalmente racional, já que não se precisa
renunciar a razão para dar lugar a fé; fé e razão estão em concórdia; para o
senhor, sim, infelizmente, a psicologia da crença é racional. Não há nada na
mente humana que impugna a demonstração racional da crença. Assim sendo, a
psicologia da crença do senhor, o vosso ateísmo dogmático, é que não é
racional.
14. Depois, o senhor diz: “a filosofia como
preâmbulo a fé”; ora, o senhor comete o erro de inverter uma pressuposição
tomasiana; Tomás não diz que a filosofia é preâmbulo a fé; na verdade, os
argumentos da razão são postos antes da fé, não decerto para basear a fé, mas
para melhor explicar as proposições da revelação divina; e mesmo os argumentos
racionais para a existência de Deus, que não são parte da fé, mas da razão
natural, são tomados pela fé como preâmbulo, não para prova, mas para
demonstração; o preambula fidei (cf. STh Ia, q. 2, a. 2, ad. 1), são
para demonstração do que já é tido como verdade pela razão natural, não para
provar a fé.
Pois, as reflexões filosóficas conduzem ao
entendimento sobre o Ser Superior, e por isso são tomadas no sentido cristão
como sementes do logos, mas em hipótese nenhuma se confunde as
proposições filosóficas como artigos de fé; todavia, nem a fé e nem a própria
razão impugnam que as proposições filosóficas sobre a existência de Deus sejam
tomadas como preâmbulo a fé, não por causa dos argumentos em si, mas por conta
de que o que é racional está em conformidade com a fé.
Como o próprio Tomás afirma, para quem crê os
argumentos não são necessários, para quem não crê não são possíveis; então, os
argumentos da existência de Deus não são para provar, mas apenas para
evidenciar que o que é demonstrado pela razão natural está em conformidade com
o que é crido pela fé.
15. Depois, o senhor diz: “é triste que um dos mais
talentosos intelectos tenha sido tão obscurecido por dogmas”; ora, “triste”
é ver alguém querer falar de argumentos filosóficos sem conhecimento e sem
capacidade para isso; pois, ler e entender Tomás de Aquino conduz a alma para a
felicidade natural, já que o aquinate é um sábio inspirado por Deus; e tudo
quanto concerne a sabedoria conduz a alma para o caminho da felicidade; aliás,
a irracionalidade é que é triste; vossa irracionalidade é um antro de tristeza;
e como Tomás não é irracional, nada há no pensamento tomista que induza tristeza;
antes é o ateísmo que conduz e calcifica os indivíduos num estado mórbido de
tristeza existencial, o que se prova por muitas evidências inegáveis. Aliás, aproveito
o ensejo para declarar que o vosso ateísmo é deprimente.
16. Depois, o senhor diz: “a total razão da crítica
de Russel”; ora, o senhor depois de afirmar vários sofismas, e propagar
muitas imbecilidades, quis ainda dar “razão” a crítica de Russel; a crítica de
Russel não possui nem um único argumento sólido; na verdade, a análise retórica
da crítica de Russel demonstra cabalmente que Russel é um sofista imbecil;
assim, como o senhor quer dar razão a imbecilidades e a sofismas; aliás, uma coisa
é mais do que evidente na crítica de Russel, é que a mesma está totalmente
errada em todos os sentidos; pois, como já afirmara, Russel não menciona nenhum
texto filosófico de Tomás, e são muitos, e ainda quis criticar a filosofia
tomista; a burrice dos ateus chega a ser imensurável, posto quererem criticar
algo sem conhecerem este algo.
Certamente, se Russel lesse algum texto filosófico do
aquinate, mesmo os mais simplórios, não conseguiria entender uma linha; sabe
por que? Porque não possui honra intelectual; quem não possui honra não
compreende as sentenças pronunciadas pelos sábios no templo da filosofia. E o
que fora dito de Russel também se aplica totalmente ao senhor.
17. Ora, tendo feito estas análises das falas ineptas
e sofísticas do senhor, nem sequer precisaria se preocupar com outros aspectos;
pois, as imbecilidades que o senhor propaga são tão abruptas e tão medonhas,
que surpreende que alguém lhe respeite intelectualmente; aliás, também
surpreende que alguém leia Russel querendo aprender algo de bom; é o que diz o
antigo ditado, o asno lambe o asno: o senhor, um asno, lambendo Russel, outro
asno.
Portanto, os sofismas de alguém ou são expressão de um
sofisma tomado e propagado de outro sofista, ou são expressão de morbidade na
alma; ou em alguns casos, destes aspectos em conjunto; no caso do senhor,
parece que são ambos: sofismas propagados a partir de outro sofista, e
morbidade na alma, porque o senhor se recusa a pensar e a usar a razão; na
verdade, o ateísmo é expressão inconcussa de rejeição a razão.
18. E considerei por bem não evocar nesta resposta as
infaustas imbecilidades que o senhor propagou a respeito da questão sobre a
existência de Deus, tentando criticar as conhecidas cinco vias tomasianas;
quanto a isso, escreverei outro escrito, mais substancioso, a respeito das
questões sobre a existência e a inexistência de Deus; e este assunto é tão
profundo e denso, que se os senhores que se dizem ateus compreendessem algo de
filosofia saberiam quão ineptos são para elucubrar sobre este tema.
Todavia, se o senhor diz conhecer filosofia ou
entender de filosofia, deveria pelo menos tentar entender o que concerne a
argumentação filosófica, e após isso, somente após dominar isso, indico que
deveria ler o “Tratado do Primeiro Princípio” de Duns Scotus (existem
traduções gratuitas deste texto na internet); e se o senhor conseguisse ler e
compreender este opúsculo de Scotus, e conseguir entender até onde os
argumentos levam, entenderia então que a existência de Deus é algo inescapável
do ponto de vista da argumentação filosófica, ou seja, é totalmente comprovada
pela razão humana; mas como os senhores preferem um ateísmo dogmático, vossas
imbecilidades são irrisórias.
19. E o que fora dito basta para o presente momento. E
termina aqui esta resposta contra o anti-tomismo sofístico de um inepto “filósofo”.
20. Bendito seja Deus por todas as coisas. Amém.
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