§ 1
A canalhice é um problema terrível e um problema pouco
elucubrado; é um problema terrível, porque a canalhice é algo anti-humanidade e
anti-piedade; e é um problema pouco elucubrado pois se tornara algo corriqueiro.
E como um indivíduo se torna canalha? Simples, os
seres humanos que se tornam em canalhas já foram totalmente dominados pelo
descaro; e descaro é luta contra Deus; todo descarado tenta a Deus e luta
contra Deus.
§ 2
E entre as várias manifestações da canalhice, a mais
abrupta e hedionda, é a que se manifesta através de atos contra a liberdade;
aqueles que inferem a liberdade, sem exceção, são canalhas da pior espécie,
pois laboram contra Deus buscando se tornar “deus”. Todo canalha é dominado
pela síndrome de Satanás.
Na verdade, os inferidores da liberdade são artífices
da canalhice, já que não somente atentam contra uma verdade eterna, mas
destroem a dignidade humana; pois, os inferidores da liberdade são estupradores
da dignidade humana.
Por isso, a canalhice dos inferidores da liberdade
atenta não somente contra a dignidade humana, mas é a tentativa de usurpar o
que pertence a Deus; portanto, todo inferidor da liberdade é alguém que quer se
tornar “deus”.
§ 3
Na verdade, todo canalha é um potencial inferidor da
liberdade, e todo inferidor da liberdade é um canalha da pior espécie; a
canalhice se manifesta quando um indivíduo busca tomar para si o que pertence a
outrem, desde bens até a honra; por isso, os inferidores da liberdade são
canalhas da pior espécie, posto usurparem o bem maior da vida humana, a
liberdade.
§ 4
Os inferidores da liberdade são canalhas porque buscam
destruir o bem de outrem e/ou buscam tomar para si o bem que é de outrem. E
isto é definido na Sagrada Escritura como usurpação; e a usurpação é o
sentimento mais contrário a fé cristã; a usurpação é o sentimento do que é
próprio do inferno; pois, a usurpação é o atestado de morte da humildade, a
qual é seguida pela pá de cal da luxúria.
§ 5
Aliás, se constata que a canalhice dos inferidores da
liberdade tem um modo de ação amplo, mas que é permeado por três ações comuns a
todo canalha: primeiro, os canalhas buscam usurpar a honra de outrem com
calúnias, mentiras e difamações; segundo, os canalhas buscam retirar os bens
humanos de outrem através da inveja, manipulação e perseguição; terceiro, os
canalhas buscam se tornar naqueles que usurpam, demonstrando total loucura ao
quererem se tornar outrem, chegando ao ponto de cometerem as mais terríveis
atrocidades contra a dignidade humana – na verdade, isto é inveja em grau máximo.
§ 6
A canalhice dos inferidores da liberdade é tão abrupta
e hedionda quanto uma tortura física; os inferidores da liberdade são
torturadores da dignidade humana; e se uma sociedade começa a paulatinamente
atentar contra a liberdade, gerando muitos inferidores da liberdade, então a
sociedade se tornará como um campo minado contra as verdades eternas.
Em outra analogia, os inferidores da liberdade tornam
a sociedade como um campo de concentração, onde despedaçam a liberdade de
outrem com as câmaras de gás das canalhices que propagam por onde passam e que
acabam por influenciar aqueles que não amam a verdade a praticarem as mesmas
canalhices (cf. Pv 1.10-19).
§ 7
A canalhice dos inferidores da liberdade também pode
ser definida por aquilo que a Sagrada Escritura chama de caminho do inferno
(cf. Pv 7.27); os inferidores da liberdade estão calcinados no caminho do
inferno. Na verdade, a inferência da liberdade é a antessala do inferno; e os
inferidores da liberdade, por estarem em desordem e causarem desordem, estão
ordenados ao inferno.
§ 8
A canalhice é propriedade de quem rejeitou a própria
humanidade seja por causa de ações hediondas seja por causa da deformação do
caráter; todo canalha é um inimigo do verdadeiro humanismo; todo canalha é um
pisoteador da verdade; por isso, os canalhas são artífices da desordem social,
já que pelas obras dos homens ímpios se chega a total degradação moral de uma
sociedade (cf. Pv 11.11). Os inferidores da liberdade são canalhas porque
buscam se tornar “deus” tomando para si o que pertence somente a Deus.
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