25/07/2026

Soneto 7

A Esperança se manifesta

em vista da temperança;

a Esperança digesta

em esperanças se alcança.

O Amor sem brilho de Camões

ensina que grande esperança

torna a paciência em esquivança,

destruindo as boas e santas aspirações.

Esperar é se consolar,

e na realidade se debruçando

a fim da virtude na vida alcançar.

E sendo este o fundamentar

da vida, se vai experimentando

que é amando que se aprende a amar.


24/07/2026

Nótula sobre o Filme “A Odisséia” de Christopher Nolan

1. O filme “A Odisséia” (2026) de Christopher Nolan, é uma adaptação cinematográfica do grande clássico da literatura escrito por Homero; muito já se falou sobre as características filmográficas e cênicas deste filme, tanto em elogio quanto em crítica; todavia, pouco se falou sobre o real propósito do filme; pois, se criticou erros em adaptação histórica, ou se elogiou suas paráfrases para se tornar um filme mais contemporâneo, mas quase nada se falou sobre o propósito de Nolan ao elaborar um filme sobre uma epopeia não com o propósito de apresentar a epopeia, mas ao que parece para declarar a suposta instituição de uma nova época.

2. Ora, toda grande epopeia é dialógica quanto ao tempo que se refere, pois tanto evoca os feitos históricos narrados, quanto ao mesmo tempo narra os problemas de todas as épocas; uma epopeia, tal como “A Odisséia” de Homero, ou as outras grandes epopeias, narra uma época, mas também narra todas as épocas; por isso, as epopeias tem duplo escopo: um passado e outro futuro. Com efeito, a epopeia refere-se a uma época em específico e a todas as épocas em geral; uma epopeia não é a proclamação de mudança de época, mas pura e simplesmente a narração de como decorre a vida humana a partir do ornato do estilo poético através da fábula dos deuses.

3. Portanto, se utilizar da adaptação de uma epopeia, seja parafrásica, seja filmográfica, etc., para propagar a ideia de mudança de época, na verdade se está utilizando o instrumento de adaptação para ideologizar a epopeia; no caso do filme de Nolan é justamente isso que transparece: a ideologização de uma epopeia na filmografia em vista de um propósito escuso e nefasto; na verdade, a ideia central propagada por Nolan é da mudança de época; ora, a proposição de mudança de época é uma ideia do sistema da ciência de Hegel (cf. Ph § 11).

Com efeito, tendo consciência disso ou não, Nolan propaga um preceito hegeliano, que se assomou na vida hodierna, e é utilizado principalmente pelos senhores do mundo para efetuar domínio. A ideia de mudança de época não é porque de fato se está havendo alguma mudança de época, mas pura e simplesmente para que aqueles que querem dominar o façam através do aparato formado para descrever uma irreal mudança de época, que sempre cria euforia e estado de sonho, algo propício para manipulação das massas tal como se controla um boneco ventríloquo.

4. Deste modo, o filme “A Odisséia” de Nolan é um manifesto em prol desses que buscam instaurar uma nova época; mais propriamente, o globalismo sionista ou o sionismo globalista, pois globalismo e sionismo atuam de maneira complementar; Nolan toma uma epopeia e a transforma em elemento de manipulação em prol do globalismo e do sionismo, a fim de impregnar filmograficamente a noção de mudança de época que torna os homens passivos para compreenderem a manipulação programada em vista de propósitos nefastos.

5. Por isso, além das excelentes análises dos aspectos cênicos deste filme, considerei necessário também pontuar este aspecto a fim de aclarar o propósito filosófico da adaptação que Nolan fez da epopeia das epopeias; infelizmente, isso é uma grande mancha para as artes cênicas; todavia, isso além de aclarar o que domina a filmografia hollywoodiana, também demonstra qual a cosmovisão que tem dominado muitos diretores de cinema, a saber, propagar por impregnação passiva de hábitos, inclusive instituindo uma nova forma de leitura (com lentes ideologizadas), a Segunda Realidade propagada pelo globalismo-sionismo.

6. Ora, a utilização do cinema para este tipo de propósito constitui-se um vilipêndio para com o propósito da arte; segundo Pio XI em “Vigilanti Cura”, “toda a arte nobre tem como fim e como razão-de-ser, tornar-se para o homem um meio de se aperfeiçoar pela probidade e virtude; e por isso mesmo deve ater-se aos princípios e preceitos da moral” (n. 4); o cinema deve seguir cabalmente este preceito, tal como ensinado por Pio XI, de servir ao aperfeiçoamento do homem, e não a destruição das almas como tem sido manifesto em filmes e obras filmográficas que buscam propagar esta ideologização infame da cultura woke sob os ditames do sionismo.

7. Com efeito, o filme de Nolan ao propagar uma ideia deste tipo impregna um preceito que acaba por destruir os princípios e preceitos da moral; embora na história em si não se tenha diretamente muitos elementos que propaguem isso, a ideia que o filme promove desemboca nisso; portanto, é razão mais do que suficiente para se rejeitar este tipo de adaptação filmográfica, que além de desonrar a grandeza da epopeia desfigura a beleza da arte do cinema. E termina aqui esta nótula. θεῷ χάρις! 


Soneto 8

Oh, Amor, da sinceridade um cósmico clamor; sois a haste da verdade em meio a calamidade e o terror. Amor firme, resoluto, bondoso, ...