(I) Ó
ambição, mãe das injustiças,
fonte das
invejas e das covardias;
filha da
inexorável fortuna,
que aos
virtuosos importuna.
(II) Pela
ambição se vendem,
e a si
mesmos mentem,
a fim de
obterem sucessos,
lhes transformando
em espectros.
(III) Mas
da ambição o preço,
tem a
desonra por adereço,
e isto não
lhes deixa surpresos,
pois na
vileza os mantêm presos.
(IV) A vós
vil ambição,
cantam os
homens canção,
e se
deleitam com a perdição
destruindo
o próprio coração.
(V) Ó
ambição terrível,
de chama
inextinguível,
por vós os
maus são exaltados
e os bons
são humilhados.
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