Prólogo
Estes aforismos constituem-se de insights teológicos,
filosóficos, sentenças espirituais, etc., os quais foram cunhados no calor de controvérsias
e diatribes, muitas das quais as atas infelizmente foram perdidas; mas, devido
a diligência de alguns em reportar foram preservados alguns fragmentos; estes
aforismos são as sentenças bem formuladas nestas controvérsias, que por terem
sido bem formuladas foram anotadas por pessoas de boa vontade; eis, portanto,
estes aforismos cunhados em tensões intelectuais:
1
Tudo aquilo que a reta razão conclui da revelação eflui.
2
Os preceitos da anti-natureza não falam às entranhas do ser.
3
Glosa: Todo elogio feito por inveja se transforma em
calúnia e difamação.
4
O homem voyeurista é um homem traidor e um homem traiçoeiro.
5
Onde tem voyeurismo não haverá moralidade sexual.
6
Não aprendem o que Cristo ensinou porque não vivem como ele ordenou.
7
A desordem musical impede que se tenha moralidade sexual.
8
O que não pode ser definido teoreticamente deve apenas ser sentido
cordialmente.
9
Todo canalha busca
igualitarismo.
10
O coitadismo é próprio
dos miseráveis; pois, todo miserável se faz de coitado.
11
Aos sionistas: querem
falar de pecado deveriam primeiro sofrer a justiça pelos crimes hediondos
praticados.
12
Quem não sabe lidar com
crise pela crise é subjugado.
13
Os olhos dos
licenciosos promovem usurpação.
14
Desobedecer ao que Deus
diz não gera obstinação.
15
Mulher que não se
guarda não é respeitada.
16
A glória dos medíocres
é atrapalhar aqueles que possuem alguma excelência.
17
A infernose da inveja é
sementeira para o ímpeto das usurpações.
18
Quem honra a liberdade
demonstra que ama a Deus.
19
Quem acha que o saber
se desenvolve rápido nunca dedicou tempo para aprender a sabedoria.
20
Quem luta contra algum
extremo engendra em si outro extremo.
21
O poder da verdade
desvela todo ímpeto para maldade.
22
O poder intelectual
sobrevive ao talho do tempo.
23
A insolência gera indolência.
24
Uma geração insolente gerará uma geração indolente.
25
O juízo sobre a insolência é a insapiência.
26
O juízo sobre a indolência é a incongruência e a ambivalência.
27
A insolência surge no coração de uma pessoa quando esta pessoa se acha
superior a outra pessoa (ou a outras pessoas) sem de fato ser superior; a
insolência é um sumo-complexo de superioridade, o qual é velado por várias
máscaras.
28
Todo canalha esconde uma suposta “fé” por detrás dos panos da
manipulação.
29
A manipulação das famílias é a glória de quem não possui masculinidade
ou feminilidade; ou em termos mais informais: a manipulação das famílias é
obras daqueles que são dominados pela viadagem.
30
Quem não sabe lidar com pecado nunca experimentou perdão do pecado.
31
A canalhice se esconde diante da dignidade e da coragem.
32
A bravura é a manifestação da excelência do caráter de um homem.
33
A dificuldade faz a coragem; mas somente um homem de coragem enfrenta a
dificuldade.
34
A segurança pública é reflexo das ações dos líderes da coisa pública.
35
A indolência é um modo de esconder o cultivo da mesquinharia.
36
A inferência da liberdade de outrem é um modo dos canalhas esconderem a
mesquinharia na qual vivem.
37
O evangelicalismo promove a destruição da verdadeira paternidade e da
verdadeira maternidade.
38
Onde se tem pessoas sem honra e sem mérito ocupando cargos de liderança,
logo se tornará permissível e aceitável todo tipo de infâmia na sociedade.
39
A desonra e a falta de mérito são inibidores da justiça.
40
A usurpação é um modo dos mesquinhos esconderem a canalhice na qual
escolheram viver.
41
A vida sem mérito e sem honra faz o indivíduo achar que é dono do mérito
e da honra de outrem.
42
A desordenação autoritativa na busca pelo saber é evidência de quem
alguém está buscando não o saber pelo saber, mas por algum motivo escuso e
nefasto.
43
A obstinação contra a verdade conduz à vituperação de todas as espécies
de autoridade: inicialmente contra as autoridades do saber, depois contra as
autoridades instituídas.
44
A falta de justiça conduz à degeneração da masculinidade.
45
A viadagem conduz à mesquinharia, e a mesquinharia é expressão cabal de
viadagem.
46
O homem foi criado para a honra; pois, a vida honrada permanece incólume
diante do talho do tempo.
47
A vida honrada sobrevive as vicissitudes da Fortuna; a vida desonrada
sucumbe diante das contradições da vida.
48
A falta de honra e a falta de mérito conduzem a uma vida estéril, sem
valor e sem sentido. E a esterilidade e a falta de sentido na vida faz alguém
cultivar em si o vício do complexo de superioridade, que por sua vez engendra
os tentáculos da mesquinharia.
49
A incredulidade não tolhe a glória de Deus; pois, a incredulidade é a
condição da consciência de alguém que rejeitou a bondade de Deus.
50
A misericórdia e a justiça são irmãs inseparáveis; onde se tem misericórdia se deve ter justiça, e vice-versa; por isso, se há misericórdia e não há justiça, então não se tem nem misericórdia e nem justiça; para haver misericórdia tem de haver justiça, e para haver justiça há de se entender corretamente no que consiste e como se deve manifestar a misericórdia.
***
E
terminam aqui estes aforismos. θεῷ χάρις!
Nenhum comentário:
Postar um comentário