1. O
filme “A Odisséia” (2026) de Christopher Nolan, é uma adaptação
cinematográfica do grande clássico da literatura escrito por Homero; muito já
se falou sobre as características filmográficas e cênicas deste filme, tanto em
elogio quanto em crítica; todavia, pouco se falou sobre o real propósito do
filme; pois, se criticou erros em adaptação histórica, ou se elogiou suas
paráfrases para se tornar um filme mais contemporâneo, mas quase nada se falou
sobre o propósito de Nolan ao elaborar um filme sobre uma epopeia não com o propósito
de apresentar a epopeia, mas ao que parece para declarar a suposta instituição
de uma nova época.
2.
Ora, toda grande epopeia é dialógica quanto ao tempo que se refere, pois tanto
evoca os feitos históricos narrados, quanto ao mesmo tempo narra os problemas
de todas as épocas; uma epopeia, tal como “A Odisséia” de Homero, ou as
outras grandes epopeias, narra uma época, mas também narra todas as épocas; por
isso, as epopeias tem duplo escopo: um passado e outro futuro. Com efeito, a
epopeia refere-se a uma época em específico e a todas as épocas em geral; uma epopeia
não é a proclamação de mudança de época, mas pura e simplesmente a narração de
como decorre a vida humana a partir do ornato do estilo poético através da
fábula dos deuses.
3.
Portanto, se utilizar da adaptação de uma epopeia, seja parafrásica, seja
filmográfica, etc., para propagar a ideia de mudança de época, na verdade se
está utilizando o instrumento de adaptação para ideologizar a epopeia; no caso
do filme de Nolan é justamente isso que transparece: a ideologização de uma
epopeia na filmografia em vista de um propósito escuso e nefasto; na verdade, a
ideia central propagada por Nolan é da mudança de época; ora, a proposição de
mudança de época é uma ideia do sistema da ciência de Hegel (cf. Ph § 11).
Com
efeito, tendo consciência disso ou não, Nolan propaga um preceito hegeliano,
que se assomou na vida hodierna, e é utilizado principalmente pelos senhores do
mundo para efetuar domínio. A ideia de mudança de época não é porque de fato se
está havendo alguma mudança de época, mas pura e simplesmente para que aqueles
que querem dominar o façam através do aparato formado para descrever uma irreal
mudança de época, que sempre cria euforia e estado de sonho, algo propício para
manipulação das massas tal como se controla um boneco ventríloquo.
4.
Deste modo, o filme “A Odisséia” de Nolan é um manifesto em prol desses
que buscam instaurar uma nova época; mais propriamente, o globalismo sionista
ou o sionismo globalista, pois globalismo e sionismo atuam de maneira
complementar; Nolan toma uma epopeia e a transforma em elemento de manipulação
em prol do globalismo e do sionismo, a fim de impregnar filmograficamente a
noção de mudança de época que torna os homens passivos para compreenderem a
manipulação programada em vista de propósitos nefastos.
5.
Por isso, além das excelentes análises dos aspectos cênicos deste filme,
considerei necessário também pontuar este aspecto a fim de aclarar o propósito
filosófico da adaptação que Nolan fez da epopeia das epopeias; infelizmente,
isso é uma grande mancha para as artes cênicas; todavia, isso além de aclarar o
que domina a filmografia hollywoodiana, também demonstra qual a cosmovisão que
tem dominado muitos diretores de cinema, a saber, propagar por impregnação
passiva de hábitos, inclusive instituindo uma nova forma de leitura (com lentes
ideologizadas), a Segunda Realidade propagada pelo globalismo-sionismo.
6.
Ora, a utilização do cinema para este tipo de propósito constitui-se um
vilipêndio para com o propósito da arte; segundo Pio XI em “Vigilanti Cura”,
“toda a arte nobre tem como fim e como razão-de-ser, tornar-se para o homem
um meio de se aperfeiçoar pela probidade e virtude; e por isso mesmo deve
ater-se aos princípios e preceitos da moral” (n. 4); o cinema deve seguir
cabalmente este preceito, tal como ensinado por Pio XI, de servir ao
aperfeiçoamento do homem, e não a destruição das almas como tem sido manifesto
em filmes e obras filmográficas que buscam propagar esta ideologização infame
da cultura woke sob os ditames do sionismo.
7.
Com efeito, o filme de Nolan ao propagar uma ideia deste tipo impregna um
preceito que acaba por destruir os princípios e preceitos da moral; embora na
história em si não se tenha diretamente muitos elementos que propaguem isso, a
ideia que o filme promove desemboca nisso; portanto, é razão mais do que
suficiente para se rejeitar este tipo de adaptação filmográfica, que além de
desonrar a grandeza da epopeia desfigura a beleza da arte do cinema. E termina
aqui esta nótula. θεῷ χάρις!