(I) Ó Constantinopla,
cidade sem igual,
por ti ergo
um lamento, através do qual
evoco
vossas infâmias e glórias,
as quais
são histórias peremptórias.
(II) Cidade
de Constantino,
homem de
fé, justiça e honra,
edificara-se
em glória repentina,
e assim
surgiu a cultura bizantina.
(III) Vós
vistes o maior dos vilipêndios,
a inveja contra o príncipe da cultura cristã,
e sobre vós
caíra o maior dos estipêndios:
não
experimentar o aroma da maçã.
(IV) E com
o monge confessor,
vos
mostrastes um império opressor,
que contra
a verdade se levantou,
e contra a
piedade atentou.
(V) Em
função de Deus a bondade,
na luz de
renascimento da verdade,
Deus
levantara Fócio o Patriarca,
para guiar
da Igreja a barca.
(VI) E no
século da crise aristocrata,
aparecera
Mehmed, o digno Sultão,
o qual com
toda justiça e retidão,
conquistara
a maçã de prata.
(VII) A
virtude do Sultão,
evidenciara-se
na permissão,
da
continuidade da instituição,
que de
Bizâncio fora o coração.
(VIII) Na
queda de Constantinopla,
a Santa
Igreja fora preservada,
e Deus dera
uma nova direção
para a já assolada
instituição.
(IX) Por
Patriarca, Jorge o Erudito,
o que sabia
o que havia de ser dito.
Polemista,
santo, intelectual, jurista,
filósofo e
de Aristóteles comentarista.
(X) Ó
Constantinopla, tu foste conquistada,
e a glória
da cristandade fora assolada.
Mas Deus
preservara algo de vossa glória
através de
Escolário, em sua vida e obra notória.
(XI) Ó antiga
Bizâncio, símbolo da cultura cristã,
vos
tornastes pela desobediência uma cidade pagã;
e sobre vós
o juízo de Deus pesaste,
pois contra
Ele vos levantaste.
(XII) Pelo
juízo de Deus foste abatida,
e nunca
mais serás reerguida.
Constantinopla
findou
e a cultura
cristã acabou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário