(I) Ó vós,
egrégio poeta,
da solidão
o exegeta,
homem de fado
pesado,
e de vida
no enfado.
(II) Das
moiras o dizer,
fora mais
do que um parecer,
disseram
tal qual profecia
como sua
vida seria.
(III) Tu
encarnaste a tristeza de Portugal,
e isto não
nos é nenhum mal,
pois
ensinara que a ternura
exala após
a amargura.
(IV) O Só
tu cantaste,
a ti mesmo
te mostraste,
tua vida
narraste
e a todos
te confessaste.
(V) Ó
Nobre, vossa virtude,
ensinara a
solicitude:
tu tornaste
a tristeza
em excelsa
beleza.
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