29/05/2026

Constantinopla

(I) Ó Constantinopla, cidade sem igual,

por ti ergo um lamento, através do qual

evoco vossas infâmias e glórias,

as quais são histórias peremptórias.

(II) Cidade de Constantino,

homem de fé, justiça e honra,

edificara-se em glória repentina,

e assim surgiu a cultura bizantina.

(III) Vós vistes o maior dos vilipêndios,

 a inveja contra o príncipe da cultura cristã,

e sobre vós caíra o maior dos estipêndios:

não experimentar o aroma da maçã.

(IV) E com o monge confessor,

vos mostrastes um império opressor,

que contra a verdade se levantou,

e contra a piedade atentou.

(V) Em função de Deus a bondade,

na luz de renascimento da verdade,

Deus levantara Fócio o Patriarca,

para guiar da Igreja a barca.

(VI) E no século da crise aristocrata,

aparecera Mehmed, o digno Sultão,

o qual com toda justiça e retidão,

conquistara a maçã de prata.

(VII) A virtude do Sultão,

evidenciara-se na permissão,

da continuidade da instituição,

que de Bizâncio fora o coração.

(VIII) Na queda de Constantinopla,

a Santa Igreja fora preservada,

e Deus dera uma nova direção

para a já assolada instituição.

(IX) Por Patriarca, Jorge o Erudito,

o que sabia o que havia de ser dito.

Polemista, santo, intelectual, jurista,

filósofo e de Aristóteles comentarista.

(X) Ó Constantinopla, tu foste conquistada,

e a glória da cristandade fora assolada.

Mas Deus preservara algo de vossa glória

através de Escolário, em sua vida e obra notória.

(XI) Ó antiga Bizâncio, símbolo da cultura cristã,

vos tornastes pela desobediência uma cidade pagã;

e sobre vós o juízo de Deus pesaste,

pois contra Ele vos levantaste.

(XII) Pelo juízo de Deus foste abatida,

e nunca mais serás reerguida.

Constantinopla findou

e a cultura cristã acabou.


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