29/09/2020

Padre Antônio Vieira

Eis o grande orador,

que prega com ardor;

chamado por Pessoa

o gênio da língua, e, então, ressoa:

Imperador da Língua Portuguesa,

epíteto conferido com sublime certeza.

 

O pregador da corte real,

que honrava o rei de Portugal.

E que na corte de Cristina a Rainha

jamais se esquecia donde vinha:

dos índios o inigualável pregador

e da liberdade o maior defensor.

 

Mestre maior da oratória,

quase-divino na precatória,

artífice maior da língua de Camões,

jesuíta que foi luz para as nações.

Prosador sem igual

e das letras um imortal.

 

Preso pelo tribunal da Inquisição,

do Papa recebera a libertação;

pois que em todo o império

não havia quem com critério

se elevasse contra a nobre certeza

do Imperador da Palavra Portuguesa.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Soneto 4

Ó vós todos que quereis ouvir sobre o Amor, vinda cá, em humildade, aprender sobre a beleza real de sentir, que é do Amor uma sublime ...