29/05/2026

Constantinopla

Ó Constantinopla, cidade sem igual,

por ti ergo um lamento, através do qual

evoco vossas infâmias e glórias,

as quais são histórias peremptórias.


Cidade de Constantino,

homem de fé, justiça e honra,

edificara-se em glória repentina,

e assim surgiu a cultura bizantina.


Vós vistes o maior dos vilipêndios,

 a inveja contra o príncipe da cultura cristã,

e sobre vós caíra o maior dos estipêndios:

não experimentar o aroma da maçã.

 

E com o monge confessor,

vos mostrastes um império opressor,

que contra a verdade se levantou

e contra a piedade atentou.

 

Em função de Deus a bondade,

na luz de renascimento da verdade,

Deus levantara Fócio o Patriarca,

para guiar da Igreja a barca.

 

E no século da crise aristocrata

aparecera Mehmed, o digno Sultão,

o qual com toda justiça e retidão

conquistara a maçã de prata.

 

A virtude do Sultão

evidenciara-se na permissão

da continuidade da instituição

que de Bizâncio fora o coração.

 

Na queda de Constantinopla

a Santa Igreja fora preservada,

e Deus dera uma nova direção

para a já assolada instituição.

 

Por Patriarca, Jorge o Erudito,

o que sabia o que havia de ser dito.

Polemista, santo, intelectual, jurista,

filósofo e de Aristóteles comentarista.


Ó Constantinopla, tu foste conquistada,

e a glória da cristandade fora assolada.

Mas Deus preservara algo de vossa glória

através de Escolário (em sua vida e obra notória).


Ó antiga Bizâncio, símbolo da cultura cristã,

vos tornastes pela desobediência uma cidade pagã;

e sobre vós o juízo de Deus pesaste,

pois contra Ele vos levantaste.


Pelo juízo de Deus foste abatida

e nunca mais serás reerguida.

Constantinopla findou

e a cultura cristã acabou.


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