25/04/2024

Alguns “ismos” do comunismo

Prólogo.

 

Todo “ismo” é perigoso; Karl Barth alertara para se tomar cuidado com todo e qualquer “ismo”; e realmente os “ismos” inventados pelos homens são todos perigosos; e, em relação a contemporaneidade, o “ismo” mais terrível é o comunismo, que Vilmar chama de a maior de todas as perturbações; o comunismo é o “ismo” mais terrível e ignominioso, e deste “ismo” calcinado nas labaredas do anticristo, surgem outros “ismos” igualmente terríveis; o comunismo, em seu bojo, evoca outros “ismos” para manipular e/ou implementar o marxismo através da contradição cultural; os “ismos” evocados pelo comunismo acabam por se tornar em apêndices da doutrina marxista, que embora não sejam propriamente dito a práxis comunista, acabam por ajudar esta práxis a se efetivar.

Assim sendo, se faz necessário analisar os “ismos” que emanam do comunismo; os “ismos” que o comunismo evoca são vários e permeiam uma ampla gama de variedades; se analisará apenas os principais e mais conhecidos; mas estes, em si mesmos, já fornecem uma variedade de proposições que demonstram uma ferramenta comunista para o domínio, a saber, a evocação de um “ismo” onde não existe confusão e contradição, para gerar confusão e contradição.

Portanto, os “ismos” do comunismo semeiam a contradição comunista, fazendo com que aqueles que se deixam enveredar pelos ditames destes “ismos” sejam açambarcados pela impregnação passiva dos hábitos comunistas, e, com isso, passem a propagar o comunismo, mesmo que de maneira inconsciente.

Com efeito, os “ismos” que são evocados pelo comunismo, são uma maneira do próprio comunismo velar sua doutrina e implementá-la através de várias máscaras; estes “ismos” são como que máscaras que o comunismo se utiliza para implementar o sistema comunista sem que haja a carranca terrível da natureza sanguinária da doutrina marxista.

 

§ 1. O comunismo e a aversão a realidade.

 

O comunismo, por evocar vários “ismos”, o faz porque em sua natureza e propósito é completamente avesso a realidade; na verdade, analisar os “ismos” do comunismo é uma forma de compreender que o comunismo é totalmente anti-realidade; compreender os “ismos” do comunismo, é entender sobre o comunismo e sua aversão a realidade; pois, estes “ismos” são instrumentos a mais, através dos quais, o comunismo implementa a destruição completa da realidade; estes “ismos” são uma forma de obnubilar a percepção para a compreensão da gravidade alarmante desta destruição.

Logo, nos “ismos” estão imbuídos, em suas respectivas esferas de ação, algum elemento contra a realidade, alguma parte de um grimório que representa uma destruição radical da realidade, o que cristaliza a rejeição a razão; logo, nos “ismos” do comunismo estão inseridas uma série de proposições que ocasionam a rejeição a razão, que, por sua vez, que ocasiona e/ou se amalgama com a recusa em se aperceber da realidade; portanto, através de vários “ismos” o comunismo implementa a aversão a realidade, nonde estes “ismos” acabam por se tornar, ao serem efetivados como práxis, em rejeição completa a realidade, na recusa doentia em se aperceber da realidade. Pois, nos “ismos” que evoca, o comunismo inocula o veneno da esquizofrenização da percepção, para poder manipular e gerar idiotas úteis para servirem como “soldados” no âmbito da luta revolucionária.

 

§ 2. O sexismo.

 

O primeiro e mais utilizado dos “ismos” evocados pelo comunismo é o sexismo; na verdade, é a base para muitos outros “ismos”, pois, ao implementar a contradição sobre a sexualidade, o comunismo corrompe uma ampla gama de princípios; pois, a sexualidade é como que uma forma “vulcânica”; se se corrompe esta força, se corrompe todo o ser do indivíduo e se inocula a promiscuidade como mal social; além disso, a corrupção da sexualidade efetuada pelo comunismo, é ainda pior do que as incontinências do período da religião primeira; a corrupção da sexualidade ocasionada pelo comunismo ocasiona coisas piores e mais vis do que o que ocorre com os povos pagãos que permitem a poligamia; um breve comparativo que demonstra a gravidade do que o comunismo, as filosofias grimóricas, etc., efetuam na sexualidade humana.

E o “ismo” evocado pelo comunismo para demonstrar esta corrupção da sexualidade é o sexismo; o sexismo, é uma forma do comunismo, nos diversos aspectos concernentes a sexualidade, de corromper a própria sexualidade; pois, o sexismo, permeia os mais diversos aspectos relativos a sexualidade, desde os tipos e as formas de sexo, até a destruição da personalidade pela corrupção sexual; etc. Logo, o sexismo procura fermentar nos diversos aspectos concernentes a sexualidade, a corrupção do verdadeiro entendimento sobre a sexualidade, e do verdadeiro entendimento sobre os diversos aspectos concernentes a sexualidade; por isso, através do sexismo, o comunismo corrompe o entendimento sobre a sexualidade, e desfigura o entendimento sobre os diversos aspectos concernentes sobre a sexualidade; e com isso, a sexualidade passa a não ter mais padrões morais; o sexismo destrói os padrões morais com relação a sexualidade, e no lugar implementa outros “ismos” que servem como que base para castificar culturalmente e socialmente a corrupção da sexualidade.

 

§ 3. O sexualismo.

 

O comunismo, ao corromper a noção de sexualidade através do sexismo, gera outro “ismo”, o sexualismo; o sexualismo é a sexualização de tudo; é a coisificação da sexualidade; é donde provêm os transtornos parafílicos; o sexualismo corrompe até a percepção do certo e do errado; pois, ao se sexualizar tudo, a parafilia toma conta do indivíduo, e então, tudo se torna sexo e o sexo se torna tudo; e, assim, aqueles que deixam se tomar pelo sexualismo se tornam sexualizados em tudo; e, faz-se uma distinção: o sexualismo é diferente do besteirismo; o besteirismo é o falar as besteiras referentes a sexualidade, o sexualismo é a deificação da sexualidade corrompida; o primeiro, pode até ser pecado, dependendo do contexto, o sexualismo sempre é pecado, além de destruir a dignidade do indivíduo.

O sexualismo deixa as pessoas “confortáveis” com práticas anti-naturais; o sexualismo é uma forma de dopar a consciência para a vileza de práticas sexuais anti-naturais e sem padrões morais; e, a medida que o sexualismo se avoluma, as consciências ficarão inquietas; e esta inquietude das duas uma: ou então a consciência fica cauterizada e se perde de vez o senso do certo e do errado em relação a sexualidade, ou então, procura-se achar algum “bode expiatório” para colocar a culpa em relação ao sexualismo; o primeiro aspecto ocorre muito, e as mais das vezes, é a consequência mais incisiva do sexualismo; o segundo aspecto, também ocorre, e tem se tornado corriqueiro, já que para tapar o próprio erro sexual, acusa-se outrem de ser o culpado, e aqui encontra-se uma das terríveis consequências do sexualismo, acusar outrem da própria prática praticada.

E sempre isso ocorre em relação a sexualidade; uma mulher ou um homem acostumados com a promiscuidade sexual, passarão a acusar o sexo oposto de não prestarem (sem que se tenha cometido erros para isso), ou então ao se despersonalizarem, os homens passarão a querer ser como as mulheres e as mulheres passarão a querer ser como os homens; etc.

O sexualismo ocasiona a perversão do propósito natural da sexualidade e ocasiona doenças da alma que se manifestam através de práticas sexuais anti-naturais.

 

§ 4. O machismo.

 

A primeira consequência geral do sexualismo é o machismo; e o machismo tanto corrompe a masculinidade quanto semeia a sexualização na feminilidade, gerando o feminismo; o machismo é a desfiguração da masculinidade, e não tanto pela crítica das feministas de que os homens rejeitam a suposta igualdade de direitos para homens e mulheres; o machismo, de início, nada tem a ver com as mulheres, mas é a corrupção e a destruição da masculinidade; o machismo, que diz dar aos homens mais virilidade e vigor humano, acaba por destruir a masculinidade, afeminar os homens e tirar-lhes o vigor.

Na verdade, o machismo em si mesmo é a destruição da verdadeira masculinidade; o machismo é a desfiguração do verdadeiro sentido do que é ser homem; e não somente do que é ser homem, mas a destruição do verdadeira definição de masculinidade; a partir do machismo, o comunismo consegue destruir o verdadeiro significado de masculinidade; e com isso, tudo aquilo que critica o machismo procura arrolar alguma definição não-real do que é a masculinidade, como o feminismo, o homossexualismo, etc., passam a fazer; logo, o comunismo se utiliza do machismo para corromper a masculinidade e para destruir o senso real da verdadeira masculinidade, deixando espaço assim para outros “ismos”, a saber, o feminismo e o homossexualismo.

 

§ 5. O feminismo.

 

A segunda consequência geral do sexualismo é o feminismo; o feminismo surge após a implementação do machismo; na verdade, o feminismo é uma forma de velar a corrupção da masculinidade e da própria feminilidade através da “suposta” luta pelos “direitos” da mulher; o feminismo faz tudo menos lutar verdadeiramente pelo respeito para com as mulheres; na verdade, o feminismo corrompe a feminilidade, ao tornar a luta das feministas contra o machismo em expressão similar a luta de classes, só que ao invés da luta da classe do proletariado contra a burguesia, se tem a luta do feminismo contra o que intitulam de machismo, que, as mais das vezes, nada tem de machismo; mas, o feminismo, como “ismo” evocado pelo comunismo, evoca um machismo não-existente, e procura através deste inocular uma luta contra tudo aquilo que passa a ser definido como machismo; e a definição de machismo para o feminismo é feita de acordo com a vontade do feminismo.

Deste modo, o feminismo corrompe a dignidade da mulher, e aos poucos despersonaliza as mulheres; numa luta de busca pela igualdade com os homens, uma luta grimórica, o feminismo acaba por desfeminilizar as mulheres e torná-las em caricaturas do que realmente são; o feminismo corrompe a sexualidade feminina, e através do sexualismo, ao evocar o machismo, evoca a contradição desde machismo, o feminismo; a dialética machismo-feminismo se estabelece e corrompe tanto a masculinidade quanto a feminilidade, bem como cria outras formas, formas não-reais e anti-naturais, do que a vontade de domínio comunista entende por masculinidade e feminilidade.

A evocação de uma nova masculinidade e uma nova feminilidade, propugnada pelo comunismo e pela agenda woke, cria “homens” e “mulheres” contrários a natureza e anti-racionais; o machismo e o feminismo são instrumento para velar esta “nova realidade” evocada pelo comunismo e pelo globalismo, mas também são a evidência de quão hórridas são as consequências do sexualismo.

 

§ 6. O homossexualismo.

 

Deste modo, como o machismo efetua a feminização dos homens, e o feminismo efetua a masculinização das mulheres, isso gerará evidentemente um desequilíbrio sexual que permeará toda a ordem social, e então as funções naturais do homem e da mulher serão desfiguradas; e isto, por sua vez, é assumido pelos homossexuais; e, estas funções naturais, ao serem assumidas por práticas anti-naturais, gerarão a aceitação para com práticas anti-naturais como se fosse práticas naturais; isto é assumido por outro “ismos”, a saber, o homossexualismo, que procura evocar direitos aos homossexuais pelo fato de serem homossexuais (o que é anti-jurídico e anti-racional); mas, o homossexualismo não somente é um movimento que quer implementar uma agenda homossexual, mas o homossexualismo é outro “ismo” que o comunismo globalista se utiliza para a implementação total das consequências nefastas do sexualismo.

O homossexualismo, portanto, em seu núcleo de sentido, busca efetivar, a partir da feminização dos homens e da masculinização das mulheres, a homossexualidade como alternativa para esta confusão gerada nos homens e nas mulheres; o homossexualismo é a consequência da dialética machismo-feminismo; bem como o homossexualismo se aproveita dos excessos gerados pela dialética machismo-feminismo, e implementa nas confusões geradas por estes excessos a agenda homossexual.

E isto gera ainda mais confusão; mas, como a sociedade está presa na briga machismo-feminismo, os homens e as mulheres que são dominados por estes “ismos” acabam perdendo a percepção e a força para lutar contra a agenda homossexual, e, alguns até passam a apoiar inconscientemente esta agenda anti-natural e destruidora.

Portanto, o homossexualismo é a terceira consequência geral do sexualismo, que emerge logo após a implementação do machismo como totem, e do feminismo como luta contra este totem gerando outro totem, o homossexualismo. 

***

E termina aqui estas ponderações. θεῷ χάρις


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