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18/03/2026

Elogio Fúnebre ao Patriarca Elias II

1. Prezado povo georgiano, sei que para vós este é um momento lúgubre e de profunda tristeza; pois, ontem foi noticiado o falecimento de vosso amado Patriarca Ilia II (aportuguesado, Elias II); a morte do Patriarca Elias II comovera todo o mundo ortodoxo, e não só ortodoxos, mas também muitos católicos romanos e os cristãos das sés apostólicas. A cristandade está em luto pela morte de um digníssimo sucessor dos apóstolos.

Por isso, diante deste momento, cumpre-nos trazer a memória as virtudes deste santo hierarca como testemunho de sua memória e em honra a seu santo testemunho; pois, os justos morrem em Deus e suas obras os seguem como ensina São João o Teólogo (cf. Ap 14.13).

Na verdade, o mais eloquente discurso do Patriarca Elias II foi sua vida santa; o Santo Evangelho que o povo georgiano conheceu, conheceu também por causa do testemunho da vida santa do Patriarca Elias II.

2. E o que dizer do Patriarca Elias II? Elias II foi um hierarca que cuidou de seu povo com zelo e amor; a bondade, a misericórdia, a firmeza doutrinária, o zelo pastoral, foram marcas inconfundíveis de Elias II como hierarca; o acolhimento ao povo sofrido, a sapiência singular ao lidar com o pecado, o zelo pela fé ortodoxa, o erudito conhecimento, tornaram-no um líder amado pelo povo georgiano, numa autoridade que se excedeu ao âmbito eclesiástico. Elias II recebera o epíteto de homem mais confiável da Geórgia.

3. Elias II foi um iluminado iconógrafo; Elias II foi um iconógrafo iluminado pois preservou a devoção aos santos e ainda a incentivou de acordo com a prática milenar dos cânones iconográficos; Elias II manteve intacta a tradição iconográfica e ainda ensinou muitos iconógrafos; a tradição iconográfica do leste europeu teve em Elias II um digníssimo cultor.

4. Elias II foi um músico inspirado; compôs músicas singulares, não só para a utilização na liturgia, mas também para a execução em estilo clássico; composições como “Ave Maria”, “Sanctus”, “Kyrie Eleison”, entre outras, são expressão singular tanto de música litúrgica quanto de música sacra; Elias II não só foi um músico inspirado, mas também foi um musicólogo iluminado: honrou a música litúrgica tal como a mesma deve ser honrada, e honrou a música clássica tal como a mesma de ser honrada. E que isso seja um exemplo para os músicos cristãos.

5. Mas, há também um traço na vida de Elias II que chama a atenção, a saber, sua humildade; todos os georgianos sabem da estima e da admiração que o Patriarca Elias II tinha pelo Pe. Gabriel Urgebadze; a amizade entre o Pe. Gabriel e Elias II sempre foi algo inspirador, pois enquanto São Gabriel respeitava o digno Patriarca, o próprio Patriarca o tinha como superior a si.

Elias II soube ver no simples São Gabriel alguém que pela graça de Deus enfrentou o comunismo soviético na Geórgia e pode manter acesa a fagulha da fé, que aos poucos foi sendo cultivada e que se tornou novamente uma grande chama em honra ao Deus Trino.

Além disso, Elias II soube dar continuidade ao testemunho de São Gabriel, ao cultivar acesa a chama da fé verdadeira que havia sido preservada pelo testemunho de São Gabriel; a fé na Geórgia teve seu grande preservador em São Gabriel, e teve seu grande acolhedor em Elias II.

Por esta razão, Elias II sempre admirou e teve em alta estima a vida e a obra de São Gabriel; apesar de um simples padre-monge, o Patriarca Elias II sabia que o Pe. Gabriel era um santo de Deus.

6. E o que direi mais? Pessoalmente posso evocar um simples testemunho: ao ver pessoalmente Elias II fiquei impressionado; pouquíssimas pessoas que vi me deixaram impressionado; mas o zelo, a santidade e o amor pastoral de Elias II me impressionaram ao vê-lo, ao que na época nem sequer sabia que se tratava de alguém importante; isso, por si, se constitui um pequeno elogio a memória do lendário patriarca, literalmente um homem impressionante. 

E que Deus conforte o povo georgiano e lhes dê a graça de um digno sucessor na sé de Tbilisi. 

Laudate Deo! 


01/03/2026

Elogio Fúnebre a Ali Khamenei

1. Hoje confirmou-se a notícia da morte de Ali Khamenei, líder da Revolução Islâmica; singular líder islâmico, mestre por excelência da jurisprudência alcorânica, Ijtihad notabilíssimo, Imã xiita de grande erudição nos saberes islâmicos.

O Líder Supremo do Irã fora alguém que foi maldito pelas mídias ocidentais degeneradas, não porque tenha cometido algum erro, mas porque se levantou contra o abjeto e fétido culto a Baal promovido pelos sionistas, principalmente em Israel e nos EUA.

Caro Khamenei sei que foste firme até o fim contra estes abjetos inimigos da justiça que se trasvestem de virtude, mas que são lobos devoradores.

E agora foste martirizado por estes mesmos arautos da injustiça; prezado Khamenei, certamente tu sabias que ao queimar o demônio Baal isso lhe iria trazer grandes lutas e provações, a qual o senhor bem sabia que seria vossa última batalha.

2. E o que falar neste momento tão triste para vosso povo, o verdadeiro povo do Irã? Certamente, querido Khamenei, sobre o senhor e vossa família repousa as palavras do Alcorão: “Ó alma tranquila! Retorna satisfeita a teu Senhor, satisfeito” (Al-Qur’án, 89.27-28).

Querido Khamenei, tu foste uma “alma tranquila”, na plenitude do preceito alcorânico, diferentemente de seus algozes, homens atribulados e enfeitiçados que movidos pelos anjos do inferno promoveram práticas hediondas entre os homens. E, quanto a isso, lembro-me do dito do salmista: “O ímpio espreita o justo e procura matá-lo” (Sl 37.32).

Não fostes por erro ou crime que eles sempre lhe odiaram, mas foste por vossa virtude, saber e integridade diante da verdade; os líderes ocidentais, que se gabam de serem “superiores”, na verdade não passam de um bando de feiticeiros sem caráter e que amam a injustiça.

Vosso martírio, de acordo com vossa religião, não foi em vão; a razão de vossa morte, querido Khamenei, é o testemunho mais grandiloquente contra a pútrida liderança dos EUA e de Israel que são dominadas pelo infernal sionismo.

3. Entretanto, vosso testemunho mais importante é o de vossa fé; todo o esplendor da jurisprudência alcorânica fora manifesto em vossa vida e em vossos ensinamentos. Querido Khamenei, tu prezaste pela justiça, mesmo quando isso requereria sentenças duras e radicais; tu prezaste pelo respeito pelas mulheres, pelas verdadeiras mulheres; tu protegeste e ajudaste os cristãos, bem como protegeste e ajudaste muitos judeus.

4. Além do que, querido Khamenei, vós testemunhastes de vossa fé, ao ter sempre consigo em vosso sinete, o dito do Alcorão: “Certamente, comigo está meu Senhor, que me guiará” (Al-Qur’án, 26.62); vossa vida foi guiada de acordo com vossa fé, baseada na justiça; e lembrando do dito da Escritura, Deus ama a justiça (cf. Sl 11.7), Deus ama os que praticam a justiça (cf. Sl 37.28), pois aqueles que ensinam a justiça refulgirão como as estrelas (cf. Dn 12.3).

Querido Khamenei, fizeste bem a muitos que precisavam; e isso é agir com justiça; e como diz o Alcorão: “qualquer bem que fizerdes, Deus é Conhecedor disso” (Al-Qur’án, 2.215); Deus é Conhecedor de que fizeste bem e de que protegeste muitos cristãos antigos - os cristãos armênios, os cristãos assírios e os ortodoxos orientais -, e de que protegeste muitos judeus que são perseguidos de maneira hedionda pelos sionistas.

5. Em vossa religião, o martírio é estar vivo diante de Deus, como afirma o Alcorão: “E não achais como mortos aqueles que foram mortos por causa de Deus; pelo contrário, estão vivos junto de seu Senhor, bem providos” (Al-Qur’án, 3.169); portanto, é mais do que evidente que vosso martírio foi em vista de vossa justiça; enquanto que as mídias sionistas propagam mentiras e calúnias, conheço plenamente que a ira e o ódio dos sionistas se deram por outra razão, a saber, a vossa destruição da estátua de Baal.

O atual primeiro-ministro de Israel, vil baalita, declarou guerra-santa contra ti, querido Khamenei, e contra o Irã, por questões espirituais, quando tu e o povo do Irã, movidos por Deus, queimaram de maneira virtuosa a estátua de Baal e quando anematizaram de maneira santa o culto a Baal.

Por esta razão, tenho por certo que vosso martírio, querido Khamenei, é o testemunho inicial para a queda de toda a casta de adoradores de Baal que dominam o mundo ocidental.

6. Querido Khamenei, que Deus possa abençoar vosso testemunho entre os islâmicos, principalmente entre os xiitas, e que o Deus Conhecedor do bem que fizeste possa lhe recompensar e ter misericórdia de vossa alma e ajudar o povo do Irã diante desta provação. Que sua memória seja eterna! 


Políticos-Feiticeiros

A maior parte dos líderes mundiais são do Demônio veros serviçais; a política dominada pela feitiçaria é do mal uma infame tapeçaria. ...