29/09/2020

Padre Antônio Vieira

Eis o grande orador,

que prega com ardor;

chamado por Pessoa

o gênio da língua, e, então, ressoa:

Imperador da Língua Portuguesa,

epíteto conferido com sublime certeza.

 

O pregador da corte real,

que honrava o rei de Portugal.

E que na corte de Cristina a Rainha

jamais se esquecia donde vinha:

dos índios o inigualável pregador

e da liberdade o maior defensor.

 

Mestre maior da oratória,

quase-divino na precatória,

artífice maior da língua de Camões,

jesuíta que foi luz para as nações.

Prosador sem igual

e das letras um imortal.

 

Preso pelo tribunal da Inquisição,

do Papa recebera a libertação;

pois que em todo o império

não havia quem com critério

se elevasse contra a nobre certeza

do Imperador da Palavra Portuguesa.


28/09/2020

Padre Manuel da Nóbrega

E tu, Sanfins do Douro,

terra aonde nascera,

o apóstolo da gente brasileira.

Levanta-te povo e presta homenagem

ao seu ínclito personagem.

 

A este que fora sem igual, símbolo imortal,

do gênio missionário lusíada,

daquilo que fizera Portugal,

de navegar em terra desconhecida,

a fim de proclamar a mensagem imortal.

 

É o Nobrega, o padre Manuel,

que intentava professorar,

o que lhe negaram de forma cruel,

fazendo-o, então, aportar,

às terras onde haveria de evangelizar.

 

Inaugura da literatura a fileira

em terra brasileira,

ao falar da conversão do gentio,

o texto imortal de nossa bandeira,

sendo este seu excelso epimítio.

 

De São Paulo o egrégio fundador,

dos índios o nobre pregador

e da brasilidade o primeiro cultor.

Da companhia de Jesus és uma glória

que perdurará por toda a história.


Soneto 9

No tempo da infância, de criança, o aprendizado é tempera à personalidade; por isso, a verdadeira festança é progredir na decência, am...