Mostrando postagens com marcador Espírito Santo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espírito Santo. Mostrar todas as postagens

13/04/2026

Blasfêmias contra o Espírito Santo

Prólogo

 

Santo Tomás de Aquino afirma que a aversão contra a verdade é blasfêmia contra o Espírito Santo, bem como o aquinate também afirma que da aversão contra a verdade surge a obstinação; portanto, a obstinação é manifestação de blasfêmia contra o Espírito Santo. E o que é obstinação? Obstinação é a rejeição deliberada e insolente da verdade na prática de um erro e/ou na continuidade da prática de algum erro que vitupera a verdade.

Por isso, aqueles que praticam ações contra a verdade - os obstinados -, estão praticando ações que são blasfêmia contra o Espírito Santo. E blasfêmia contra o Espírito Santo é pecado imperdoável (cf. Mt 12.31-32).

E o cristianismo brasileiro, infelizmente, está recheado de práticas que são obstinação contra a verdade; de fato, a obstinação dos cristãos brasileiros faz com que estes cometam costumeiramente blasfêmias contra o Espírito Santo.

E como se sabe que tais práticas são blasfêmia contra o Espírito Santo? Simples: estas práticas evocadas são expressão inconcussa de obstinação contra a verdade por quem as pratica; logo, são blasfêmia contra o Espírito Santo.

Eis, portanto, algumas destas práticas:

 

§ 1

 

Tatuar o corpo é obstinação contra a verdade. Prova racional: tatuar o corpo é algo irracional; logo, é errado (e é pecado). Prova teológica: em Lv 19.28.

 

§ 2

 

Abusos litúrgicos são obstinação contra a verdade. Prova racional: liturgia é momento de decência, reverência e silêncio. Prova teológica: em Hc 2.20 ordena-se o silêncio; e em Os 4.12-13 se demonstra que abusos litúrgicos são obra do demônio da luxúria.

 

§ 3

 

Dançar na Igreja é obstinação contra a verdade. Prova racional: a mesma do aspecto anterior. Prova teológica: é mais do que óbvio que dança não é parte da liturgia e não convém ao ambiente da Igreja; logo, etc.

 

§ 4

 

As várias formas de prostituição são obstinação contra a verdade. Prova racional: prostituição, seja ela em qual forma for, não convém a reta razão. Prova teológica: em 1Ts 4.3.

 

§ 5

 

A rejeição ao saber é obstinação contra a verdade. Prova racional: a rejeição ao saber é a rejeição a reta razão; logo, etc. Prova teológica: em Sl 10.4.

 

§ 6

 

A desordem musical é obstinação contra a verdade. Prova racional: música desordenada gera desordem na alma. Prova teológica: em Am 5.21-27.

 

§ 7

 

A transmogrifação estética é obstinação contra a verdade. Prova racional: a estética só tem valor quando conduz para a contemplação da verdade. Prova teológica: em Sl 96.9.

 

§ 8

 

As risadas são obstinação contra a verdade. Prova racional: o riso é impropriedade da razão. Prova teológica: em Ec 7.6.

 

§ 9

 

O escárnio contra a virtude e/ou contra a bondade é obstinação contra a verdade. Prova racional: o escárnio desvela o caráter pútrido do escarnecedor. Prova teológica: em 2Pe 3.3.

 

§ 10

 

A manipulação linguística é obstinação contra a verdade. Prova racional: a linguagem deve expressar de modo fidedigno o que de fato está na realidade; logo, etc. Prova teológica: em Cl 4.6.

 

§ 11

 

A viadagem na linguagem e na conduta é obstinação contra a verdade. Prova racional: a viadagem conduz à sujeição a infâmias. Prova teológica: em Jo 6.60.

 

§ 12

 

A desordenação nas situações da vida é obstinação contra a verdade. Prova racional: em cada situação há uma ação racional própria; logo, etc. Prova teológica: em Ec 3.1-8.

 

§ 13

 

A irrealidade na conduta e no pensamento é obstinação contra a verdade. Prova racional: o que é real manifesta-se racionalmente tanto no pensamento quanto na conduta. Prova teológica: em Jr 1.11-12. 

 

***

 

Epílogo. Ora, estas práticas apresentadas são apenas algumas dentre as centenas de práticas que se assomaram no cristianismo hodierno que são blasfêmia contra o Espírito Santo. Apenas se fez uma breve descrição, mas que é suficiente para se compreender a gravidade de tais práticas. E quem ler entenda o que concerne a brevidade das alocuções, e entenda o que concerne a brevidade das provas apresentadas. Laudate Deo! 


30/11/2025

O Espírito Santo e a Lógica: Resposta aos Neopentecostais

Prólogo.

 

Ao tomar conhecimento, por meio de um dileto colega, de que alguns “cristãos” neopentecostais, que se arrolam “autoridade espiritual”, começaram a afirmar blasfêmias contra a obra do Espírito Santo, decidi respondê-los o mais rápido possível, para confutar estas blasfêmias demoníacas.

Na verdade, os tolos e fraudes que se arrolaram “autoridade espiritual” para afirmar isso, cometeram um pecado mortal, ao errarem em coisas espirituais simples demonstrando com isso que não possuem vivência espiritual, porque falam do que não vivem - ou seja, são hipócritas orgulhosos.

Pois, quem vive uma verdadeira espiritualidade não erra nestas questões, seja por prudência seja por humildade; e o que falta na corja neopentecostal (e num geral em todo o protestantismo) é justamente a prudência, isto é, o não falarem do que não possuem certeza e/ou não podem ter certeza, e falta humildade porque falam do que desconhecem, demonstrando que são jactantes (e a jactância é uma manifestação da soberba quando esta já apodreceu o coração).

Assim, escrevo esta resposta, a qual é mais do que suficiente para confutar estes terríveis neopentecostais, alguns dos quais até mesmo respeitados como “cristãos”, que falam aberrações sobre a obra do Espírito Santo, cometendo assim os pecados concernentes a blasfêmia contra o Espírito Santo.

 

Capítulo I: Cristo e a obra do Espírito Santo.

 

Inicia-se, portanto, explicando o que concerne a obra do Espírito Santo; pois, a maior parte das aberrações perversas que são afirmadas em pneumatologia provêm da compreensão errônea sobre este aspecto; o Senhor Jesus Cristo afirmou categoricamente que o Espírito Santo é o Consolador dos fiéis (cf. Jo 14.16); é o Espírito da Verdade (cf. Jo 14.17); é quem ensina os fiéis todas as coisas (cf. Jo 14.26); é quem converte o mundo do pecado, da justiça e do juízo (cf. Jo 16.8-11); é quem guia à verdade (cf. Jo 16.13); é quem anuncia o que convém a Cristo (cf. Jo 16.14); etc.

Em suma, estas são algumas descrições sobre a obra do Espírito Santo segundo o Senhor Jesus Cristo; portanto, o Santo Evangelho apresenta a obra do Espírito Santo como alguém enviado pelo Pai no nome de Cristo, tanto ao mundo (cf. Sl 104.30), quanto à Igreja (cf. Jo 20.22); por isso, o Espírito Santo procede do Pai, e Sua obra no plano de redenção se dá na regeneração (cf. Tt 3.5), na justificação (cf. 1Co 6.11), na santificação (cf. Ef 3.16), na glorificação (cf. Ef 1.13-14); etc.

Além disso, se pode compreender a obra do Espírito Santo em dois aspectos: primeiro, em relação a Sua obra no mundo; ora, o Espírito age no mundo de três modos: preservando a Criação renovando-a diariamente (cf. Sl 104.30), direcionando o caminho da ciência (cf. Is 40.14), e outorgando a todos os homens os dons naturais para o desenvolvimento da vida humana (cf. Êx 31.2-5); etc.

Segundo, em relação a Sua obra na Santa Igreja; ora, o Espírito age na Santa Igreja de quatro maneiras: na proclamação do evangelho (cf. At 18.28), na concessão de dons espirituais (cf. 1Co 12.4-11), no fortalecimento na fé (cf. Ef 3.16), na vocação de sacerdotes à Santa Igreja e na condução da liderança da Santa Igreja (cf. At 20.28); etc.

Portanto, em toda a Sagrada Escritura se tem o anúncio da obra do Espírito Santo; e, neste quesito, assim como em tudo quanto diz respeito a fé, deve-se orientar pelo que é transmitido na Sagrada Escritura, tal como Orígenes, no livro IV do De Principiis, assevera: “devemos tomar também, para a demonstração das coisas de que falamos, os testemunhos das Divinas Escrituras” (cap. I); assim, o que concerne a obra do Espírito é transmitido na Sagrada Escritura; e o que estiver contra a Escritura neste assunto tão delicado deve ser tido como anátema.

Pois, os erros pneumatológicos são justamente expressão de desconhecimento bíblico e de irracionalidade, onde se afirma que algo é obra do Espírito Santo enquanto que na Sagrada Escritura se demonstra que tal algo não é obra do Espírito Santo; a respeito disso, Eusébio de Cesareia, no livro V da História Eclesiástica, descreve os erros dos montanistas que servem para exemplificar isso: “aquele inefável Teodoto, o primeiro intendente, por assim dizer, de sua pretendida profecia, achando-se um dia como que elevado e alçado aos céus, entrou em êxtase e entregou-se por completo ao espírito do engano, e então, lançado com força, acabou desastrosamente” (cap. XVI, n. 14); e esta é apenas uma entre muitas histórias similares que se encontram no decorrer da história da Igreja.

Ora, aquilo que erroneamente se atribui ao Espírito Santo, na verdade, é obra de um espírito de engano, que pode manifestar até prodígios no céu (cf. Ap 13.13-14), mas sempre induz ao engano e a mentira (cf. Is 19.14), e não traz honra a Cristo.

Por isso, se tomar como obra do Espírito Santo o que não é, na verdade isso é total falta de discernimento espiritual; os insolentes neopentecostais, as mais das vezes, atribuem ao Espírito Santo algo que na verdade é obra de demônios, cometendo assim várias blasfêmias contra o Espírito da Verdade.

Em suma, esta deve ser a orientação a respeito de como entender e compreender a obra do Espírito Santo segundo o ensinamento da Sagrada Escritura, conforme o Senhor Jesus Cristo nos ensina no Santo Evangelho.

 

Capítulo II: Os sofismas sobre a unção.

 

No entanto, mesmo que estas palavras sejam mais do que clarividentes, ainda sim, entre a corja neopentecostal, existem aqueles que arrolam sofismas blasfemos contra o Espírito Santo, principalmente ao se utilizarem do vocábulo unção; o vocábulo unção se tornou a palavra da moda entre aqueles que dizem possuir “autoridade espiritual”, enquanto na verdade são apenas instrumentos do espírito de engano.

Ora, se compreende muitos erros sobre a Pessoa e a Obra do Espírito Santo a partir do que a casta neopentecostal afirma sobre a unção; com isso, se evoca os principais e mais bizarros sofismas que os neopentecostais (e grande parte do pentecostalismo hodierno) afirma sobre a unção, os quais são:

1. A primeira e a mais corriqueira bizarrice hedionda que os neopentecostais afirmam sobre a Unção está na interpretação desvairada de Is 61.1-3; ora, para os neopentecostais o termo “ungiu” neste texto refere-se a todos os fiéis, em especial os líderes das “denominações” neopentecostais, para designar uma espécie de “unção” especial que os difere dos demais e os coloca como autoridade absoluta sobre outras pessoas; no entanto, tanto no sentido literal quanto no sentido místico, este texto sagrado aponta para Cristo e somente para Cristo; esta unção anunciada em Is 61.1-3 é somente para o Cristo, o ungido de Deus; portanto, querer afirmar algo diverso deste texto é incorrer em heresia monstruosa, já a interpretação do texto sagrado delimita o modo como o mesmo deve ser aplicado, principalmente em textos que descreverem características exclusivas das Pessoas da Santíssima Trindade. Esta unção de Is 61.1-3 é a unção de Cristo; querer arrolar tal unção para si ou para outrem é querer usurpar o lugar de Cristo. Então, os neopentecostais ao promoverem sofismas sobre a unção acabam por propagar o espírito de usurpação.

2. Ademais, os neopentecostais afirmam loucuras sobre a interpretação de 1Jo 2.27; ora, os neopentecostais afirmam isso tanto para desmerecer a necessidade do estudo, quanto para arrolar uma “autoridade” de saber no qual não precisam aprender nada, a não ser o que recebem como “unção”; ora, isso é orgulhosa perversidade; pois, o significado da unção em 1Jo 2.27 é a presença do Espírito Santo no coração que ensina os fiéis tudo quanto concerne a Cristo (cf. Jo 16.14); e isto não impugna a necessidade do estudo e nem é certificado de autorização para ilogicidade e irracionalidade, como os líderes neopentecostais gostam de arrolar para si “autoridade espiritual” enquanto servem lixos espirituais para o séquito que os acompanha. Portanto, de acordo com 1Jo 2.27 se entende, tanto no sentido literal quanto no sentido místico, que a unção se refere a obra do Espírito Santo em conduzir e abrir o entendimento dos fiéis para as coisas espirituais transmitidas nas Sagradas Escrituras.

3. Ademais, as heresias abjetas sobre a unção que os neopentecostais gostam de afirmar de maneira obstinada, são talhadas a partir de alegorias irracionais a partir destes dois textos, tanto o de Is 61.1-3 quanto o de 1Jo 2.27; na verdade, a partir de Is 61.1-3 os neopentecostais, movidos pelo espírito de engano, criam uma enorme série de “unções”: unção do riso, unção de reconstrução, unção que despedaça o jugo, unção de libertação, unção de cura, unção de conquista, unção de ousadia, unção de coragem, unção disto ou daquilo, etc.; na verdade, esta série maléfica de “unções” são todas blasfêmias contra a verdade, pois não estão na verdade revelada e nem podem ser pressupostas a partir de algum dos sentidos da Sagrada Escritura; portanto, estas “novas unções” são formas diversas através das quais o demônio engana e engoda para velar o modo como agem para induzir os homens a pensarem que tais “manifestações” são obra do Espírito Santo.

4. Ademais, nem se precisa adentrar em pormenores nestas bizarrices neopentecostais, já que se dá para comprovar as heresias sobre o significação da “unção” a partir dos critérios lógicos; se alguma sentença afirmada sobre a unção contradizer algum princípio lógico, então tal sentença é errada e não provém da obra do Espírito Santo; aliás, se alguma sentença afirmada sobre a unção não provém da Sagrada Escritura tal sentença deve ser tida como anátema; novamente, se afirma em alto e bom tom, as heresias sobre o significado do vocábulo “unção” propagadas pelos neopentecostais e por outros são todas permeadas por ilogicidade.

E, em suma, estes são os mais bizarros e os mais corriqueiros sofismas a respeito da designação bíblica sobre a Unção; e pior, estes sofismas foram impregnados de tal modo que se afirmar algo contra eles é o mesmo que mexer com as mãos num ninho de vespas venenosas.

Entretanto, estes sofismas apregoados com tanto gosto pela corja neopentecostal, são na verdade expressão de obra demoníaca, porque esses ao serem corrigidos são ainda mais propagados por aqueles que são confutados, demonstrando assim que são instrumentos das fortalezas diabólicas que se instauram através de sofismas espirituais, pois são altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus (cf. 2Co 10.4-5); a altivez contra a logicidade é demonstração de soberba no coração; é próprio dos soberbos se levantarem contra a logicidade, e/ou permanecerem de modo obstinado em ilogicidade quando são confrontados.

 

Capítulo III: A obra do Espírito Santo é perfeitamente lógica.

 

Ademais, se constata que muitos dos sofismas propagados sobre assuntos espirituais são na verdade fruto de ilogicidade, são práticas ilógicas; e ao contrário do que se afirma, o Espírito Santo não age de forma ilógica; pois, Jesus Cristo é Logos; portanto, o que concerne a fé, em tudo, é algo lógico.

Portanto, o Espírito Santo, que testemunha de Cristo (cf. Jo 16.13-14), em Sua obra age de maneira lógica; pois, o cristocêntrismo, a órbita da pneumatologia, é permeado pela lógica; na verdade, só existe cristocêntrismo onde há logicidade, e a cristologia em tudo é algo lógico; na verdade, onde há ilogicidade se tem o espírito do anticristo.

Pois, a ilogicidade é própria dos demônios; por isso, onde há obra do Espírito Santo se tem perfeita concórdia lógica, mesmo nos dons e maravilhas operados pelo Espírito Santo. Com isso, se constata que os sofismas sobre a obra do Espírito Santo são todos eles, em maior ou em menor grau, calcinados na ilogicidade; pois, a falsa experiência espiritual é permeada totalmente pela ilogicidade.

E, por isso, se criou uma pseudo-doutrina no protestantismo (e que infelizmente acabou por permear também as sés apostólicas) de que a obra do Espírito Santo é contrária a lógica ou de que o Espírito Santo age contra a lógica; e isto é um dos maiores sofismas já inventados pelos demônios quanto aos assuntos espirituais; aliás, tudo quanto concerne a obra do Espírito Santo está em ordem a lógica, pois o próprio Espírito Santo criou a mente humana para funcionar de maneira lógica e o próprio Espírito Santo demonstra pelas Divinas Escrituras que age de maneira lógicas.

Na verdade, o Espírito Santo, como diz Hans Urs von Balthasar, o “administrador fiel da revelação de Deus e seu livre intérprete em todas as formas humanas de pensamento”, administra a revelação e conduz a sua adequada interpretação de maneira perfeitamente lógica; toda a revelação divina é lógica, e toda a interpretação da revelação é permeada pela lógica. Por isso, a perfeição lógica é uma propriedade inspiracional das Sagradas Escrituras.

Portanto, a obra do Espírito Santo, seja no mundo seja na Santa Igreja, é uma obra perfeitamente lógica; a perfeição lógica é um atributo glorioso da obra do Espírito Santo, e através disso se sabe no que consiste verdadeiramente a obra do Espírito de Deus.

Aliás, este é um critério racional para se constatar se algo provém ou não de Deus, a saber: se é algo lógico provém de Deus, se é algo ilógico provém dos demônios; e esta regra é apodítica e infalível para se averiguar qualquer assunto espiritual.

Outrossim, é que os critérios lógicos são uma eficaz e apodítica ferramenta para se demonstrar os tolos e fraudes que se arrolam “autoridade espiritual”, enquanto na verdade são apenas homens e mulheres orgulhosos que promanam engano e mentira do altar da própria imbecilidade; a falsa “autoridade espiritual” é calcinada na ilogicidade.

***

E conclui-se esta breve resposta, escrita a fim de confutar alguns erros terríveis que têm sido propagados costumeiramente pela corja neopentecostal em assuntos que tocam a própria intimidade do Ser de Deus; portanto, se faz necessário sempre que possível, e de maneira adequada e sóbria, confutar e confrontar estes erros hediondos que tem levados milhões para o caminho da perdição, posto tais erros serem blasfêmias contra o Espírito Santo. 

θεῷ χάρις! 


26/04/2024

O Múnus da Teologia do Terceiro Artigo

I

 

A reflexão sobre a teologia do terceiro artigo, assim como qualquer outra elucubração, requer a ponderação sobre o múnus de tal reflexão; no caso em específico, sobre o múnus da teologia do terceiro artigo; se na proposição da ideia da teologia do terceiro artigo, a teologia está delineada em sua natureza e propósito, então, no múnus da teologia do terceiro artigo está descrito a aplicabilidade da teologia e os princípios práticos da teologia pneumática; no múnus da teologia do terceiro artigo, se orienta a reflexão teológica partir dos princípios do terceiro artigo, que fornece os pressupostos básicos dos aspectos que se concretizam e se desenvolvem a partir da teologia do Espírito Santo; ou dito em outros termos, os aspectos que provêm da teologia pneumática são expressão do múnus da teologia do terceiro artigo.

E o encargo da teologia do terceiro artigo é estabelecido em tríplice perspectiva: primeiro, em relação a existência eclesial; segundo, em relação a existência extra-eclesial; terceiro, em relação as verdades eternas.

1. Primeiro, em relação a existência eclesial; o primeiro aspecto do encargo da teologia do terceiro artigo é em relação a existência eclesial; pois, sendo a Igreja uma comunidade pneumática, existe e é fortificada sob o poder do Espírito; a existencialidade da Igreja é uma existencialidade pneumatológica; a Igreja vive sob o Poder do Espírito; a existência eclesial, da liturgia a proclamação do Evangelho, é permeada pela atuação do Espírito; a liturgia, das orações aos cânticos, os elementos de culto, tudo tem de ser guiado pelo Espírito segundo as normas que Ele estabelecera na Revelação; e a proclamação do Evangelho só encontra eficácia quando feita sob o poder do Espírito, pois é o Espírito quem convence os pecadores e os mostra Cristo como o Salvador (cf. Jo 16.8-11). Logo, a existência eclesial viva, dinâmica, sóbria, é uma existência pneumática.

2. Segundo, em relação a existência extra-eclesial; o segundo aspecto do encargo da teologia do terceiro artigo é em relação a existência extra-eclesial; pois, na medida em que o Espírito age naqueles que creem, e o faz quando estes estão reunidos como communio sanctorum, os fiéis ainda estão neste mundo, e, por isso, a teologia do terceiro artigo também diz respeito a forma bíblica de se viver neste mundo; o próprio Senhor Jesus orara: “Não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal” (Jo 17.15); no conhecido lugar comum da doutrina da vida cristã se afirma que o cristão é alguém que está no mundo, mas não é do mundo; vive no mundo criado por Deus para glorificar a Deus, mas não faz parte do sistema maligno dominado por Satanás.

Portanto, a teologia do terceiro artigo também diz respeito a forma como o cristão deve viver em relação a esfera extra-eclesial, em relação a existência extra-eclesial, como sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5.13-16), isto é, com suas obrigações naturais com relação a terra, como sal para preservar e cuidar, e com suas obrigações espirituais diante do mundo, como luz para iluminar este mundo tenebroso que jaz no maligno (cf. 1Jo 5.19).

3. Terceiro, em relação as verdades eternas; o terceiro aspecto do encargo da teologia do terceiro artigo é em relação as verdades eternas; o Espírito estabeleceu verdades eternas imbuídas na criação, para servirem de princípios para a vida humana, tanto para preservar a vida humana da completa corrupção do Pecado quanto para que a vida humana possa se desenvolver; estes princípios são chamados de verdades eternas, as quais, em sua Obra na Graça Comum, o Espírito Santo concede e edifica em benefício de todos os homens; e as verdades eternas são: Liberdade, Justiça, Bondade, Beleza, Verdade, Moral, etc.; estas são as verdades eternas, as quais, o Espírito Santo cultiva na ordem das coisas naturais para servirem de instrumento e de sementes para o desenvolvimento da vida humana.

Portanto, a teologia do terceiro artigo também tem um encargo em relação as verdades eternas, pois, estas são amalgamadas com o desenvolvimento cultural do ser humano, já que o ser humano como ser cultural a medida que se desenvolve o faz porque em suas ações tem imbuído algo das verdades eternas (por isso, das verdades eternas se estabelece a reflexão sobre a teologia da cultura e a própria teologia da cultura é estruturada com e a partir das verdades eternas).

 

II

 

Este tríplice encargo, demonstra de maneira específica o que é a teologia do terceiro artigo em seu propósito e escopo; pois, a partir deste tríplice encargo, delineia-se os princípios do múnus da teologia do terceiro artigo; logo, deste tríplice encargo, se estabelece uma orientação teológica quadrilátera, um quadrilátero teológico que é embasado e se desenvolve com e a partir da teologia do terceiro artigo; assim sendo, se estabelece quatro princípios em relação ao múnus da teologia do terceiro artigo, os quais estão em estreita conexão de continuidade-complementariedade com a tríplice perspectiva do encargo da teologia do terceiro artigo, e que constituem-se de quatro amplos aspectos teológicos, que constituem-se de um quadrilátero teológico; e estes aspectos são: (i) primeiro, em relação a Igreja; (ii) segundo, em relação a existência humana; (iii) terceiro, em relação ao testemunho; (iv) quarto, em relação a vida.

1. [i] Primeiro, em relação a Igreja; evidentemente, a teologia do terceiro artigo diz respeito a Igreja; pois, a própria Igreja é açambarcada no símbolo credal sob o terceiro artigo: “Creio no Espírito Santo, e na Igreja”; portanto, o princípio fundamental da teologia do terceiro artigo, é em relação a Igreja; pois, a Igreja sendo a comunidade pneumática, em sua existência, é evidência visível do agir do Espírito; portanto, o Espírito age na Igreja de forma poderosa, principalmente na salvação dos pecadores e na santificação daqueles que creem; logo, a Igreja é lugar onde aqueles que creem se reúnem para glorificar a Deus, em culto lógico (cf. Rm 12.1) - e o Espírito só age em culto lógico (logike latreia) -, o qual, por vez é orientado pelo Espírito Santo, o iluminador da lógica e da logística divina.

Com isso, em relação a Igreja, se desenvolve a teologia do Espírito Santo; e, uma teologia do Espírito Santo, abaliza uma melhor compreensão sobre a eclesiologia; na verdade, é o princípio preponderante para um melhor desenvolvimento de uma eclesiologia bíblica e sem a influência do lixo da apostasia cultural; pois, as mais das vezes, mesmo entre aqueles que se dizem mais avivados, se tem o perigo da apostasia cultural, pois, muitas vezes o fervor espiritual não vem acompanhado com a mesma medida de conhecimento bíblico; então, quando isso ocorre, a eclesiologia se corrompe; a teologia do terceiro artigo, além de proporcionar um melhor entendimento sobre a eclesiologia, também verifica os perigos que rondam a eclesiologia e que as mais das vezes corrompem a eclesiologia bíblica e saudável; na verdade, uma eclesiologia que não é pneumática, acaba por se desfigurar em eclesiologia anti-bíblica. Portanto, a teologia do terceiro artigo infere uma proposição sobre a eclesiologia, e a própria eclesiologia se desenvolve a partir do terceiro artigo.

2. [ii] Segundo, em relação a existência humana; a teologia do terceiro artigo diz respeito ao ser humano, não como objeto central e primordial, mas como objeto secundário e importante; pois, aqueles que crê, não deixa de ser humano porque crê; na verdade, a verdadeira humanidade só é entendida a luz da fé; o verdadeiro humanismo é o humanismo bíblico.

Portanto, o Espírito Santo age no indivíduo moldando-o a imagem de Cristo, e assim passa a implementar os gérmens da santificação, a infundir as virtudes teologais, a conceder dons, e a agir de maneira poderosa no desenvolvimento da salvação do indivíduo; e, não somente em relação a santificação para o relacionamento com Deus, mas em relação a santificação para o relacionamento com o próximo e na vida em sociedade; o Espírito aperfeiçoa aqueles que creem à vida em sociedade, fazendo com que os fiéis semeiem as sementes do reino de Deus.

A teologia do terceiro artigo em relação a existência humana, é a teologia que foca na influência dos cristãos no mundo semeando os valores do reino de Deus; mas não somente isso, a teologia do terceiro artigo estabelece as proposições para uma teologia integral da vida, com todas as complexidades que isto pressupõe e exige.

Com isso, em relação a existência humana, se desenvolve a teologia da vida; a existência humana é uma existência em vida; pois, sem vida há morte; logo, a teologia do terceiro artigo ao se coadunar com a existência humana, possibilita o desenvolvimento de uma teologia integral da vida; pois, sendo o Espírito Santo a fonte da vida (fons vitae), então, evidentemente, no agir do Espírito haverá sempre vida.

Portanto, a teologia pneumática é uma teologia integral da vida, da vida por inteiro; e da vida como um todo, em todas as esferas da vida humana, com todas as complexidades e dilemas da vida humana; sofrimentos, guerra, doenças, catástrofes, desastres, todos os problemas que assolam a vida humana, são assunto da teologia da vida; e, para as quais, a teologia pneumática sempre procura fornecer um entendimento mais apurado e adequado, mesmo diante das contradições da própria vida.

Ora, como se afirmar a teologia da vida diante da guerra? Como se falar em vida diante da fome? Como se falar em vida em meio as doenças? Estes e muitos outros questionamentos existenciais se defrontam com a teologia da vida, e a teologia da vida procura encontrar uma resposta bíblica e racional para estes questionamentos e nestes questionamentos. Como diz o Dr. Moltmann: “é por isso que faz parte dessa mensagem da vida também consolar os tristes, curar os doentes e sanar as recordações, acolher estranhos e perdoar pecados, ou seja, salvar pecadores dos poderes da destruição a vida ameaçada e prejudicada”[1].

3. [iii] Terceiro, em relação ao testemunho; a teologia do terceiro artigo diz respeito ao testemunho; é a parte da existência teológica, onde propriamente dito fica evidente a proposição de que todos os cristãos devem testemunhar (cf. At 1.8); na verdade, o testemunho é parte da tríade da existência teológica; e todos os cristãos estão inseridos nesta perspectiva, pois, existe um ministério teológico de todos os fiéis (como afirma Jürgen Moltmann!), embora isso deva ser entendido corretamente e sem os desvios das loucuras protestantes.

Portanto, a teologia do terceiro é uma teologia martirológica, uma teologia do testemunho, em todos os aspectos e modos do testemunho; do ato de evangelismo pessoal, a proclamação do evangelho, a apologia da fé, até mesmo diante do martírio, a teologia pneumática é uma teologia do testemunho, do testemunho com a vida e com as obras, do testemunho que faz reluzir a bendita mensagem do evangelho através daquele que testemunha como sal da terra e luz do mundo.

Com isso, em relação ao testemunho, se desenvolve a teologia da cultura; a teologia pneumática ao se efetivar no testemunho, a partir deste, desenvolve a perspectiva da teologia da cultura; e a teologia da cultura é a reflexão teológica sobre a cultura e sobre como a cultura se desenvolve, mas também sobre os modos da influência do evangelho sob os mais diversos aspectos culturais; o cristão também é um ser cultural, então, em tudo o que produz para a glória de Deus, também está produzindo cultura; pois, as ações humanas, se feitas de maneira racional e sóbria, sempre produzem cultura; e a medida desta racionalidade é a medida da razão imbuída na produção cultural; quanto maior e mais bem burilada for esta expressão racional, mais significativa e importante será a produção cultural.

A teologia do terceiro artigo, pontua os princípios da teologia da cultura, a medida que se desenvolve com e sob os pressupostos bíblicos, e se amalgama com o entendimento sobre a ação humana e sobre os frutos da ação humana; isto, logicamente, é o que constitui a teologia da cultura, que é o testemunho do evangelho em cada aspecto da cultura, ao mesmo tempo em que produz cultura ao se testemunhar do evangelho.

4. [iv] Quarto, em relação a vida; a teologia do terceiro artigo diz respeito a vida; não somente a existência humana, mas a própria vida como dom de Deus e como responsabilidade do próprio ser humano; a teologia do terceiro artigo tem um princípio em relação a vida, e não somente em relação a uma teologia integral da vida, mas em relação ao próprio qualificativo de “vida”; pois, sendo o Espírito Santo a fonte da vida, é Ele mesmo quem outorga o entendimento sobre a vida e sobre o modo de viver; na verdade, a teologia integral da vida pressupõe a questão sobre a vida, sobre o modo como a vida se desenvolve.

Pois, a vida, se desenvolve a partir das leis fundamentais da própria vida; e a preservação das leis fundamentais da vida, é princípio da teologia do terceiro artigo; pois, onde há vida há a obra do Espírito em conservar e preservar a criação (cf. Sl 104.30); e como o próprio Deus é designado como manancial da vida (cf. Sl 36.9), então, onde há o irradiar do Espírito, haverá vida. Mas, esta dupla ênfase, com perspectivas distintas, em relação a vida, perfazem um princípio fundamental da teologia do terceiro artigo, no que concerne a ênfase na vida em relação a existência humana, e no que concerne a ênfase no elemento fundamental para a vida se desenvolver e ser vivida.

Com isso, em relação a vida, se desenvolve a teologia da liberdade; a teologia do terceiro artigo ao ter uma ênfase na teologia da vida, se coaduna com um princípio preponderante para o desenvolvimento da própria vida; por isso, em relação ao princípio da teologia do terceiro em relação a vida, se desenvolve a teologia da liberdade; pois, a liberdade é princípio preponderante para a vida se desenvolver; tanto que um dos pontos máximos da compreensão do direito, se tem a coadunação da vida e da liberdade como transcendentais dos direitos inalienáveis da pessoa humana (direitos humanos).

Portanto, a teologia da liberdade evoca a própria liberdade como pressuposto para o desenvolvimento da vida, pois, a liberdade é pressuposto estabelecido na ordem da realidade pelo Espírito Santo, e a liberdade é instituída pelo próprio Espírito como lei perfeita para a existência eclesial (cf. Tg 1.25, 2.12).

Deste modo, a teologia pneumática além de evocar uma teologia integral da vida, também evoca uma teologia da vida como dom de Deus e como responsabilidade humana, e assim, pressupõe e edifica a teologia da liberdade. Como diz o Apóstolo: “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2Co 3.17b); e onde o Espírito do Senhor está, aí há vida, porque há liberdade; sem liberdade, a vida se desintegra; sem liberdade, não há defesa da vida; logo, a teologia da liberdade é pressuposta pela teologia da vida, e isto para a defesa e a proteção da própria vida.

 

III

 

Deste modo, a partir destes princípios do múnus da teologia do terceiro artigo, se pode afirmar que a reflexão teológica se desenvolve, como fora dito, sob o agir do Espírito; o princípio preponderante da reflexão teológica, da pesquisa teológica, é compreensão sobre a soberania do Espírito Santo em relação a própria pesquisa teológica; pois, o Espírito age como quer e quando quer (cf. Jo 3.8); portanto, a compreensão deste princípio serve de fanal iluminador para o entendimento de como se deve prosseguir na reflexão teológica, de como se deve efetivar a pesquisa teológica.

Pois, se o Espírito é soberano, então, Sua soberania também é demonstrada na reflexão teológica, e isto livra aqueles que se dedicam a reflexão teológica de cair no pedantismo e na uniteralidade, bem como ensina que tudo de bom que se faz se deve atribuir a Deus (cf. Is 26.13); e isto impede que o coração decaia da graça através da vanglória e do orgulho; como diz São Máximo o Confessor: “atribuir a Deus tudo o que se faz de bom destrói o orgulho”[2].

A experiência com a soberania do Espírito na reflexão teológica, ensina a atribuir a Deus tudo de bom que se faz e que se alcança, e, isso, por sua vez, destrói o orgulho; portanto, a experiência com a soberania do Espírito na reflexão teológica impede o orgulho e a vanglória de se assenhorarem do coração daqueles que se colocam nos ínvios caminhos da pesquisa teológica.

E a experiência com a soberania do Espírito, conduz a compreensão da liberdade do Espírito; como diz Barth, “o Espírito Santo é o poder vital que se compadece em liberdade tanto da comunidade com da teologia, a qual necessita e continua necessitando dele sob todas as circunstâncias”[3]; portanto, o Espírito se compadece em liberdade, de acordo com Sua soberania; a teologia, que necessita sempre do Espírito, é sempre renovada e ajudada pelo Espírito que se compadece em liberdade; pois, “o Espírito deu forma à Igreja segundo sua fidelidade absoluta à revelação em Cristo e segundo sua liberdade divina de interpretá-la”[4].

A liberdade do Espírito, segundo a qual Ele deu forma à Igreja, é a mesma liberdade com a qual o Espírito dá forma à teologia; como o Hermeneuta da Revelação, o Espírito a aplica de maneira sempre nova e de maneiras sempre inesperadas, a partir das quais, a reflexão teológica recebe seu ímpeto, e, assim se estabelecem os insights necessários para a teologia se desenvolver.

Nestes aspectos, se compreende o que é e do que se constitui a teologia do terceiro artigo; por isso, que aqueles que buscam compreender os maravilhosos e gloriosos aspectos revelacionais sobre o Espírito Santo, devem rogar a Deus tal como ensinara Anselmo da Cantuária: “Vem, Espírito Santo, vem, Mestre dos humildes... Vem, glorioso adorno de todos os viventes, de todos os mortais única salvação. Vem, Espírito Santo, comisera-te de nós. Prepara-nos, instrui-nos, dispõe-nos, e concede-nos, com a tua ajuda, o dom de uma caridade humilde, suave e paciente”. 

Bendito seja Deus para sempre. Amém. 



[1] Jürgen Moltmann, A Fonte da Vida: O Espírito Santo e a Teologia da Vida [São Paulo: Edições Loyola, 2002], pág. 29.

[2] São Máximo o Confessor, Capítulos sobre o Amor, 3ª Centúria, cap. LXII.

[3] Karl Barth, Introdução à Teologia Evangélica [11ª ed. São Leopoldo, RS: Sinodal, 2016], pág. 40.

[4] Hans Urs von Balthasar, Deus, Eternamente jovem e surpreendente: Textos escolhidos sobre Trindade e Cristologia [São Paulo: Paulus, 2023], pág. 37-38. 


25/03/2024

Prospectos da Teologia do Terceiro Artigo

I

 

A elucubração sobre a teologia do terceiro artigo se inicia, evidentemente, pela compreensão do que concerne a ideia da teologia do terceiro artigo; e, nisto, está delineado a teologia em sua natureza e propósito; pois, a teologia só se desenvolve pela obra do Espírito Santo; e a teologia só atinge seu propósito pela obra do Espírito Santo; portanto, a existência teológica é pneumática em sua essência e natureza; a teologia, como reflexão sobre Deus e das coisas enquanto em relação com Ele, só “vinga”, para utilizar um esquecido termo da ortodoxia luterana, sob a obra soberana do Espírito Santo; como Barth afirma, o ar fresco e movimentado do Espírito do Senhor é o único ambiente em que a teologia poderá vingar[1].

Com isso, a teologia, sendo reflexão sobre Deus, é guiada pelo Espírito Santo na reflexão sobre o próprio Deus; e a revelação, é o meio pelo qual o Espírito Santo guia os homens na reflexão teológica e na compreensão sobre Deus; logo, a lógica da revelação, é o que deve permear os preceitos fundamentais da reflexão teológica; pois, necessariamente, a existência teológica só se efetiva desta maneira; portanto, a ideia da teologia do terceiro artigo tem imbuída em si a existência teológica, fato esse que as mais das vezes passa desapercebido dos próprios teólogos; todavia, a teologia, em sua natureza e propósito, só “vinga”, só se estabelece e se desenvolve sob a orientação soberana do Espírito Santo.

Assim sendo, os principais aspectos na reflexão sobre Deus, a doutrina de Deus, são elucubrados sob a Orientação do Espírito Santo; e a reflexão sobre Deus, geralmente é feita sob dois aspectos: o Deus Uno e o Deus Trino; é assim, por exemplo, que Tomás de Aquino estabelece na Summa Theologiae, primeiro a análise sobre o Deus Uno, depois a análise sobre o Deus Trino. 

A reflexão sobre o Deus Uno mostra a perfeição de Deus, Sua natureza e caráter santíssimo, a partir da descrição bíblica: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt 6.4); portanto, a reflexão sobre o Deus Uno é o primeiro aspecto, a partir do entendimento revelacional, sobre o qual, se reflete e elucubra sobre Deus - aspecto este estabelecido pelo Espírito Santo; a unidade de Deus é um mistério glorioso com o qual a reflexão teológica tem de lidar, o qual, por sua vez, é orientado pelo Espírito Santo para designar todo o esplendor das verdades que são imbuídas no estudo sobre o Deus Único e Verdadeiro; pois, o Espírito Santo, em sua obra como cultor da revelação, tem por função tornar conhecidas as verdades gloriosas sobre Deus.

E, em relação a reflexão sobre o Deus Trino, o Espírito Santo, revela a Deus Pai, revela a Deus Filho, e anuncia tudo quanto tiver ouvido (cf. Jo 16.13), no altissonante mistério da comunhão da Trindade; a unidade e a trindade de Deus, a unidade na trindade e a trindade na unidade, são um mistério que o Espírito Santo explica, mas que os homens não podem compreender em sua inteireza; por isso, o Espírito Santo é o “vinculum amoris”, entre o Pai e o Filho, é um vínculo que permite aos homens, através da fé, compreenderem o bendito mistério da Santíssima Trindade; somente através deste “vinculum amoris” é que os que creem podem compreender o mistério da Santíssima Trindade; e é o Espírito Santo quem conduz o entendimento sobre a Trindade, através do qual, tanto o Pai quanto o Filho quanto o Espírito Santo são adorados, pois, são co-iguais em poder, glória e majestade. 

A trindade é o mistério pneumático por excelência; o qual, ao ser estudado com esmero e reverência, é guiado em seus mais íntimos recônditos pelo Espírito Santo, que revela as profundezas de Deus (cf. 1Co 2.10). Os Mistérios concernentes ao Deus Trino são conduzidos no temor e na reverência sob a orientação do Espírito Santo, que impede que os homens adentrem a estes mistérios de maneira dissoluta bem como impede aqueles que reverentemente estudam sobre este assunto de caírem em erros e heresias.

Deste modo, o Espírito Santo, ao guiar a reflexão teológica, a ilumina diante dos três principais aspectos da fé, naquilo que a partir dos símbolos de fé, são conhecidos como os três artigos da fé; o primeiro artigo, sobre Deus Pai; o segundo artigo, sobre Deus Filho; o terceiro artigo, sobre Deus Espírito Santo: o primeiro artigo sobre a criação, o segundo sobre a salvação e o terceiro sobre a santificação; logo, a reflexão teológica se estabelece nesta tríplice perspectiva, que permeia todos os outros aspectos doutrinários; pois, a compreensão sobre a Trindade, é o aspecto principal da fé; como Tomás de Aquino afirma: “a fé cristã consiste principalmente na confissão da Santíssima Trindade”[2].

E é o aspecto que encerra o intelecto em admiração, que se prosterna em adoração, e que a medida desta adoração cresce em compreensão e entendimento, no mais sublime aspecto da fé que busca compreensão.

Logo, a ideia da teologia do terceiro artigo tem permeada em si as estruturas dos dois outros artigos de fé, tanto para melhor explicá-los, quanto para melhor entender o próprio terceiro artigo; logo, a teologia do terceiro artigo procura iluminar a compreensão sobre o primeiro artigo e sobre o segundo artigo, de modo que, a partir desta compreensão, se possa obter um entendimento mais apurado e burilado sobre o terceiro artigo; na verdade, na ordem da Revelação, o Espírito Santo revelou ao Pai e ao Filho, para depois conduzir os fiéis a uma comunhão mais profunda consigo mesmo.

A teologia do terceiro artigo, reconfigura o entendimento sobre o primeiro artigo e sobre o segundo artigo, de maneira tal que, ao se estudar especificamente o terceiro artigo, se terá uma riqueza de percepção e de insights ainda mais aprofundada, pois, o próprio Espírito Santo é o “Sugeridor” (esta sentença é evocada pelo teólogo italiano Raniero Cantalamessa!); com isso, pode-se afirma que o Espírito Santo, ao guiar e orientar o estudo sobre o primeiro e o segundo artigo, é o Sugeridor dos insights teológicos, bem como nestes insights, outorga o entendimento sobre Sua Pessoa, como Sugeridor dos insights pneumáticos. E os insights pneumáticos açambarcam a ampla gama de insights teológicos, e os coloca de maneira mais precisa e mais adequada a cada área do saber teológico. Ora, o Espírito Santo é o Doctor Ecclesiae, o Professor da Igreja; então, é Ele quem ilumina os insights teológicos e os aplica de maneira mais adequada no desenvolvimento da própria reflexão teológica; donde, a necessidade dos insights pneumáticos e sua aplicabilidade significativa para o todo das reflexões teológicas.

Assim sendo, tendo em mente a compreensão e a centralidade da perspectiva trinitária, se observa que tudo na existência teológica é sob tríplice perspectiva; a vida cristã, a existência eclesial, a liturgia, a existência teológica, é sob tríplice perspectiva; e a tríplice perspectiva sempre é evocada a partir da Santíssima Trindade.

Pois, tudo em relação as coisas espirituais e em relação as coisas naturais, é em tríplice perspectiva; pois, toda a obra da Criação é permeada pela obra do Deus Trino; e, só existe a compreensão sobre a tríplice perspectiva, sob o triperspectivismo, a partir do Sugeridor; é o Espírito Santo quem orienta a compreensão sob a tríplice perspectiva, a qual Ele mesmo é o cultor.

O Espírito Santo é o Cultor da tríplice perspectiva na ordem da realidade e é o Orientador para a compreensão sobre as coisas de Deus. E o entendimento sobre estes aspectos, delineiam a compreensão sobre a ideia que permeia a noção da teologia do terceiro artigo.

 

II

 

Com isso, se pode evocar os principais aspectos da teologia do terceiro artigo; a teologia do terceiro artigo possui princípios bem estabelecidos, os quais, por sua vez, são dispostos de maneira distinta dos da teologia do primeiro artigo e dos da teologia do segundo artigo; logo, do mesmo modo como o estudo racional tem princípios, causas ou elementos (cf. Phys., 184a10), a reflexão teológica também o tem; e, a teologia do terceiro artigo também o tem; portanto, para um mais eficaz entendimento sobre a teologia do terceiro artigo é necessário compreender os princípios que permeiam a teologia do terceiro artigo.

Deste modo, estabelecem-se os princípios da teologia do terceiro artigo; estes princípios são a base primordial, através da qual se evoca a ideia da teologia do terceiro artigo; nestes princípios estão descritos o pressuposto básico da possibilidade e necessidade da teologia do terceiro artigo; e os princípios da teologia do terceiro artigo se subdividem em dois aspectos: primeiro, as definições; e, segundo, os axiomas.

Em primeiro lugar, as definições.

Ora, as definições são os conceitos básicos e fundamentais que permeiam a ideia da teologia do terceiro artigo, que se estabelecem em dez teses fundamentais, subdivididas em dois grupos: as cinco primeiras, os pressupostos dogmáticos (da dogmática como ética), e, as cinco restantes, os pressupostos éticos (da ética como dogmática); estas teses são:

A. Pressupostos Dogmáticos.

§ 1. [Da teologia]. A teologia é uma ciência, e uma ciência que versa sobre Deus e as coisas enquanto em relação com Ele (cf. STh Ia, q. 1, a. 7, co.); logo, a teologia, em sua natureza e propósito estuda e reflete sobre Deus; e, como todo estudo sobre Deus é feito a partir da revelação, então, todo estudo sobre Deus, isto é, a teologia, é guiada e orientada pelo Espírito Santo, pois, é o Espírito quem perscruta as profundezas de Deus (cf. 1Co 2.10), e que as torna conhecidas através da Revelação.

§ 2. [Da natureza da teologia]. A teologia, em sua natureza, sendo uma ciência fundamentada na revelação, lida com o conhecimento das coisas divinas; portanto, em sua natureza, é uma ciência espiritual; por isso, deve ser estudada com a piedade guiada pelo Espírito, a piedade da comunhão com Deus através da oração e da leitura de Sua Palavra, e da piedade que depende da iluminação pneumática para a compreensão dos assuntos da revelação.

§ 3. [Do propósito da teologia]. A teologia tem um propósito muito bem definido, a saber, ensinar sobre Deus; e, se ensina sobre Deus de dois modos: primeiro, de modo doutrinário; segundo, de modo prático. No primeiro modo, reflete-se sobre a doutrina, e o que a doutrina ensina sobre Deus, abalizando o entendimento sobre no que se deve crê. No segundo modo, reflete-se sobre a prática, a ética, que ensina sobre a vida correta diante de Deus, abalizando o entendimento sobre como se deve viver. Nestes dois modos, o propósito da teologia fica sumariado, respectivamente, da seguinte maneira: ensinamento racional e ensinamento prático, crença correta e vida correta, doutrina e ética, ortodoxia e ortopraxia. O propósito da teologia, é conduzir a um entendimento correto sobre Deus, de modo a levar a um culto correto a Deus. E este propósito só se alcança com o Espírito Santo; o propósito da teologia é um propósito pneumático.

§ 4. [Da existência teológica]. A existência teológica, é a existência de fidelidade e vigilância, sob o mandamento de Deus, axioma fundamental da teologia; logo, a existência teológica, se confirma e se desenvolve a partir do entendimento e do encargo da natureza da teologia e a medida do cumprimento do propósito da teologia na existência eclesial e através da vida daqueles que, de maneira mais específica, se dedicam a teologia (os teólogos).

§ 5. [Do desenvolvimento teológico]. A teologia só se desenvolve sob a orientação do Espírito; a teologia é uma ciência que cresce, se desenvolve e frutifica sob a atuação soberana do Espírito; donde, o desenvolvimento teológico, depender totalmente deste Atuar soberano. Por isso, é correto afirmar que o desenvolvimento teológico só “vinga” sob o poder do Espírito.

B. Pressupostos Éticos.

§ 6. [Da vida que agrada a Deus]. A teologia tem por propósito também ensinar sobre a vida que agrada a Deus; sobre a maneira correta de viver diante de Deus, de acordo com a Revelação de Deus; logo, a teologia, como ética, tem por princípio a vida que agrada a Deus, chamada pelo Apóstolo de vida digna do evangelho (cf. Fp 1.27).

§ 7. [Das virtudes]. A vida que agrada a Deus, é a vida nas virtudes; é o Espírito quem conduz aqueles que creem no caminho da virtude; tanto no aperfeiçoamento das virtudes naturais, quanto no infundir das virtudes teologais; a vida que agrada a Deus é uma vida vivida na fé, na esperança e no amor (cf. 1Co 13.13). E o Espírito é quem conduz aqueles creem no caminho das virtudes teologais. A vida virtuosa é fruto da obra soberana do Espírito, como Consolador e como Aplicador da obra da reconciliação.

§ 8. [Sobre glorificar ao Senhor em doutrinas]. A vida que agrada a Deus, a vida virtuosa, é princípio da existência teológica; logo, aqueles que participam na existência teológica, sempre terão por propósito, na própria existência teológica, de glorificar ao Senhor em doutrinas; e a teologia consiste exatamente nisso, em glorificar ao Senhor em doutrinas; e, é o Espírito que ilumina o caminho daqueles que, ao dedicarem a existência teológica, buscam glorificar ao Senhor através da elucubração sobre as doutrinas.

§ 9. [Do poder do Espírito]. A vida que agrada a Deus, sendo uma vida virtuosa, é uma vida que é vivida sob o poder do Espírito; a vida que agrada a Deus é uma vida no poder do Espírito, que santifica, ilumina, concede dons, e conduz a Igreja pelos pastos verdejantes do Bom Pastor.

§ 10. [Do Espírito como Sugeridor dos insights teológicos]. A teologia, como ciência, tem por função refletir sobre Deus de acordo com a Revelação de Deus; por isso, as Escrituras, a revelação dada de forma permanente, são a fonte donde brotam os insights teológicos, que em consonância com a reta razão, proporcionam um mais eficaz entendimento sobre as coisas concernentes a Deus; portanto, se os insights teológicos são provenientes das Escrituras, então, o cultor da Revelação, o Espírito, é quem ilumina e concede estes insights; como cultor da Revelação, e como o Hermeneuta da Revelação, o Espírito é quem ilumina os insights teológicos; por isso, o Espírito Santo é o Sugeridor dos insights teológicos.

 

III

 

E, em segundo lugar, os axiomas.

Ora, os axiomas são as proposições básicas que permeiam a teologia do terceiro artigo, tanto em sua natureza, quanto em sua aplicabilidade; e são evocados três grandes axiomas, subdivididos em três proposições cada; os axiomas são embasados a partir da sentença do Apóstolo: “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2Co 3.17b). Portanto, deste texto paulino são extraídos três axiomas:

Primeiro axioma: O Espírito é Senhor.

Proposição n. 1: O senhorio do Espírito demonstra sua deidade e sua atuação de maneira poderosa em todo o cosmos (cf. Sl 139.7), em conformidade com os mistérios da Trindade econômica (cf. Mt 3.16-17; 2Co 13.13; Rm 1.1-4). 

Proposição n. 2: O senhorio do Espírito, demonstra sua atuação soberana como Vivificador; se o Espírito é Senhor, então, Ele também é Vivificador. A obra do Espírito em vivificar se estende em todo o cosmos, e é efetuada de maneira gloriosa naqueles que creem, com o derramar copioso do Espírito (cf. Is 44.3). 

Proposição n. 3: O senhorio do Espírito, demonstrado através de seus títulos e nomes, são uma demonstração de Sua Obra no plano da redenção.

Segundo Axioma: Onde o Espírito está, é lugar onde Ele efetua Sua Obra e Seu Agir Soberano.

Proposição n. 1: E na acepção de lugar, dois são os lugares onde o Espírito age de maneira soberana: primeiro, no mundo, de maneira geral; segundo, na Igreja, de maneira especial.

Proposição n. 2: O Espírito age no mundo de maneira soberana preservando e conservando a criação da corrupção total do Pecado (cf. Sl 104.30), bem como atuando para conceder aos homens dons para o desenvolvimento da vida humana (cf. Ef 4.8); por exemplo, é o Espírito quem guia o caminho da ciência (cf. Is 40.14). Logo, da ação do Espírito Santo no mundo, nasce o pressuposto da teologia da cultura. 

Proposição n. 3: O Espírito age na Igreja de maneira soberana e santificadora, como Senhor, Vivificador, Inspirador, Orientador e Iluminador das práticas eclesiais; a Igreja existe sob o poder do Espírito, e é edificada e guiada por Sua Direção Soberana. A Igreja é a comunidade pneumática. Logo, da ação do Espírito na Igreja, nasce o pressuposto da eclesiologia pneumática, onde todos os aspectos da existência eclesial são guiados pelo Espírito através da Revelação. 

Terceiro Axioma: A liberdade é pressuposto apodítico do atuar e do agir soberano do Espírito.

Proposição n. 1: Onde o Espírito do Senhor está, aí há liberdade, como diz o Apóstolo; logo, onde o Espírito está, no mundo (atuando de forma geral) e na Igreja (atuando de forma especial), aí há liberdade. 

Proposição n. 2: A liberdade é pressuposto irrevogável para a vida no mundo, e por isso, fora estabelecida na lei humana como direito fundamental inviolável, bem como se estabelece como um dos transcendentais dos direitos humanos.

Proposição n. 3: A liberdade como pressuposto da existência eclesial, chamada na Igreja de lei da liberdade (cf. Tg 1.25, 2.12). Portanto, em relação a Igreja, a liberdade é uma doutrina, um dogma fundamental da fé.

Com isso, se evocou, a partir dos princípios da teologia do terceiro artigo, em suas definições e axiomas fundamentais, aquilo que a que se refere a teologia do terceiro artigo; isto é, a possibilidade (e necessidade) da teologia do terceiro artigo, fundamentada em pressupostos bíblicos, que constituem-se a base dos insights teológicos que devem guiar a reflexão teológica; logo, se tem, na ideia da teologia do terceiro artigo, o encargo da reflexão teológica, a proposição da existência teológica, fundamentados e orientados de acordo com a edificação da teologia pneumática, a partir da Obra e da Pessoa do Espírito Santo, o Sugeridor dos insights teológicos.

***

Assim, conclui-se a explicação sobre os prospectos concernentes a teologia do terceiro artigo; um escrito inicial e ainda parcial, mas que fornece os princípios fundamentais do que deve guiar e permear a análise da teologia do terceiro artigo. “Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e para sempre. Amém”. 



[1] cf. Karl Barth, Introdução à Teologia Evangélica [11ª ed. São Leopoldo, RS: Sinodal, 2016], pág. 39.

[2] Tomás de Aquino, De Rationibus Fidei, cap. I. 


Os maiores atiradores da história

Diante de algumas indagações a respeito de um aspecto específico da história militar, a saber, sobre os maiores atiradores da história (snip...