30/11/2015

Algumas Migalhas Meditativas

Nota Preliminar

 

Estas breves meditações foram feitas durante as semanas de outubro e novembro de 2015, a fim de apresentar algumas verdades da fé de forma acessível a pessoas símplices; não são de fato meditações ao estilo correto, mas são como o próprio título indica, migalhas meditativas sobre tópicos concernentes a fé, com apenas algumas pequenas correções quanto a oralidade do registro.

 

I

 

Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl 119.11).

 

O texto o qual nós lemos nos fala que o salmista escondeu a Palavra do Senhor em seu coração. E isto demonstra a importância da Palavra de Deus para a vida na fé.

E será que damos o devido valor a Palavra de Deus a ponto de escondê-la em nosso coração? Ou será que se tem uma vil omissão em relação ao valor que os fiéis devem dar a Palavra de Deus na vida cristã?

O salmista escondeu a Palavra de Deus em seu coração, pois esconder significa proteger. E só se protege algo que se tem importância e valor. Por exemplo, tem muitas pessoas que possuem em suas casas cofres para guardar seus objetos importantes, dinheiro e similares. No entanto, o salmista não guarda objetos, riquezas ou dinheiro, ele guarda a Palavra de Deus no recôndito de seu coração. Os homens dão valor a muitas coisas inúteis, e esquecem-se da pérola de grande valor: esquecem-se de dar o devido valor e tempo à Palavra de Deus. O salmista ensina qual deve ser a prioridade espiritual: “Também os teus estatutos são o meu prazer e os meus conselheiros” (Sl 119.24).

E o salmista escondeu a Palavra de Deus em seu coração com um propósito, a saber, não pecar contra o Senhor. O pecado nos afasta de Deus, mas a santificação nos aproxima d’Ele. O salmista ensina que ao guardar a Palavra de Deus em seu coração ele estaria próximo do Senhor. A Palavra nos santifica: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). A Palavra traz as bênçãos da santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (cf. Hb 12.14).

A santificação vai libertando os fiéis aos poucos do pecado e os tornando semelhantes a Cristo, para que quando Cristo voltar encontre os eleitos em mácula, nem ruga, mas irrepreensíveis e santos.

Que o Senhor nos ajude na batalha pela santificação. Que Ele nos conceda graça necessária para que possamos dar o devido valor a Sua Palavra, fundamento da nossa vida e da nossa fé, pois por meio da Palavra somos santificados pelo Espírito Santo. Pois, como o Santo Evangelho ensina estas palavras são palavras de vida eterna (cf. Jo 6.68). Que Ele nos ajude a vencer a batalha que nos deixa omissos para com a leitura bíblica, e que Seu Santo Espírito nos mova a fim de darmos o devido valor a Sua Santa Palavra, a fim de crescermos espiritualmente. Amém!

 

II

 

Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Sl 119.71).

 

O salmista ensina que foi bom ter sido afligido, por causa do que ele aprendera com esta aflição. O salmista entende o bem que provém da aflição, ao entender que a aflição o conduziu a entender os estatutos do Senhor.

E este texto sagrado nos ensina três lições:

1º- O sofrimento tem um propósito. Todos os sofrimentos da vida tem um propósito maior. No caso do salmista, ele sofreu para que aprendesse a andar como Deus queria. E precisamos aprender a olhar o sofrimento de nossa vida sob essa ótica, de que Deus tem um propósito para o nosso bem em meio ao sofrimento, para nosso fortalecimento e nossa edificação.

2º- O sofrimento traz mudança. Todo sofrimento vem carregado de mudanças para a nossa vida espiritual. O sofrimento vem com mudanças, para sermos moldados a medida da estatura de Cristo. O sofrimento vêm de forma carrancuda, mas com um sorriso sorridente que se manifesta após a provação.

3º- O sofrimento é um momento propício para nos aproximarmos mais de Deus. Todo sofrimento vem para nos conduzir para mais próximos de Deus. E isso é algo muito bom, pois em meio aos sofrimentos e aflições tão agudos sabemos que temos um braço onde podemos descansar. O sofrimento é bom para reconhecermos nossa pequenez, e nos apegarmos Àquele que é perfeito, infinito e todo-poderoso. No sofrimento descobrimos nossa realidade, de que somos pós, e nos colocamos humildemente diante da onipotência e sapiência do Deus Altíssimo.

Então, em meio a todo sofrimento que passarmos, que possamos ter a certeza de que Deus está conosco; de que Ele tem um propósito em meio a todos os sofrimentos que passamos, e que este propósito é nos moldar a imagem de Cristo, e nos conduzir aos seus braços acolhedores de Pai Santo.

Que o Senhor nos ajude a entender os propósitos do sofrimento em nossas vidas, e nos conceda a graça necessária para que possamos passar pelo vale das provas e transformá-lo em lugar de bênçãos tanto para nós mesmos quanto para outros, lembrando do que o Senhor dissera para o Apóstolo: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12.9). Amém!

 

III

 

Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15.14-15).

 

O texto o qual lemos é um discurso do Senhor Jesus. Ele fala sobre amizade. Não a amizade na esfera humana, mas sobre a amizade com Ele próprio. E que maravilha é compreendermos que podemos ser amigos de Cristo, que podemos chegar a ter com Ele um grau de comunhão tão profunda que possamos ser chamados por Ele de seus amigos.

Mas, como podemos saber se somos ou não amigos de Jesus? O texto sagrado nos fornece duas lições para compreendermos quem é amigo de Cristo, as quais são:

1º- A amizade com Cristo está vinculada a obediência. O próprio Cristo dissera que os seus discípulos seriam seus amigos se obedecessem aos Seus mandamentos.  E aqui existe uma condição, o “se”; por isso, todo fiel pode se tornar amigo de Cristo através da obediência. A obediência é a qualidade do caráter do cristão que demonstra sua submissão a vontade soberana de Deus, sabendo que a vontade de Deus é a melhor coisa da vida. A obediência nos leva a caminhos mais sublimes diante de Deus. A obediência nos leva para os braços d’Aquele que nos acolhe e recebe com Amor Incondicional.

2º- A amizade com Cristo nos traz a intimidade com Ele a ponto d’Ele nos revelar Sua vontade. Amizade representa comunhão. E à medida que vamos nos aproximando de Cristo por meio da obediência aos Seus mandamentos, se experiencia uma comunhão tão agradável que nosso ser se enche de plena alegria e satisfação. Pois, quando somos amigos de Cristo, Ele nos dá a conhecer os desígnios de Deus e a compreender o propósito d’Ele para nossas vidas.

Que o Senhor nos conduza nessa direção, da amizade com Ele, a ponto de sermos conhecidos por Deus e pelos homens como amigos de Cristo, a fim de experienciarmos uma comunhão tão profunda com Ele, que Ele mesmos nos revele os mistérios de Deus. Amém.

 

IV

 

Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou” (1Jo 2.6).

 

O texto sagrado que lemos ensina que quem diz que está em Cristo deve andar como Ele andou. Portanto, se alguém se diz cristão devem andar como Cristo andou, deve palmilhar os mesmos passos de Cristo. Andar como Jesus andou é ser imitador de Cristo.

Entretanto, surge a indagação: como Jesus andou?

A Escritura toda contêm inúmeros exemplos sobre a vida de Cristo, de como Ele agia e se comportava, de como era o Seu proceder. No próprio texto sagrado lido se apresenta algumas característica de Cristo, de como Ele andou.

Ora, duas são as características de Cristo apresentadas no texto lido:

1º- Cristo é puro (cf. 1Jo 3.3c). A pureza reporta uma vida de santidade. A sentença divina é: sede santos (cf. 1Pe 1.16). O próprio Senhor Jesus exortara seus discípulos: “Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.15). O Senhor Jesus nos deu exemplo de uma vida pura e santa, para que possamos viver uma vida de santidade diante de Deus e dos homens, experimentando a excelência da comunhão com Ele através da santidade. Somente uma vida em santidade poderá se achegar a Deus para ter comunhão com Ele, pois Ele é santo.

2º- Cristo é justo (cf. 1Jo 3.7c). Assim como Cristo é santo, Ele também é justo (cf. Sl 145.17). A santidade leva a uma vida justa. E uma vida justa é uma vida íntegra diante de Deus e dos homens, diante dos quais os homens verão em nós a justiça de Deus mediante uma vida de santidade. A justiça de Deus se manifesta em nosso favor quando cremos em Cristo como Senhor e Salvador, e se aperfeiçoa em nós a medida em que vivemos uma vida santa.

Que o Senhor nos ajude a vivermos uma vida justa e santa diante d’Ele. Que o Senhor nos ajude que a vida santa e justa do Senhor Jesus seja manifestada em nós, para que através de nosso testemunho o mundo venha a conhecê-Lo e adorá-Lo. Amém.

 

V

 

Aquele que diz: Eu o conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está à verdade” (1Jo 2.4).

 

O tempo que estamos vivendo é um tempo em que muitas pessoas vivem hipocritamente, ou seja, apenas professam ser algo e não vivem de acordo com o que professam.

Mas para os cristãos não tem sido diferente; os “cristãos” estão tão mundanos que professam que conhecem a Cristo, mas não vivem de acordo com a fé professada.

Todavia, o texto ao qual nós lemos fala que aquele que diz que conhece o Senhor Jesus, mas não obedece aos seus mandamentos é mentiroso e nele não está à verdade.

O verdadeiro cristianismo é conhecido quando se obedece aos mandamentos contidos na Palavra de Deus. Apenas uma vida comprometida com obediência à Palavra de Deus poderá dizer com firmeza e com convicção que conhece ao Senhor.

Então fica uma pergunta para autoanálise da nossa vida: Será que a obediência a palavra de Deus é tanta a ponto de se poder dizer verdadeiramente que se conhece ao Senhor?

A obediência ao Senhor leva a comunhão com Ele. O próprio Senhor Jesus disse em João 15.14: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o eu vos mando”. A obediência a palavra que o Senhor nos ordena, concede o privilégio de sermos chamados de amigos de Jesus.

Entretanto, surge outra pergunta para autoanálise das nossas vidas: Será que se está disposto a conhecer o que o Senhor Jesus ordena em sua palavra? E mais: será que se está disposto a ser obediente a tal ponto que possa ser chamado pelo Senhor de amigo?

Que o Senhor nos ajude nessa caminhada que devemos trilhar rumo à obediência. Que Ele nos conceda a graça necessária para que possamos obedecê-Lo, e sermos chamados seus amigos, a fim de usufruirmos dessa intimidade que está disponível para todo aqueles que esteja disposto a ser obediente aos mandamentos divinos. Amém!

 

VI

 

Purificando a vossa alma na obediência a verdade...” (1Pe 1.22).

 

 Um sábio chinês disse certa feita: “O maior perigo que ronda os seres humanos é se esquecer dos princípios que governam a sua vida”. E isso é verdade. Muitas vezes os cristãos esquecem-se de princípios ordenados pelo Senhor Jesus em Sua Palavra. E um dos princípios mais esquecidos atualmente é o de viver uma vida pura, santa, sem macula, o de viver uma vida de santidade diante do Senhor. Pois, sem santidade ninguém vera a Deus (cf. Hb 12.14).

E o texto ao qual nós lemos fala de purificação, ou seja, o ato de tornar puro. Pode-se entender aqui um princípio: que os cristãos tem de se purificar constantemente, ou seja, manter uma vida pura. E mais, o texto sagrado fala de purificar a nossa alma, ou seja, nossos desejos, vontades e sentimentos devem todos estar purificados. O Apóstolo disse que a nossa alma deve se encontrar irrepreensível diante do Senhor (cf. 1Ts 5.23).

A Escrita ensina que os desejos carnais combatem contra a alma (cf. 1Pe 2.11), ou seja, eles armam ciladas procurando destruir a nossa alma. Por isso, a alma deve estar pura, santa, irrepreensível diante do Senhor para que nesse combate o fiel possa sair vitorioso (cf. 1Jo 5.4).

Assim, surge a indagação: como purificaremos a nossa alma? Ou ainda como continuaremos nesse processo de santificação da nossa alma? A resposta é simples: através da obediência a verdade. A obediência a verdade que está revelada na Escritura tem como efeito a purificação para a nossa vida. O próprio Senhor Jesus disse: “Vós estais limpos pela palavra que vos tenho falado” (Jo 15.3).

A Palavra de Deus traz limpeza contra os desejos carnais que combatem contra a nossa alma. No entanto, para que essa purificação seja realizada em todo o nosso ser, é necessário obedecer à Palavra de Deus. A palavra que norteia a nossa santificação é obediência.

Que o Senhor nos ajude a sermos obedientes a Sua Palavra, para que por ela sejamos purificados, para que por ela sejamos mantidos santos, pois é por meio dela que o Espírito Santo opera a santificação em nós. E que a oração do Senhor Jesus possa ser a nossa oração: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Amém!

 

VII

 

As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos” (Jo 10.27-28).

 

Um texto muito interessante esse aos qual nós lemos. Pois, neste texto Jesus está falando que os seus discípulos são como ovelhas. As ovelhas são os animais mais dóceis, mais fracos, mais dependentes e que mais necessitam de cuidados entre todos os animais.

E porque Jesus utilizou da figura da ovelha para as comparar com os cristãos?

É simplesmente porque a vida de um cristão é igual à vida de uma ovelha. As ovelhas precisam de cuidados de seu pastor, os cristãos precisam dos cuidados do Sumo-Pastor; as ovelhas precisam de proteção contra os seus devoradores, os cristãos precisam de proteção contra as forças do mal.

Por isso, em meio a tudo isso existe a gloriosa promessa: “... ninguém as arrebatara das minhas mãos”. Os cristãos podem passar pelos mais escuros vales da vida, mas possuem a certeza da promessa que ninguém os poderá tirar das mãos do Senhor.

Mas como podemos ter a certeza eterna que estamos seguros nos braços eternos do Senhor? A resposta é simples. Observemos, pois o texto: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem...”. Eis aqui o mistério. As ovelhas que ouvem a voz do Bom Pastor, são ovelhas que lhe obedecem, pois elas ouvem a voz do Bom Pastor, voz essa que lhes é conhecida e então elas o seguem para os pastos verdejantes que só o Sumo-Pastor as pode levar.

A ovelha, o cristão, é marcado pela sua obediência a voz do seu pastor, do Sumo-Pastor Jesus Cristo. Somente uma ovelha obediente pode estar segura que ainda que alguém possa matar o seu corpo físico, ela estará rompendo na eternidade ao lado do seu eterno Pastor contemplando-O face a face

Que o Senhor nos ajude a sermos ovelhas obedientes a Sua voz, a sermos ovelhas que o seguem sem questionar, caminhando sempre com a certeza de que o nosso Sumo-Pastor nos concede a vida eterna, conduzindo-nos as águas tranquilas nos desertos dessa vida até que enfim cheguemos a nossa morada eterna. Amém!

 

VIII

 

E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos” (Tg 1.22).

 

O tempo em que vivemos é um tempo de crises: crises econômicas, morais, religiosas, etc.

E uma das grandes crises que enfrentamos é a crise de identidade. Uma crise que olhamos algo e não sabemos se aquilo que olhamos é realmente o que diz ser. Uma crise que alguns professam serem cristãos, mas o comportamento não condiz com a fé professada. Uma crise que os que se dizem cristãos tem o mesmo comportamento, os mesmos gostos e até mesmo a mesma maneira de agir dos que os ímpios.

E texto sagrado nos exorta a uma vida diferente do nominalismo, ele nos chama a mantermos a nossa conduta de acordo com a nossa fé. E uma das maneiras de se fazer isso é ser praticante da Palavra. É ser um obediente praticante da Palavra. É ser um autêntico cristão que é conhecido por ter a sua vida pautada de acordo com os padrões bíblicos.

E esse chamado é um chamado que todo cristão deve cumprir, pois todos os fiéis precisam cumprir a Palavra de Deus no viver diário.

E diante disso, surge uma indagação para autoanálise da nossa vida: como alguém pode obedecer àquilo que não conhece? Como se pode obedecer àquilo que não têm valor para o indivíduo em sua vida diária? Por isso, esse chamado é um dos mais preciosos contidos na Palavra de Deus, pois por meio dele podemos ter a nossa vida nos passos de Jesus, para andar como Jesus andou: “Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1Pe 2.21).

E nesse tempo de crise o mundo precisa de exemplos dignos de ser seguidos. Não um falso exemplo que atrai milhares de pessoas pelo aparente sucesso, mas um exemplo que demonstre o caráter de Cristo.

Nesse mundo de crise, os cristãos devem ser sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5.13-16), pois aqueles que vivem em Cristo têm a palavra de salvação, para proclamar a todos que têm a água viva que é Jesus, o pão vivo que desceu do céu.

Que o Senhor nos ajude a sermos obedientes no que a Sua Palavra requer de nós. Que Ele nos ajude a sermos praticantes e não apenas ouvintes, para que o mundo veja Cristo em nosso viver. Amém!

 

IX

 

... sendo obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2.8b).

 

O apóstolo Paulo nesse versículo e nos versículos anteriores está evocando o exemplo do Senhor Jesus. Um exemplo que se aniquilou a si mesmo, que sendo igual a Deus se colocou na condição de homem e habitou entre nós, e não teve usurpação o ser igual a Deus, mas se entregou totalmente até a morte na cruz.

Este sem dúvida é o maior exemplo que nós temos: o próprio Senhor renegou a si mesmo para ser obediente a vontade do Pai. Ele se entregou por ter um caráter obediente a vontade do Pai.

E essa também deve ser a nossa atitude, ser obediente até a morte, pois como diz em Apocalipse 2.10c: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. A obediência do cristão a vontade de Deus deve permanecer inabalável até mesmo em perigo de morte iminente.

E, no texto sagrado aprendemos duas lições importantes:

1°- para que haja uma obediência perfeita a vontade do Senhor precisamos aniquilar toda vontade pecaminosa que há em nós. Precisamos tirar tudo o que há de mal do nosso coração, e purificá-lo para que possamos experimentar qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (cf. Rm 12.1).

2°- quando aniquilarmos toda a nossa vontade pecaminosa, teremos o mesmo sentimento que o Senhor Jesus, e então estaremos preparados para alcançar níveis altaneiros na presença do Senhor, para então desfrutarmos de uma intimidade mais profunda com o Senhor da Glória (cf. Ez 47.1-6).

Que o Senhor nos ajude a aniquilarmos as nossas vontades pecaminosas, que Ele nos ajude a sermos obedientes e se necessário for até a morte, para que no fim da nossa carreira possamos falar como o Apóstolo: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2Tm 4.8). Amém! 


Resposta sobre abusos litúrgicos

Prólogo.   Vossa dileção houvera me indagado as seguintes questões a respeito dos abusos litúrgicos: I) O que é abuso litúrgico? II)...