29/06/2026

Elegia 1

Aquele que da rabugice rude,

era um homem simples e humilde;

homem de coragem e bravura,

soube em bondade externar ternura;

vossos feitos lhe fazem um guerreiro,

pois na guerra foste um obreiro

da justiça e da batalha em prol

da liberdade, a qual fizeste como vosso farol.

Batalhaste contra o inimigo fero,

com força, primor e valentia,

enfrentando-os de modo ensífero.

Em Stalingrado enfrentaste

o inferno onde ao imigo queimaste;

nos horrores inomináveis do front

enfrentara a fera morte pela fronte;

num inverno duro e rigoroso

lutaste contra o imigo demonioso;

na batalha foste herói entre heróis,

e mesmo o tempo sem sóis,

tornaste-te numa luminária

diante da batalha sanguinária;

ao inimigo bravamente mataste,

e a muitos nazistas aniquilaste;

aos carniceiros enfrentaste

e suas máquinas terríveis destruíste:

carros e caminhões de combate

e dezenas de grandes armas para o abate;

e na hora mais negra do embate,

se tornaste no símbolo de patriotismo:

defendera seus companheiros do inimigo,

com bravo e firme caratismo,

sendo do nazismo arqui-inimigo,

demonstrando aos oficiais nazistas

a virtude dos povos russistas.

E Paulus, o nazista marechal,

viu na batalha um herói imortal.

Em Kursk, em meio aos blindados,

e à derrota quase fadados,

transpareceu o espírito soviético

que contra imigo sarcástico

mostrasse o valor da dignidade

de um soldado em sua hombridade;

destruístes a muitos tanques,

o que dera inveja nos ianques,

que tinham como herói o capitão da estória,

enquanto que eras o herói na história;

e entre os avanços da máquina

de guerra nazista, mostraste tua traquina,

e aniquilaste poderosas armas

deixando-as para uso desformas.

E muito depois, já velho, ao lado de um jovem,

te dispuseste a lutar contra a casta de pedófilos,

e isto fora às vítimas um enorme bem,

saber que um herói se pôs a ajudá-los

a fim de buscar justiça contra crimes hediondos,

deixando os infames na mente com os estrondos

da coragem, da dignidade, da lealdade,

o que lhes minou a inexorável fealdade.

Diante de vossa morte,

a tristeza assola mesmo o forte;

caiu um gigante da humanidade,

homem de grande idoneidade;

ergo a ti um lamento elogioso,

ó egrégio guerreiro garboso:

Sadyvok, o sargento-mor,

das batalhas um guerreiro maior,

e de Epstein, criminoso neonazista,

foste um tardio e santo carrasco comunista.

A humana glória da humanidade

está em um herói da realidade.

Oh, grande sargento, notável militar,

a todos lembro vossa memória para vos honrar.

Eis nossa oração: que eterna seja vossa memória;

eis nossa aclamação: vossa bravura é parte da história.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Soneto 5

Vossa destreza no cozinhar, é uma bênção ao sabor e para o paladar; se com esta Graça cozinhais, vede lá que nesta Graça também me ama...