17/10/2026

Soneto 19

Oh, senhora da pureza de cristal,

sua beleza é tal qual fanal;

vós brilhais como uma lâmpada

pela virtude que lhe fora outorgada.

Sois delicada como uma pomba,

e vosso proceder é honrado e aplainado;

sois de graça digna de estiramba,

de dignidade como um mistério desvelado.

Minha senhora, tão querida, tão amada,

sois uma bênção, que ao declamar,

testemunho que és mui desejada.

Por mim és sempre almejada,

e assim experimentais o que é amar,

já que sois ardentemente cortejada.


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