Prólogo.
Todo “ismo” é perigoso; Karl Barth alertara para se
tomar cuidado com todo e qualquer “ismo”; e realmente os “ismos” inventados
pelos homens são todos perigosos; e, em relação a contemporaneidade, o “ismo”
mais terrível é o comunismo, que Vilmar chama de a maior de todas as
perturbações; o comunismo é o “ismo” mais terrível e ignominioso, e deste “ismo”
calcinado nas labaredas do anticristo, surgem outros “ismos” igualmente
terríveis; o comunismo, em seu bojo, evoca outros “ismos” para manipular e/ou
implementar o marxismo através da contradição cultural; os “ismos” evocados
pelo comunismo acabam por se tornar em apêndices da doutrina marxista, que
embora não sejam propriamente dito a práxis comunista, acabam por ajudar esta
práxis a se efetivar.
Assim sendo, se faz necessário analisar os “ismos” que
emanam do comunismo; os “ismos” que o comunismo evoca são vários e permeiam uma
ampla gama de variedades; se analisará apenas os principais e mais conhecidos;
mas estes, em si mesmos, já fornecem uma variedade de proposições que
demonstram uma ferramenta comunista para o domínio, a saber, a evocação de um “ismo”
onde não existe confusão e contradição, para gerar confusão e contradição.
Portanto, os “ismos” do comunismo semeiam a
contradição comunista, fazendo com que aqueles que se deixam enveredar pelos
ditames destes “ismos” sejam açambarcados pela impregnação passiva dos hábitos
comunistas, e, com isso, passem a propagar o comunismo, mesmo que de maneira
inconsciente.
Com efeito, os “ismos” que são evocados pelo
comunismo, são uma maneira do próprio comunismo velar sua doutrina e
implementá-la através de várias máscaras; estes “ismos” são como que máscaras
que o comunismo se utiliza para implementar o sistema comunista sem que haja a
carranca terrível da natureza sanguinária da doutrina marxista.
§ 1. O comunismo e a aversão a realidade.
O comunismo, por evocar vários “ismos”, o faz porque
em sua natureza e propósito é completamente avesso a realidade; na verdade,
analisar os “ismos” do comunismo é uma forma de compreender que o comunismo é
totalmente anti-realidade; compreender os “ismos” do comunismo, é entender
sobre o comunismo e sua aversão a realidade; pois, estes “ismos” são
instrumentos a mais, através dos quais, o comunismo implementa a destruição
completa da realidade; estes “ismos” são uma forma de obnubilar a percepção
para a compreensão da gravidade alarmante desta destruição.
Logo, nos “ismos” estão imbuídos, em suas respectivas
esferas de ação, algum elemento contra a realidade, alguma parte de um grimório
que representa uma destruição radical da realidade, o que cristaliza a rejeição
a razão; logo, nos “ismos” do comunismo estão inseridas uma série de
proposições que ocasionam a rejeição a razão, que, por sua vez, que ocasiona
e/ou se amalgama com a recusa em se aperceber da realidade; portanto, através
de vários “ismos” o comunismo implementa a aversão a realidade, nonde estes “ismos”
acabam por se tornar, ao serem efetivados como práxis, em rejeição completa a
realidade, na recusa doentia em se aperceber da realidade. Pois, nos “ismos”
que evoca, o comunismo inocula o veneno da esquizofrenização da percepção, para
poder manipular e gerar idiotas úteis para servirem como “soldados” no âmbito
da luta revolucionária.
§ 2. O sexismo.
O primeiro e mais utilizado dos “ismos” evocados pelo
comunismo é o sexismo; na verdade, é a base para muitos outros “ismos”, pois,
ao implementar a contradição sobre a sexualidade, o comunismo corrompe uma
ampla gama de princípios; pois, a sexualidade é como que uma forma “vulcânica”;
se se corrompe esta força, se corrompe todo o ser do indivíduo e se inocula a
promiscuidade como mal social; além disso, a corrupção da sexualidade efetuada
pelo comunismo, é ainda pior do que as incontinências do período da religião
primeira; a corrupção da sexualidade ocasionada pelo comunismo ocasiona coisas
piores e mais vis do que o que ocorre com os povos pagãos que permitem a
poligamia; um breve comparativo que demonstra a gravidade do que o comunismo,
as filosofias grimóricas, etc., efetuam na sexualidade humana.
E o “ismo” evocado pelo comunismo para demonstrar esta
corrupção da sexualidade é o sexismo; o sexismo, é uma forma do comunismo, nos
diversos aspectos concernentes a sexualidade, de corromper a própria
sexualidade; pois, o sexismo, permeia os mais diversos aspectos relativos a
sexualidade, desde os tipos e as formas de sexo, até a destruição da
personalidade pela corrupção sexual; etc. Logo, o sexismo procura fermentar nos
diversos aspectos concernentes a sexualidade, a corrupção do verdadeiro
entendimento sobre a sexualidade, e do verdadeiro entendimento sobre os
diversos aspectos concernentes a sexualidade; por isso, através do sexismo, o
comunismo corrompe o entendimento sobre a sexualidade, e desfigura o
entendimento sobre os diversos aspectos concernentes sobre a sexualidade; e com
isso, a sexualidade passa a não ter mais padrões morais; o sexismo destrói os
padrões morais com relação a sexualidade, e no lugar implementa outros “ismos”
que servem como que base para castificar culturalmente e socialmente a
corrupção da sexualidade.
§ 3. O sexualismo.
O comunismo, ao corromper a noção de sexualidade
através do sexismo, gera outro “ismo”, o sexualismo; o sexualismo é a
sexualização de tudo; é a coisificação da sexualidade; é donde provêm os
transtornos parafílicos; o sexualismo corrompe até a percepção do certo e do
errado; pois, ao se sexualizar tudo, a parafilia toma conta do indivíduo, e
então, tudo se torna sexo e o sexo se torna tudo; e, assim, aqueles que deixam
se tomar pelo sexualismo se tornam sexualizados em tudo; e, faz-se uma
distinção: o sexualismo é diferente do besteirismo; o besteirismo é o falar as
besteiras referentes a sexualidade, o sexualismo é a deificação da sexualidade
corrompida; o primeiro, pode até ser pecado, dependendo do contexto, o
sexualismo sempre é pecado, além de destruir a dignidade do indivíduo.
O sexualismo deixa as pessoas “confortáveis” com
práticas anti-naturais; o sexualismo é uma forma de dopar a consciência para a
vileza de práticas sexuais anti-naturais e sem padrões morais; e, a medida que
o sexualismo se avoluma, as consciências ficarão inquietas; e esta inquietude
das duas uma: ou então a consciência fica cauterizada e se perde de vez o senso
do certo e do errado em relação a sexualidade, ou então, procura-se achar algum
“bode expiatório” para colocar a culpa em relação ao sexualismo; o primeiro
aspecto ocorre muito, e as mais das vezes, é a consequência mais incisiva do
sexualismo; o segundo aspecto, também ocorre, e tem se tornado corriqueiro, já
que para tapar o próprio erro sexual, acusa-se outrem de ser o culpado, e aqui
encontra-se uma das terríveis consequências do sexualismo, acusar outrem da
própria prática praticada.
E sempre isso ocorre em relação a sexualidade; uma
mulher ou um homem acostumados com a promiscuidade sexual, passarão a acusar o
sexo oposto de não prestarem (sem que se tenha cometido erros para isso), ou
então ao se despersonalizarem, os homens passarão a querer ser como as mulheres
e as mulheres passarão a querer ser como os homens; etc.
O sexualismo ocasiona a perversão do propósito natural
da sexualidade e ocasiona doenças da alma que se manifestam através de práticas
sexuais anti-naturais.
§ 4. O machismo.
A primeira consequência geral do sexualismo é o
machismo; e o machismo tanto corrompe a masculinidade quanto semeia a
sexualização na feminilidade, gerando o feminismo; o machismo é a desfiguração
da masculinidade, e não tanto pela crítica das feministas de que os homens
rejeitam a suposta igualdade de direitos para homens e mulheres; o machismo, de
início, nada tem a ver com as mulheres, mas é a corrupção e a destruição da
masculinidade; o machismo, que diz dar aos homens mais virilidade e vigor
humano, acaba por destruir a masculinidade, afeminar os homens e tirar-lhes o
vigor.
Na verdade, o machismo em si mesmo é a destruição da
verdadeira masculinidade; o machismo é a desfiguração do verdadeiro sentido do
que é ser homem; e não somente do que é ser homem, mas a destruição do
verdadeira definição de masculinidade; a partir do machismo, o comunismo
consegue destruir o verdadeiro significado de masculinidade; e com isso, tudo
aquilo que critica o machismo procura arrolar alguma definição não-real do que
é a masculinidade, como o feminismo, o homossexualismo, etc., passam a fazer;
logo, o comunismo se utiliza do machismo para corromper a masculinidade e para
destruir o senso real da verdadeira masculinidade, deixando espaço assim para
outros “ismos”, a saber, o feminismo e o homossexualismo.
§ 5. O feminismo.
A segunda consequência geral do sexualismo é o
feminismo; o feminismo surge após a implementação do machismo; na verdade, o
feminismo é uma forma de velar a corrupção da masculinidade e da própria
feminilidade através da “suposta” luta pelos “direitos” da mulher; o feminismo
faz tudo menos lutar verdadeiramente pelo respeito para com as mulheres; na
verdade, o feminismo corrompe a feminilidade, ao tornar a luta das feministas
contra o machismo em expressão similar a luta de classes, só que ao invés da
luta da classe do proletariado contra a burguesia, se tem a luta do feminismo
contra o que intitulam de machismo, que, as mais das vezes, nada tem de
machismo; mas, o feminismo, como “ismo” evocado pelo comunismo, evoca um
machismo não-existente, e procura através deste inocular uma luta contra tudo
aquilo que passa a ser definido como machismo; e a definição de machismo para o
feminismo é feita de acordo com a vontade do feminismo.
Deste modo, o feminismo corrompe a dignidade da
mulher, e aos poucos despersonaliza as mulheres; numa luta de busca pela
igualdade com os homens, uma luta grimórica, o feminismo acaba por
desfeminilizar as mulheres e torná-las em caricaturas do que realmente são; o
feminismo corrompe a sexualidade feminina, e através do sexualismo, ao evocar o
machismo, evoca a contradição desde machismo, o feminismo; a dialética
machismo-feminismo se estabelece e corrompe tanto a masculinidade quanto a
feminilidade, bem como cria outras formas, formas não-reais e anti-naturais, do
que a vontade de domínio comunista entende por masculinidade e feminilidade.
A evocação de uma nova masculinidade e uma nova
feminilidade, propugnada pelo comunismo e pela agenda woke, cria “homens” e “mulheres”
contrários a natureza e anti-racionais; o machismo e o feminismo são
instrumento para velar esta “nova realidade” evocada pelo comunismo e pelo
globalismo, mas também são a evidência de quão hórridas são as consequências do
sexualismo.
§ 6. O homossexualismo.
Deste modo, como o machismo efetua a feminização dos
homens, e o feminismo efetua a masculinização das mulheres, isso gerará
evidentemente um desequilíbrio sexual que permeará toda a ordem social, e então
as funções naturais do homem e da mulher serão desfiguradas; e isto, por sua
vez, é assumido pelos homossexuais; e, estas funções naturais, ao serem
assumidas por práticas anti-naturais, gerarão a aceitação para com práticas
anti-naturais como se fosse práticas naturais; isto é assumido por outro “ismos”,
a saber, o homossexualismo, que procura evocar direitos aos homossexuais pelo
fato de serem homossexuais (o que é anti-jurídico e anti-racional); mas, o
homossexualismo não somente é um movimento que quer implementar uma agenda
homossexual, mas o homossexualismo é outro “ismo” que o comunismo globalista se
utiliza para a implementação total das consequências nefastas do sexualismo.
O homossexualismo, portanto, em seu núcleo de sentido,
busca efetivar, a partir da feminização dos homens e da masculinização das
mulheres, a homossexualidade como alternativa para esta confusão gerada nos
homens e nas mulheres; o homossexualismo é a consequência da dialética
machismo-feminismo; bem como o homossexualismo se aproveita dos excessos
gerados pela dialética machismo-feminismo, e implementa nas confusões geradas
por estes excessos a agenda homossexual.
E isto gera ainda mais confusão; mas, como a sociedade
está presa na briga machismo-feminismo, os homens e as mulheres que são
dominados por estes “ismos” acabam perdendo a percepção e a força para lutar
contra a agenda homossexual, e, alguns até passam a apoiar inconscientemente
esta agenda anti-natural e destruidora.
Portanto, o homossexualismo é a terceira consequência geral do sexualismo, que emerge logo após a implementação do machismo como totem, e do feminismo como luta contra este totem gerando outro totem, o homossexualismo.
***
E termina aqui estas ponderações. θεῷ
χάρις!
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