(I) Eis o
grande orador,
que prega
com ardor;
chamado por
Pessoa,
o gênio da
língua, e, então, ressoa:
Imperador
da língua portuguesa,
epíteto conferido
com sublime certeza.
(II) O
pregador da corte real,
que honrava
o rei de Portugal.
E que na
corte de Cristina a Rainha,
jamais se
esquecia donde vinha:
dos índios
o inigualável pregador,
e da
liberdade o maior defensor.
(III) Mestre
maior da oratória,
quase-divino
na precatória,
artífice
maior da língua de Camões,
jesuíta que
foi luz para as nações.
Prosador
sem igual,
e das
letras um imortal.
(IV) Preso
pelo tribunal da Inquisição,
do Papa
recebera a libertação;
pois que em
todo o império,
não havia
quem com critério,
se elevasse
contra a nobre certeza,
do Imperador
da Palavra Portuguesa.
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