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11/06/2026

Salmo contra os Sionistas

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

A verdade deve prevalecer

contra aqueles que fazem a honra perecer.

Os povos que praticam iniquidade

se tornam párias da humanidade.

Contra vós, ó infames judeus,

pronuncio estes versos perante os céus,

pois do juízo de Deus sois dignos réus.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Contra vós, ó infames sionistas,

há mais juízos do que para os nazistas.

Vós sois o estrume do mundo,

pois deixam-no assaz moribundo.

Vós deixais tudo infecundo

para criar o vosso vil sonho de mundo.

Infames, vis, feros, soberbos, abjetos,

desonrados, sois dos demônios os dejetos.

Eis ó sionistas o que vós sois, e isto

é pouco, já que sois mestres após Trismegisto.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Os sionistas são desprezíveis

pois promovem ações execráveis.

Rejeitam a Deus e buscam destruir os seus

tornando-se em servos de Asmodeus.

As ninfas contra vós pronunciaram

e como pérfidos filhos de Hades vos sentenciaram.

A sionidade é inimiga da verdade

já que vós vos deleitais com a impunidade.

As vossas ajunções pervertem da vida os charcos

tornando-vos em covis de nojentos porcos.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Os sionistas destroem grandes cidades

cometendo as mais hediondas atrocidades.

A várias cidades arrasaram

e muitas crianças queimaram.

Ó sionistas infames

deixai vossos vis ditames.

Contra vós pronunciara o boca de ouro

repreendendo e exorcizando vosso agouro:

dizendo com resolução que vós sois demônios,

pois muito piores sois do que os babilônios.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Ó sionistas, vós causais em Deus náuseas,

e os juízos contra vós são diante da verdade cláusulas pétreas.

Ninguém nunca atentou tanto contra a Divindade

como vós que achais que sois a própria verdade.

A imensidão de vossa vileza

nos bons causa grande tristeza.

Pois, muitos símplices e inocentes

sofrem e padecem graves incidentes

porque vós praticais inomináveis imundices

posto vós serem de todas as maldades os artífices.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Das feitiçarias vós sois os cultores

e perverteis dos homens os valores.

Merlin ainda é infantil

diante de vossa conduta vil.

E Hades não passa de um menino

perante vosso ideal ferino.

Vós sois do mundo os algozes,

pois sois feras ferozes.

Vós tirastes do mundo a idoneidade e a unidade

já que pelos grimórios instituístes o mistério da iniquidade.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Ah, mestres da vileza e da torpeza,

praticais coisas horrendas com sutileza.

Escondeis vossas práticas abomináveis,

que vós efetivais contra os mais vulneráveis.

Mas, vossa infâmia sem justiça não ficará,

pois se ouvem cabalmente as vozes em Ramá.

O juízo de Deus vai fazer céu, mar e terra tremer,

e vós sionistas, que sois anjos do inferno, vão perecer.

Nenhum culpado de alma impune ficará

e todo orbe verá que de Deus ninguém zombará.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Ó sionistas, vós incentivastes as mulheres

a bruxas serem, colocando-as como vossos alferes.

Vós pervertestes a beleza da mulher

pela bruxaria que as fizeram cometer.

Mas, das feiticeiras o martelo

trouxe ao mundo o acautelo

contra vossas abomináveis feitiçarias

que produzem engenhosidades em baixarias.

E isso deve servir de modelo imorredouro

que contra vós deve ser a regra de ouro.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

E de Hegel o senhorio

vos utilizastes para vosso domínio.

E a bruxaria do sistema da ciência

instituíra na virtude a malemolência,

e no tédio que fora criado

o novo sionismo foi gestado.

Através da dialética das ideologias históricas

vós formastes vossas imundas teses etnocêntricas.

O filetismo que dos sionistas emana

é das doutrinas a mais desumana.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

A sionidade é a doutrina da desigualdade

instituída por quem diz ter superioridade.

A sionidade é uma incurável enfermidade

propagada por quem se considera a própria divindade.

A sionidade é uma doutrina infernal

que torna o mundo um lugar mal.

A sionidade é pratica de feitiçaria

que da vida dos sionistas é a especiaria.

A sionidade é do Demônio uma face

que busca a todos dominar com enlace.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Ó homens de virtude e de bondade

o sionismo é a doutrina da crueldade.

Os sionistas com a maldade possuem pacto de unidade

e com os demônios fizeram um acordo de reciprocidade.

Aos sionistas falta hombridade

porque são inimigos da humanidade.

Dos sionistas a promiscuidade existencial

é dos vícios uma fonte torrencial.

Ó sionistas, inimigos da misericórdia e da humildade

de vós emanais todas as espécies de fealdade.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Ó sionistas, na maldade vós possuis assiduidade

e com as monstruosidades vós tens cumplicidade.

Assíduos e calcinados nas patologias mentais;

cumplices das vilezas, nas quais vós vos besuntais.

Ó sionistas, vós tornais dos justos e dos virtuosos a vida

pelo mundo em pedaços repartida;

e ainda quereis dizer que vós sois agredidos

injustamente, ó sionistas sórdidos.

Dos sionistas o coitadismo

é o mais abrupto sadismo.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Ó sionistas, vós sois das virtudes os usurpadores,

vós sois da ordem os mais desnorteadores,

vós sois da libido dominandi os eliciadores,

vós sois das injustiças os perpetuadores,

vós sois das desgraças os incentivadores,

vós sois dos maus os apoiadores,

vós sois dos castos os escarnecedores,

vós sois das famílias os destruidores,

vós sois dos povos de paz os atormentadores,

vós sois da dignidade humana os violentadores.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Ó sionistas, sois de Deus inimigos

e este é o epitáfio de vossos jazigos.

Ó sionistas, odiastes a masculinidade

por causa de vossa meta-linguagem.

Ó sionistas, odiastes a feminilidade

por causa de vossa libertinagem.

Inimigos sois de mulheres e homens,

de crianças e velhos, e cultivai os gérmens

da briga e da discórdia entre gerações

a fim de perverter a bondade dos corações.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Ó sionistas, de maldade quase-infinita,

fazeis da iniquidade vossa clave ínclita.

As infâmias que praticais ecoará por toda história

e nas tábuas de bronze ficareis gravados como escória.

A misericórdia de Deus vós rejeitastes

e a contra Sua bondade atentastes.

Pois, de acordo com a Lei sois blasfêmios

e das canalhices o tesouro são os vossos prêmios.

Das levianas e mundanas ideologias modernas

o sionismo a todas supera com suas práticas profanas.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Diante de Ti, Poderoso Deus, Juiz Verdadeiro e Justo,

clamamos contra os sionistas, sintomáticos de Fausto.

Diante de Ti, Deus Altíssimo, Santo e Sábio,

erguemos a voz contra os sionistas em opróbrio.

Diante de Ti, Deus Glorioso, Senhor Todo-Poderoso,

pronunciamos contra os sionistas em tom rigoroso.

Diante de Ti, Deus Vingador, Senhor da Glória,

declaramos contra os sionistas por precatória.

Diante de Ti, Deus Misericordioso, nos prosternamos,

e a todos os sionistas com ardor anematizamos.

 

Todos os que amam a bondade

vos coloqueis ao lado da verdade.

Todos os que amam a verdade

devem rejeitar a sionidade.

 

Por isso, diante de vós, Deus Altíssimo,

pronunciamos em tom certíssimo:

todos os que o bem querem amar

devem ao lado da verdade andar

e todos os que querer a verdade amar

devem a sionidade rejeitar.

Aleluia! Que assim sempre seja. Amém.


E termina aqui o “Salmo contra os Sionistas”.

Laudate Deo!


19/05/2024

Declaração Teológica sobre a Dignidade dos Judeus

Prefácio.

Este escrito foi estabelecido tendo em vista a crescente onda de antissemitismo que se avolumou nos últimos meses dos anos de 2023, que se iniciou a partir do ataque de um grupo terrorista contra Israel em outubro de 2023; este antissemitismo se avolumou, e infelizmente influenciou muitos cristãos; diante desta situação, em novembro de 2023, escrevi esta declaração teológica, para demonstrar a dignidade dos judeus tendo em vista os ensinamentos bíblicos. E, de quando a escrevi a enviei para muitos locais, no intuito de procurar uma solução comum para refrear a influência nefasta do antissemitismo nos arraiais cristãos em vários locais no mundo.

A necessidade de uma declaração nestes termos se fez necessária, pois, junto com esta nova onda do antissemitismo, também se avolumou sobre os cristãos uma série de práticas anti-racionais; na verdade, sempre que o antissemitismo é evocado, é porque houve alguma corrupção e/ou destruição da racionalidade; na verdade, o antissemitismo sempre é algo irracional; assim sendo, se o antissemitismo for aceito e praticado por cristãos, é sinal que os próprios cristãos se tornaram anti-racionais; e o cristianismo quando se torna anti-racional, deixa de ser cristianismo. Pois, antissemitismo e cristianismo não se coadunam, até mesmo porque o antissemitismo uma vez semeado desemboca em anti-cristianismo.

E, nesta declaração se apresenta algumas pressuposições que demonstrem biblicamente a dignidade dos judeus; não somente racionalmente, mas fundamentalmente e principalmente teologicamente, para que os cristãos, sejam católicos, sejam protestantes, possam compreender a importância de Israel, bem como entender como devem entender e se posicionar a respeito de questões sobre o antissemitismo; deste modo, compreender que a afirmação da dignidade dos judeus por parte dos cristãos é parte do que se configura como “existência eclesial”; logo, a existência eclesial, entre tantas coisas, também tem as proposições a respeito de Israel e dos judeus, as quais, são apresentadas, ainda que de forma simples e sintética, através dos parágrafos evocados nesta declaração.

Com isso, que esta declaração sirva para ajuizar o entendimento dos cristãos sobre a dignidade dos judeus bem como para ajuizar a compreensão dos próprios cristãos sobre como devem compreender e entender Israel a partir dos princípios genuinamente cristãos.

Soli Deo Gloria!

In Nomine Iesus!

19 de maio de 2024.

 

Preâmbulo.

A atual situação do antissemitismo, novamente assombrando o solo da história, se tornou um problema urgente que deve ser combatido; não somente pela questão da liberdade religiosa, mas principalmente pela própria dignidade humana; devido a esta horrenda situação, é necessário a igreja evangélica se posicionar contra o antissemitismo e se pronunciar sobre a dignidade dos judeus. A diferença entre posições teológicas se torna menos importante diante da dignidade humana ante o terrorismo e ideologias totalitárias.

Diante desta realidade, reafirmamos os princípios da fé cristã e os princípios fundamentais dos direitos humanos, a fim de aclarar que todos os seres humanos, independente de raça, cor ou credo religioso, possuem a dignidade que lhes fora conferida pelo Criador. Portanto, ao reafirmarmos a dignidade dos judeus, reafirmamos a dignidade de todos os seres humanos, livres e iguais em direitos e deveres, como bem atesta a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Considerando estas e outras questões, levantadas novamente as pessoas de bem diante do crescente antissemitismo, é necessário reafirmar os princípios teológicos fundamentais sobre a dignidade dos judeus. E assim, confessamos em alto e bom tom as seguintes verdades:

 

Parágrafo 1.

§ 1. “Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel” (Sl 121.4).

O Senhor é o guarda de Israel; é o próprio Deus Todo-Poderoso quem protege a Israel e que vela pela segurança de Seu povo; isso confessamos em alto e bom tom, pois, o Deus que cuida de Seu povo não cochila e nem dorme.

Por isso, rejeitamos as dissuasões antissemitas que dizem que Deus não vela e não cuida de Israel; pois, tais dissuasões beiram ao ateísmo por não reconhecerem a Palavra de Deus e no que esta Palavra afirma sobre o cuidado de Deus para com Israel.

 

Parágrafo 2.

§ 2. “O SENHOR jurou a Davi com verdade e não se desviará dela: Do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono” (Sl 132.11).

O Senhor estabeleceu como decreto eterno, colocar um descendente de Davi no trono para reinar perpetuamente; se o Senhor fez esta promessa, e jurou a Davi, logo, ele cumprirá; pois, Deus não é homem para que minta e nem filho do homem para que se arrependa (cf. Nm 23.19); portanto, as promessas de Deus são também para Israel, e tais promessa são verdadeiras e certas.

Por isso, rejeitamos as doutrinações antissemitas que dizem que tais promessas são invenções humanas e mentiras; as promessas de Deus não falham, e as promessas de Deus para com Israel se cumpriram cabalmente e se cumprirão cabalmente; a própria história é testemunha deste fato; logo, as doutrinações antissemitas são fruto da inveja e da maledicência comuns aos povos presos pela intolerância e pelo extremismo irracional.

 

Parágrafo 3.

§ 3. “Porque o SENHOR elegeu a Sião; desejou-a para sua habitação, dizendo: Este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei. Abençoarei abundantemente o seu mantimento; fartarei de pão os seus necessitados” (Sl 132.13-15).

O Senhor elegeu a Israel; fora Deus quem escolhera Israel para ser Sua propriedade exclusiva dentre os povos (cf. Êx 19.1-6); deste modo, o próprio Deus desejou Sião para sua habitação, para nela habitar perpetuamente; e por isso, o próprio Senhor abençoa abundantemente a Israel e abençoa aqueles que são necessitados; embora se tenha certa distinção entre o Israel da antiga aliança e o Israel da nova aliança, a promessa de Deus de cuidado se estende tanto ao Israel antigo quanto a Igreja; portanto, o Deus que cumpriu suas promessas em Cristo, ainda cuida de Israel mesmo que estes não creiam em Cristo como Senhor e Deus.

Por isso, rejeitamos a filosofia antissemita que diz que Israel não é mais objeto dos cuidados e da atenção de Deus; Israel continua sendo objeto da atenção e dos cuidados de Deus; todavia, se os judeus não crerem em Cristo não serão salvos (cf. Rm 3.9-26); assim sendo, o cuidado de Deus para com Israel se refere a existência de Israel e a preservação de Israel, já que o próprio Deus prometeu que abençoaria e fartaria o povo que desejou para Sua habitação. Pois, o Deus dos judeus também é o Deus dos gentios (cf. Rm 3.29): Deus cuida de Israel como dissera que cuidaria, e outorga a salvação a todos quantos confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador (cf. Jo 1.12; Rm 10.9), seja judeu seja gentio.

 

Parágrafo 4.

§ 4. “que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; os quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente” (Rm 9.4-5).

O Senhor outorgou a Israel o encargo revelacional; por isso, o Apóstolo afirma que dos israelitas é a adoção, a glória, os concertos, a lei, o culto e as promessas, isto é, tudo quanto diz respeito as instituições revelacionais do povo de Deus; os patriarcas são de Israel; e de Israel provêm o Senhor Jesus; portanto, de Israel vem todos os princípios das dádivas revelacionais que são consumadas e completadas em Jesus Cristo, e que se tornam dádivas outorgadas a todos quantos nEle creem (cf. Ef 1.3). Logo, Israel é o primeiro instrumento de Deus para ser deposito fidei, depositário da fé a fim de preservar o encargo revelacional para a posteridade, o qual após a morte e ressurreição de Cristo fora dispensado à Igreja.

Por isso, rejeitamos a falsa doutrina que afirma que Israel não tem nenhuma importância na esfera religiosa; a importância religiosa de Israel é indiscutível; e para os cristãos, a existência de Israel é de suma importância, pois sem Israel não haveria a adoção, não haveria a lei, não haveria os concertos, não haveria as promessas e não haveria Cristo; deste modo, a importância de Israel é pressuposta pela glória de Deus; se Israel existe, e se Israel tem sua importância de maneira indiscutível, isso é sinal clarividente da glória de Deus; a existência de Israel é prova da existência de Deus, e prova de que Deus vela e cuida de Israel; portanto se voltar contra Israel é lutar contra o próprio Deus.

 

Parágrafo 5.

§ 5. “Sejam confundidos e tornem atrás todos os que aborrecem a Sião!” (Sl 129.5).

O Senhor traz juízo a todos quantos se voltam contra Israel, contra todos aqueles que aborrecem a Sião; tal como dizia um antigo provérbio: “O Senhor trata as nações como as nações trataram os judeus” (frase atribuída a Benjamin Disraeli). Desde modo, é parte da compreensão do cuidado de Deus para com Israel o entendimento de que Deus pune aqueles que querem destruir a Israel; todas as nações que aborreceram a Israel foram despedaçadas e não existem mais; conquanto Israel tenha sofrido muito ao longo da história, o próprio Deus abençoara e preservara a existência de Israel; tal como diz a Escritura: “Se o Senhor dos Exércitos nos não deixara descendência, teríamos sido feitos como Sodoma e seríamos semelhantes a Gomorra” (Rm 9.29).

Por isso, rejeitamos a falsa concepção antissemita de que Israel é um povo cruel e bárbaro; na verdade, são os inimigos de Israel que são cruéis e bárbaros; pois, se não fora o Senhor, Israel não existiria mais; a poderosa mão de Deus que preservou a descendência de Israel ao longo da história diante de tantos ataques e das vilezas oriundas dos povos antissemitas: dos romanos aos árabes, dos comunistas aos nazistas, Deus tem preservado a descendência de Israel; tal como diz o salmista: “Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, ora, diga Israel: Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, eles, então, nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós” (Sl 124.1-3). Portanto, o Senhor guarda e protege a Israel e vela para que Israel continue a existir mesmo diante de tantos inimigos; deste modo, é vívido e preciso o axioma: todos aqueles que aborrecem a Israel são confundidos.


Parágrafo 6. 

§ 6. “Eis que porei Jerusalém como um copo de tremor para todos os povos” (Zc 12.2). “E acontecerá..., que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos” (Zc 12.3).

O Senhor colocou Israel como cálice de tontear para todos os povos; é Israel o instrumento de Deus para colocar as nações em seu devido lugar, já que Jerusalém é uma pedra pesada para todos os povos; aqueles que apoiam e ajudam a Israel são abençoados por Deus (cf. Sl 122.6); já aqueles que aborrecem a Israel o Senhor faz de Israel uma pedra pesada para estes povos.

Por isso, rejeitamos a política totalitária que diz que Israel não tem importância política; a desvalorização de Israel do cenário político, através de doutrinas e práticas antissemitas, na verdade, advêm da inveja e da maledicência dos povos violentos; portanto, rejeitamos o antissemitismo envolto e velado na rejeição ou desvalorização de Israel do cenário político.

 

Parágrafo 7.

§ 7. “Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão” (Mt 1.1).

O Senhor, em sua infinita sabedoria e em seu eterno conselho, dignou-se estabelecer Israel como a nação do Messias; Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, nasceu judeu e viveu em Israel; além disso, a Escritura atribui a Ele dois dignos da profecia veterotestamentária, a saber, Filho de Davi, e Filho de Abraão; Filho de Davi simbolizando a linhagem real e o ofício real; Filho de Abraão, simbolizando a linhagem sanguínea e o cumprimento da promessa de Deus a Abraão (cf. Gn 12.1-3; Gl 3.13-14).

Por isso, rejeitamos a filosofia antissemita que diz que Israel não importância para a Igreja; a existência de Israel e a existência da Igreja tem uma linha de raciocínio básico que estabelece numa conexão intima e especial; conquanto se tenha as diferenças doutrinárias, o respeito e o amor para com Israel é parte da existência eclesial e da vida cristã, cumprindo assim a máxima do salmista: “Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão todos aqueles que te amam” (Sl 122.6).


Soneto 9

No tempo da infância, de criança, o aprendizado é tempera à personalidade; por isso, a verdadeira festança é progredir na decência, am...