Prólogo.
1. O tradicionalismo lefebvriano é um grande perigo
para a fé reta e sólida; na verdade, o lefebvrianismo é um rothschildianismo da
fé ou um rockefellerianismo da fé; a vil conduta e a perfídia intelectual dos
lefebvrianos os tornam terríveis inimigos da fé; pois, o lefebvrianismo se
tornou em relação a religião o que os grupos da elite globalista são em relação
a humanidade.
Ora, se isso ocorreu de maneira consciente ou não, não
se dá para saber ao certo; no entanto, algo é inegável, a saber, o
lefebvrianismo enquanto movimento eclesial é fruto da vontade de poder do
globalismo, a qual infelizmente se assomou a religião; e isto se patenteia,
entre tantas provas, pelo fato de que o ecumenismo patrístico foi substituído
no séc. XX pelo ecumenismo globalista, e ninguém escapa aos efeitos desta
substituição.
Aliás, a própria atitude dos lefebvrianos em buscarem
defender a Tradição com a intenção totalmente corrompida demonstra cabalmente
esta sujeição para com a vontade de poder do “globalismo”.
2. Deste modo, ao se analisar o lefebvrianismo como “movimento
eclesial”, se deve ponderar uma série de outras questões que vão além da
análise eclesiológica; pois, todo “movimento eclesial” surge como resposta a
algum problema teológico-eclesial ou por causa da falta de busca por solução a
algum problema teológico-eclesial; e os movimentos eclesiais sempre buscam ser
alguma resposta a estes problemas, mas de fato acabam propagando outros problemas
e agravando ainda mais outros problemas.
E o tradicionalismo lefebvriano não foge a esta regra;
embora se tenha entre os lefebvrianos aqueles que realmente buscam viver a fé
reta e sólida, o movimento lefebvriano se tornou em si mesmo um problema maior
do que os problemas que dizem enfrentar; assim, infelizmente o lefebvrianismo
se tornou o que diz combater.
Ora, como o lefebvrianismo promove isso, então se faz
necessário apologizar contra o lefebvrianismo, pois a corrupção espiritual que
emana do lefebvrianismo é maior do que a corrupção espiritual que estes dizem estar
dominando a Igreja após o Concílio Vaticano II.
Capítulo I: Os problemas espirituais na conduta dos
lefebvrianos.
3. A insolência e a luxúria são, respectivamente e ao
mesmo tempo, inimigas da verdade e da virtude; onde não há verdade não há
virtude, e vice-versa; assim, onde há insolência e luxúria, principalmente em
se tratando da fé, há a demonstração que a verdadeira fé ou não fora
experienciada ou então ocorrera apostasia da fé; a fé reta e sólida se
manifesta sempre em ordem a virtude e a verdade, em contraposição a insolência
e a luxúria que sempre são manifestações contra a virtude e contra a verdade.
E a conduta e os preceitos que tem guiado a ação dos
lefebvrianos tem sido expressão inconcussa de insolência e de luxúria, posto os
lefebvrianos não só estarem contra a verdade, mas também contra a virtude: pois
ao corromperem a intenção da doutrina acabam por corromper a própria doutrina.
Além disso, os lefebvrianos também estão calcinados na
desobediência e na obstinação espiritual; pois, algumas das ações dos
lefebvrianos consistem em atos cismáticos, ao tentarem usurpar a autoridade do
Sumo Pontífice, o que se estabelece a partir do direito canônico[1]; e
também por tentarem usurpar a autoridade dos Santos Padres, ao promulgarem-se
defensores da Tradição ao mesmo tempo em que vituperam vários preceitos
teológicos fundamentais tidos como indubitáveis pelos Santos Padres.
Assim sendo, os lefebvrianos são participes em
desobediência e obstinação espiritual tanto em relação a solidez da fé quanto
em relação a retidão da fé. Embora se tenham poucas exceções neste quesito, o
movimento lefebvriano consiste fundamentalmente em desobediência e obstinação
espiritual.
4. Por isso, a conduta dos lefebvrianos apresenta uma
série de problemas espirituais; os quais, por sua vez, atestam não só corrupção
espiritual, mas também o impedimento da sabedoria de adentrarem ao templo do
saber; os lefebvrianos não somente tem sido permeados por problemas
espirituais, e morais, mas também por problemas intelectuais; infelizmente, um
movimento que diz defender a Tradição está decaindo em conduta
herética-cismática-apostasiosa e em imbecilidades mórbidas.
Ora, Boécio instruíra a não se compartilhar as
considerações da sabedoria com aqueles que não permitem que nada seja tomado
sem jogo e sem risadas[2]; pois,
como Sto. Tomás dissera, aqueles que não suportam nada além dos jogos e das
risadas são aqueles que não suportam nada ordenado e disposto corretamente[3].
E, de fato, os lefebvrianos ao agirem em insolência,
luxúria, desobediência e obstinação espiritual, demonstram que não buscam o que
concerne ao saber teológico, já que demonstram em si mesmos que não suportam
nada ordenado e disposto corretamente. Isto se patenteia, pois, não só pela
conduta dos lefebvrianos, mas pelos ensinamentos que em sua maior parte são
propagados pelos lefebvrianos, especificamente os lefebvrianos midiáticos.
Capítulo II: A intenção corrompida na defesa da
Tradição.
5. Com efeito, a problemática do lefebvrianismo inicia
com o fato de terem a intenção corrompida na defesa da Tradição; pois, segundo
Sto. Tomás, a doutrina se corrompe ou pelo que é ensinado ou pela intenção com
que se ensina[4];e
a intenção dos lefebvrianos na defesa da Tradição está totalmente corrompida:
dizem defender a Tradição e não possuem retidão.
Na verdade, os lefebvrianos tem decaído em três erros:
(i) o caminho de Caim, (ii) o engano de Balaão, e, (iii) a contradição de Corá;
aliás, a respeito destes erros a Sagrada Escritura apresenta um grave alerta, o
qual também serve de alerta contra os lefebvrianos: “Estes, porém, dizem mal
do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais
irracionais, se corrompem. Ai deles! Porque entraram pelo caminho de Caim, e
foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de
Corá” (Jd 1.10-11).
E estes são os erros dos lefebvrianos: (a) dizem mal
do que não sabem; (b) se corrompem naquilo que sabem como animais irracionais;
e, (c) por esta razão perecem nos mesmos erros de Caim, Balaão e Corá. Com
efeito, os lefebvrianos ou entram pelo caminho de Caim (cf. Gn 4.8-15), o
caminho da inveja e do despudor espiritual (cf. 1Jo 3.12); ou são levados pelo
engano de Balaão (cf. Nm 22-24), o engano que se move contra a verdade revelada
(cf. Jr 9.6); ou perecem na contradição de Corá (cf. Nm 16), a contradição que
provoca divisão e cisma (cf. Tg 4.1-2). E não só os lefebvrianos, mas em grande
medida os “grupos” tradicionalistas católicos são permeados pelos mesmos erros,
além de se tornarem “bolhas” extremamente sectárias.
6. Ora, a intenção corrompida na defesa da Tradição é
o pior inimigo da própria Tradição; o preceito nietzschiano ensina que “a
maneira mais pérfida de prejudicar uma causa é defendê-la propositalmente com
más razões”[5];
aqueles que dizem defender a Tradição, mas tem a intenção corrompida, são os
que mais prejudicam a própria Tradição; pois, a Tradição Apostólica não é um
museu de tesouros que se visita esporadicamente quando se tem vontade, mas
Tradição é memória viva: os que dizem defender a Tradição e tem a intenção
corrompida tomam a Tradição como se fosse um museu faraônico. No entanto, a Tradição
é viva, pois faz parte da vida da Igreja militante em todas as épocas: passado,
presente e futuro.
Por isso, a intenção corrompida dos lefebvrianos é uma
afronta aos santos do passado, um vilipêndio aos santos do presente e um
atentado contra os santos do futuro; o lefebvrianismo desfigura a vitalidade da
Sagrada Tradição em função de “promovê-la” com a intenção corrompida; a Sagrada
Tradição, assim como a Sagrada Escritura, só pode ser ensinada, promovida e
defendida onde se tem doutrina correta, conduta correta e sentimento correto,
isto é, onde há ortodoxia, ortopraxia e ortopatia.
Com efeito, convém plenamente àqueles que buscam
defender a Tradição que tenham doutrina santa, conduta santa e sentimento
santo, pois do contrário acabam por desfigurar a própria Tradição - como de
fato o fazem os lefebvrianos e outros.
Capítulo III: A dialética dos efeitos do
tradicionalismo lefebvriano.
7. E a consequência dos problemas espirituais do
lefebvrianismo, assomada com a intenção corrompida na defesa da Tradição, cristaliza
a formação de uma “dialética” lefebvriana; pois, esta dialética que se torna
inerente ao lefebvrianismo faz com que o tradicionalismo lefebvriano propague
uma forma de ideologização da Igreja; pois, a partir da dialética eclesial
lefebvriana a Igreja se divide em modernistas e tradicionalistas, e isto, por
sua vez, tem por consequência a formação de uma Igreja modernista e uma Igreja
tradicionalista, ou seja, criou-se moldes eclesiais da mesma lixaria política
da briga entre esquerda e direita.
8. Aliás, os próprios tradicionalistas lefebvrianos
criaram uma bolha católica em nome da “tradição”, a qual é respondida com a
mesma insolência com outra bolha católica em nome da “modernização”. Assim,
criou-se duas “igrejas” dentro da Igreja: uma que diz defender a Tradição e tem
a intenção corrompida, os tradicionalistas, e outra que diz buscar “novos ares”
do Espírito e corrompe a doutrina, os modernistas.
O tradicionalismo lefebvriano propaga este dualismo
eclesial, e calcifica ainda mais a dialetização da vida interna da Igreja, tal
como os modernistas também o fazem. Na verdade, o lefebvrianismo assomou na
esfera eclesial o princípio contra-dominador da dialética das ideologias
históricas de Hegel (os modernistas assomaram o princípio dominador da
dialética das ideologias históricas de Hegel).
9. Expliquemos isso; na dialética das ideologias
históricas de Hegel (cf. Ph VII)[6], quando
se tem o que Hegel chama de sociedades “pacíficas” (em sentido
sócio-filosófico, sociedades kantianas), de quando o pacifismo domina toda uma
sociedade, então, as artes, a literatura e a religião serão permeadas por este
pacifismo em maior ou menor grau; mas, este pacifismo que nada tem de paz real
e verdadeira, gesta um tipo de secularismo que sempre gera algum princípio que
busca se sobrelevar a indolência social (e/ou espiritual) deste pacifismo (o
princípio dominador ou orientador), o qual influi nas artes, na literatura e na
religião (especialmente na religião).
Tendo, pois, sido declarada a vitória do pacifismo
kantiano após Segunda Guerra Mundial, este pacifismo gerou uma indolência
existencial-espiritual, que se secularizou a tal ponto, que isto fez com que o
modernismo do final do séc. XIX tenha sido ressuscitado com total força[7],
que gerou um princípio dominador/orientador modernista, o modernismo que busca
se sobrelevar a indolência do pacifismo na religião (ou nas artes ou na
literatura), mas que acaba por secularizar ainda mais a própria religião.
Ora, de acordo com a dialética das ideologias
históricas de Hegel, onde surge um princípio dominador ou orientador, logo
surge também o princípio contra-dominador ou contra-orientador; como o
princípio dominador que surgiu na secularização da religião foi o modernismo, o
princípio contra-dominador que surgiu um pouco depois foi o tradicionalismo,
que tomou forma mais específica através do tradicionalismo lefebvriano (e
também através de outros grupos católicos ditos tradicionalistas).
De fato, a partir de uma anamnese filosófica, o
lefebvrianismo é expressão desse aspecto inalterável da dialética das
ideologias históricas.
10. Deste modo, a “dialética” do lefebvrianismo é, em
primeira instância, efeito da dialética hegeliana; pois, o lefebvrianismo se
tornara expressão da fase incremental da dialética das ideologias históricas;
enquanto que o modernismo é expressão da fase disruptiva (o que rompe), o lefebvrianismo
(e os tradicionalismos como um todo) é expressão da fase incremental.
No entanto, na dialética das ideologias históricas,
tanto o que é disruptivo quanto o que é incremental, conduzem ao mesmo fim, a
saber: a ruptura com o fio condutor da religião tradicional; ou dito em outros
termos, a rejeição do modo, da causa e da razão da linha indivisível que guia a
história da religião tradicional - no caso do cristianismo, a rejeição do modo,
da causa e da razão da autoridade divina da Sagrada Tradição.
Com efeito, a dialética lefebvriana assemelha aos
modos e as consequências da dialética hegeliana (do mesmo como a dialética
modernista); e se se fosse analisar em linhas puramente históricas, poder-se-ia
ainda afirmar, com total razão, que o lefebvrianismo se assemelha a dialética
de Lutero e dos líderes protestantes: dizem que buscam a reforma da Igreja
quando na verdade são causadores de problemas eclesiais, pelas razões já
descritas.
Assim, é clarividente que o lefebvrianismo enquanto
movimento eclesial não é expressão de eclesialidade ou tradicionalidade,
conquanto esteja envolvido nestas, mas sim expressão de princípios totalmente
anti-cristãos que se assomaram a vida eclesial por vários fatores.
Capítulo IV: Os Rothschild, os Rockefeller e o
tradicionalismo lefebvriano.
11. Ao se ter explicado estes aspectos, o que pode
causar certo estranhamento em muitos e desconcerto em tantos outros, surge a
indagação: como o lefebvrianismo se tornou nisso? Além obviamente do aspecto
explicado quanto a dialética das ideologias históricas, se percebe que diante
da manipulação globalista quase ninguém fica imune aos efeitos desta
manipulação; e o lefebvrianismo não ficou imune a esta manipulação, e acabou se
tornando, consciente ou não, em instrumento indireto desta manipulação, assim
como o tradicionalismo islâmico (e os outros tradicionalismos religiosos).
12. A ideia de que grupos ou movimentos salvaguardam
alguma tradição é utilizada para fins nefastos; pois, os senhores do mundo, as
grandes famílias que dominam o mundo, tal como os Rothschild e os Rockefeller,
instauraram que os mesmos são cultores da tradição fundamental; por isso, tais
famílias promovem os mais terríveis rituais de feitiçaria a fim de salvaguardar
esta tradição fundamental que segundo os globalistas permeia a história da
humanidade desde os tempos da religião primeira, onde o xamanismo dominava tudo
e todos.
Com isso, estas famílias que dominam o mundo
estabelecem uma rede de manipulação que busca açambarcar tudo e todos neste
mesmo xamanismo, inclusive aqueles que entre as religiões tradicionais buscam
defender as tradições destas religiões; e como eles fazem isso? Simples, apesar
de não poderem manipular o conteúdo destas tradições, eles podem manipular a
intenção ao inocular a contradição; assim, a maior parte daqueles que surgem
dizendo defender as tradições das religiões tradicionais acabam servindo aos
propósitos do globalismo Rothschildiano/Rockefelleriano, etc., através da
corrupção da intenção pela impregnação passiva da feitiçaria.
Assim, se compreende que os lefebvrianos,
conscientemente ou inconscientemente, são sujeitos a este ímpeto de domínio das
famílias globalistas (assim como os modernistas); aliás, a respeito disso, se
poderia evocar o que René Guénon falava sobre a volta a uma tradição
fundamental, o que é seguido a risca pela elite globalista, e que se assoma aos
grupos tradicionalistas nas religiões tradicionais; de fato, os lefebvrianos
acabaram ficando sujeitos a este ímpeto da tradição fundamental guenoniana.
Além disso, a insolência e a luxúria dos lefebvrianos
são expressão inconcussa e apodítica de que estão sujeitos aos poderes de mando
da elite globalista; pois, a insolência e a luxúria dos lefebvrianos é
exatamente a mesma insolência e luxúria da elite globalista.
13. Portanto, o tradicionalismo lefebvriano se tornou
em expressão do globalismo que busca subjugar a fé cristã; embora a tendência
globalista num geral seja para a ridicularização da fé, o globalismo institui a
corrupção da moralidade nos que se “interessam” pela tradição a fim de
utilizá-los como os maiores corruptores da própria tradição; e como o
globalismo faz isso? Simples, institui por impregnação passiva de hábitos a
imoralidade e falta de retidão, ao mesmo tempo em que usa algumas formas de
propagar algum interesse pelas tradições antigas: assim os indivíduos ficam com
a retidão totalmente corrompida ao mesmo tempo em que nasce um desejo sádico de
participar destas tradições sem que haja retidão moral por parte do indivíduo;
isso, a curto prazo, parece irrisório na perspectiva religiosa, mas a médio e a
longo prazo causam um efeito sumamente nefasto como se constata na vida
eclesial nos últimos decênios.
Com isso, o tradicionalismo lefebvriano assoma-se nesta
manipulação; embora de início o lefebvrianismo tenha buscado estar em
conformidade com a fé reta e sólida, com o passar das décadas se observou que o
lefebvrianismo se tornou em instrumento, direto ou indireto, desta manipulação
dos senhores do mundo contra a Santa Igreja; e não só o lefebvrianismo, mas a
maior parte dos tradicionalismos religiosos em meio a cristandade (e também os
tradicionalismos religiosos no Islam); não que os lefebvrianos ou qualquer
outro dos tradicionalistas sejam os culpados dos abjetos desvios modernistas na
cristandade, mas infelizmente os lefebvrianos e outros tradicionalistas estão
inseridos, gostem ou não, no âmbito desta onda da manipulação globalista.
Capítulo V: A vontade de poder globalista e os
lefebvrianos.
14. Ora, isto demonstra que os lefebvrianos estão
sujeitos a vontade de poder globalista; pois, como dissera Nietzsche, tudo que
é extremo exerce força sedutora; e o globalismo tem força sedutora porque
reproduz na íntegra os antigos rituais xamânicos e as abominações sionistas,
tais como canibalismo e similares a fim de obterem força engendrada pela
soberba e efetuarem domínio (cf. Ez 33.25-28); a força sedutora do globalismo
tem a ver com bruxaria e canibalismo, o que de fato é promovido de maneira voraz
pelos senhores do mundo; os Rothschild, os Rockefeller, e a elite globalista
como um todo, promovem esta força sedutora a fim de dominar tudo e todos e
subjugá-los sob o sistema globalista.
15. E esta vontade de poder, esta força sedutora que
emana dos globalistas permeia os tradicionalismos religiosos, não de maneira
direta, mas pelo modo que fora descrito: induzem a alguma atração, pois os
ritos antigos são permeados por reverência, beleza e mistério, mas uma atração
que apenas significa participação e não conversão; tanto o é, que infiltrou-se
muitos indivíduos que buscam tais ritos não pela firmeza da fé neles
demonstrada, mas porque através da participação em ritos antigos os globalistas
acham que ficam livres das infâmias que praticaram ou que ficam livres da
obrigação moral perante a fé; esta sedução é a seiva que tem movido muitos que
são tidos como tradicionalistas em meio a desinstitucionalização e a perversão
das religiões tradicionais.
16. Além destes aspectos, se compreende que os
lefebvrianos estão dominados pela vontade de poder globalista através da
canalhice que muitos lefebvrianos promovem e praticam; nada revela tanto a
vontade de poder ideológica do que as ações praticadas; já o Senhor Jesus
ensinara: “pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20). Ora, os frutos
do lefebvrianismo são da mesma espécie dos frutos do modernismo: a corrupção
final da doutrina; enquanto que os modernistas dizem estar sob “novos ares” do
Espírito e corrompem diretamente a doutrina, os lefebvrianos dizem defender a
Tradição e corrompem a intenção; no final, as consequências são as mesmas, a
corrupção da doutrina ou por erros doutrinários ou pela intenção pecaminosa.
Outrossim, é que os lefebvrianos, em sua maior parte,
tem tido ações canalhas em função de uma suposta “defesa” da Tradição; os
lefebvrianos midiáticos tem cometido ações contra a liberdade, contra a
verdade, contra a virtude, etc., e dizem com isso estar defendendo a Tradição;
na verdade, as ações dos lefebvrianos tem sido similar as ações da elite
globalista: cometem infâmias em prol de algo e consideram-se santos porque
cometeram tais infâmias; e isto sem mencionar a vontade de poder ideológica que
tem guiado a ação dos lefebvrianos.
17. De fato, os lefebvrianos demonstram pensar que o
problema teológico da Igreja é ideológico; de fato, há sim o problema da
ideologização da Igreja; mas a causa das crises eclesiais não é a
ideologização; na verdade, a ideologização da Igreja é apenas uma das
consequências. Aliás, ao procederem de acordo com a dialética ideológica, os
lefebvrianos evidenciam que estão sujeitos ao preceito ideológico; e,
consciente ou não, quem se sujeita ao preceito ideológico torna-se escravo da
ideologia; logo, etc. E não se pode haver dois senhores no coração (cf. Mt 6.24):
ou Cristo ou a ideologia; logo, etc.
Capítulo VI: Entre forma e re-forma no
lefebvrianismo.
18. Assim, se percebe que a forma do lefebvrianismo
tem sido moldada de acordo com o círculo vicioso e viciante da dialética
ideológica; este círculo é um círculo da mesma espécie dos círculos
cabalísticos; por isso, a forma do lefebvrianismo tem sido expressão inconcussa
da vontade de poder do globalismo, ao mesmo tempo em que moralmente e
socialmente tem sido expressão do círculo da dialética ideológica; assim, o que
o lefebvrianismo diz defender é o que o lefebvrianismo mais corrompe e destrói.
Na verdade, a dialética ideológica desde Hegel está ou sujeita ao
marxismo-comunismo ou ao sionismo; e em muitos aspectos, até mesmo o marxismo
foi sujeitado ao sionismo.
Portanto, a forma do lefebvrianismo tem sido moldada
em grande medida pelo sionismo; a dialética ideológica que se assomou no
lefebvrianismo é o sionismo: tanto o é que os sionistas movem pelos bastidores
uma série de defensores inócuos do levebvrianismo e de outros tradicionalismos
seja através de pessoas que vão aos líderes cristãos os defender seja
promovendo propaganda contra os líderes cristãos que se colocaram contra a
manipulação sionista (como, por exemplo, fizeram contra o Papa Francisco); etc.
19. Com efeito, a forma que o lefebvrianismo adquiriu
nos últimos decênios é uma forma anti-cristã, é a forma do anticristo; convém,
portanto, ao lefebvrianismo se de fato quiser servir a Igreja e verdadeiramente
defender a Tradição, instituir uma re-forma total em tudo aquilo que
permeia o lefebvrianismo, para que possam adquirir a verdadeira forma eclesial
que honra a Deus; no entanto, a re-forma do lefebvrianismo é algo dificílimo
para o próprio lefebvrianismo dado as infâmias que se assomaram nos
lefebvrianos ao redor do mundo; mas este é o único caminho para o
lefebvrianismo poder contribuir de fato com a defesa da Tradição e da Igreja.
Pois, o estado atual do lefebvrianismo demonstra que este movimento é uma forma
eclesial sujeita aos ditames sionistas.
Ora, o que fora dito e apresentado a respeito do que
se tornara o lefebvrianismo basta por enquanto para designar uma apologia
contra os lefebvrianos; na verdade, o lefebvrianismo em si mesmo já se tem se
auto-impugnado pelo fato de dizerem-se defensores da Tradição quando na verdade
o fazem com a intenção corrompida.
E que nossa oração seja para que os lefebvrianos se
apercebam da influência globalista e façam uma re-forma da Fraternidade
Sacerdotal São Pio X a fim de que se tornem livres da sujeição ideológica e
possam caminhar verdadeiramente em virtude e na verdade na senda da santidade.
20. E termina aqui este escrito contra os lefebvrianos. Bendito seja Deus por todas as coisas. Amém.
[1] cf. Código
de Direito Canônico, livro III, cân. 751.
[2] cf. Boécio,
De Hebdomadibus, cap. I.
[3] cf. Santo
Tomás de Aquino, Expositio Libri Boetii De Ebdomadibus, lect. 1.
[4] cf. Santo
Tomás de Aquino, Super I Epistolam B. Pauli ad Thessalonicenses Lectura,
cap. II, lect. 1.
[5] cf.
Friedrich Nietzsche, A Gaia Ciência [São Paulo: Martin Claret, 2012],
livro III, n. 191, pág. 132.
[6] cf. G. W.
F. Hegel, Fenomenologia do Espírito [2ª ed. Petropólis, RJ: Vozes,
2003], cap. VII, § 672-787, pág. 458-529.
[7] Este modernismo começou a ser combatido por Pio IX, e foi severamente e
tardiamente derrotado por Pio X através da “Pascendi Dominici Grecis”
(1907); mas, infelizmente, devido a dialética das ideologias históricas, o
modernismo foi ressuscitado com força ainda maior após a Segunda Guerra Mundial.
O modernismo que foi combatido por Pio X era apenas uma grande serpente,
enquanto que o modernismo que foi ressuscitado após a Segunda Guerra se tornou
uma hidra.
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