Eis o
grande orador,
que prega
com ardor;
chamado por
Pessoa
o gênio da
língua, e, então, ressoa:
Imperador
da Língua Portuguesa,
epíteto
conferido com sublime certeza.
O pregador
da corte real,
que honrava
o rei de Portugal.
E que na
corte de Cristina a Rainha
jamais se
esquecia donde vinha:
dos índios
o inigualável pregador
e da
liberdade o maior defensor.
Mestre
maior da oratória,
quase-divino
na precatória,
artífice
maior da língua de Camões,
jesuíta que
foi luz para as nações.
Prosador
sem igual
e das
letras um imortal.
Preso pelo
tribunal da Inquisição,
do Papa
recebera a libertação;
pois que em
todo o império
não havia
quem com critério
se elevasse
contra a nobre certeza
do
Imperador da Palavra Portuguesa.
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