15/04/2026

A moral e a política

I

 

A política, quando feita de maneira honrada e virtuosa, se sujeita sem meios termos a moral; política sem moral é política ditatorial; pois, a moral é o freio natural para os ímpetos do Estado Total; por isso, ao se falar de algum aspecto concernente a política, ou sobre a ação dos políticos, há de se ter a compreensão adequada sobre a moral; os políticos que não gostam de reflexão moral sobre suas condutas são políticos desonrados e desordeiros.

E a Igreja como um todo é chamada a se pronunciar moralmente em questões políticas; embora a Igreja não seja uma instituição política e os líderes da Igreja não sejam políticos, é função preponderante da Santa Igreja se pronunciar sobre a moral inclusive a que concerne a política; a Igreja é coluna e firmeza da verdade (cf. 1Tm 3.15), e compete a Igreja se pronunciar sobre a moral seja em relação a lei moral natural seja em relação a moral revelada.

Assim, a preocupação de políticos, ou de instituições públicas, ou do aparato estatal, quanto ao fato da Igreja se pronunciar em questões morais e políticas é algo preocupante; pois, a preocupação quanto a críticas referentes a política, seja ela proveniente donde for, evidencia que os políticos estão permeados com a síndrome de Lúcifer (cf. Ez 28.16-17), já que os que não aceitam ser criticados em erros mais do que evidentes não só são soberbos e orgulhosos, mas principalmente se demonstra que são dominados pela esquizofrenia psicótica comum aos ditadores.

Deste modo, quando a Igreja critica erros políticos pela evidenciação cabal diante da moral destes erros, e os políticos e o estamento público não gostam de tais críticas, isto evidencia muito sobre estes políticos; a Igreja sempre deve se pronunciar em questões morais, também as questões morais da política; que os homens públicos da política nunca se esqueçam que não existe política sem moral, ou então que saibam que se fazem política sem moral então não se distinguem dos ditadores e dos carniceiros.

E esta, infelizmente, é a sina que domina a política hodierna: políticos infantis, principalmente nas grandes nações, que se consideram acima da lei e acima da moral; os políticos hodiernos, quase sem exceção, são melindrosos quanto a moral; e isto sem nem sequer se mencionar a moral individual; os políticos hodiernos são melindrosos quanto a moral política.

E isto é algo terrível, pois os políticos hodiernos ao serem melindrosos quanto a moral política, demonstram que não são dignos de exercerem a liderança pública; somente um líder civil indigno é melindroso quanto a moral política; além do que, somente líderes civis ímpios é que pensam que podem exercer o poder público sem se conformarem com a lei moral. E este são os que fazem a sociedade gemer moralmente quando se tornam líderes públicos (cf. Pv 29.2).

 

II

 

Ora, a crítica do atual vice-presidente dos EUA de que a Igreja deveria se ater a “questões de moralidade”, além de demonstrar a burrice do vice-presidente dos EUA também demonstra a total incompetência dos políticos norte-americanos; políticos que não sabem distinguir moral e política nas ações que praticam são imbecilóides; pois, se fossem dignos da posição que ocupam e se as exercessem com honra e virtude não se preocupariam com críticas quanto a moralidade da política que exercem.

Deste modo, se observa que é dever preponderante de todos os cristãos estarem em conformidade com a moral natural que a Igreja também ensina; aliás, a expressão do atual vice-presidente dos EUA de que a Igreja se ater apenas a “questões de moralidade” demonstra que a fé “confessada” por ele é uma fé mentirosa e falaciosa; pois, é dever de um político que se diz “cristão” estar em conformidade plena com a fé que diz confessar no exercício do poder público.

A “preocupação” do atual vice-presidente dos EUA em relação as críticas da Igreja, além de demonstrar os melindres dos políticos trumpistas quanto a moral, também evidencia o total desrespeito dos políticos norte-americanos em relação aos preceitos dos pais fundadores dos EUA, bem como demonstra que o guia a política trumpista é a imoralidade e a ilegalidade.

Com efeito, se um político quer dizer o que considera “melhor” para a Igreja deveria primeiro ter uma conduta reta; pois, é próprio de políticos sem retidão se enraivecerem contra a Igreja quando esta critica suas ações infames; aliás, o melhor da Igreja se manifesta sempre quando a Igreja luta pelo bem comum, principalmente quando a Igreja se pronuncia sobre a moral política diante de uma política envernizada com a ilegalidade.

De fato, políticos e líderes públicos que querem coagir a Igreja a se ater apenas a “questões de moralidade”, se esqueceram que a política é uma questão de moralidade. Os políticos infames é que se doem com críticas enquanto estupram a dignidade de outros sem se aperceberem das infâmias que praticam. Portanto, a política sem moral é um chiqueiro de infâmias; e os políticos que exercem o poder político sem moral são os porcos que se divertem neste chiqueiro.

Com isso, que a Igreja sempre se atenha a questões de moralidade; pois, a política é uma questão de moralidade; e que a Igreja exerça sua incumbência política não como ideologia ou com politicagem ideológica, mas como coluna e firmeza da verdade, exortando e ensinando os políticos como Mãe e Mestra, sempre lembrando da exortação feita por Karl Barth de que a teologia e a Igreja são a última fronteira do Estado de Total, não só a nível nacional mas também a nível internacional (e quem ler que entenda o que isto significa).

E termina aqui esta reflexão. θεῷ χάρις


13/04/2026

Blasfêmias contra o Espírito Santo

Prólogo

 

Santo Tomás de Aquino afirma que a aversão contra a verdade é blasfêmia contra o Espírito Santo, bem como o aquinate também afirma que da aversão contra a verdade surge a obstinação; portanto, a obstinação é manifestação de blasfêmia contra o Espírito Santo. E o que é obstinação? Obstinação é a rejeição deliberada e insolente da verdade na prática de um erro e/ou na continuidade da prática de algum erro que vitupera a verdade.

Por isso, aqueles que praticam ações contra a verdade - os obstinados -, estão praticando ações que são blasfêmia contra o Espírito Santo. E blasfêmia contra o Espírito Santo é pecado imperdoável (cf. Mt 12.31-32).

E o cristianismo brasileiro, infelizmente, está recheado de práticas que são obstinação contra a verdade; de fato, a obstinação dos cristãos brasileiros faz com que estes cometam costumeiramente blasfêmias contra o Espírito Santo.

E como se sabe que tais práticas são blasfêmia contra o Espírito Santo? Simples: estas práticas evocadas são expressão inconcussa de obstinação contra a verdade por quem as pratica; logo, são blasfêmia contra o Espírito Santo.

Eis, portanto, algumas destas práticas:

 

§ 1

 

Tatuar o corpo é obstinação contra a verdade. Prova racional: tatuar o corpo é algo irracional; logo, é errado (e é pecado). Prova teológica: em Lv 19.28.

 

§ 2

 

Abusos litúrgicos são obstinação contra a verdade. Prova racional: liturgia é momento de decência, reverência e silêncio. Prova teológica: em Hc 2.20 ordena-se o silêncio; e em Os 4.12-13 se demonstra que abusos litúrgicos são obra do demônio da luxúria.

 

§ 3

 

Dançar na Igreja é obstinação contra a verdade. Prova racional: a mesma do aspecto anterior. Prova teológica: é mais do que óbvio que dança não é parte da liturgia e não convém ao ambiente da Igreja; logo, etc.

 

§ 4

 

As várias formas de prostituição são obstinação contra a verdade. Prova racional: prostituição, seja ela em qual forma for, não convém a reta razão. Prova teológica: em 1Ts 4.3.

 

§ 5

 

A rejeição ao saber é obstinação contra a verdade. Prova racional: a rejeição ao saber é a rejeição a reta razão; logo, etc. Prova teológica: em Sl 10.4.

 

§ 6

 

A desordem musical é obstinação contra a verdade. Prova racional: música desordenada gera desordem na alma. Prova teológica: em Am 5.21-27.

 

§ 7

 

A transmogrifação estética é obstinação contra a verdade. Prova racional: a estética só tem valor quando conduz para a contemplação da verdade. Prova teológica: em Sl 96.9.

 

§ 8

 

As risadas são obstinação contra a verdade. Prova racional: o riso é impropriedade da razão. Prova teológica: em Ec 7.6.

 

§ 9

 

O escárnio contra a virtude e/ou contra a bondade é obstinação contra a verdade. Prova racional: o escárnio desvela o caráter pútrido do escarnecedor. Prova teológica: em 2Pe 3.3.

 

§ 10

 

A manipulação linguística é obstinação contra a verdade. Prova racional: a linguagem deve expressar de modo fidedigno o que de fato está na realidade; logo, etc. Prova teológica: em Cl 4.6.

 

§ 11

 

A viadagem na linguagem e na conduta é obstinação contra a verdade. Prova racional: a viadagem conduz à sujeição a infâmias. Prova teológica: em Jo 6.60.

 

§ 12

 

A desordenação nas situações da vida é obstinação contra a verdade. Prova racional: em cada situação há uma ação racional própria; logo, etc. Prova teológica: em Ec 3.1-8.

 

§ 13

 

A irrealidade na conduta e no pensamento é obstinação contra a verdade. Prova racional: o que é real manifesta-se racionalmente tanto no pensamento quanto na conduta. Prova teológica: em Jr 1.11-12. 

 

***

 

Epílogo. Ora, estas práticas apresentadas são apenas algumas dentre as centenas de práticas que se assomaram no cristianismo hodierno que são blasfêmia contra o Espírito Santo. Apenas se fez uma breve descrição, mas que é suficiente para se compreender a gravidade de tais práticas. E quem ler entenda o que concerne a brevidade das alocuções, e entenda o que concerne a brevidade das provas apresentadas. Laudate Deo


A automatização do ato de tatuar o corpo

I

 

Recentemente foi divulgado pelas mídias sociais um suposto estudo feito a respeito da tatuagem; neste se estudo se propaga que tatuagens são altamente atraentes, etc.; evidentemente, esta simples acepção deste estudo por si já demonstra que tal estudo é falacioso e é uma tentativa de novamente implementar a cultura da tatuagem através da impregnação passiva de hábitos.

Ora, segundo este estudo as tatuagens passam a representar automaticamente três coisas: (1) influencia a percepção da atratividade; (2) associação de tatuagem à confiança; e, (3) associação da tatuagem à individualidade. E estes três aspectos propagados por este estudo significam basicamente a impregnação falaciosa do ato de tatuar o corpo como se fosse algo normal. Analisemos estes três aspectos.

1. Em relação ao primeiro aspecto, de uma suposta influência sobre a percepção da atratividade, se observa que se a tatuagem influencia positivamente a percepção da atratividade então a atração está corrompida; pois, o ato de tatuar o corpo é um retorno ao animalismo, como afirmara Goethe; assim, o ato de tatuar o corpo é perversão do ato de pensar, ou seja, quem tatua o corpo não tem inteligência; ou dito em outros termos, quem tatua o corpo está com a inteligência destruída. Com isso, se há alguma atratividade em algo que é expressão inconcussa de inteligência destruída, então já houvera a completa destruição do senso estético (o que fundamenta a tendência inconsciente para a estética do baixo-astral). Além disso, se há atratividade em algo irracional, então houve perversão da parte sensual da alma, atinando a sensualidade para a atração desordenada.

2. Em relação ao segundo aspecto, de uma suposta associação à confiança, se observa que se a tatuagem influencia positivamente a confiança, então não de fato não se tem confiança, mas busca por aceitação social ou por um grupo em função da tatuagem – isto é basicamente a prostituição da própria personalidade em busca de aceitação por algum grupo ou instituição, etc. Deste modo, a tatuagem se torna em falaciosa expressão de “pertencimento”; com isso, a tatuagem se torna em elemento de manipulação e condicionamento sócio-psicológico. Além do que, confiança se expressa a partir da vida em sabedoria; e a vida em sabedoria não se conforma com práticas irracionais; portanto, quem vive em sabedoria não tatua o corpo, pois o ato de tatuar o corpo é um vilipêndio para com a sabedoria. Do mesmo modo, o ato de tatuar o corpo não expressa confiança; na verdade, o ato de tatuar o corpo expressa total desconfiança consigo mesmo e com a vida; etc.

3. Em relação ao terceiro aspecto, de uma suposta associação à individualidade, se observa que se tatuagem influencia positivamente a individualidade, então de fato não se tem individualidade, mas coletividade programada; o ato de tatuar o corpo não é expressão de individualidade, mas expressão de manipulação das massas; quem tatua o corpo não está expressando sua individualidade, mas seguindo a risca uma coletividade programada para deixar a sociedade emburrecida e sujeita aos demônios. Além do que, individualidade se expressa com racionalidade, coragem e virtude; e como o ato de tatuar o corpo é irracional, é falta de coragem consigo mesmo e é um ato vicioso, então o ato de tatuar o corpo não contém nada de individualidade; na verdade, o ato de tatuar o corpo é manifestação plena de uma filosofia social programada para instituir a perspectiva do “gado” na sociedade.

Com isso, se observa que a propagação da tatuagem por filmes, desenhos, novelas, mídias sociais, pelas modas, etc., impregnou nos homens o falso desejo pelo ato de tatuar o corpo; a tatuagem se tornou um símbolo demoníaco para velar as mazelas que o indivíduo possui; enquanto que na impregnação passiva se diz que tatuagem representa atratividade, na realidade a tatuagem representa a aversão a beleza e aversão a verdade; enquanto que na impregnação passiva se diz que tatuagem representa confiança, na realidade a tatuagem representa falta de coragem para viver; enquanto que na impregnação passiva se diz que tatuagem representa individualidade, na realidade a tatuagem representa a ditadura da coletividade; etc.

 

II

 

Além destes aspectos, o estudo referido também propagou que a tatuagem possui tanto efeito psicológico quanto efeito visual; através de efeitos visuais propagados pela engenharia midiática se institui a normalidade psicológica da tatuagem; pois, através da regra visual 60/30/10 se instituiu a normalidade passiva para com o ato de tatuar o corpo – e absolutamente quase tudo se sujeitou a isso sem se sequer se aperceberem. E segundo este estudo falacioso tatuagem transmite duas coisas: (1) experiência de vida; e, (2) disposição para se destacar. Analisemos estes dois aspectos.

1. Em relação ao primeiro aspecto, a da suposta experiência de vida, se sabe que tatuagem não representa experiência de vida porque é um ato irracional; e todo ato irracional é vituperação da sabedoria; e quem não alcança sabedoria devido a práticas irracionais, não alcança a verdadeira experiência de vida; a experiência de vida é fruto da conformidade com a reta razão e não de tatuagem; na verdade, quem tatua o corpo demonstra que nunca alcançou nenhuma experiência de vida; de fato, tatuagem não transmite experiência de vida; os mestres da engenharia social transmitem que tatuagem representa experiência de vida para velar a falta de experiência com a realidade na qual muitos indivíduos tem vivido; quem tatua o corpo mostra que rejeitou a realidade para viver numa bolha; na verdade, a tatuagem representa um experimento social onde aqueles que tatuam o corpo compõe uma sociedade automatizada e sujeita a manipulação total dos senhores do mundo. Aliás, tatuagem representa a rejeição ao ato de viver; etc.

2. Em relação ao segundo aspecto, o da suposta disposição para se destacar, se sabe que tatuagem não representa destaque na vida porque é rejeição da vida individual em função de uma coletividade doentia; além disso, ao se propagar que tatuagem é disposição para se destacar se demonstra que a tatuagem fora instituída como sinal de destaque enquanto na verdade é sinal da completa rejeição que o indivíduo fez de si mesmo; uma sociedade que promove a tatuagem como algo para destaque é uma sociedade doente que é dominada por homens manipuladores e ímpios que buscam aqueles que podem dominar sem que estes se apercebam; a tatuagem é uma demonstração daqueles que rejeitam a própria vida em função dos propósitos de outros; por isso, os senhores do mundo instituem a tatuagem a todo custo a fim de conseguirem se aperceber se já dominaram ou não uma sociedade; quanto mais pessoas tatuadas em uma sociedade mais se observa o domínio globalista-sionista nesta mesma sociedade; etc.

Deste modo, se observa que através de um efeito psicológico, a instituição social do ato de tatuar o corpo através do condicionamento psicológico, bem como através de um efeito visual, a impregnação passiva do ato de tatuar o corpo através das mídias, os senhores do mundo conseguiram institucionalizar o ato de tatuar o corpo como se fosse algo normal e aceitável; no entanto, a normalização passiva do ato de tatuar o corpo na sociedade não muda o fato de que o ato de tatuar o corpo é uma afronta a Deus. A automatização do ato de tatuar o corpo além de ser uma afronta a Deus é a destruição da própria dignidade do indivíduo que se tatua. Afronta a Deus e destruição de si mesmo: eis o que significa o ato de tatuar o corpo.

E termina aqui esta reflexão. θεῷ χάρις


12/04/2026

Resposta sobre símbolos de devoção pessoal

Prólogo.

 

A ti, caríssimo colega, respondo agora pois vi vossa mensagem na última semana, e não tive tempo para responder-lhe da maneira como considero adequado, dado a importância de vossa indagação a respeito da devoção pessoal. Na verdade, vossa indagação açambarca três aspectos distintos, os quais são:

I) Se utilizar pingente de cruz ou similares é símbolo de fé e de devoção?

II) Se a utilização de redes sociais para propagar mensagens religiosas é símbolo de fé e de devoção?

III) Se tatuagem é símbolo de fé e de devoção?

Com efeito, considero por bem responder-lhe de maneira separada a respeito destes tópicos, a fim de estabelecer uma reflexão adequada sobre os aspectos que tem sido vilipendiados ao se falar sobre a devoção pessoal.

 

Artigo 1: Se utilizar pingente de cruz ou similares é símbolo de fé e de devoção?

 

A utilização de pingente de cruz, ícone de santo ou similares, é uma demonstração pública pessoal de fé; por isso, é símbolo de fé e de devoção; assim sendo, os fiéis que gostarem de se utilizar de pingente de cruz ou de ícones de santos são  autorizados a utilizar das mais diversas formas de cruz para expressar sua fé: seja da cruz com o Cristo, símbolo que Jesus foi crucificado (cf. 1Co 2.2); seja da cruz sem o Cristo, símbolo que Jesus foi ressuscitado (cf. 1Co 15.4); seja da cruz de Cristo com o símbolo de algum título de Cristo, como a cruz do bom pastor, ou a cruz do Jesus misericordioso, ou a cruz comum a alguma situação histórica, como a cruz de Jerusalém, ou a cruz bizantina, etc.; seja da cruz de Cristo no martírio de algum apóstolo, tal como a cruz de Santo André, ou a cruz de São Pedro, etc.; seja a cruz comum a alguma Igreja antiga, tal como a cruz armênia, a cruz etíope, a cruz copta, etc. Apenas se deve ter o cuidado de que a cruz utiliza por um leigo seja uma cruz comum a leigos ou que possa ser utilizada por um leigo; pois, existem algumas espécies de pingente de cruz que são específicas ao sacerdote (cruz presbiteral ou cruz episcopal), bem como somente a quem recebeu o sacramento da ordem é permissível se utilizar de cruz acima de 10cm de cumprimento independente do modelo de pingente. Estas são algumas especificações para evitar erro ou desvio em uma coisa simples. Com isso, a utilização de pingente de cruz, ou de qualquer outro acessório que expressa publicamente a fé, é símbolo de fé e de devoção, desde que usado por quem confessa a fé correta e que vive de acordo com a retidão da fé confessada. Pois, um símbolo de fé, embora não seja amuleto gnóstico, sempre é uma forma adequada de expressar publicamente a fé.

 

Artigo 2: Se a utilização de redes sociais para propagar mensagens religiosas é símbolo de fé e de devoção?

 

A utilização de redes sociais para propagar mensagens religiosas pode ser expressão de fé e de devoção; embora, isto deva ser feito com sobriedade e decência; pois, nem todo cristão precisa necessariamente utilizar rede social somente para evangelizar ou algo similar; o que deve haver é testemunho da fé em tudo o que se faz, principalmente no que se mostra e se publica em redes sociais; assim, aqueles que observando a lei da decência podem utilizar as redes sociais para propagar mensagens religiosas como símbolo de fé e de devoção; mas, principalmente não é tanto o que se propaga, mas o testemunho da vida correta diante de Deus. Por isso, que todo cristão utilize redes sociais com ordem e decência, e que as redes sociais seja para testemunhar a vida correta diante de Deus; se testemunharem com a vida nem sequer precisão de palavras ou mensagens.

 

Artigo 3: Se tatuagem é símbolo de fé e de devoção?

 

A tatuagem não é um símbolo de fé e de devoção; existem muitos sofismas espirituais sendo propagados pela máquina de propaganda globalista a fim de tentarem impregnar passivamente a aceitação do ato de tatuar o corpo; e ainda surgiram muitos que disseram que tatuarem santos ou mensagens bíblicas serve para proteção ou algo similar; de fato, tatuagem não serve de proteção para nada mesmo que se tenha tatuado santos, cruz ou versículos bíblicos; o ato de tatuar o corpo é pecado como já demonstrei noutro escrito (em “Breve Apologia Contra o Ato de Tatuar o Corpo”, e em outros escritos); portanto, mesmo que seja tatuagem de santos ou de qualquer aspecto referente a fé, o ato de tatuar o corpo é pecado; embora a figura de santos e de aspectos concernentes a fé sejam símbolos visíveis da fé, o ato de tatuar o corpo é pecado e sendo pecado torna os símbolos da fé em blasfêmia; uma imagem de santo, ou de Cristo, ou de versículo bíblico, ou de qualquer aspecto concernente a fé, se for utilizada em tatuagem perde completamente a sacralidade tanto do símbolo quanto do corpo; por isso, como o ato de tatuar o corpo é pecado não há proteção divina que surja por causa de tatuagem; o ato de tatuar o corpo é sujeição ao demônio e não proteção divina.

[Excurso]

Outrossim, é que surgiram muitos dizendo que a tatuagem da medalha de São Bento é símbolo de devoção e proteção pessoal; embora São Bento seja um santo que é usado por Deus para proteção contra o maligno, a tatuagem com a medalha de São Bento não é usada por Deus para proteção, pois, como fora dito, o ato de tatuar o corpo é pecado; sendo assim, mesmo se for um símbolo santo como a medalha de São Bento, o ato de tatuar o corpo continua sendo pecado. Aliás, utilizar de símbolos santos em atos pecaminosos é blasfemar contra o Espírito Santo. Portanto, a utilização de santos ou de aspectos concernentes a fé em tatuagem é blasfêmia contra o Espírito Santo, pois é obstinação contra a verdade; etc.

Além disso, a utilização de símbolos santos em atos pecaminosos é a reversão do sagrado; e reversão do sagrado é prática comum a feitiçaria; portanto, a utilização de símbolos santos em atos pecaminosos, tal como em tatuagens, é a formação de um grimório no corpo; por isso, a bruxaria utiliza-se de símbolos cristãos revertendo-os para incentivar o ato de tatuar o corpo a fim de gerar grimórios a partir do sacrilégio com as coisas santas; e no exemplo evocado, na prática infame de tatuagem com a medalha de São Bento, ao invés de honrar a São Bento e a Deus, a tatuagem com medalha de São Bento cria no corpo o grimório de São Bento; o grimório de São Bento, ou o grimório a partir de qualquer outra coisa sacra, é a reversão de algo santo em algo sacrílego dado este algo ser utilizado em uma prática pecaminosa.

Por isso, os que tatuam o corpo com coisas sagradas ao invés de estarem sob a sacralidade destas coisas estão na verdade se sujeitando a feitiçaria. Assim sendo, tatuagem com a medalha de São Bento não é símbolo de fé e de devoção e nem serve para proteção; de fato, a tatuagem com a medalha de São Bento é a sujeitar o próprio corpo ao grimório de São Bento.

 

Epílogo.

 

Ora, concluo esta resposta a vossa indagação em três tópicos a fim de melhor explicar-lhe o que concerne a vossa dúvida; espero que a resposta lhe sirva bem caríssimo colega. E que o Deus Altíssimo lhe conduza a compreensão da verdade à vida na verdade. E termina aqui esta resposta. Laudate Deo


A moral e a política

I   A política, quando feita de maneira honrada e virtuosa, se sujeita sem meios termos a moral; política sem moral é política ditatoria...