10/05/2021

Quia Pulvis Es: Reflexão sobre a Morte

Prólogo

 

Uma questão que aterra o ser humano é a respeito da morte. Pode-se dizer que é a questão mais horrífera com a qual o ser humano tem de lidar.

A angústia do ser humano moderno é não conseguir ter resposta a esta questão; mas a arrogância do homem moderno, através de suas muitas criações, de sua ciência, de seus engenhos, de suas “criações”, tenta subverter esta questão; mas não se consegue; aonde quer que o homem chegue (a lua, por exemplo), ou que quer que crie, ou o que quer que desenvolva, a questão sobre a morte permanece intacta e com sua carranca horripila, tal como o Pregador asseverara: “porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma” (Ec 9.10).

O homem moderno esquiva-se desta verdade, mas ela permanece; não há ciência, não há comentário, não há indústria que prive o homem deste destino comum a todos os seus semelhantes próximos, e não somente aos seus semelhantes, mas a todos os seres humanos, em todas as épocas e localidades.

A sentença do Pregador também responde parte de uma pergunta fundamental da razão humana: “para onde vou?”. O Pregador diz que para a sepultura, isto é, todos vão morrer. É uma certeza apodíctica da vida.

Por isso, resolveu-se elencar alguns pontos de reflexão sobre a morte. 

 

I

 

A primeira questão a se tratar é a respeito da própria morte. O que ela significa, e porque ela existe. Quando Adão pecou, uma das sentenças ao seu ato de desobediência, a sentença mais amarga, foi a morte. O texto diz: “quia pulvis es et in pulverem reverteris”; “porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19b). O homem que foi formado do pó, a ele volta quando morre. E a morte entrou no mundo devido ao Pecado. O Apóstolo diz: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte...” (Rm 5.12).

E então, o homem, por não ter sido criado para a morte, torna-se subserviente a ela; todos morrem; e esta tensão gera um assombro no ser humano; e ainda mais devido ao pecado, este assombro se manifesta de muitas formas. No entanto, Salomão aconselha: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque ali se vê o fim de todos os homens; e os vivos o aplicam ao seu coração” (Ec 7.2).

A vista da morte, os homens devem aplicar esta terrível realidade ao seu coração; saber que todos morrem, e que um dia a morte também chegará; é este o destino de todos os homens.

Diz uma história que os monges ao se encontrarem com outros colegas monges diziam: “memento moris” (vais morrer), ao passo que quem ouvia isso, respondia: “quia pulvi es et in pulverem reverteris” (porque és pó e em pó te tornarás). Os monges já tinham em vista esta realidade da morte, pois esta “é o fim de todos os homens”.

Por isso, a lembrança da morte é preceito irrevogável da vida virtuosa; sem a lembrança da morte não se desenvolve virtude e nem se mantém no caminho da piedade.

 

II

 

Mas também há outra coisa que o Pregador fala sobre a morte; ele diz: “nenhum homem há... que tem poder sobre o dia da morte” (Ec 8.8).

Apesar de saber qual é o seu fim, a morte, nenhum homem tem o poder sobre o dia dela; ninguém pode dizer que não vai ser assolado por ela quando a hora chegar. E isto aos ouvidos e a compreensão do homem moderno que expulsou Deus de cena, soa como um relâmpago estrondoso sob o anil do céu da modernidade. “A morte é a pergunta que em última análise não pode ser reprimida, e que se faz presente na existência humana com um aguilhão metafísico[1].

O homem moderno que tem o poder de tudo em suas mãos, que muitas vezes com apenas um clique num botão tem o poder de matar milhares de vidas, não tem poder sobre o dia da morte; não tem poder sobre a morte; não tem ciência sobre a morte; ele também concorrerá para o mesmo destino de todos os homens. A morte não é uma escolha, é uma realidade inconcussa. E nenhum homem, mesmo o mais poderoso entre os homens, não tem poder sobre o dia da morte.

Muitos filósofos falaram sobre a morte; inclusive um dos pontos de contato da teologia dos primeiros séculos da era cristã com a filosofia, era reflexão sobre a morte; o filósofo era aquele que falava sobre a morte; e como os que melhor falaram sobre a morte foram os primeiros teólogos cristãos, por isso mesmo foram chamados de verdadeiros filósofos.

Por exemplo, Friedrich Nietzsche constatou algo assaz cirúrgico sobre a compreensão que os homens modernos tem sobre a morte: “Cada um quer ser o primeiro nesse futuro — mas a morte e seu silêncio são a única coisa certa e comum a todos nesse futuro! Estranho que essa única certeza e elemento comum quase não influa sobre os homens e que nada esteja mais distante deles do que se sentirem irmãos na morte! Fico feliz em ver que os homens não querem ter o pensamento da morte! Eu bem gostaria de fazer algo para lhes tornar o pensamento da vida mil vezes mais digno de ser pensado[2].

Esta é a realidade desencantada da vida hodierna, onde os homens “ficam felizes por não pensarem sobre a morte”; os homens se divertem para não pensar sobre a morte.

Mas se o homem não tem poder sobre a morte, e se para a sepultura, o destino de todos os homens, não existe ciência nem conhecimento, o que fazer para que se possa chegar a uma compreensão adequada a respeito da morte? Como devemos entendê-la?

Pois, o que Nietzsche dissera é verdade: os homens não querem ter o pensamento da morte; e isto, por sua vez, não pode ser uma realidade premente naqueles que se dizem “cristãos”, pois, a morte é o critério da racionalidade humana e do respeito com a própria vida.

Portanto, há de se elucubrar, e com maestria, sobre a morte.

 

III

 

A questão sobre morte foi tratada de forma insipiente; o salmista disse que “Dixit insipiens in corde suo non est Deus” (Diz o insensato no seu coração: não há Deus). Mas o insensato não é apenas aquele que nega a Deus; insensato também é quem nega a morte e sua realidade; o que faz possível de declarar sobre o homem moderno (parafraseando o salmista): “diz o insensato no seu coração: morte não é nada”.

Mas, por que é insensatez, tanto crer que Deus não existe, como crer que a morte não é nada? E que tipo de insensatez se refere o salmo? Será que é a falta de conhecimento? Será que é somente a falta de capacidade intelectual? Não é somente a estes, mas é um conceito muito amplo; se refere aos que vivem uma vida afastada de Deus, como se ele não existisse. É a mesma coisa que o orgulho.

Por isso, o homem moderno vive como se a morte fosse nada; ele não põe o coração para pensar e meditar sobre a realidade que o tempo passa, e que mais cedo ou mais tarde a morte lhe mostrará a carranca. O homem moderno não pensa sobre a morte, e por consequência, no mais das vezes está embotado pelos lixos filosóficos dos pensadores coetâneos, e falta-lhe por isso a filtragem crítica do que é mais importante nesta vida.

Existem algumas exceções, mas entre os pensadores mais badalados, quase nenhum faz uma reflexão sobre a morte, a qual seria uma reflexão digna de um grande filósofo. E sobre a questão de os filósofos coevos não trabalharem a morte como tal, não está em eles não falarem sobre a morte; muitos deles falam sobre a morte; mas nenhum deles trabalha a questão que vem amalgamada quando se fala em morte: a questão da imortalidade. Pois, alguém já disse “o homem é imortal, mas não é imorrível”.

A respeito da imortalidade há um debate filosófico mui amplo, o que não é o propósito desta meditação analisar; mas deve-se ter em mente que uma realidade apodíctica da vida humana é que o ser humano tem sempre diante de si a perspectiva da eternidade; ele tem diante de si as portas do que é eterno; a questão é: o que faz com que o ser humano tenha compreensão a respeito da eternidade?

Simples, o Pregador diz que Deus pôs no coração do homem a eternidade (cf. Ec 3.11); se fora o próprio Criador quem colocara no coração do homem a eternidade, então, nada do que não seja a respeito da eternidade satisfará o homem; e isto é a mais pura verdade; nada, a não ser quem pôs a eternidade no coração do homem pode satisfazê-lo; e a questão de se ponderar e considerar a morte, deveria fazer com que os homens pensassem sobre a eternidade.

Morte e imortalidade são duas realidades que são preponderantes na racionalidade humana, e que são fundamentais para o próprio desenvolvimento da personalidade e a base no caminho rumo a maturidade e a própria formação do caráter.

 

IV

 

Aqui há de se fazer um parêntese, para se falar brevemente da questão da imortalidade. A questão da imortalidade é um tema da filosofia; como foi dito, muitos filósofos tratam esta questão displicentemente, quando não a rejeitam. Não vamos tratar exaustivamente do tema (que não é nosso propósito), mas vamos elencar alguns pontos que são importantes.

Eric Voegelin elencara quatro pressupostos ao tratar do assunto da imortalidade; ele diz: “(1) o simbolismo da imortalidade não é peculiar à cristandade e à revelação [...]. (2) a imortalidade é um predicado que pressupõe um sujeito [...]. (3) qualquer que seja o sujeito do qual a imortalidade se predica, o símbolo pertence à permanência ou duração de uma entidade. (4) o símbolo ‘imortalidade’ pressupõe a experiência de vida e de morte [...][3].

Os pressupostos elencados por Voegelin servem-nos de muita ajuda neste quesito.

O primeiro é que a noção de imortalidade está presente em muitas das culturas antigas, e por isso, não é referência única das Escrituras; no entanto, é somente nas Escrituras que este é tema entendido exaustivamente e corretamente.

O segundo é que a imortalidade é um predicado, e todo predicado pressupõe um sujeito; ou melhor, o conceito de imortalidade, pressupõe um sujeito que lhe dê sentido; este sujeito é Deus. O profeta diz que o Messias (o Logos do Evangelho) é o pai da Eternidade (cf. Is 9.6), isto é, foi ele quem a gestou. Portanto, é Ele o sujeito primeiro a quem se refere a imortalidade; e os homens, os sujeitos secundários os quais tem diante de si a eternidade como predicado da existência e como fim último da vida.

O terceiro pressuposto está em intima ligação com o segundo, já que o sujeito ao qual a imortalidade predica pressupõe permanência. É a prova de que o sujeito ao qual a imortalidade predica é a respeito de Deus. E se predica a respeito de Deus, também se predica a respeito do homem, que é o que tem de entrar em contato com a imortalidade.

O quarto pressuposto é que a existência de imortalidade pressupõe vida e morte; quando o homem tem consciência de imortalidade, como um símbolo, ele então, tem diante de si a questão da vida e da morte.

Assim, a imortalidade, tem sua constante na reflexão humana, desde os egípcios antigos até os filósofos modernos; e uma coisa perpassa todos eles, que são estes quatro pressupostos elencados por Voegelin; no entanto, a única compreensão a respeito da imortalidade que tem um todo correto é a concepção cristã.

É nesta consciência de imortalidade (e também de eternidade), que se forma na teologia a concepção da escatologia: a doutrina a respeito das últimas coisas, onde são analisadas todas as questões referentes ao tempo futuro; e apesar de existirem muitas teorias a respeito do processo até o desenrolar destes acontecimentos, uma coisa é certa, e é que, mesmo em meio a estas nuances (muitas vezes controversas) o corpus escatológico cristão tem uma linha tênue e fixa: céu, inferno, morte, vida após a morte, estado intermediário, salvação, imortalidade, eternidade, etc.

 

V

 

Dito isso, voltemos as sentenças do homem mais sábio que já existiu.

O Pregador dissera que é melhor ir na casa onde a luto porque nela o homem vê o seu fim, e então, põe o coração a pensar; e se o homem pensar sobre a morte, ele terá diante de si a questão da eternidade. E quão insensato é o homem ao pensar sobre a eternidade; ele não põe o coração naquilo que é eterno devido ao seu pecado, que o afastou dAquele que é eterno.

Então, como o homem que morre e está com seu espírito morto em delitos e pecados (cf. Ef 2.1) pode voltar a ter a verdadeira consciência da eternidade? Como pode o homem se voltar ao que é eterno? Somente pela obra dAquele que pôs a eternidade no coração do homem se pode resgatar o homem; somente Deus pode trazer o homem de volta a consciência real da eternidade; e foi realmente o que aconteceu: fora o próprio Deus quem realizara a redenção do homem; fora Cristo quem morrera no lugar do homem para expiar os pecados, para poder dar salvação a quem nEle crê.

O evangelista dos segredos de Deus afirmara: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder se serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). O Deus eterno entrou no tempo para poder salvar o homem e dar-lhe de novo a comunhão com Deus e a consciência de eternidade. Este é o caminho para restaurar a consciência de imortalidade nos homens.

 

VI

 

Por isso, sendo o homem conduzido até Jesus Cristo pelo Espírito Santo, o homem agora tem a salvação (cf. Rm 10.9); e a salvação dá-lhe o real sentido da eternidade; ainda que ele morra, ele sabe que viverá eternamente com Deus; a salvação em Cristo é uma salvação eterna; portanto, ao homem que morre, que volta ao pó da terra, tem a esperança dos céus e da vida eterna.

A morte não é o fim da linha para o cristão; há esperança para além da morte; conquanto, todos os homens tenham de passar pela morte, o cristão sabe qual é sua esperança diante das portas morte; ele sabe em quem ele tem crido; ele sabe que há apenas um que venceu a morte, e quem nEle crê também há de vencer a morte, que foi chamada pelo Apóstolo de o último inimigo a ser aniquilado (cf. 1Co 15.26).

A memória teológica da Igreja tem consciência da reflexão sobre a morte; pois, a formulação ao longo dos séculos de sua mensagem, e é esta mensagem rememorada que o próprio Senhor ordenou que se o fizesse na memória dEle, é um ponto nevrálgico da proclamação cristã diante da realidade da morte.

A memória da Igreja, e com isso, sua reflexão sobre a morte, também é a expectativa que os cristãos devem ter, mesmo diante da difícil e sempre assustadora reflexão sobre a morte.

Karl Barth assevera: “A memória da Igreja é também sua expectativa, e sua mensagem para o mundo é também a esperança do mundo. Pois Jesus Cristo, de cuja palavra e a obra a Igreja conscientemente, e o mundo ainda inconscientemente, origina, é o mesmo que veio ao encontro da Igreja e do mundo, como o objetivo do tempo que está chegando ao fim[4].

E a questão da morte também influenciou a arte; e na perspectiva cristã a respeito das últimas coisas não foi diferente; um dos mais notáveis exemplos de reflexão sobre a morte é o de Wolfgang Amadeus Mozart, um dos maiores compositores de todos os tempos.

Mozart pouco antes de morrer compôs o Requiém, uma obra fúnebre, que não pode concluir devido a sua morte; a compreensão de Mozart sobre a morte é algo muito interessante, o que fica claro na última carta a seu pai, que na época desta estava já muito doente, e que viera a falecer pouco tempo depois: “Como a morte (a rigor) é o real destino final de nossas vidas, de alguns anos para cá fiz tão boa amizade com este mais verdadeiro e melhor amigo dos homens, que sua imagem não apenas me assunta, mas deveras me tranquiliza e consola. Agradeço a Deus por me ter considerado digno de tal felicidade e (pois o senhor me compreende) de me ter proporcionado conhecer a chave de nossa verdadeira felicidade. Numa me deito sem antes pensar que (apesar de jovem) talvez amanhã eu não exista mais, e mesmo assim, nunca, nenhum dos meus conhecidos pode dizer a meu respeito que eu seja carrancudo ou triste em público - por esta felicidade dou graças diariamente ao Criador...[5].

Outro exemplo provém de Dietrich Bonhoeffer, que dissera pouco antes de ser martirizado que a morte é apenas o começo da vida; o mártir alemão da segunda guerra disse estas palavras ao caminhar para o local onde seria morto; e este é o testemunho da fé cristã em meio a morte.

Ademais, este aspecto foi muito tratado por C. S. Lewis em sua obra; ele poetiza sua concepção cristã da morte; ele diz: “Para ele, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro. Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na qual cada capítulo é muito melhor do que o anterior[6].

E esta expressão de Lewis é uma excelente forma poética-literária de se descrever o que é a morte sob a perspectiva da fé cristã.   

 

VII

 

Deste modo, a compreensão a respeito da morte tem muitas nuances; muitos cristãos descreveram-na em poesias, hinos, em livros de ficção, etc.; muitos outros descreveram o testemunho de outros cristãos frente a morte, como por exemplo, o relato do martírio de São Policarpo, bispo de Esmirna; ou na própria descrição do martírio de Bonhoeffer, quando sabe-se pelo testemunho de um médico que o acompanhou até o momento final, o qual algum tempo depois segreda sobre aquele momento: “Nunca vi ninguém morrer com tamanha fé em Deus”.

O cristão morre bem. O cristão sabe que ao final de sua vida, cumpre-se as palavras do Apóstolo: “O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer” (1Co 15.36b). A morte é o nascer da semente da eternidade que Deus colocou no coração humano quando o criou, e que Cristo redimiu.

No entanto, o Apóstolo também diz: “o último inimigo a ser vencido é a morte” (1Co 15.26); e duas coisas devem ser ditas sobre essa passagem, a guia de conclusão, e em sentido de aplicação prática:

1. A primeira coisa a ser dita é que a morte é o último inimigo a ser vencido no sentido que diante de um confronto com ela todos temos de morrer, não há escape da morte física; a morte é um inimigo que vai nos vencer, mas é uma derrota pela fé, pois ao passarmos pela morte, encontrar-nos-emos com o Senhor Jesus na glória.

2.A segunda coisa a ser dita é que a morte não pode nos vencer eternamente; temos de morrer fisicamente; mas não vamos morrer espiritualmente e eternamente; a morte é o último inimigo o qual temos de passar, mas o qual nos conduz aos braços de Jesus. Que glorioso momento! Que incalculável alegria! Que glória imarcescível ser-nos-á concedida neste momento!

Para concluir, retomamos com confiança as palavras de Jacó e as do salmista, pois esta certeza deve ser algo vivido em sua mais profunda intensidade principalmente de quando da reflexão sobre a morte: “O Deus, em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou, desde que eu nasci até este dia [o dia da morte]” (Gn 48.15); e: “Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte” (Sl 48.14). Esta é a nossa esperança diante da carranca da morte!

Laudate Deo!



[1] Joseph Ratzinger, Natureza e Missão da Teologia [2° edição. Petropólis, RJ: Vozes, 2012], pág. 21.

[2] Friedrich Nietzsche, Cem Aforismos sobre o Amor e a Morte [São Paulo: Penguin; Companhia das Letras, (s. d.)], n. 94.

[3] Eric Voegelin, Ensaios Publicados 1966-1985 [1° edição. São Paulo: É Realizações, 2019], pág. 120.

[4] Karl Barth, Esboço de uma Dogmática [São Paulo: Fonte Editorial, 2006], pág. 185.

[5] Wolfgang Amadeus Mozart, Cartas Vienenses [São Paulo: Editora Veredas, 2004], pág. 201.

[6] C. S. Lewis, As Crônicas de Nárnia Volume 7: A Última Batalha [2° edição. São Paulo: Martin Claret, 2003], pág. 213. 


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