Ó Constantinopla,
cidade sem igual,
por ti ergo
um lamento, através do qual
evoco
vossas infâmias e glórias,
as quais são histórias peremptórias.
Cidade de
Constantino,
homem de
fé, justiça e honra,
edificara-se
em glória repentina,
e assim surgiu a cultura bizantina.
Vós vistes
o maior dos vilipêndios,
a inveja contra o príncipe da cultura cristã,
e sobre vós
caíra o maior dos estipêndios:
não
experimentar o aroma da maçã.
E com o
monge confessor,
vos
mostrastes um império opressor,
que contra
a verdade se levantou
e contra a
piedade atentou.
Em função
de Deus a bondade,
na luz de
renascimento da verdade,
Deus
levantara Fócio o Patriarca,
para guiar
da Igreja a barca.
E no século
da crise aristocrata
aparecera
Mehmed, o digno Sultão,
o qual com
toda justiça e retidão
conquistara
a maçã de prata.
A virtude
do Sultão
evidenciara-se
na permissão
da
continuidade da instituição
que de
Bizâncio fora o coração.
Na queda de
Constantinopla
a Santa
Igreja fora preservada,
e Deus dera
uma nova direção
para a já assolada
instituição.
Por
Patriarca, Jorge o Erudito,
o que sabia
o que havia de ser dito.
Polemista, santo, intelectual, jurista,
filósofo e de Aristóteles comentarista.
Ó
Constantinopla, tu foste conquistada,
e a glória
da cristandade fora assolada.
Mas Deus
preservara algo de vossa glória
através de Escolário (em sua vida e obra notória).
Ó antiga Bizâncio,
símbolo da cultura cristã,
vos
tornastes pela desobediência uma cidade pagã;
e sobre vós
o juízo de Deus pesaste,
pois contra Ele vos levantaste.
Pelo juízo
de Deus foste abatida
e nunca
mais serás reerguida.
Constantinopla
findou
e a cultura
cristã acabou.
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