(I) Nas intempéries
da vida
se vê a
honra repartida;
e entre as
ambivalências do mundo
dos bons se
exaure quase tudo.
(II) Aos
homens de entendimento
as
contradições trazem sofrimento;
e perante a
dor dos inocentes
até os mais
fortes ficam descrentes.
(III) A
firmeza diante das contradições
é da
sabedoria a melhor das lições,
pois diante
dos mistérios da vida
o silêncio
é prudência bem resolvida.
(IV) A
ambivalência do poder
faz o mal
se exceder,
e diante da
maldade o proceder
faz os
homens a honra ceder.
(V) E do
poder a busca e a ânsia
faz o mal
crescer em abundância.
O mundo
perdeu-se em ambivalência
porque
rejeitou da verdade a ciência.
(VI) Na
ambiguidade de ser ou não-ser
os homens
acabam por esquecer
que o viver
é reconhecer
que a
própria vida é ato de ser.
(VII) Ó
desdita das ambivalências
que
destroem as reminiscências;
mas, boa é
a memória que nas circunstâncias
não se
perde no não-saber das ignorâncias.
(VIII) Os
ambivalentes são impacientes,
pois a
desonra não os deixa cientes
acerca dos
males morais e espirituais
dos quais
são entes consensuais.
(IX) Ó
ambivalência maldita
pelo
oráculo da assolação predita
e pelo
juízo natural infusa
em vida
torpe e confusa.
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