26/04/2026

Anátema a ordenação de mulheres ao sacerdócio

Prólogo

 

A mais nojenta e hedionda perversão da fé reta e sólida é a ordenação de mulheres ao sacerdócio; a ordenação de mulheres ao sacerdócio é evidência inegável de que o demônio passou a dominar as ações e os modos de operação daqueles que se dizem cristãos.

Pois, o vilipêndio moral e espiritual que advêm da aceitação da ordenação de mulheres ao sacerdócio não somente é uma afronta a Deus, mas é a declaração cabal de que os homens se tornaram donos das Igrejas; somente a cristandade que se sujeita aos poderes de mando aceita a infame prática de ordenação de mulheres ao sacerdócio.

Por isso, em alto e bom tom, e em ecos globais, se faz necessário pronunciar Anátema a ordenação de mulheres ao sacerdócio, e anátema a todos aqueles que consentem e/ou apoiam a ordenação de mulheres ao sacerdócio. E isto pelas seguintes razões:

 

§ 1

 

A Sagrada Escritura prescreve como ordenança (mandamento) que o Sagrado Sacerdócio é apenas para os homens (cf. 1Tm 3.1-13; 2Tm 2.24; Tt 1.5-9); e a Sagrada Tradição também prescreve isso de maneira inconcussa e indivisa ao longo da história. Portanto, a aceitação da ordenação de mulheres ao sacerdócio é ao mesmo tempo vituperação da autoridade da Sagrada Escritura e da autoridade da Sagrada Tradição.

 

§ 2

 

A Sagrada Escritura ensina que quando mulheres governam o povo de Deus, isto é, quando há aceitação da ordenação de mulheres ao sacerdócio (cf. Is 3.9-12), isto se dá porque há apostasia, o que por sua vez traz engano e destruição para o caminho da santidade. Com efeito, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é evidencia de apostasia e tem por frutos o engano e a destruição, além do que os que aceitam a ordenação de mulheres ao sacerdócio, tanto os que defendem isso quanto os que consentem nisso, fazem mal a própria alma.

 

§ 3

 

A ordenação de mulheres ao sacerdócio é montanismo; e isto se prova pela autoridade de Santo Agostinho, que no livro “De Haeresibus” (cap. 27) dissera que a ordenação de mulheres ao sacerdócio é prática montanista. Com efeito, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é prática comum a uma das piores e mais demoníacas heresias que já assolaram a cristandade, o montanismo. Portanto, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é evidência do espírito montanista atuando em meio a cristandade.

 

§ 4

 

A ordenação de mulheres ao sacerdócio é coliridianismo; e isto se prova pela autoridade de Santo Epifânio da Salamina, que no “Panarion” (cap. 79) dissera que os coliridianos, além de terem a Virgem Maria como deusa também tinham sacerdotisas. Com efeito, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é uma prática comum a uma das piores e mais nefastas heresias que já assolaram o cristianismo, o coliridianismo. Portanto, a ordenação de mulheres ao sacerdócio, por ser coliridianismo, é a tentativa de eudeusamento das mulheres - uma espécie de proto-feminismo.

 

§ 5

 

A ordenação de mulheres ao sacerdócio, a prática sacerdotal, segundo Santo Irineu no “Adversus Haereses” (I, 13, 2) é prática gnóstica; é próprio dos gnósticos arrolarem para mulheres práticas sacerdotais. Portanto, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é gnosticismo, onde os gnósticos acham que receberam uma “revelação superior” a ponto de poderem ordenar mulheres ao sacerdócio.

 

§ 6

 

A ordenação de mulheres ao sacerdócio, segundo Tertuliano no “De praescriptione haereticorum” (cap. 41) é fruto da frivolidade e da libertinagem dos hereges; a libertinagem das mulheres heréticas é que engendram a soberba e a ousadia para ensinar, discutir, e fazer tudo quanto compete ao Santo Sacerdócio; isto, evidentemente, é obra do demônio da luxúria. Portanto, a ordenação de mulheres ao sacerdócio é consequência da frivolidade e da libertinagem dos hereges e daqueles que participam em suas heresias.

 

§ 7

 

E pelas razões ora aduzidas, que por si são suficientes, se declara os seguintes anátemas:

(i) Anátema a ordenação de mulheres ao sacerdócio.

(ii) Anátema àqueles que consentem com a ordenação de mulheres ao sacerdócio.

(iii) Anátema àqueles que comungam com sacerdotisas.

(iv) Anátema àqueles que promovem sacerdotisas nos assuntos da fé.

(v) Anátema àqueles que apoiam seitas que ordenam mulheres ao sacerdócio.

 

Epílogo

 

Ora, conclui-se aqui estes argumentos; pois, a ordenação de mulheres ao sacerdócio, por todos os meios, é perversão total da fé reta e sólida; na verdade, onde há sacerdotisas Cristo foi pisado e cuspido (cf. Hb 10.29), pois sua ordenança para o sacerdócio fora totalmente rejeitada e vituperada. Que o bondoso Deus mantenha seus servos incólumes da maldição do sacerdócio feminino, e que nunca falte bom senso e ousadia aos cristãos verdadeiros para anematizar a ordenação de mulheres ao sacerdócio. E termina aqui este escrito. θεῷ χάρις


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