Aquele que da rabugice rude,
era um homem simples e humilde;
homem de coragem e bravura,
soube em bondade externar ternura;
vossos feitos lhe fazem um guerreiro,
pois na guerra foste um obreiro
da justiça e da batalha em prol
da liberdade, a qual fizeste como vosso farol.
Batalhaste contra o inimigo fero,
com força, primor e valentia,
enfrentando-os de modo ensífero.
Em Stalingrado enfrentaste
o inferno onde ao imigo queimaste;
nos horrores inomináveis do front
enfrentara a fera morte pela fronte;
num inverno duro e rigoroso
lutaste contra o imigo demonioso;
na batalha foste herói entre heróis,
e mesmo o tempo sem sóis,
tornaste-te numa luminária
diante da batalha sanguinária;
ao inimigo bravamente mataste,
e a muitos nazistas aniquilaste;
aos carniceiros enfrentaste
e suas máquinas terríveis destruíste:
carros e caminhões de combate
e dezenas de grandes armas para o abate;
e na hora mais negra do embate,
se tornaste no símbolo de patriotismo:
defendera seus companheiros do inimigo,
com bravo e firme caratismo,
sendo do nazismo arqui-inimigo,
demonstrando aos oficiais nazistas
a virtude dos povos russistas.
E Paulus, o nazista marechal,
viu na batalha um herói imortal.
Em Kursk, em meio aos blindados,
e à derrota quase fadados,
transpareceu o espírito soviético
que contra imigo sarcástico
mostrasse o valor da dignidade
de um soldado em sua hombridade;
destruístes a muitos tanques,
o que dera inveja nos ianques,
que tinham como herói o capitão da estória,
enquanto que eras o herói na história;
e entre os avanços da máquina
de guerra nazista, mostraste tua traquina,
e aniquilaste poderosas armas
deixando-as para uso desformas.
E muito depois, já velho, ao lado de um jovem,
te dispuseste a lutar contra a casta de pedófilos,
e isto fora às vítimas um enorme bem,
saber que um herói se pôs a ajudá-los
a fim de buscar justiça contra crimes hediondos,
deixando os infames na mente com os estrondos
da coragem, da dignidade, da lealdade,
o que lhes minou a inexorável fealdade.
Diante de vossa morte,
a tristeza assola mesmo o forte;
caiu um gigante da humanidade,
homem de grande idoneidade;
ergo a ti um lamento elogioso,
ó egrégio guerreiro garboso:
Sadyvok, o sargento-mor,
das batalhas um guerreiro maior,
e de Epstein, criminoso neonazista,
foste um tardio e santo carrasco comunista.
A humana glória da humanidade
está em um herói da realidade.
Oh, grande sargento, notável militar,
a todos lembro vossa memória para vos honrar.
Eis nossa oração: que eterna seja vossa memória;
eis nossa aclamação: vossa bravura é parte da história.
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