A eternidade
é o tempo infinito,
sem medida,
nem fim, nem limite;
e esta
compreensão é algo que o espírito
humano não
alcança, nem que se permute.
E conquanto
se deva pensar na vida além,
os homens
não podem deixar o hoje aquém;
pois, a
eternidade é o destino final,
mas o hoje
é a semente ou do bem ou do mal.
A
eternidade do hoje é o fado da vida,
o qual nada e nem ninguém consegue alterar;
pois, a vida feliz é continuamente vivenciar
a experiência da Bondade pela graça repartida.
Se o hoje é
eterno, então é o que importa,
e a vida
ganha mais vigor ao se entender
que o ato
de ser se manifesta ao viver
como se o
hoje fosse das dádivas a única porta.
Viver o
hoje de maneira sábia, sóbria e decente,
é
preparar-se para os mistérios do futuro;
para o
futuro a vida decente traz a honra adjacente,
pois o
futuro é a glória do hoje vivido em apuro.
A
eternidade do hoje supera o niilismo
do eterno
retorno secularizado;
pois,
entender que só existe o hoje não é fardo,
antes é
compreender que a vida não é fatalismo.
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